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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sobre a Tragédia de Santa Maria


Dia 27 de janeiro de 2013, madrugada, Santa Maria-RS.

Ontem, num domingo, numa cidade gaúcha batizada em homenagem a Maria, a mãe de Jesus, uma das maiores tragédias já vistas. Agora, enquanto escrevo, 232 mortes foram confirmadas, e este número pode aumentar.

É de conhecimento de todo o país – e do mundo –, por isso não preciso detalhar mais nada sobre o fato em si. Meu desejo aqui é outro.

Como dizia o apóstolo Paulo, há momentos em que temos que “chorar com os que choram”. Pois a dor é inevitável e – mesmo que não a entendamos e nos custe suportá-la – faz parte do processo a que chamamos vida. Somos seres espirituais, mas também materiais, compostos de células físicas. E estas perecem. Mais cedo ou mais tarde. Neste caso de Santa Maria, mais cedo, por assim dizer.

Para quem tem uma visão espiritual e compreende a infinitude da vida em si – mesmo que a física seja finita – crê que a vida continua. Em outra forma, mas continua. Deus, ao criar o Universo, nos fez de energia, e a energia em si não pode ser extinta, ela apenas muda de forma. A energia da alma é contínua. A do corpo é passageira.

E, como passageiros neste planeta, um dia partimos. Mas a partida sempre dói – preponderantemente em quem fica. E aí choramos. E o que podemos fazer é chorar juntos. Mas, junto ao choro, a esperança na continuidade, nossa, os que ficamos, e também a continuidade dos que partiram.

Podemos ver, em situações como esta, que somos todos iguais. Não há maior nem menor, melhor ou pior... somos todos feitos da mesma essência.

Que possamos todos orar pelas almas que partiram, e também – especialmente – por aquelas que ficaram, sentindo a lacuna da perda. Uma perda momentânea, mas uma perda que dói. Uma perda que não é eterna, ainda que a dor do momento pareça perpetrar-se eternamente. Deus – e só Ele – sabe confortar numa hora assim. Nós, choramos, abraçamos e oramos. Deus sabe de tudo, o por que de tudo, confiemos n´Ele e n´Ele nos apeguemos...

Que Deus traga consolo aos familiares, parentes, amigos, aos habitantes de Santa Maria, e a todos nós, pois partiram – até o momento – 232 irmãs e irmãos nossos. E centenas de outros ficaram – chorando. Não esqueçamos: somos todos um.

Desejo compartilhar abaixo o que o Senhor nos diz numa hora assim.

 

João 11:25-26

Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente”.

 

I Coríntios 15:50-58

Irmãos, eu lhes declaro que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem o que é perecível pode herdar o imperecível. Eis que eu lhes digo um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revista de imortalidade. Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “A morte foi destruída pela vitória”.

“Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?”

O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a Lei. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.

Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil.

 

I Tessalonicenses 4:13-18

Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não tem esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram. Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos seremos arrebatados com ele nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. Consolem-se uns aos outros com essas palavras.

 

Saudações,

   Kurt Hilbert

UM LIVRE DISCÍPULO DE CRISTO

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O Pão Nosso de Cada Dia

Mateus 6:11
“O pão nosso de cada dia nos dá hoje”.

