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domingo, 26 de julho de 2026

Deus Não Nos Dá Um Fardo Maior Do Que Conseguimos Carregar. Será?


 

Existe uma frase muito repetida nos nossos dias, muito presente em conversas, aconselhamentos e até em púlpitos, que diz assim: “Deus nunca vai te dar um fardo maior do que você consegue carregar”.

E quase sempre, quando alguém ouve isso, a reação é imediata: “Isso está na Bíblia”.

Mas então vem a pergunta que raramente é feita com seriedade: Onde?

E é aqui que o problema começa.

Porque, na maioria das vezes, quem afirma isso não sabe responder. Diz algo como: “Ah, deve estar em Coríntios, Paulo que falou…”, mas nunca leu o texto, nunca examinou o contexto, nunca conferiu se aquilo realmente está ali. Apenas ouviu alguém dizer, achou bonito, achou consolador, e passou adiante.

E assim, uma frase que não é bíblica passa a ser tratada como se fosse Palavra de Deus.

Esse é um dos grandes problemas do nosso tempo.

Nós estamos sendo ensinados por ecos, não por Escritura.

Vivemos em uma geração que consome conteúdos rápidos, frases de efeito, recortes de vídeos, trechos de pregações e, muitas vezes, até pastores estão sendo formados mais por reels, vídeos curtos e repetições virais do que por estudo sério, leitura cuidadosa e exegese fiel do texto bíblico.

E o resultado disso é inevitável: ideias populares começam a ocupar o lugar da verdade bíblica.

Essa frase, especificamente, costuma ser associada a 1 Coríntios 10:13. Mas quando você lê o texto, percebe imediatamente que Paulo não está falando sobre sofrimento, dor, perdas ou provações da vida. Ele está falando sobre tentação.

O texto diz que Deus não permitirá que sejamos tentados além do que podemos suportar, e que, junto com a tentação, providenciará o escape, para que possamos suportar.

Perceba com atenção: o assunto é tentação ao pecado, não sofrimento existencial.

Paulo não está dizendo que você nunca passará por algo maior do que consegue suportar emocionalmente, fisicamente ou psicologicamente. Ele está dizendo que você não será colocado em uma situação onde será inevitável pecar.

São coisas completamente diferentes.

Mas a leitura popular ignora isso, tira o texto do seu contexto e transforma uma promessa específica sobre tentação em uma promessa geral sobre sofrimento.

E isso não é apenas um erro de interpretação, é um erro pastoral grave.

Porque cria uma expectativa falsa no coração das pessoas.

Quando alguém acredita que Deus nunca permitirá um fardo maior do que ela pode carregar, o que acontece quando esse fardo vem?

Quando a dor é grande demais?

Quando a perda é insuportável?

Quando a angústia ultrapassa todos os limites?

Essa pessoa começa a pensar: “Então tem algo errado comigo”.

Ou pior: “Então Deus falhou comigo”.

Mas o problema não está em Deus, está naquilo que foi ensinado de forma equivocada.

A verdade é que a Bíblia mostra repetidas vezes que Deus permite, sim, que seus servos passem por situações maiores do que suas forças.

O próprio apóstolo Paulo diz, em 2 Coríntios 1:8-9, que as tribulações foram sobremaneira agravadas, acima das suas forças, a ponto de desesperarem até da própria vida.

Isso destrói completamente a ideia de que Deus nunca dá um fardo maior do que podemos carregar.

Paulo está dizendo exatamente o contrário.

E por quê?

Ele mesmo responde: para que não confiassem em si mesmos, mas em Deus, que ressuscita os mortos.

Esse é o ponto central.

Deus não está comprometido em preservar a sua sensação de controle.

Deus está comprometido em destruir a sua autossuficiência.

Nós gostamos da ideia de que conseguimos dar conta.

Mas o Evangelho não é sobre pessoas que dão conta.

O Evangelho é sobre pessoas que não dão conta, e por isso dependem totalmente da graça.

Quando você olha para as Escrituras, esse padrão se repete o tempo todo.

Jó enfrenta uma dor que ultrapassa qualquer medida humana.

Os salmistas frequentemente expressam um peso que eles mesmos reconhecem ser pesado demais para carregar.

