Jesus volta à Galileia
e principia a sua missão (Mateus 4:12-17; Marcos 1:14-15; Lucas 4:14-15)
Quando
Jesus ouviu que João tinha sido preso, Jesus foi e voltou para a Galileia,
proclamando as boas novas de Deus.
Saindo
de Nazaré, foi viver em Cafarnaum, que ficava junto ao mar, na região de
Zebulom e Naftali, para cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías: “Terra de Zebulom
e terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios; o povo
que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra
da morte raiou uma luz”.
Daí
em diante Jesus começou a pregar e dizia ele:
“O
tempo é chegado. Arrependam-se e creiam nas boas novas, pois o Reino de Deus e dos
céus está próximo!”
Jesus
voltou para a Galileia no poder do Espírito, e por toda aquela região se espalhou
a sua fama. Ensinava nas sinagogas, e todos o elogiavam.
As bodas de
Caná da Galileia (João 2:1-12)
No
terceiro dia houve um casamento em Caná da Galileia.
A
mãe de Jesus estava ali; Jesus e seus discípulos também haviam sido convidados
para o casamento. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse:
“Eles
não têm mais vinho”.
Respondeu
Jesus:
“Que
temos nós em comum, mulher? A minha hora ainda não chegou”.
Sua
mãe disse aos serviçais:
“Façam
tudo o que ele lhes mandar”.
Ali
perto havia seis potes de pedra, do tipo usado pelos judeus para as purificações
cerimoniais; em cada pote cabia entre oitenta a cento e vinte litros. Disse Jesus
aos serviçais:
“Encham
os potes com água”.
E
os encheram até a borda. Então lhes disse:
“Agora,
levem um pouco do vinho ao encarregado da festa”.
Eles
assim o fizeram, e o encarregado da festa provou a água que fora transformada
em vinho, sem saber de onde este viera, embora o soubessem os serviçais que
haviam tirado a água. Então chamou o noivo e disse:
“Todos
servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante,
o vinho inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora”.
Este
sinal miraculoso, em Caná da Galileia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou
assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele.
Depois
disso ele desceu a Cafarnaum com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos. Ali
ficaram durante alguns dias.
Outro
testemunho de João Batista (João 3:22-30)
Depois
disso Jesus foi com os seus discípulos para a terra da Judeia, onde passou
algum tempo com eles e batizava.
João
também estava batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas,
e o povo vinha para ser batizado. (Isto se deu antes de João ser preso).
Surgiu
uma discussão entre alguns discípulos de João e um certo judeu, a respeito da
purificação cerimonial. Eles se dirigiram a João e lhe disseram:
“Mestre,
aquele homem que estava contigo no outro lado do Jordão, do qual testemunhaste,
está batizando, e todos estão se dirigindo a ele”.
A
isso João respondeu:
“Uma
pessoa só pode receber o que lhe é dado do céu. Vocês mesmos são testemunhas de
que eu disse: Eu não sou o Cristo, mas sou aquele que foi enviado adiante dele.
A noiva pertence ao noivo. O amigo que presta serviço ao noivo e que o atende e
o ouve, enche-se de alegria quando ouve a voz do noivo. Esta é a minha alegria,
que agora se completa. É necessário que ele cresça e que eu diminua”.
O Filho em
relação ao mundo (João 3:31-36)
“Aquele
que vem do alto está acima de todos; aquele que é da terra pertence à terra e
fala como quem é da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. Ele
testifica o que tem visto e ouvido, mas ninguém aceita o seu testemunho. Aquele
que o aceita confirma que Deus é verdadeiro. Pois aquele que Deus enviou fala
as palavras de Deus, porque ele dá o Espírito sem limitações. O Pai ama o Filho
e entregou tudo em suas mãos. Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem
rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele”.
Jesus prega em
Nazaré e é rejeitado pelos seus (Mateus 13:54-58; Marcos 6:1-6; Lucas
4:16-30; João 4:43-44)
Depois
daqueles dois dias, Jesus partiu para a Galileia, para a sua cidade, a Nazaré,
onde havia sido criado, acompanhado dos seus discípulos.
Quando
chegou o sábado, entrou na sinagoga, como era seu costume, e começou a ensinar
o povo na sinagoga. E levantou-se para ler. Foi-lhe entregue o livro do profeta
Isaías. Abriu-o e encontrou o lugar onde está escrito:
“O
Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas
aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da
vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do
Senhor”.
Então
ele fechou o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-se. Na sinagoga todos
tinham os olhos fitos nele; e ele começou a dizer-lhes:
“Hoje
se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir”.
Todos
falavam bem dele, e todos que o ouviam ficavam admirados com as palavras de
graça que saíam de seus lábios, e perguntavam:
“De
onde lhe vêm estas coisas, esta sabedoria e estes poderes miraculosos? Que
sabedoria é esta que lhe foi dada? E estes milagres que ele faz? Não é este o
filho de José, o carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus
irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Não estão aqui conosco todas as suas irmãs?
De onde, pois, ele obteve todas essas coisas?”
E
ficavam escandalizados por causa dele. Mas Jesus lhes disse:
“É
claro que vocês me citarão este provérbio: ‘Médico, cura-te a ti mesmo!’ Faze
aqui em tua terra o que ouvimos que fizeste em Cafarnaum. Digo-lhes a verdade:
Nenhum profeta é aceito em sua terra. Asseguro-lhes que havia muitas viúvas em
Israel no tempo de Elias, quando o céu foi fechado por três anos e meio, e
houve uma grande fome em toda a terra. Contudo, Elias não foi enviado a nenhuma
delas, senão a uma viúva de Sarepta, na região de Sidom. Também havia muitos
leprosos em Israel no tempo de Eliseu, o profeta; todavia, nenhum deles foi
purificado: somente Naamã, o sírio”.
Continuou
ele:
“Só
em sua própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um
profeta não tem honra”.
Todos
os que estavam na sinagoga ficaram furiosos quando ouviram isso. Levantaram-se,
expulsaram-no da cidade e o levaram até ao topo da colina sobre a qual fora
construída a cidade, a fim de atirá-lo precipício abaixo. Mas Jesus passou por
entre eles e retirou-se.
E
não pôde fazer ali nenhum milagre, exceto impor as mãos sobre alguns doentes e
curá-los, por causa da incredulidade deles. E ficou admirado com esta incredulidade.
Então
Jesus passou a percorrer os povoados, ensinando.



