A cura de um
endemoninhado em Cafarnaum (Marcos 1:21-28; Lucas 4:31-37)
Então
eles desceram e foram a Cafarnaum, cidade da Galileia, e assim que chegou o
sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar o povo. Todos ficavam
maravilhados com o seu ensino, porque falava e lhes ensinava como alguém que
tem autoridade e não como os mestres da lei.
Na
sinagoga, justamente naquela hora, havia um homem possesso de um demônio, de um
espírito imundo. Ele gritou com toda a força:
“Ah!, o que queres conosco, Jesus de Nazaré?
Vieste para nos destruir? Sei quem tu és: o Santo de Deus!”
Jesus
o repreendeu, e disse:
“Cale-se
e saia dele!”
Então
o demônio, o espírito imundo, sacudiu o homem violentamente, jogou-o no chão
diante de todos, e saiu dele gritando, sem o ferir.
Todos
ficaram tão admirados que diziam e perguntavam uns aos outros:
“Que
palavra é esta? O que é isto? Um novo ensino – e com autoridade! Até aos
espíritos imundos ele dá ordens com autoridade e poder, e eles lhe obedecem e
saem!”
As
notícias a seu respeito e a sua fama se espalharam rapidamente por toda a
região da Galileia e por toda a região circunvizinha.
A cura da sogra
de Pedro (Mateus 8:14-15; Marcos 1:29-31; Lucas 4:38-39)
Logo
que saíram da sinagoga, foram com Tiago e João à casa de Simão e André.
Entrando
Jesus na casa de Pedro, viu a sogra deste de cama, com febre alta, e falaram a
respeito dela a Jesus e pediram que fizesse algo por ela.
Estando
ele em pé junto dela, se aproximou, inclinou-se e repreendeu a febre. Tomou-a
pela mão e ajudou-a a levantar-se. A febre a deixou, e ela se levantou
imediatamente e começou a servi-los.
A mulher
samaritana (João 4:1-18)
Os
fariseus ouviram falar que Jesus estava fazendo e batizando mais discípulos do
que João, embora não fosse Jesus quem batizasse, mas os seus discípulos. Quando
o Senhor ficou sabendo disso, saiu da Judeia e voltou uma vez mais à Galileia.
Era-lhe
necessário passar por Samaria. Assim, chegou a uma cidade de Samaria, chamada
Sicar, perto das terras que Jacó dera a seu filho José. Havia ali o poço de
Jacó. Jesus, cansado da viagem, sentou-se à beira do poço. Isto se deu por
volta do meio-dia. Nisso veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe
Jesus:
“Dê-me
um pouco de água”.
(Os
seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida).
A
mulher samaritana lhe perguntou:
“Como
o senhor, sendo judeu, pede a mim, uma samaritana, água para beber?”
(Pois
os judeus não se dão bem com os samaritanos).
Jesus
lhe respondeu:
“Se
você conhecesse o dom de Deus e quem lhe está pedindo água, você lhe teria
pedido e ele lhe teria dado água viva”.
Disse
a mulher:
“O
senhor não tem com que tirar a água, e o poço é fundo. Onde pode conseguir essa
água viva? Acaso o senhor é maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço,
do qual ele mesmo bebeu, bem como seus filhos e seu gado?”
Jesus
respondeu:
“Quem
beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der
nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma
fonte de água a jorrar para a vida eterna”.
A
mulher lhe disse:
“Senhor,
dê-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para
tirar água”.
Ele
lhe disse:
“Vá,
chame o seu marido e volte”.
“Não
tenho marido”, respondeu ela.
Disse-lhe
Jesus:
“Você
falou corretamente, dizendo que não tem marido. O fato é que você já teve
cinco; e o homem com quem agora vive não é seu marido. O que você acabou de dizer
é verdade”.
A verdadeira
adoração (João 4:19-30)
Disse
a mulher:
“Senhor,
vejo que é profeta. Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês,
judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar”.
Jesus
declarou:
“Creia
em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste
monte, nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós
adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. No entanto, está
chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão
o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus
é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em
verdade”.
Disse
a mulher:
“Eu
sei que o Messias (chamado Cristo) está para vir. Quando ele vier, explicará tudo
para nós”.
Então
Jesus declarou:
“Eu
sou o Messias! Eu, que estou falando com você”.
Naquele
momento os seus discípulos voltaram e ficaram surpresos ao encontrá-lo
conversando com uma mulher. Mas ninguém perguntou: “Que queres saber?” ou: “Por
que estás conversando com ela?”
Então,
deixando o seu cântaro, a mulher voltou à cidade e disse ao povo:
“Venham
ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Será que ele não é o Cristo?”
Então
saíram da cidade e foram para onde ele estava.
A ceifa e os
ceifeiros (João 4:31-38)
Enquanto
isso, os discípulos insistiam com ele:
“Mestre,
come alguma coisa”.
Mas
ele lhes disse:
“Tenho
algo para comer que vocês não conhecem”.
Então
os seus discípulos disseram uns aos outros:
“Será
que alguém lhe trouxe comida?”
Disse
Jesus:
“A
minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra. Vocês
não dizem: ‘Daqui a quatro meses haverá a colheita’? Eu lhes digo: Abram os
olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita. Aquele que colhe
já recebe o seu salário e colhe fruto para a vida eterna, de forma que se
alegram juntos o que semeia e o que colhe. Assim é verdadeiro o ditado: ‘Um
semeia, e outro colhe’. Eu os enviei para colherem o que vocês não cultivaram.
Outros realizaram o trabalho árduo, e vocês vieram a usufruir do trabalho deles”.
Muitos
samaritanos creem em Jesus (João 4:39-42)
Muitos
samaritanos daquela cidade creram nele por causa do seguinte testemunho dado
pela mulher:
“Ele
me disse tudo o que tenho feito”.
Assim,
quando se aproximaram dele, os samaritanos insistiram em que ficasse com eles,
e ele ficou dois dias. E por causa da sua palavra, muitos outros creram. E disseram
à mulher:
“Agora
cremos não somente por causa do que você disse, pois nós mesmos o ouvimos e
sabemos que este é realmente o Salvador do mundo”.
(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)