Elias chega ao ponto de pedir a morte.

Os apóstolos são perseguidos, presos, espancados e mortos.

Cristãos, ao longo da história, enfrentaram e ainda enfrentam tortura, prisão e morte por causa do nome de Cristo.

Dizer que essas pessoas não receberam um fardo maior do que podiam carregar é ignorar completamente a realidade bíblica.

Eles não suportaram porque eram fortes.

Eles suportaram porque foram sustentados.

Essa é a diferença.

A Bíblia não ensina que você é forte o suficiente.

Ela ensina que Deus é fiel o suficiente.

Em 2 Coríntios 12:9, o Senhor diz: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

Não é na força.

Não é na capacidade.

É na fraqueza.

O que sustenta o cristão não é a sua habilidade de carregar o peso, mas a graça de Deus que o sustenta debaixo do peso.

Outro texto precioso diz: “Lança o teu fardo sobre o Senhor, e Ele te sustentará” (Salmo 55:22).

Perceba novamente: não é “carregue sozinho”, é “entregue”.

A lógica bíblica não é autossuficiência, é dependência.

E aqui está o ponto pastoral que precisa ser recuperado nos nossos dias.

Nós não precisamos de frases bonitas que nos façam sentir fortes.

Nós precisamos da verdade que nos ensina a depender de Deus.

Infelizmente, muitos púlpitos têm reproduzido esse tipo de ideia sem exame, sem cuidado e sem fidelidade ao texto.

E isso não acontece necessariamente por má intenção.

Muitas vezes acontece por negligência.

Pastores também são influenciados pelo ambiente em que vivem.

Eles também consomem conteúdo.

Eles também ouvem outros pregadores.

E, sem perceber, acabam repetindo aquilo que parece correto, que soa espiritual, que tem aparência de verdade, mas que não foi devidamente examinado à luz das Escrituras.

E isso é perigoso.

Porque o púlpito não é lugar de repetir o que parece bonito.

É lugar de proclamar o que é verdadeiro.

Os bereanos são elogiados porque eles não recebiam o ensino de forma passiva, mas examinavam nas Escrituras para ver se as coisas eram, de fato, assim.

Esse deveria ser o padrão da igreja.

Mas, em muitos casos, nos tornamos apenas repetidores.

Repetimos frases.

Repetimos histórias.

Repetimos ilustrações.

Sem verificar.

Sem testar.

Sem conferir.

Você mesmo talvez já tenha ouvido aquela famosa história da águia que arranca o próprio bico, arranca as penas, se renova e volta a viver como se fosse uma fênix.

Isso não é Bíblia.

Isso não é nem biologia.

Mas já foi usado em muitos púlpitos como se fosse uma ilustração espiritual profunda.

Esse é o nível de descuido que pode acontecer quando abandonamos o compromisso com a verdade.

Por isso, é necessário dizer com clareza:

Nem tudo o que parece bíblico é bíblico.

Nem tudo o que é dito com convicção é verdadeiro.

E nem tudo o que está sendo pregado está, de fato, nas Escrituras.

Voltando à frase inicial, a forma correta de entender, à luz da Bíblia, não é:

“Deus nunca vai te dar um fardo maior do que você consegue carregar”.

Mas sim:

Deus frequentemente permite fardos maiores do que podemos carregar, para que aprendamos a depender totalmente d’Ele, e para que fique evidente que é Ele quem nos sustenta.

E isso muda tudo.

Porque tira o foco de você e coloca em Deus.

Tira o peso da sua capacidade e coloca na fidelidade d’Ele.

Tira a ilusão de controle e coloca a realidade da graça.

Se você hoje está enfrentando algo que parece maior do que você consegue suportar, a Bíblia não vai dizer que você está errado por sentir isso.

Ela vai dizer que você está exatamente no lugar onde deveria estar: um lugar de dependência.

E é nesse lugar que a graça de Deus se manifesta de forma mais clara.

Não é quando você é forte.

É quando você descobre que não é.

E é aí que Cristo se torna suficiente.

Porque, no fim das contas, a vida cristã não é sobre o quanto você aguenta.

É sobre em quem você confia.

E o Deus das Escrituras não prometeu que você nunca seria esmagado pelo peso.