Jesus ensinou seus discípulos a orar, porque eles pediram que o Senhor lhes ensinasse, uma vez que viam que Jesus orava – com freqüência e muito – e queriam aprender a fazer o mesmo. Então, o Mestre lhes deu um modelo de oração, que ficou conhecido como a “oração do Pai Nosso” (Mateus 6:9-13). Uma parte dessa oração é o versículo acima. Um problema com a oração do Pai Nosso, muitas vezes rezada de forma automática, é justamente o automatismo que empregamos a ela. As pessoas acostumaram-se a ela e, por a saberem decor, não mais prestam atenção em suas palavras, a repetem como uma ladainha. Isso é muito comum. Por isso, é importante que, quando a orarem, as pessoas possam sentir cada palavra, cada frase. Deve ser uma oração consciente, não inconsciente e automática.
Falando no versículo acima, as pessoas presumem que se trata da parte em que pedimos a Deus que nos ajude no sustento material, no alimento e nas coisas que necessitamos para a vida cotidiana. E está certo esse pensamento, mas há mais. Quando pedimos pelo pão nosso de cada dia, não pedimos apenas pelo pão material, mas também pelo pão espiritual.
Jesus disse que Ele é o pão da vida: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome” (João 6:35). Ele também sentenciou algo muito importante, um ensinamento antigo que Ele conhecia muito bem, retirado de Deuteronômio 8:3, ensinamento este que Ele mesmo repetiu, num momento de provação: “Está escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4:4). E é neste ponto que eu queria chegar, é este ponto que eu queria linkar com a frase que repetimos na oração do Pai Nosso.
Quando Jesus nos ensina a orar ao Pai para que Ele nos dê o pão de cada dia – nos ajude a buscar o pão material, para o sustento do nosso corpo –, Ele nos ensina também a orar ao Pai para que Ele nos dê o pão espiritual de cada dia – o pão espiritual, para o sustento da nossa alma. O pão espiritual, que é Jesus e Sua Palavra, precisa ser ingerido diariamente, tal qual o alimento natural que ingerimos fazendo várias refeições ao dia. Ao sentarmo-nos à mesa, alimentamos o corpo; ao sentarmo-nos diante da Bíblia, alimentamos a alma.
E por que pedimos que este pão – tanto o material quanto o espiritual – seja nos dado a cada dia? Simples: porque a cada dia temos que nos alimentar. E mais: pedimos que o pão de cada dia nos seja dado hoje. Por que este hoje? Porque sempre comemos hoje para hoje. Ontem, quando comemos, o dia de ontem era hoje. Amanhã, quando comermos, o dia de amanhã será hoje para nós. Ou seja: sempre comemos no tempo presente, e o alimento serve para o momento presente. Não podemos comer por ontem, nem podemos comer por amanhã. O que comemos ontem, o organismo já processou e se serviu ontem. O que comermos amanhã, amanhã será processado e para amanhã servirá. Com a Palavra é a mesma coisa. O pão de cada dia, que é a Palavra de cada dia, serve para o nosso hoje. Amanhã, terei que voltar a me alimentar da Palavra. É por isso que necessito orar a cada dia, e é por isso que necessito ingerir a Palavra do Senhor a cada dia.
A Palavra que serviu para meu alimento ontem, foi para ontem. Para hoje, necessito de nova Palavra. Claro que usufruímos dos benefícios de uma alimentação saudável ingerida no passado, mas para que estes benefícios sejam permanentes, necessitamos ingeri-la continuamente. Com a Palavra não é diferente.
Assim, que a cada dia possa ser uma verdade para nós o que pedimos no Pai Nosso: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”.
A propósito, pensei numa coisa agora: você já parou para pensar quanto tempo gasta a cada dia comendo? Meia hora? Quarenta minutos? Pois é. E se investíssemos o mesmo tempo, a cada dia, alimentando-nos espiritualmente, lendo a Palavra de Deus? Que tal? Já seria um bom começo, você não acha?

Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
Saudações,
Kurt Hilbert
UM LIVRE DISCÍPULO DE CRISTO

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Sejamos Simples, Como Simples é Cristo

Quanto mais conhecemos nosso Senhor Jesus, mais impressionados ficamos com a Sua simplicidade.
Ele não se ocupou em tratar assuntos que a filosofia e a teologia tratam com avidez.

Sobre a origem do mal, Ele simplesmente ignorou em dar qualquer tipo de explicação, apenas disse que o mal existe.

Quanto à dor, Ele a tratou com as mãos, não com palavras ou discursos.

As desigualdades sociais foram todas reconhecidas, mas não se envolveu movendo uma ação popular contra elas.
Quando protestava, ele se referia à perversão do coração, mas nunca fez disso um movimento político.

A queda do homem não serviu de especulação, pois as consequências falavam por si só.

Tratou o tema da morte apenas com a Paz e a Vida Eterna.

Nunca tentou justificar as ações de Deus. Apenas disse que Ele é justo e bom.

Nos encorajou a lutar contra a falta de amor e a hipocrisia, mesmo não tendo dado garantias que os venceríamos na terra.

Ele respondeu sobre a degradação da humanidade com a promessa de Sua vinda, e mais nada.

Nunca ensinou a estabelecer o Reino de Deus fora do homem, pelo contrário, o Reino deveria ser dentro dele, pois o lado de fora ainda era do príncipe deste mundo.

Não utilizou do Seu poder para atrair alguém com o propósito de ajudar em Sua missão.

Quando visitou o templo, já maduro em Seu ministério, o fez para pregar que acabaria com o significado do templo como local de culto.

Ensinou que sagrada é a vida e altar é todo homem que serve a Deus em amor.

Deixou claro que o dinheiro é um deus, mas que podemos nos servir dele apenas como um meio.

Mesmo ensinando a pagar os impostos, Ele nunca cobrou nada, exceto amor ao próximo.

Conhecedor e vencedor sobre a morte, ensinou que morrer não era mal. Viver mal é que era mau.

Explicou a situação do mundo pelas ações dos homens, sem fazer análises, pois tudo era mais que óbvio.

Sem manipulações teológicas, respondeu aos escribas e teólogos usando situações da vida.

Quando perguntaram de onde vinha o "joio"no meio do "trigo", Ele simplesmente disse: "Um inimigo fez isso...” (referindo-se ao diabo).

Ensinou a pregar a Palavra e não tentar controlá-la.

Ele via as pessoas crendo nEle, mas nunca teve a fixação em fazê-las Suas seguidoras físicas e geográficas.

Nuca teve pressa, mesmo sabendo que o mundo inteiro deveria conhecer Sua Palavra.

Quando mencionou as Escrituras, nunca se preocupou com autores, contextos ou momentos históricos.

Deixou certezas marcantes, como o fato de Deus ser Deus de vivos e não de mortos, pois, “para Ele todos vivem”.

