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domingo, 6 de setembro de 2026

Descansar Somente


 

Salmo 62:1

A minha alma descansa somente em Deus; dele vem a minha salvação.

 

Há vezes em que a casa toda dorme, mas nossa mente segue acordada, como se estivesse num processo de marcha, daquelas marchas que obedecem às batidas de tambor, como que em toque de caixa.

Lá fora, a madrugada segue silenciosa, mas, dentro, na mente, reviram-se pensamentos que viajam pelas faturas vencidas, promessas não cumpridas ou palavras mal ditas do dia anterior. Há, contrastando com a serenidade do sereno da madrugada, um tumulto interno, caindo na mente, uma algazarra de pensamentos que se atropelam, tateando por soluções imediatas, defesas prontas e estratégias de sobrevivência para o mundo lá fora, não o de agora, mas aquele de se descortinará no amanhecer.

Nos levantamos no escuro, talvez exigidos pelo desconforto da bexiga que necessita ser aliviada biologicamente. No deslocamento ao banheiro, além da bexiga, também o peito segue apertado, o passo curto, a alma funcionando como num balburiante dia de feira, onde todos gritam e ninguém entende. A bexiga volta desapertada; o peito não.

Há vezes em que não adianta voltar à cama. Numa destas vezes, podemos nos sentar e – quem sabe? – abrir a Bíblia para encontrar algum desaperto, algum conforto, talvez o sono de volta...

Aí, abre-se no Salmo 62, e trava-se no primeiro versículo – este que serve de mote para estes escritos...

Depois de lê-lo, fechamos os olhos, como quem procura uma prece. Repetimos a frase. Mas, como que aos gritos mentais, reverbera uma frase em nós: “Como descansar?”

Nos sentimos culpados pela pressa da resposta, com um agito almático que demanda essa pressa, pressa esta que Deus parece não ter e, de certa forma, parece querer nos ensinar a não termos também.

Estes tempos em que vivemos nos condicionaram para a urgência; urgência em respondermos de pronto, em entregarmos no prazo, em cumprirmos os horários.

Mas, no horário na madrugada do relógio e na madrugada da alma, não há o que fazer, a não ser esperar; esperar por uma resposta à nossa angústia ou, mesmo, esperar que o dia amanheça para voltarmos a correr atrás do vento.

Outra coisa que a vida moderna nos ensinou: tudo depende de ti. Sim, nós é que temos que empurrar as coisas para que aconteçam, a conferir o celular a cada dez minutos, a responder, a responder e a responder... Nós estamos aqui, tentando empurrar o rio para ver se ele corre mais depressa. Mas o rio, como a vida, tem seu próprio fluxo e velocidade.

Assim como esperamos o celular despertar para levantarmos, esperamos um novo dia com derrotas, com imobilidades à toda velocidade, à morte do leão do dia que nos arrebenta, que não matamos, mas que nos devolve à cama à noite, certos de que apanhamos mais uma vez...

Mas desistir é um luxo que não podemos ter...

E agora, voltado de salto ao tempo presente da madrugada com a Bíblia na mão, o dedo segue na palavra “descansa”.

Como que num inspirar revelador do Espírito Santo, nos damos conta que o salmista não estava sentado à beira do caminho esperando o tempo passar. Ele estava, isto sim, mandando a alma calar-se e aquietar-se. E estava se dando conta de como – ou em Quem – descansar: somente em Deus!

Essa consciência, assim como tomou o salmista, vai nos tomando também... Posso descansar em Deus! Não sei como, mas Ele sabe! Basta que eu lhe dê minha alma aos cuidados, confiando, e serenando os pensamentos... Basta que eu Lhe diga: Senhor, não sei como, mas eu me entrego ao descanso em Ti!

Voltamos à cama e, como num passe de milagrosa mágica, voltamos a dormir – pelo menos um pouco...

Ao amanhecer, não teremos todas as respostas, mas as portas das possibilidades são vislumbradas abertas. Entendemos que o maior milagre não é a resolução imediata do que há para ser resolvido, mas a divisão de fardos... Não carregamos mais nada sozinhos... Dividimos tudo com o Senhor!