Mas prometeu que, mesmo quando suas forças acabarem, Ele não acabará.

E isso, sim, está na Bíblia.

Que Deus nos Ajude!

 

(um texto de Alex Mendes)

domingo, 19 de julho de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 5



          A genealogia de Jesus Cristo (Mateus 1:1-17; Lucas 3:23-38)

          Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão:

          Abraão gerou Isaque; Isaque gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos; Judá gerou Perez e Zerá, cuja mãe foi Tamar; Perez gerou Esrom; Esrom gerou Arão; Arão gerou Aminadabe; Aminadabe gerou Naassom; Naassom gerou Salmom; Salmom gerou Boaz, cuja mãe foi Raabe; Boaz gerou Obede, cuja mãe foi Rute; Obede gerou Jessé; e Jessé gerou o rei Davi.

          Davi gerou Salomão, cuja mãe tinha sido mulher de Urias; Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão gerou Uzias; Uzias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amom; Amom gerou Josias; e Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia.

          Depois do exílio na Babilônia: Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel gerou Abiúde; Abiúde gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; Azor gerou Sadoque; Sadoque gerou Aquim; Aquim gerou Eliúde; Eliúde gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacó; e Jacó gerou José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.

          Assim, ao todo houve catorze gerações de Abraão a Davi, catorze de Davi até o exílio na Babilônia e catorze do exílio até o Cristo.

          Jesus tinha cerca de trinta anos de idade quando começou seu ministério.

          Ele era, como se pensava, filho de José, filho de Eli, filho de Matate, filho de Levi, filho de Melqui, filho de Janai, filho de José, filho de Matatias, filho de Amós, filho de Naum, filho de Esli, filho de Nagai, filho de Maate, filho de Matatias, filho de Semei, filho de Joseque, filho de Jodá, filho de Joanã, filho de Ressa, filho de Zorobabel, filho de Salatiel, filho de Neri, filho de Melqui, filho de Adi, filho de Cosã, filho de Elmadã, filho de Er, filho de Josué, filho de Eliézer, filho de Jorim, filho de Matate, filho de Levi, filho de Simeão, filho de Judá, filho de José, filho de Jonã, filho de Eliaquim, filho de Meleá, filho de Mená, filho de Matatá, filho de Natã, filho de Davi, filho de Jessé, filho de Obede, filho de Boaz, filho de Salmom, filho de Naassom, filho de Aminadabe, filho de Ram, filho de Esrom, filho de Perez, filho de Judá, filho de Jacó, filho de Isaque, filho de Abraão, filho de Terá, filho de Naor, filho de Serugue, filho de Ragaú, filho de Faleque, filho de Éber, filho de Salá, filho de Cainã, filho de Arfaxade, filho de Sem, filho de Noé, filho de Lameque, filho de Matusalém, filho de Enoque, filho de Jarede, filho de Maalaleel, filho de Cainã, filho de Enos, filho de Sete, filho de Adão, filho de Deus.

 

          A tentação de Jesus (Mateus 4:1-11; Marcos 1:12-13; Lucas 4:1-13)

          Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e, logo após, o Espírito o impeliu para o deserto. Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. Ali esteve quarenta dias, sendo tentado por Satanás. Não comeu nada durante esses dias e, ao fim deles, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. O diabo, o tentador, aproximou-se dele e disse:

          “Se você é o Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães”.

          Jesus respondeu:

          “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’”.

          Então o diabo o levou Jerusalém, a cidade santa, colocou-o na parte mais alta do templo e lhe disse:

          “Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui para baixo. Pois está escrito: ‘Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, para lhe guardarem; e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra’”.

          Jesus lhe respondeu:

          “Também está escrito e dito está: ‘Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus’”.

          Depois, o diabo o levou a um lugar alto, a um monte muito alto e mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo e o seu esplendor. E lhe disse:

          “Tudo isto lhe darei, se você se prostrar e me adorar. Eu lhe darei toda a autoridade sobre eles e todo o seu esplendor, porque me foram dados e posso dá-los a quem eu quiser. Então, se você me adorar, tudo será seu”.

          Jesus respondeu e lhe disse:

          “Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus e só a ele preste culto’”.

