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domingo, 11 de outubro de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 11


 

          Jesus é o Senhor do sábado (Mateus 12:1-8; Marcos 2:23-28; Lucas 6:1-5)

          Certo sábado Jesus estava passando pelas lavouras de cereal. Seus discípulos estavam com fome e, enquanto caminhavam, começaram a colher espigas e debulhá-las com as mãos, para comer os grãos.

          Alguns fariseus, vendo aquilo, lhe perguntaram:

          “Olha, por que os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido no sábado?”

          Jesus lhes respondeu:

          “Vocês nunca leram o que fez Davi, quando ele e seus companheiros estavam necessitados e com fome? Nos dias de Abiatar, o sumo sacerdote, ele entrou na casa de Deus e, juntamente com os seus companheiros, comeu os pães da Presença, o que não lhes era permitido fazer, mas apenas aos sacerdotes era permitido comer, e os deu também aos seus companheiros. Ou vocês não leram na Lei que, no sábado, os sacerdotes no templo profanam esse dia e, contudo, ficam sem culpa? Eu lhes digo que aqui está o que é maior do que o templo. Se vocês soubessem o que significam estas palavras: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’, não teriam condenado inocentes. O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim, pois, o Filho do homem é Senhor até mesmo do sábado”.

 

          O homem da mão atrofiada (Mateus 12:9-14; Marcos 3:1-6; Lucas 6:6-11)

          Saindo daquele lugar, noutra ocasião, dirigiu-se à sinagoga deles e começou a ensinar, e estava ali um homem cuja mão direita era atrofiada.

          Alguns deles, os fariseus e os mestres da lei, estavam procurando um motivo para acusar Jesus; por isso o observavam atentamente, para ver se ele iria curá-lo no sábado. Mas Jesus sabia o que eles estavam pensando. Eles lhe perguntaram:

          “É permitido curar no sábado?”

          Ele lhes respondeu:

          “Qual de vocês, se tiver uma ovelha e ela cair num buraco no sábado, não irá pegá-la e tirá-la de lá? Quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é permitido fazer o bem no sábado”.

          Então ele disse ao homem da mão atrofiada:

          “Levante-se e venha para o meio”.

          Ele se levantou e foi.

          Depois Jesus disse:

          “Eu lhes pergunto: o que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar a vida ou destruí-la?”

          Mas eles permaneceram em silêncio.

          Irado, olhou para todos os que estavam à sua volta e, profundamente entristecido por causa dos seus corações endurecidos, disse ao homem:

          “Estenda a mão”.

          Ele a estendeu, e ela foi restaurada, e ficou boa como a outra.

          Então os fariseus ficaram furiosos, saíram e começaram a discutir entre si, e a conspirar com os herodianos, sobre o que poderiam fazer contra Jesus, como poderiam matá-lo.

 

          A cura de muitos à beira-mar (Mateus 12:15-21; Marcos 3:7-12)

          Sabendo disso, Jesus retirou-se daquele lugar, junto com os seus discípulos para o mar, e uma grande multidão vinda da Galileia o seguia. Quando ouviram a respeito de tudo o que ele estava fazendo, muitas pessoas procedentes da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia e das regiões do outro lado do Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidom foram atrás dele.

          Por causa da multidão, ele disse aos discípulos que lhe preparassem um pequeno barco, para evitar que o comprimissem; pois ele havia curado a muitos, de modo que os que sofriam de doenças ficavam se empurrando para conseguir tocar nele.

          Muitos o seguiam, e ele curou a todos os doentes que havia entre eles, advertindo-os que não dissessem quem ele era.

          Isso aconteceu para se cumprir o que fora dito por meio do profeta Isaías: “Eis o meu servo, a quem escolhi, o meu amado, em quem tenho prazer. Porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará justiça às nações. Não discutirá nem gritará; ninguém ouvirá a sua voz nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, não apagará o pavio fumegante, até que leve à vitória a justiça. Em seu nome as nações porão sua esperança”.

          Sempre que os espíritos imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam:

          “Tu és o Filho de Deus”.

          Mas ele lhes dava ordens severas para que não dissessem quem ele era.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)

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