Sim, a alma se aquieta. Naquele peito apertado pelo pânico, iniciam suas moradias a confiança, a clareza, a luz. Não precisamos carregar o – nosso – mundo nos ombros. Resta-nos, agora, a leveza do peso e a certeza da ajuda que vem do alto!

Lá fora, os dias continuarão exigentes, mas sabemos que não entramos nas batalhas desarmados e cansados. Nossa alma aprendeu o ofício de descansar – em Deus!

 

Por ora é isso.

Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!

Saudações,

Kurt Hilbert

domingo, 30 de agosto de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 8

 

 

          A cura do filho de um oficial do rei (João 4:45-54)

          Quando chegou à Galileia, os galileus deram-lhe boas-vindas. Eles tinham visto tudo o que ele fizera em Jerusalém, por ocasião da festa da Páscoa, pois também haviam estado lá.

          Mais uma vez, ele visitou Caná da Galileia, onde tinha transformado água em vinho. E havia ali um oficial do rei, cujo filho estava doente em Cafarnaum. Quando ele ouviu falar que Jesus tinha chegado à Galileia, vindo da Judeia, procurou-o e suplicou-lhe que fosse curar seu filho, que estava à beira da morte.

          Disse-lhe Jesus:

          “Se vocês não virem sinais e maravilhas, nunca crerão”.

          O oficial do rei disse:

          “Senhor, vem, antes que o meu filho morra”.

          Jesus respondeu:

          “Pode ir. O seu filho continuará vivo”.

          O homem confiou na palavra de Jesus e partiu. Estando ele ainda a caminho, seus servos vieram ao seu encontro com notícias de que o menino estava vivo. Quando perguntou a que horas o seu filho tinha melhorado, eles lhe disseram:

          “A febre o deixou ontem, à uma hora da tarde”.

          Então o pai percebeu que aquela fora exatamente a hora em que Jesus lhe dissera: “O seu filho continuará vivo”. Assim, creram ele e todos os de sua casa. Esse foi o segundo sinal miraculoso que Jesus realizou, depois que veio da Judeia para a Galileia.

 

          A cura de um paralítico (João 5:1-18)

          Algum tempo depois, Jesus subiu a Jerusalém para uma festa dos judeus.

          Há em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, um tanque que, em aramaico, é chamado Betesda, tendo cinco entradas em volta. Ali costumava ficar grande número de pessoas doentes e inválidas: cegos, mancos e paralíticos. Eles esperavam um movimento nas águas. De vez em quando descia um anjo do Senhor e agitava as águas. O primeiro que entrasse no tanque, depois de agitadas as águas, era curado de qualquer doença que tivesse.

          Um dos que estavam ali era paralítico fazia trinta e oito anos. Quando o viu deitado e soube que ele vivia naquele estado durante tanto tempo, Jesus lhe perguntou:

          “Você quer ser curado?”

          Disse o paralítico:

          “Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim”.

          Então Jesus lhe disse:

          “Levante-se! Pegue a sua maca e ande”.

          Imediatamente o homem ficou curado, pegou a maca e começou a andar. Isso aconteceu num sábado, e, por essa razão, os judeus disseram ao homem que havia sido curado:

          “Hoje é sábado, não lhe é permitido carregar a maca”.

          Mas ele respondeu:

          “O homem que me curou me disse: ‘Pegue a sua maca e ande’”.

          Então lhe perguntaram:

          “Quem é esse homem que lhe manda pegar a maca e andar?”

          O homem que fora curado não tinha ideia de quem era ele, pois Jesus havia desaparecido no meio da multidão. Mais tarde Jesus o encontrou no templo e lhe disse:

          “Olhe, você está curado. Não volte a pecar, para que algo pior não lhe aconteça”.

          O homem foi contar aos judeus que fora Jesus quem o tinha curado. Então os judeus passaram a perseguir Jesus, porque ele estava fazendo essas coisas no sábado.

          Disse-lhes Jesus:

          “Meu Pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando”.

          Por essa razão, os judeus mais ainda queriam matá-lo, pois não somente estava violando o sábado, mas também estava até mesmo dizendo que Deus era seu próprio Pai, igualando-se a Deus.

