Muitas outras
curas (Mateus 8:16-17; Marcos 1:32-34; Lucas 4:40-41)
Ao
anoitecer, depois do pôr-do-sol, o povo levou a Jesus todos os doentes, os que
tinham vários tipos de doenças; e ele curou todos, impondo as mãos sobre cada
um deles. E dos endemoninhados, trazidos a ele, ele expulsou os espíritos com
uma palavra.
Toda
a cidade se reuniu à porta da casa, e Jesus curou muitos que sofriam de várias
doenças. Também expulsou muitos demônios; não permitia, porém, que estes
falassem, porque sabiam quem ele era.
Além
disso, de muitas pessoas saíam demônios gritando:
“Tu
és o Filho de Deus!”
Ele,
porém, os repreendia e não permitia que falassem, porque sabiam que ele era o
Cristo.
E
assim se cumpriu o que fora dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou sobre si as
nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças”.
Jesus vai a um
lugar deserto para orar (Marcos 1:35-39; Lucas 4:42-44)
Ao romper
do dia, de madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de
casa e foi para um lugar deserto, solitário, onde ficou orando. Simão e seus
companheiros foram procurá-lo e, ao encontrá-lo, disseram:
“Todos
estão te procurando!”
Jesus
respondeu e disse:
“Vamos
para outro lugar, para os povoados vizinhos, para que também lá eu pregue. Foi
para isso que eu vim”.
As
multidões o procuravam e, quando chegaram até onde ele estava, insistiam que
não as deixasse.
Mas
ele disse:
“É
necessário que eu pregue as boas novas do Reino de Deus noutras cidades também,
porque para isso fui enviado”.
Então
ele percorreu toda a Galileia, e continuava pregando nas sinagogas da Judeia e
expulsando os demônios.
A pesca
maravilhosa (Mateus 4:18-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11)
Certo
dia Jesus estava andando perto do lago de Genesaré, o mar da Galileia, e uma
multidão o comprimia de todos os lados para ouvir a palavra de Deus.
Viu
à beira do lago dois barcos, deixados ali pelos pescadores, que estavam lavando
as suas redes.
Entrou
num dos barcos, o que pertencia a Simão, e pediu-lhe que o afastasse um pouco
da praia. Então sentou-se, e do barco ensinava o povo.
Tendo
acabado de falar, disse a Simão:
“Vá
para onde as águas são mais fundas”, e a todos: “Lancem as redes para a pesca”.
Simão
respondeu:
“Mestre,
esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está
dizendo isto, vou lançar as redes”.
Quando
o fizeram, pegaram tal quantidade de peixe que as redes começaram a rasgar-se.
Então fizeram sinais a seus companheiros no outro barco, para que viessem
ajudá-lo; e eles vieram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase começarem
a afundar.
Quando
Simão Pedro viu isso, prostrou-se aos pés de Jesus e disse:
“Afasta-te
de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!”
Pois
ele e todos os seus companheiros estavam perplexos com a pesca que haviam
feito, como também Tiago e João, os filhos de Zebedeu, sócios de Simão.
Então
Jesus disse a Simão:
“Não
tenha medo; de agora em diante você será pescador de homens”.
Eles
então arrastaram seus barcos para a praia, deixaram tudo e o seguiram.
Um
pouco mais adiante, Jesus já houvera visto os outros dois irmãos: Tiago, filho
de Zebedeu, e João, seu irmão. Eles estavam num barco com seu pai, Zebedeu, preparando
as suas redes.
Jesus
logo os chamou e disse:
“Sigam-me,
e eu os farei pescadores de homens”.
E
eles, deixando imediatamente os empregados no barco e seu pai Zebedeu, o
seguiram.
A cura de um
leproso (Mateus 8:1-4; Marcos 1:40-45; Lucas 5:12-16)
Quando
ele desceu do monte, grandes multidões o seguiram.
Estando
Jesus numa das cidades, passou um homem coberto de lepra. Quando viu a Jesus, aproximando-se
dele, o leproso prostrou-se com o rosto em terra e adorou-o de joelhos e
suplicou-lhe e disse:
“Senhor,
se quiseres, podes purificar-me!”
Cheio
de compaixão, Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse:
“Quero.
Seja purificado!”
Imediatamente
ele foi purificado da lepra e a lepra o deixou. Em seguida Jesus o despediu,
com uma severa advertência e lhe ordenou:
“Olhe,
não conte isso a ninguém. Mas vá mostrar-se ao sacerdote e ofereça pela sua
purificação os sacrifícios e apresente a oferta que Moisés ordenou, para que
sirva de testemunho”.
Ele,
porém, saiu e começou a tornar público o fato, espalhando a notícia.
As
notícias a respeito dele se espalhavam ainda mais, de forma que multidões
vinham para ouvi-lo e para serem curadas de suas doenças.
Por
isso Jesus não podia mais entrar publicamente em nenhuma cidade, mas ficava
fora, retirava-se para lugares solitários e orava. Todavia, assim mesmo vinha a
ele gente de todas as partes.
(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)





