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domingo, 5 de julho de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 4

 

          A pregação de João Batista (Mateus 3:1-10; Marcos 1:1-6; Lucas 3:1-14)

          Princípio do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

          No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia; Herodes, tetrarca da Galileia; seu irmão Filipe, tetrarca da Itureia e Traconites; e Lisânias, tetrarca de Abilene; Anás e Caifás exerciam o sumo sacerdócio.

          Foi nesse ano, naqueles dias, que surgiu João Batista, filho de Zacarias, pregando no deserto da Judeia e que veio a palavra do Senhor. Ele percorreu toda a região próxima ao Jordão, pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados. Ele dizia:

          “Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo”.

          Este é aquele que foi anunciado pelo profeta, conforme está escrito no livro das palavras de Isaías: “Enviarei à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o teu caminho. Voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para ele. Todo vale será aterrado e todas as montanhas e colinas, niveladas. As estradas tortuosas serão endireitadas e os caminhos acidentados, aplanados. E toda a humanidade verá a salvação de Deus’”.

          João vestia roupas feitas de pelos de camelo, e ele usava um cinto de couro na cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel silvestre.

          A ele vinha todo o povo de Jerusalém, gente de toda a região da Judeia e de toda a região ao redor do Jordão. Confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão.

          Quando viu que muitos fariseus e saduceus vinham para onde ele estava, disse-lhes, e também às multidões que saíam para serem batizadas por ele:

          “Raça de víboras! Quem lhes deu a ideia de fugir da ira que se aproxima? Deem fruto que mostre o arrependimento! Não pensem que vocês podem dizer a si mesmos: ‘Abraão é nosso pai’. Pois eu lhes digo que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo”.

          “O que devemos fazer então?”, perguntavam as multidões.

          João respondia:

          “Quem tem duas túnicas reparta-as com quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o mesmo”.

          Alguns publicanos também vieram para serem batizados. Eles perguntaram:

          “Mestre, o que devemos fazer?”

          Ele respondeu:

          “Não cobrem nada além do que lhes foi estipulado”.

          Então alguns soldados lhe perguntaram:

          “E nós, o que devemos fazer?”

          Ele respondeu:

          “Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário”.

 

          João dá testemunho de Jesus (Mateus 3:11-12; Marcos 1:7-8; Lucas 3:15-20; João 1:15-31)

          O povo estava em grande expectativa, questionando em seus corações se acaso João não seria o Cristo. João respondeu a todos e esta era a sua mensagem: João dá testemunho dele. Ele exclama:

          “Este é aquele de quem eu falei: Aquele que vem depois de mim é superior a mim, porque já existia antes de mim. Mas depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de curvar-me e desamarrar as correias das suas sandálias, nem de levar as suas sandálias. Eu os batizo com água para arrependimento, mas ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele traz a pá em sua mão e limpará sua eira, juntando seu trigo no celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga”.

          E com muitas outras palavras João exortava o povo e lhe pregava as boas novas.

          Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça. Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido.

          Esse foi o testemunho de João, quando os judeus de Jerusalém enviaram sacerdotes e levitas para lhe perguntarem quem ele era. Ele confessou e não negou; declarou abertamente:

          “Não sou o Cristo”.

          Perguntaram-lhe:

          “E então, quem é você? É Elias?”

          Ele disse:

          “Não sou”.

          “É o Profeta?”

          Ele respondeu:

          “Não”.

          Finalmente perguntaram:

          “Quem é você? Dê-nos uma resposta, para que a levemos àqueles que nos enviaram. Que diz você acerca de si próprio?”

          João respondeu com as palavras do profeta Isaías:

          “Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Façam um caminho reto para o Senhor’”.

          Alguns fariseus que tinham sido enviados interrogaram-no:

          “Então, por que você batiza, se não é o Cristo, nem Elias, nem o Profeta?”

          Respondeu João:

          “Eu batizo com água, mas entre vocês está alguém que vocês não conhecem. Ele é aquele que vem depois de mim, cujas correias das sandálias não sou digno de desamarrar”.

          Tudo isso aconteceu em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.

          No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse:

          “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! Este é aquele a quem eu me referi, quando disse: Vem depois de mim um homem que é superior a mim, porque já existia antes de mim. Eu mesmo não o conhecia, mas por isso é que vim batizando com água: para que ele viesse a ser revelado a Israel”.

          Todavia, quando João repreendeu Herodes, o tetrarca, por causa de Herodias, mulher do próprio irmão de Herodes, e por todas as outras coisas más que ele tinha feito, Herodes acrescentou a todas elas a de colocar João na prisão.

 

          O batismo de Jesus (Mateus 3:13-17; Marcos 1:9-11; Lucas 3:21-22; João 1:32-34)

          Então, naquela ocasião, Jesus veio de Nazaré da Galileia ao Jordão para ser batizado por João.

          Quando todo o povo estava sendo batizado, também Jesus o foi. João, porém, tentou impedi-lo, dizendo:

          “Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”

          Respondeu Jesus:

          “Deixe assim por enquanto; convém que assim façamos, para cumprir toda a justiça”.

          E João concordou, e foi batizado por João no Jordão.

          Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. E, enquanto ele estava orando, naquele momento os céus se abriram, e ele viu o Espírito de Deus descendo em forma corpórea como pomba e pousando sobre ele. Então veio uma voz dos céus que disse:

          “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado”.

          E:

          “Tu és o meu Filho amado; em ti me agrado”.

          Então João deu o seguinte testemunho:

          “Eu vi o Espírito descer do céu como pomba e permanecer sobre ele. Eu não o teria reconhecido, se aquele que me enviou para batizar com água não me tivesse dito: ‘Aquele sobre quem você vir o Espírito descer e permanecer, esse é o que batiza com o Espírito Santo’. Eu vi e testifico que este é o Filho de Deus”.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)