 

          Jesus explica sua missão (João 5:19-47)

          Jesus lhes deu esta resposta:

          “Eu lhes digo verdadeiramente que o Filho não pode fazer nada de si mesmo; só pode fazer o que vê o Pai fazer, porque o que o Pai faz o Filho também faz. Pois o Pai ama ao Filho e lhe mostra tudo o que faz. Sim, para admiração de vocês, ele lhe mostrará obras ainda maiores do que estas. Pois, da mesma forma que o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, o Filho também dá vida a quem ele quer dá-la. Além disso, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo julgamento ao Filho, para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida. Eu lhes afirmo que está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e aqueles que a ouvirem, viverão. Pois, da mesma forma como o Pai tem vida em si mesmo, ele concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homem. Não fiquem admirados com isto, pois está chegando a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão; os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados. Por mim mesmo, nada posso fazer; eu julgo apenas conforme ouço, e o meu julgamento é justo, pois não procuro agradar a mim mesmo, mas àquele que me enviou. Se testifico acerca de mim mesmo, o meu testemunho não é válido. Há outro que testemunha em meu favor, e sei que o seu testemunho a meu respeito é válido. Vocês enviaram representantes a João, e ele testemunhou da verdade. Não que eu busque testemunho humano, mas menciono isso para que vocês sejam salvos. João era uma candeia que queimava e irradiava luz, e durante certo tempo vocês quiseram alegrar-se com a sua luz. Eu tenho um testemunho maior que o de João; a própria obra que o Pai me deu para concluir, e que estou realizando, testemunha que o Pai me enviou. E o Pai que me enviou, ele mesmo testemunhou a meu respeito. Vocês nunca ouviram a sua voz, nem viram a sua forma, nem a sua palavra habita em vocês, pois não creem naquele que ele enviou. Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito; contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida. Eu não aceito glória dos homens, mas conheço vocês. Sei que vocês não têm o amor de Deus. Eu vim em nome de meu Pai, e vocês não me aceitaram; mas, se outro vier em seu próprio nome, vocês o aceitarão. Como vocês podem crer, se aceitam glória uns dos outros, mas não procuram a glória que vem do Deus único? Contudo, não pensem que eu os acusarei perante o Pai. Quem os acusa é Moisés, em quem estão as suas esperanças. Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito. Visto, porém, que não creem no que ele escreveu, como crerão no que eu digo?”


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)

domingo, 23 de agosto de 2026

Deus Nos Pune Quando Pecamos?

 

Para os crentes em Jesus, todos os nossos pecados – passados, presentes e futuros – já foram julgados na cruz. Como cristãos, nunca seremos condenados pelos nossos pecados. Isso foi feito de uma vez por todas: “já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1). Por causa do sacrifício de Cristo, Deus vê apenas a justiça de Cristo quando olha para nós. O nosso pecado foi pregado na cruz com Jesus, e nunca seremos “punidos” por isso, no sentido de sermos condenados. Ao mesmo tempo, Deus disciplina Seus filhos quando erram, como qualquer bom pai faria. Portanto, pode-se dizer que os cristãos são “punidos” pelo pecado, mas apenas no sentido de serem disciplinados com amor. O restante deste artigo irá referir-se à “disciplina” para evitar a sugestão de que os cristãos recebam “castigo” (condenação) de Deus pelos seus pecados.

Se continuarmos a agir de maneira pecaminosa e não nos arrependermos e abandonarmos esse pecado, Deus aplicará a Sua disciplina divina sobre nós. Se não o fizesse, não seria um Pai amoroso e cuidadoso. Assim como disciplinamos os nossos próprios filhos para o seu bem-estar, o nosso Pai celestial corrige amorosamente os Seus filhos para o seu benefício. Hebreus 12:7-11 nos diz: “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao que depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça”.