Ensinou que a morte é o fundamento da vida, e tira dela o poder de matar, dando a ela a força das sementes que, ao morrerem, dão muito fruto.

Este é o meu Senhor, simples assim.


Caleri

sábado, 5 de janeiro de 2013

Reconhecer a Deus em Nossos Caminhos


Provérbios 3:5-6

Confie no SENHOR de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento; reconheça o SENHOR em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.

 

A palavra acima começa nos ensinando para confiarmos em Deus de todo o nosso coração. Isso quer dizer que confiemos n’Ele sempre, em qualquer circunstância, com todas as nossas forças, com toda a nossa alma, com todo o nosso ser. Nos momentos bons e nos momentos maus, porque também os há.

Não se apoiar em nosso próprio entendimento, significa não nos estribarmos somente naquilo que nós achamos que entendemos, pois em grande parte das vezes não entendemos corretamente. Temos uma impressão pessoal do que se passa, mas não conseguimos perceber a totalidade das coisas; isso só Deus percebe. Então, não nos fiemos inteiramente em nossa compreensão, mas busquemos entender o que o Senhor nos ensina. Para isso, precisamos confiar n’Ele com tudo.

Ele endireita nossas veredas, nosso caminho. Ele endireita nossa vida, naquilo que eventualmente estiver torto e falto, naquilo que não está de acordo com a Sua vontade, quando assim o permitimos e por isto pedimos em nossas orações. Atenção num ponto: quando pedimos para Deus endireitar nossos caminhos, nem sempre Ele endireita como nós achamos que deveria ser – baseados em nosso próprio entendimento. Ele endireita como deve ser, segundo o Seu amor e segundo o Seu propósito para nós. Quando nós Lhe pedimos e Lhe damos o nosso ok para que Ele aja em nós, estamos Lhe dando carta branca para que Ele aja no sentido do que é melhor para nós. E esse melhor nem sempre está evidente para nós num primeiro momento. Muitas vezes oramos pedindo por Sua ajuda e, no momento seguinte, ocorre algo que parece ser o contrário de Sua ajuda. Mas aí é que está: nos parece ser o contrário, quando na verdade não é, quando na verdade é realmente o melhor para nós. Mas nós não o reconhecemos de imediato. De novo, confiemos n’Ele de todo o coração; confiemos que Deus se estriba no Seu conhecimento, e esse é o melhor para nós.

Pode parecer que eu tenha me esquecido de comentar parte do versículo acima, que tenha pulado justamente a parte em negrito. Não esqueci; pulei, sim, de propósito. O fiz para apontar a condição para que tudo aconteça. A condição para que, em confiando n’Ele de todo o coração, não estribados em nosso próprio entendimento, mas confiando na Sua condução, possamos ter nossas veredas endireitadas todos os dias pelo Senhor. A condição é justamente essa: reconhecer o SENHOR em todos os seus caminhos. Esse “seus” caminhos, são justamente os “nossos” caminhos, os meus e os seus. Vou tentar explicar um pouco melhor.

Suponhamos que tenhamos posto em Deus toda a nossa confiança, de coração e alma, com toda nossa força e capacidade, às veras mesmo. Oramos a Ele e pedimos tal e qual coisa, coisa esta que julgamos boa e oportuna. E aí acontece algo diferente. E agora?

Vamos a um exemplo prático: suponhamos que tenhamos pedido ao Senhor, na primeira oração do dia, aquela feita antes de sair de casa, que este dia seja um dia de paz. Paz em nosso lar, em nosso trabalho, na rua, enfim, em todas as 24 horas do dia. Beleza, pedimos a paz do Senhor e saímos confiantes. Só que, já antes de sairmos, durante o café da manhã, surgiu uma discussão entre membros da nossa família. Tivemos que intervir, da melhor maneira que pudemos, para restabelecer a harmonia. Depois, saímos de casa e, no caminho para o trabalho, um barbeiro nos fecha drasticamente no trânsito – e ainda acha que tem razão, acha que a barbeiragem foi nossa! Temos que lançar mão de toda a nossa paciência para não irmos em direção a ele com a tranca do carro na mão, ávidos para ensinarmos ao abelhudo que a mancada foi dele. Mas, ok, nem discutimos, mantemos a serenidade e seguimos. No trabalho, surge aquele pepino que aparece lá de vez em quando, que temos que descascar e degustar, sem tempero nem sal, a grosso modo mesmo. Um dia daqueles, em que apenas queremos que a jornada termine e voltemos para casa. Ok, a muito custo conseguimos contornar os problemas do trabalho e é hora de voltarmos para casa. No caminho de casa, engarrafamento, buzinas, poluição, calor, a paciência indo para o vinagre – aquele vinagre que faltou para temperar o pepino do trabalho, lembra?... Depois de muito penar, finalmente chegamos em casa. Somos informados, ao passar pela portaria do prédio, que a síndica convocou uma reunião de emergência para tratar dos distúrbios causados pela criançada dos moradores. Beleza, pensamos, queríamos mesmo que o barulho pelos corredores e a algazarra que os infantes provocam no playground tivesse um fim. Até que enfim, vão tomar uma providência! Na reunião, entretanto, ficamos sabendo que o nosso anjinho, o nosso filhinho querido guti-guti, é o maior promotor da desordem pública infanto-juvenil. Reclamações dos vizinhos com relação ao nosso futuro herdeiro são realmente procedentes, e temos que trabalhar na reeducação do rebentinho do coração. Ufa! Finalmente o dia chega ao fim... Espera aí! Ao fazer a oração do final do dia, nos damos conta que o dia de paz que pedimos simplesmente não existiu. Estribados em nosso próprio entendimento dos acontecimentos, nos damos conta que a paz que havíamos encomendado ao Senhor não se fez presente! Como assim, Senhor? O Senhor não ouviu minha oração? É aí que, confiando em Deus, despidos da nossa percepção apenas pessoal das coisas, podemos perceber que, sim, Ele nos havia escutado. E nos havia dado o que pedimos. Hein? Sim. Não havíamos pedido um dia de paz? Pois foi isso que Ele nos deu. Ele nos deu, desde antes de sairmos de casa, passando pelo trânsito, pelas circunstâncias do trabalho, pelo trânsito de novo, e de volta em casa, em todas essas situações, Ele nos deu oportunidades de fazermos uso da paz que nós já temos em nosso coração. Porque a paz do Senhor está sempre conosco, pois Ele está sempre conosco!

