A pregação de
João Batista (Mateus 3:1-10; Marcos 1:1-6; Lucas 3:1-14)
Princípio
do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
No
décimo quinto ano do reinado de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era
governador da Judeia; Herodes, tetrarca da Galileia; seu irmão Filipe, tetrarca
da Itureia e Traconites; e Lisânias, tetrarca de Abilene; Anás e Caifás
exerciam o sumo sacerdócio.
Foi
nesse ano, naqueles dias, que surgiu João Batista, filho de Zacarias, pregando
no deserto da Judeia e que veio a palavra do Senhor. Ele percorreu toda a
região próxima ao Jordão, pregando um batismo de arrependimento para o perdão
dos pecados. Ele dizia:
“Arrependam-se,
porque o Reino dos céus está próximo”.
Este
é aquele que foi anunciado pelo profeta, conforme está escrito no livro das
palavras de Isaías: “Enviarei à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o
teu caminho. Voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminho para o Senhor,
façam veredas retas para ele. Todo vale será aterrado e todas as montanhas e
colinas, niveladas. As estradas tortuosas serão endireitadas e os caminhos
acidentados, aplanados. E toda a humanidade verá a salvação de Deus’”.
João
vestia roupas feitas de pelos de camelo, e ele usava um cinto de couro na
cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel silvestre.
A
ele vinha todo o povo de Jerusalém, gente de toda a região da Judeia e de toda
a região ao redor do Jordão. Confessando os seus pecados, eram batizados por
ele no rio Jordão.
Quando
viu que muitos fariseus e saduceus vinham para onde ele estava, disse-lhes, e
também às multidões que saíam para serem batizadas por ele:
“Raça
de víboras! Quem lhes deu a ideia de fugir da ira que se aproxima? Deem fruto
que mostre o arrependimento! Não pensem que vocês podem dizer a si mesmos: ‘Abraão
é nosso pai’. Pois eu lhes digo que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos
a Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der
bom fruto será cortada e lançada ao fogo”.
“O
que devemos fazer então?”, perguntavam as multidões.
João
respondia:
“Quem
tem duas túnicas reparta-as com quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o
mesmo”.
Alguns
publicanos também vieram para serem batizados. Eles perguntaram:
“Mestre,
o que devemos fazer?”
Ele
respondeu:
“Não
cobrem nada além do que lhes foi estipulado”.
Então
alguns soldados lhe perguntaram:
“E
nós, o que devemos fazer?”
Ele
respondeu:
“Não
pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu
salário”.
João dá
testemunho de Jesus (Mateus 3:11-12; Marcos 1:7-8; Lucas 3:15-20; João
1:15-31)
O
povo estava em grande expectativa, questionando em seus corações se acaso João
não seria o Cristo. João respondeu a todos e esta era a sua mensagem: João dá
testemunho dele. Ele exclama:
“Este
é aquele de quem eu falei: Aquele que vem depois de mim é superior a mim,
porque já existia antes de mim. Mas depois de mim vem alguém mais poderoso do
que eu, tanto que não sou digno nem de curvar-me e desamarrar as correias das
suas sandálias, nem de levar as suas sandálias. Eu os batizo com água para
arrependimento, mas ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele traz a
pá em sua mão e limpará sua eira, juntando seu trigo no celeiro, mas queimará a
palha com fogo que nunca se apaga”.
E
com muitas outras palavras João exortava o povo e lhe pregava as boas novas.
Todos
recebemos da sua plenitude, graça sobre graça. Pois a Lei foi dada por
intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus
Cristo. Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai,
o tornou conhecido.
Esse
foi o testemunho de João, quando os judeus de Jerusalém enviaram sacerdotes e
levitas para lhe perguntarem quem ele era. Ele confessou e não negou; declarou
abertamente:
“Não
sou o Cristo”.
Perguntaram-lhe:
“E
então, quem é você? É Elias?”
Ele
disse:
“Não
sou”.
“É
o Profeta?”
Ele
respondeu:
“Não”.
Finalmente
perguntaram:
“Quem
é você? Dê-nos uma resposta, para que a levemos àqueles que nos enviaram. Que
diz você acerca de si próprio?”
João
respondeu com as palavras do profeta Isaías:
“Eu
sou a voz do que clama no deserto: ‘Façam um caminho reto para o Senhor’”.
Alguns
fariseus que tinham sido enviados interrogaram-no:
“Então,
por que você batiza, se não é o Cristo, nem Elias, nem o Profeta?”
Respondeu
João:
“Eu
batizo com água, mas entre vocês está alguém que vocês não conhecem. Ele é
aquele que vem depois de mim, cujas correias das sandálias não sou digno de
desamarrar”.
Tudo
isso aconteceu em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.
No
dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse:
“Vejam!
É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! Este é aquele a quem eu me
referi, quando disse: Vem depois de mim um homem que é superior a mim, porque
já existia antes de mim. Eu mesmo não o conhecia, mas por isso é que vim
batizando com água: para que ele viesse a ser revelado a Israel”.
Todavia,
quando João repreendeu Herodes, o tetrarca, por causa de Herodias, mulher do
próprio irmão de Herodes, e por todas as outras coisas más que ele tinha feito,
Herodes acrescentou a todas elas a de colocar João na prisão.
O batismo de
Jesus (Mateus 3:13-17; Marcos 1:9-11; Lucas 3:21-22; João 1:32-34)
Então,
naquela ocasião, Jesus veio de Nazaré da Galileia ao Jordão para ser batizado
por João.
Quando
todo o povo estava sendo batizado, também Jesus o foi. João, porém, tentou
impedi-lo, dizendo:
“Eu
preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”
Respondeu
Jesus:
“Deixe
assim por enquanto; convém que assim façamos, para cumprir toda a justiça”.
E João
concordou, e foi batizado por João no Jordão.
Assim
que Jesus foi batizado, saiu da água. E, enquanto ele estava orando, naquele
momento os céus se abriram, e ele viu o Espírito de Deus descendo em forma
corpórea como pomba e pousando sobre ele. Então veio uma voz dos céus que disse:
“Este
é o meu Filho amado, em quem me agrado”.
E:
“Tu
és o meu Filho amado; em ti me agrado”.
Então
João deu o seguinte testemunho:
“Eu
vi o Espírito descer do céu como pomba e permanecer sobre ele. Eu não o teria
reconhecido, se aquele que me enviou para batizar com água não me tivesse dito:
‘Aquele sobre quem você vir o Espírito descer e permanecer, esse é o que batiza
com o Espírito Santo’. Eu vi e testifico que este é o Filho de Deus”.
(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)