          Tendo terminado todas essas tentações, então o diabo o deixou até ocasião oportuna; estava com os animais selvagens, e anjos vieram e o serviram.

 

          Dois discípulos de João Batista seguem Jesus (João 1:35-42)

          No dia seguinte João estava ali novamente com dois dos seus discípulos. Quando viu Jesus passando, disse:

          “Vejam! É o Cordeiro de Deus!”

          Ouvindo-o dizer isso, os dois discípulos seguiram a Jesus. Voltando-se e vendo Jesus que os dois o seguiam, perguntou-lhes:

          “O que vocês querem?”

          Eles disseram:

          “Rabi” (que significa Mestre), “onde estás hospedado?”

          Respondeu ele:

          “Venham e verão”.

          Então foram, por volta das quatro horas da tarde, viram onde ele estava hospedado e passaram com ele aquele dia.

          André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido o que João dissera e que haviam seguido a Jesus. O primeiro que ele encontrou foi Simão, seu irmão, e lhe disse:

          “Achamos o Messias” (isto é, o Cristo).

          E o levou a Jesus. Jesus olhou para ele e disse:

          “Você é Simão, filho de João. Será chamado Cefas” (que significa Pedro).

 

          Filipe e Natanael (João 1:43-51)

          No dia seguinte Jesus decidiu partir para a Galileia. Quando encontrou Filipe, disse-lhe:

          “Siga-me”.

          Filipe, como André e Pedro, era da cidade de Betsaida. Filipe encontrou Natanael e lhe disse:

          “Achamos aquele sobre quem Moisés escreveu na Lei, e a respeito de quem os profetas também escreveram: Jesus de Nazaré, filho de José”.

          Perguntou Natanael:

          “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?”

          Disse Filipe:

          “Venha e veja”.

          Ao ver Natanael se aproximando, disse Jesus:

          “Aí está um verdadeiro israelita, em quem não há falsidade”.

          Perguntou Natanael:

          “De onde me conheces?”

          Jesus respondeu:

          “Eu o vi quando você ainda estava debaixo da figueira, antes de Filipe o chamar”.

          Então Natanael declarou:

          “Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!”

          Jesus disse:

          “Você crê porque eu disse que o vi debaixo da figueira. Você verá coisas maiores do que essa!”

          E então acrescentou:

          “Digo-lhes a verdade: Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem”.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)

domingo, 12 de julho de 2026

Como Viver Nossa Identidade em Cristo?


 

A nossa identidade em Cristo é antes de tudo uma novidade de vida. Somos novas criaturas em Cristo (2 Coríntios 5:17). A identidade é definida como “o aspecto coletivo do conjunto de características pelas quais uma coisa é definitivamente reconhecível ou conhecida”, de modo que a nossa nova identidade em Cristo deve ser reconhecível tanto para nós mesmos quanto para os outros. Se estamos “em Cristo”, isso deve ser evidente, assim como estar “no mundo” é igualmente evidente. Outra definição de identidade é “a qualidade ou condição de ser igual a outra coisa”. No caso da nossa identidade em Cristo, as nossas vidas devem indicar que somos iguais a Cristo. O nome “cristãos” significa literalmente “seguidores de Cristo”.

Em nossa nova identidade em Cristo, não somos mais escravos do pecado (Romanos 6:6), mas somos reconciliados com Deus (Romanos 5:10). Essa nova identidade muda completamente o nosso relacionamento com Deus e nossas famílias, assim como muda a maneira como vemos o mundo. Nossa nova identidade em Cristo significa que temos o mesmo relacionamento com Deus que Cristo tem – somos os Seus filhos. Deus nos adotou como filhos. Podemos chamá-lo de “Abba! Pai!” (Romanos 8:15-16). Somos ambos coerdeiros (Gálatas 3:29) e amigos (João 15:15) de Cristo. E esse relacionamento é ainda mais forte do que aqueles que temos com nossas famílias terrenas (Mateus 10:35-37). Em vez de temer a Deus como juiz, temos o grande privilégio de ir a Ele como nosso Pai. Podemos nos aproximar d’Ele com confiança e pedir-Lhe aquilo de que precisamos (Hebreus 4:16). Podemos pedir por Sua orientação e sabedoria (Tiago 1:5) e saber que nada nos afastará d’Ele (Romanos 8:38–39). Também descansamos em Sua autoridade e respondemos a Ele com obediência confiante, sabendo que a obediência é uma parte fundamental para permanecermos próximos a Ele (João 14:23).