É aí que O podemos reconhecer em todos os nossos caminhos.

Pode haver outras oportunidades assim. Pedimos, por exemplo, que Ele se mostre a nós no dia de hoje e, ao sairmos de casa, nos deparamos com um indigente de rua, que precisa da nossa ajuda em alguma coisa. Ou encontramos um amigo com um baita problema, necessitando de uma palavra de apoio. Ou somos informados que alguém precisa que ajudemos a cuidar de uma pessoa que está doente no hospital, que seria necessário que passássemos a noite lá, cuidando dela. Ou, então, encontramos alguém sem esperança, deprimido, enfim, oportunidade para alcançar uma Palavra do Senhor a ela. Aliás, oportunidade é a palavra- chave aqui. O Senhor, atendendo à nossa oração, nesse dia mostrou-Se a nós diversas vezes; O encontramos no indigente na rua, no amigo com problemas, no doente no hospital, no deprimido sem esperanças, enfim, o Senhor nos disse “oi” várias vezes. Conseguimos enxergar a oportunidade de interagirmos com Ele?

Para quem consegue reconhecer o SENHOR em todos os seus caminhos, todos os momentos da vida são uma oportunidade para vivenciarmos Deus interagindo conosco, quase que minuto a minuto. É só abrir os olhos e olhar. Faça a experiência, e um dia me conte como foi. Caminhando conosco, Ele endireita todos os nossos caminhos!

 Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.

Saudações,

Kurt Hilbert

UM LIVRE DISCÍPULO DE CRISTO

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal


Jesus Nasce (Mateus 1 e Lucas 1)

 

Foi18(versículo de Mateus 1) assim que se deu o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento I a José, mas, antes de coabitarem, ela ficou grávida por meio do Espírito Santo. Sendo19 um homem justo e não querendo expô-la à difamação pública, José, seu marido, pensava em abandoná-la em silêncio II.

Mas20, depois que ele cogitou isso, um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho e disse: “José, filho de Davi III, não receies tomar Maria como tua esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela21 dará à luz um filho em quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará seu povo dos seus pecados”.

Tudo22 isso ocorreu para cumprir o que o Senhor dissera pelo profeta: “A23 virgem conceberá e dará à luz um filho, e eles o chamarão Emanuel IV”, que significa “Deus conosco”.

Quando24 acordou, José fez o que o anjo do Senhor lhe mandara e tomou Maria como sua esposa.

Naqueles1(versículo de Lucas 2) dias, César Augusto decretou V que se fizesse um censo em todo o mundo romano. (Este2 foi o primeiro censo e foi realizado quando Quirino era governador da Síria). E3 todos deviam ir às suas cidades natais para se registrarem.

Assim4, também José subiu de Nazaré, na Galiléia, para Belém, a cidade de Davi, na Judéia, pois ele pertencia à linhagem de Davi. Ele5 foi até lá para se registrar com Maria, sua esposa, que estava grávida.

Enquanto6 eles estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e7 ela deu à luz seu primogênito, um menino. Envolveu-o em panos e colocou-o numa manjedoura VI, pois não havia lugar para eles na pousada.

 

v Para entender a história

Ao desposar Maria, José cumpre a profecia de que o Messias (o Cristo) seria o “Filho de Davi”, pois o seu filho adotivo torna-se um descendente do rei Davi. O Messias não será o personagem político e militar que tantos judeus esperavam, mas o salvador que livrará seu povo do mal.

 

v Curiosidades

                                    I.            “Prometida em casamento” – Em Israel, o noivado era uma forma de casamento. Mesmo sem o casal viver junto, o rompimento requeria um divórcio. Na Bíblia, uma mulher prometida em casamento é chamada esposa, e Mateus chama José e Maria de “marido e mulher”, mesmo antes de serem casados.

                                 II.            “Abandoná-la em silêncio” – José não via como desposar uma mulher grávida de outro. Ninguém acreditaria no que sucedera a Maria e, pela Lei, ela podia ser apedrejada até a morte. José era generoso o bastante para não querer expô-la.

                              III.            “José, filho de Davi” – O evangelho de Mateus termina uma genealogia de Jesus Cristo, o Filho de Davi, citando José, “o marido de Maria, de quem nasce Jesus, denominado Cristo”. Jesus era filho legal de José, que descendia de Davi.

                              IV.            “Eles o chamarão Emanuel” – A profecia mencionada por Mateus vem de Isaías (7:14). Os evangelhos vêem Jesus realizando esta profecia – Emanuel significa “Deus conosco”.

                                 V.            “César Augusto decretou” – Augusto, que governou de 31 a.C. a 14 d.C., foi o primeiro imperador romano. A cada quatorze anos, era feito um censo para fins militares e de impostos, embora os judeus fossem isentos do serviço militar. A partir dos doze anos, as mulheres pagavam tributo; assim, Maria, tal como José, teve de se registrar no censo.

                              VI.            “Colocou-o numa manjedoura” – Jesus pode ter nascido num estábulo, mas o nascimento também pode ter ocorrido na casa de uma família pobre, em que os animais fossem guardados sob o mesmo teto. A antiga tradição cristã sugere que Jesus nasceu numa gruta que era usada como estábulo.

 

 A data de nascimento de Jesus: Herodes, o Grande, morreu em 4 a.C. Provavelmente, Jesus nasceu poucos anos antes, em 6 ou 7 a.C. A discrepância de datas se deve a um engano de Dênis, o Pequeno, monge do século VI que organizou o calendário cristão.

 

Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.

Feliz Natal!!!
 
Kurt

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Parábolas

Marcos 4:34

          Não lhes dizia nada sem usar alguma parábola. Quando, porém, estava a sós com os seus discípulos, explicava-lhes tudo.

 

Parábolas
                                                                           
Metáforas, alegorias...
Quero apenas que me entendas.
Semente, semeadura, semeador,
uma candeia com brilho,
talvez um pródigo filho.
Falo, por tua vida,
uma palavra de vida.                            
Pesca homens, lança a rede.
De mim tens todo o apoio.
Aparta o trigo do joio,
tudo em duas moedas.
O reino de Deus em um campo,
dentro de ti, um tesouro,
palavras que valem ouro,
em pouca filosofia.
Vida eterna e alegria!
Parábolas, porém, não fábulas.
Fica atento e vigia,
uma lâmpada com azeite,
como quem ao noivo espera.
Venho a qualquer momento,
muitos dons, muitos talentos.
Conto histórias bibliografadas,
transmito palavras sagradas.
Que tua fé não fique à míngua!
Trago a luz, em claridade,
simplesmente falo a verdade
parabolicamente em tua língua.


Kurt Hilbert
UM LIVRE DISCÍPULO DE CRISTO

sábado, 10 de novembro de 2012

UMA PALAVRA DE CONSOLO


     Muitas vezes vou a comunidades onde, apesar de não conhecer os pormenores, sinto que existem muitos pesos e preocupações. Ao ocupar-me com este assunto, deparei-me com uma palavra que achei ser adequada e consoladora para estas situações. A palavra encontra-se na Carta do apóstolo Paulo aos Coríntios e diz o seguinte: «…fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes, com a tentação, dará também o escape, para que a possais suportar.» (1ª aos Coríntios 10,13).Que maravilhosa promessa o apóstolo Paulo deu naquela altura.

     As tentações existem, e isso é algo que não podemos mudar. Quem poderia dizer de si próprio que nunca foi desafiado ou tentado. Todos os dias estamos expostos a tentações. Aí pode surgir a pergunta: por que é que o Senhor não ajuda? Por que é que Ele não direciona as coisas noutro sentido para que eu, a pessoa em questão, possa lidar melhor com elas?

     Mas Deus não permite que as tentações sejam maiores do que as nossas forças. O Senhor estabelece um limite e não permite que esse limite seja ultrapassado. E ainda faz com que as tentações tomem um rumo que nós possamos suportar. Por outras palavras: juntamente com as tentações, o Senhor também cria uma saída para que, por fim, as possamos ultrapassar.

     Quero aprofundar mais este tema: o Senhor nunca nos deixa sós. Ele oferece-nos sempre uma possibilidade para sairmos das situações, só que nem sempre é como nós desejamos. Nós preferíamos que todas as dificuldades desaparecessem e pudéssemos ficar livres de preocupações. Nem sempre é assim tão fácil, mas existe uma saída. O Senhor cria uma compensação, dando-nos consolo e proporcionando-nos vivências que nos dão força e confiança: afinal, é Ele que rege.