A família de Deus abrange um vasto corpo de crentes que se esforçam juntos para se aproximarem de Deus (1 Coríntios 12:13). É uma família que é mais forte pelos dons de cada pessoa (Romanos 12:6-8). Os membros dessa nova família buscam o melhor uns para os outros (1 Coríntios 10:24), encorajam uns aos outros (Gálatas 6:1-2) e perdoam uns aos outros (Mateus 18:21-22). Cada membro tem um papel específico, mas os papéis são desempenhados com respeito e graça (1 Pedro 5:1-5). Acima de tudo, respondemos uns aos outros em amor – não o sentimento, mas um ato de sacrifício consciente e altruísta, que reflete o amor ágape do Deus que nos amou e Se entregou por nós (Gálatas 2:20).

Não somos mais cidadãos do mundo, mas separados dele (2 Coríntios 6:14-7:1). Entendemos que somos parte de um reino celestial governado por Deus. As coisas da terra não nos atraem mais (Colossenses 3:2). Não tememos ou enfatizamos demais o sofrimento na terra ou as provações que enfrentamos (Colossenses 1:24; 1 Pedro 3:14; 4:12-14), nem damos importância às coisas que o mundo valoriza (1 Timóteo 6:9-11). Até mesmo nossos corpos e nossas ações refletem que nossas mentes não estão mais conformadas com o mundo (Romanos 12:1-2), mas agora são instrumentos de justiça para Deus (Romanos 6:13). E nossa nova perspectiva do reino significa que entendemos que nossos inimigos não são as pessoas ao nosso redor, mas as forças espirituais que se esforçam para impedir que as pessoas conheçam a Deus (Efésios 6:12).

Tudo isso é o ideal – o caráter de um seguidor maduro de Cristo. Uma das maiores bênçãos sobre a nossa identidade em Cristo é a graça que recebemos para crescer na maturidade espiritual que realmente reflete a nossa nova identidade (Filipenses 1:6). Nossas vidas à luz da nossa identidade em Cristo são preenchidas com um Pai celestial, uma família grande e amorosa e o entendimento de que somos cidadãos de outro reino e não desta terra.

 

Fonte: www.GotQuestions.org/Portugues

domingo, 5 de julho de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 4

 

          A pregação de João Batista (Mateus 3:1-10; Marcos 1:1-6; Lucas 3:1-14)

          Princípio do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

          No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia; Herodes, tetrarca da Galileia; seu irmão Filipe, tetrarca da Itureia e Traconites; e Lisânias, tetrarca de Abilene; Anás e Caifás exerciam o sumo sacerdócio.

          Foi nesse ano, naqueles dias, que surgiu João Batista, filho de Zacarias, pregando no deserto da Judeia e que veio a palavra do Senhor. Ele percorreu toda a região próxima ao Jordão, pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados. Ele dizia:

          “Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo”.

          Este é aquele que foi anunciado pelo profeta, conforme está escrito no livro das palavras de Isaías: “Enviarei à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o teu caminho. Voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para ele. Todo vale será aterrado e todas as montanhas e colinas, niveladas. As estradas tortuosas serão endireitadas e os caminhos acidentados, aplanados. E toda a humanidade verá a salvação de Deus’”.

          João vestia roupas feitas de pelos de camelo, e ele usava um cinto de couro na cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel silvestre.

          A ele vinha todo o povo de Jerusalém, gente de toda a região da Judeia e de toda a região ao redor do Jordão. Confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão.

          Quando viu que muitos fariseus e saduceus vinham para onde ele estava, disse-lhes, e também às multidões que saíam para serem batizadas por ele:

          “Raça de víboras! Quem lhes deu a ideia de fugir da ira que se aproxima? Deem fruto que mostre o arrependimento! Não pensem que vocês podem dizer a si mesmos: ‘Abraão é nosso pai’. Pois eu lhes digo que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo”.