     Estou a pensar no povo de Israel quando se encontrava à frente do mar, depois de ter saído do Egito: à sua frente tinham água, atrás deles os perseguidores. Mas o Senhor preparou-lhes uma saída que ninguém esperava. As águas separaram-se e o povo pôde passar em segurança. Foi uma saída que permitiu que os israelitas fossem preservados. Também nós, por vezes, vivenciamos coisas idênticas: abrem-se caminhos que nos fazem, de repente, sentir forças para enfrentar as situações. Sentimo-nos com nova coragem, sentimos que está a acontecer algo que nos dá a certeza de que Deus está conosco.

     Apesar de todas as tentações, dificuldades, problemas, preocupações e aflições, com as quais nos possamos deparar, não desistamos: existe uma saída! O Senhor faz com que as coisas não se tornem demasiado difíceis. As tentações e as opressões hão de terminar.

Wilhelm Leber

Fonte: http://www.igrejanovaapostolica.org/site/ndice/portugus/palavra_do_ms/palavras_do_ms/view-details-id-49.htm


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Um Cristianismo de Resultados Materiais

I João 2:15-17

Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo – a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens – não provêm do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

Na passagem acima João fala do perigo de se amar o mundo. Primeiro, devemos entender o que é amar, no sentido empregado nesta passagem, e no sentido que esta palavra tem na Bíblia. Amar aqui não quer dizer apenas gostar, desejar, querer, ter próximo a si. Amar, no sentido bíblico, não quer dizer apenas possuir, mas deixar-se ser possuído. Quando amamos a Deus, possuímos, de certa forma, o próprio Deus, pois possuímos o Seu Espírito, o Seu amor, a Sua graça, o Seu perdão. Tudo isso possuímos. Mas também, quando nos damos em amor a Deus, Ele nos possui, pois nos colocamos livremente em Suas mãos, colocamos livremente a nossa vontade sob a Sua vontade. Então Deus nos possui. Estamos n’Ele e Ele em nós. É dessa conotação de amor que o Evangelho nos fala. É disso que João, em sua carta, falava.

Quando amamos ao mundo, nos permitimos ser possuídos pelo mundo, dominados pelo mundo. É nesse sentido que Tiago fala que quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus (Tiago 4:4). Assim, as coisas do mundo já não são nossas servas (ou nos servem), mas nós nos tornamos servos das coisas mundanas. Jesus já ensinava, em Mateus 6:24: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”. O dinheiro que, segundo muitos, compra tudo e todos, é uma metáfora que representa bem o domínio do materialismo sobre os seres humanos. Enquanto o dinheiro nos serve, ok, mas quando servimos ao dinheiro, aí nos permitimos ser dominados por ele, perdemos nossa verdadeira liberdade. O que Jesus e João alertavam era isso: que não sejamos dominados pelo mundo. E o amor abre a guarda para o domínio. Ao amarmos a Deus, permitirmos, de livre vontade, ser dominados por Ele. E Ele não nos domina tiranicamente, mas em amor e segundo a nossa permissão. O mundo não, quando permitimos que ele nos domine, nos domina com tirania, e depois é muito difícil nos livrarmos desse domínio.

Quero extrair da passagem acima uma pequena parte e me concentrar nela: Pois tudo o que há no mundo – a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens – não provêm do Pai, mas do mundo. Dessa pequena parte, quero focar ainda outra dentro dela, que está grifada em negrito: a ostentação dos bens. Agora, quero comentar um pouco do business que ramos influentes do cristianismo praticam com a fé de incautos, um verdadeiro negócio da fé. É claro que, quando a fé de alguém está bem, em ordem, em equilíbrio, quando a fé cristã é praticada, todos os campos da vida sofrem influência positiva desse bem-estar da fé: nossa personalidade, toda a parte psicológica, a saúde emocional e física, inclusive a vida social e – por que não? – a vida financeira. Mas tudo isso é resultado, é conseqüência. Isso não quer dizer que quem está bem na fé necessariamente tem que estar bem financeiramente, assim como é claro que quem está mal financeiramente não está, necessariamente, mal na sua fé em Deus. Se essa fosse a regra, Bill Gates e Eike Batista teriam que ser expoentes notáveis de fé cristã – não estou dizendo que não são, apenas estou citando duas pessoas riquíssimas como uma referência bem conhecida. Da mesma forma, o cara que mora na casinha simples, pega três ônibus para trabalhar na faxina ou de servente de pedreiro – trabalhos honrosos, por sinal – aos olhos do mundo teria que estar em má situação de fé, por ter uma condição material humilde. Se essa fosse a regra, esses seriam exemplos aplicáveis. Mas essa não é a regra de fé. Acontece, porém, que muitas instituições eclesiásticas de fé cristã defendem essa regra, muitas vezes de forma inconsciente – outras não.