          “O que devemos fazer então?”, perguntavam as multidões.

          João respondia:

          “Quem tem duas túnicas reparta-as com quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o mesmo”.

          Alguns publicanos também vieram para serem batizados. Eles perguntaram:

          “Mestre, o que devemos fazer?”

          Ele respondeu:

          “Não cobrem nada além do que lhes foi estipulado”.

          Então alguns soldados lhe perguntaram:

          “E nós, o que devemos fazer?”

          Ele respondeu:

          “Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário”.

 

          João dá testemunho de Jesus (Mateus 3:11-12; Marcos 1:7-8; Lucas 3:15-20; João 1:15-31)

          O povo estava em grande expectativa, questionando em seus corações se acaso João não seria o Cristo. João respondeu a todos e esta era a sua mensagem: João dá testemunho dele. Ele exclama:

          “Este é aquele de quem eu falei: Aquele que vem depois de mim é superior a mim, porque já existia antes de mim. Mas depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de curvar-me e desamarrar as correias das suas sandálias, nem de levar as suas sandálias. Eu os batizo com água para arrependimento, mas ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele traz a pá em sua mão e limpará sua eira, juntando seu trigo no celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga”.

          E com muitas outras palavras João exortava o povo e lhe pregava as boas novas.

          Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça. Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido.

          Esse foi o testemunho de João, quando os judeus de Jerusalém enviaram sacerdotes e levitas para lhe perguntarem quem ele era. Ele confessou e não negou; declarou abertamente:

          “Não sou o Cristo”.

          Perguntaram-lhe:

          “E então, quem é você? É Elias?”

          Ele disse:

          “Não sou”.

          “É o Profeta?”

          Ele respondeu:

          “Não”.

          Finalmente perguntaram:

          “Quem é você? Dê-nos uma resposta, para que a levemos àqueles que nos enviaram. Que diz você acerca de si próprio?”

          João respondeu com as palavras do profeta Isaías:

          “Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Façam um caminho reto para o Senhor’”.

          Alguns fariseus que tinham sido enviados interrogaram-no:

          “Então, por que você batiza, se não é o Cristo, nem Elias, nem o Profeta?”

          Respondeu João:

          “Eu batizo com água, mas entre vocês está alguém que vocês não conhecem. Ele é aquele que vem depois de mim, cujas correias das sandálias não sou digno de desamarrar”.

          Tudo isso aconteceu em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.

          No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse:

          “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! Este é aquele a quem eu me referi, quando disse: Vem depois de mim um homem que é superior a mim, porque já existia antes de mim. Eu mesmo não o conhecia, mas por isso é que vim batizando com água: para que ele viesse a ser revelado a Israel”.

          Todavia, quando João repreendeu Herodes, o tetrarca, por causa de Herodias, mulher do próprio irmão de Herodes, e por todas as outras coisas más que ele tinha feito, Herodes acrescentou a todas elas a de colocar João na prisão.

 

          O batismo de Jesus (Mateus 3:13-17; Marcos 1:9-11; Lucas 3:21-22; João 1:32-34)

          Então, naquela ocasião, Jesus veio de Nazaré da Galileia ao Jordão para ser batizado por João.

          Quando todo o povo estava sendo batizado, também Jesus o foi. João, porém, tentou impedi-lo, dizendo:

          “Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”

          Respondeu Jesus:

          “Deixe assim por enquanto; convém que assim façamos, para cumprir toda a justiça”.

          E João concordou, e foi batizado por João no Jordão.

          Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. E, enquanto ele estava orando, naquele momento os céus se abriram, e ele viu o Espírito de Deus descendo em forma corpórea como pomba e pousando sobre ele. Então veio uma voz dos céus que disse:

          “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado”.

          E:

          “Tu és o meu Filho amado; em ti me agrado”.

          Então João deu o seguinte testemunho:

          “Eu vi o Espírito descer do céu como pomba e permanecer sobre ele. Eu não o teria reconhecido, se aquele que me enviou para batizar com água não me tivesse dito: ‘Aquele sobre quem você vir o Espírito descer e permanecer, esse é o que batiza com o Espírito Santo’. Eu vi e testifico que este é o Filho de Deus”.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)