Ensinam, tais instituições, que quando podemos ostentar nossos bens materiais, é prova que somos muito abençoados. E essas instituições incentivam as pessoas a buscar essas coisas insidiosamente. Pergunto: onde fica buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça? (Mateus 6:33). Para sermos abençoados, ensinam elas, basta que nos tornemos patrocinadores do programa tal, que inscrevamos nossos nomes no livro das grandes conquistas tal, ou que depositemos fielmente o valor X na agência tal, do banco tal, conta tal, em nome da igreja tal. Quero deixar claro o seguinte: muitas instituições e líderes religiosos fazem bom uso de dízimos, ofertas e donativos. Há gente honesta e boa, como em todos os lugares. Muitos desses recursos financeiros são usados em ajudas humanitárias, em campanhas de evangelismo, são destinadas a nobres causas. Assim como há causas não tão nobres assim... mas isso é da vida. Não estou colocando tudo no mesmo balaio. Há muito trigo no meio do joio, claro. O que estou dizendo é que a finalidade máster do verdadeiro discípulo de Cristo não é ostentar bens, não é ter, mas ser. Ser amor, ser alegria, ser paz, ser paciência, ser amabilidade, ser bondade, ser fidelidade, ser mansidão e domínio próprio. Enfim, tendo o fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22-23), o cristão verdadeiro passa a ser o fruto do Espírito Santo. O verdadeiro cristão, no fim das contas, passa a não ter a bênção, mas ser a bênção.

Jesus não disse “eu tenho”, Ele disse “eu sou”. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). “Vocês são daqui de baixo; eu sou lá de cima. Vocês são deste mundo; eu não sou deste mundo. Eu lhes disse que vocês morrerão em seus pecados. Se vocês não crerem que Eu Sou, de fato morrerão em seus pecados” (João 8:23-24). Eu sou, Ele dizia. A ostentação material diz apenas eu tenho. A quem Cristo diz “vocês são daqui de baixo”? Àqueles que buscam as coisas materiais através do caminho da fé. Para estes Ele diz “eu sou lá de cima”. A quem Cristo diz “vocês são deste mundo”? Àqueles que buscam, pela fé, as coisas deste mundo, o materialismo apenas. Para todos nós Ele diz “eu não sou deste mundo”. Este mundo não amou Cristo, nem Ele foi dominado por este mundo; ao contrário, Ele nos ensinava a buscar as coisas eternas. Vivemos neste mudo, mas, concomitantemente, vivemos em Cristo; estamos no mundo, mas, ao mesmo tempo, estamos em Cristo. Não somos dominados pelo mundo, mas permitimos que Cristo, em Seu amor, domine em nós.

Não há nada de errado em sermos bem-sucedidos em termos materiais. Isso é ótimo! Mas esse não é o ponto central. O ponto central é nosso bom relacionamento com Deus, demonstrado pelo nosso relacionamento com o próximo. O mundo em que vivemos é apenas a estrada que nos leva ao destino de nossas almas, para junto ao absoluto de Deus através de Cristo. É claro que amamos a estrada, mas a amamos como estrada, não como morada definitiva. Enquanto caminhamos rumo à eternidade, podemos observar as belezas das paisagens que cercam a estrada, podemos desfrutar dos prazeres da viagem, mas sem tirar os olhos dos sinais que nos indicam o caminho, sem nos distrair, pois podemos correr o risco de sairmos da estrada, de perdermos o rumo, ou de pararmos enguiçados na estrada.

João, sabiamente, alertava que o business da fé que vivenciamos à fuzel nos dias de hoje não provêm do Pai, mas do mundo. A fé não deve ser um negócio; a fé é um modo de vida! Isso é bênção.

Eu desejo que possamos evoluir do cristianismo de resultados materiais, em direção ao verdadeiro cristianismo, em direção ao verdadeiro relacionamento com Deus, que é eterno.

 
Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.

Saudações,

Kurt Hilbert
     UM LIVRE DISCÍPULO DE CRISTO

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O Poder de Deus é Ilimitado

    Números 11:23

O SENHOR respondeu a Moisés: “Estará limitado o poder do SENHOR? Agora você verá se a minha palavra se cumprirá ou não”.

 
Esta passagem se dá no momento de uma das tantas murmurações do povo hebreu enquanto peregrinava do Egito em direção à terra de Canaã – a terra que lhes tinha sido prometida. Eta povinho resmungão, esse!

Vamos nos situar um pouco dentro do contexto histórico. Moisés havia conduzido o seu povo para fora da escravidão a que era submetido no Egito. Essa saída – ou êxodo – não foi moleza. Foi uma pedreira Moisés convencer o rei egípcio – o faraó – a libertar esse povo. Compreensível, pois, como escravos que eram, os hebreus serviam de “pau para toda obra” no Egito, fazendo de um tudo, inclusive fabricando tijolos para a construção civil – é notório o uso escravo de que os egípcios dispunham, especialmente na construção das pirâmides. Foi-se lá Moisés, por instrução divina, vindicar a liberdade do seu povo. E, óbvio, o faraó não iria liberá-los assim no más. Depois de dez pragas que assolaram a pátria egípcia, a última delas, enfim, fez com que o faraó capitulasse na sua teimosia. Depois da morte de todos os primogênitos egípcios, finalmente, o êxodo foi liberado. Logo de saída, o arrependimento do faraó por sua atitude abolicionista o fez ir com sua força armada atrás de mais de um milhão de hebreus. Encurralados entre o exército do faraó e o Mar Vermelho, este foi aberto pelo cajado mosaico e o povo atravessou o mar que, logo depois, cobriu e afogou a armada perseguidora. Depois, indo pelo deserto, o povo teve fome e sede. De um golpe numa rocha, Moisés fez brotar água para a turma toda, saciando a sede; caindo do céu durante a noite, Deus enviava o maná para alimentar o povo, saciando-lhe a fome. Tudo isso e otras cositas mas o povo hebreu via brotar à sua frente, mas, mesmo assim, consistentemente reclamava de Deus e de Moisés. “Temos saudades das cebolas e dos pepinos do Egito”, diziam. “Não agüentamos mais comer esse maná”, choramingavam – de barriga cheia, diga-se de passagem. Eta povinho resmungão, esse!

Devo dizer, minha consciência me força a isso, que nós mesmos, em tempos de século XXI, muitas vezes resmungamos de barriga cheia também, sentindo saudades de cebolas e pepinos de saudosos idos tempos, achando que o passado era melhor; ou ainda, assim como o povo hebreu, tememos o futuro e não confiamos na condução divina. Nós deste tempo aqui na nossa terrinha brasilis e os hebreus em seu tempo a caminho da terra em que manava leite e mel, não somos tão diferentes assim – muito antes pelo contrário. É por essas e outras que digo que a história do povo hebreu é um reflexo e um exemplo de todos os povos, em todas os locais e épocas neste nosso planetinha azul. Parágrafo aparte este, voltemos ao fio da meada sobre a qual falávamos.

Diante da reclamação popular – eles diziam que não agüentavam mais comer o maná, queriam porque queriam comer carne –, Moisés ficou um tanto quanto temeroso com relação ao futuro. Ele falou disso com Deus e Deus lhe apontou uma saída: disse que o povo, para aprender a não reclamar de barriga cheia, se fartaria de comer carne de forma que lhes saísse carne até pelo nariz! Duvida? Veja só: “Vocês não comerão carne apenas um dia, ou dois, ou cinco, ou dez ou vinte, mas um mês inteiro, até que lhes saia carne pelo nariz e vocês tenham nojo dela, porque rejeitaram o SENHOR, que está no meio de vocês, e se queixaram a ele, dizendo: ‘Por que saímos do Egito?’” (Números 11:19-20). Diante dessa resposta sui generis, cheia de um ácido humor divino – quem disse que Deus não tem senso de humor? – Moisés ficou ainda mais preocupado, pois dizia a Deus que, mesmo que muitas manadas de ruminantes fosse abatida ou mesmo que todos os peixes fossem pescados, não se teria carne suficiente para alimentar tanta gente. Humanamente falando, a preocupação mosaica procedia, mas Deus não está limitado à capacidade de raciocínio ou ação de um ser humano, muito antes pelo contrário. Daí a resposta acima, no cabeçalho deste texto: “Estará limitado o poder do SENHOR? Agora você verá se a minha palavra se cumprirá ou não”.

Seguindo-se a história, a Bíblia nos conta que Deus enviou uma imensa quantidade de codornizes, que caíam às pencas e aos borbotões, acumulando-se em volta dos sequiosos hebreus com desejos carnívoros, a ponto de cada um deles juntar dezenas de quilos. E, como era de se esperar, comeram até se fartarem, e até não agüentarem mais ver tanta codorniz à sua frente. Há estudos biológicos que nos mostram que, mesmo naquela época, haviam revoadas desses penosos bichinhos nas proximidades do Mar Vermelho – o que mostra que o “milagre” divino teve bases naturais. O que não foi “natural”, digamos assim, foi a quantidade. Tal qual como Jesus que, centenas de anos depois, multiplicou pães e peixes, Deus fizera naquele momento, promovendo uma verdadeira multiplicação de codornizes. Cumpriu-se, assim, a palavra do SENHOR!

E aí entra o ponto central desse texto: a ilimitação do poder divino e o cumprimento de Sua Palavra. Mesmo quando as condições a nosso redor não sejam nem um pouco propícias para que esperemos a atuação divina em nossa vida – assim como naquele caso particular na vida de Moisés –, Deus dá um jeitinho de fazer cumprir a Sua Palavra, as Suas promessas, o Seu amor. Tomara que Ele não nos encontre choramingosos com as situações da nossa vida – como no caso do povo hebreu naquele momento – mas nos encontre confiantes n’Ele e desejosos, isso sim, de vivermos a concretização da Sua Palavra em nossa vida e a experimentarmos o Seu ilimitado poder.

Para isso, é necessário que vivamos a Sua Palavra. É necessário que nos portemos e nos conduzamos segundo os Seus conselhos. Para isso, meu irmãozinho e minha irmãzinha, é necessário ler e estudar a Sua Palavra. Não tem jeito, essa é a nossa tarefa. E esta é uma tarefa boa, basta que demos o pontapé inicial. E poderemos comprovar, in loco, o cumprimento do que Ele disse: “Estará limitado o poder do SENHOR? Agora você verá se a minha palavra se cumprirá ou não”.

 
Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.

Saudações,

Kurt Hilbert
     UM LIVRE DISCÍPULO DE CRISTO