A disciplina, então, é como Deus amorosamente guia Seus filhos da rebelião à obediência. Através da disciplina, os nossos olhos são abertos mais claramente para a perspectiva de Deus sobre as nossas vidas. Como o rei Davi declarou no Salmo 32, a disciplina faz-nos confessar e arrepender-nos dos pecados com os quais ainda não lidamos. Desta forma, a disciplina é purificadora. É também um catalisador de crescimento. Quanto mais sabemos sobre Deus, mais sabemos sobre os Seus desejos para as nossas vidas. A disciplina nos apresenta a oportunidade de aprender e de nos conformar à imagem de Cristo (Romanos 12:1-2). A disciplina é uma coisa boa!

Precisamos lembrar que o pecado é uma constante em nossas vidas enquanto ainda estamos nesta terra (Romanos 3:10, 23). Portanto, não só temos que lidar com a disciplina de Deus pela nossa desobediência, mas também temos que lidar com as consequências naturais resultantes do pecado. Se um crente rouba alguma coisa, Deus o perdoará e o purificará do pecado do roubo, restaurando a comunhão entre Ele e o ladrão arrependido. No entanto, as consequências sociais do roubo podem ser graves, resultando em multas ou mesmo encarceramento. Estas são consequências naturais do pecado e devem ser suportadas. Mas Deus trabalha mesmo através dessas consequências para aumentar a nossa fé e glorificar a Si mesmo.

 

Fonte: www.GotQuestions.org/Portugues

domingo, 16 de agosto de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 7


          A cura de um endemoninhado em Cafarnaum (Marcos 1:21-28; Lucas 4:31-37)

          Então eles desceram e foram a Cafarnaum, cidade da Galileia, e assim que chegou o sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar o povo. Todos ficavam maravilhados com o seu ensino, porque falava e lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei.

          Na sinagoga, justamente naquela hora, havia um homem possesso de um demônio, de um espírito imundo. Ele gritou com toda a força:

          “Ah!, o que queres conosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Sei quem tu és: o Santo de Deus!”

          Jesus o repreendeu, e disse:

          “Cale-se e saia dele!”

          Então o demônio, o espírito imundo, sacudiu o homem violentamente, jogou-o no chão diante de todos, e saiu dele gritando, sem o ferir.

          Todos ficaram tão admirados que diziam e perguntavam uns aos outros:

          “Que palavra é esta? O que é isto? Um novo ensino – e com autoridade! Até aos espíritos imundos ele dá ordens com autoridade e poder, e eles lhe obedecem e saem!”

          As notícias a seu respeito e a sua fama se espalharam rapidamente por toda a região da Galileia e por toda a região circunvizinha.

 

          A cura da sogra de Pedro (Mateus 8:14-15; Marcos 1:29-31; Lucas 4:38-39)

          Logo que saíram da sinagoga, foram com Tiago e João à casa de Simão e André.

          Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra deste de cama, com febre alta, e falaram a respeito dela a Jesus e pediram que fizesse algo por ela.

          Estando ele em pé junto dela, se aproximou, inclinou-se e repreendeu a febre. Tomou-a pela mão e ajudou-a a levantar-se. A febre a deixou, e ela se levantou imediatamente e começou a servi-los.

 

          A mulher samaritana (João 4:1-18)

          Os fariseus ouviram falar que Jesus estava fazendo e batizando mais discípulos do que João, embora não fosse Jesus quem batizasse, mas os seus discípulos. Quando o Senhor ficou sabendo disso, saiu da Judeia e voltou uma vez mais à Galileia.

          Era-lhe necessário passar por Samaria. Assim, chegou a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, perto das terras que Jacó dera a seu filho José. Havia ali o poço de Jacó. Jesus, cansado da viagem, sentou-se à beira do poço. Isto se deu por volta do meio-dia. Nisso veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus:

          “Dê-me um pouco de água”.

          (Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida).

          A mulher samaritana lhe perguntou:

          “Como o senhor, sendo judeu, pede a mim, uma samaritana, água para beber?”

          (Pois os judeus não se dão bem com os samaritanos).

          Jesus lhe respondeu:

          “Se você conhecesse o dom de Deus e quem lhe está pedindo água, você lhe teria pedido e ele lhe teria dado água viva”.

          Disse a mulher:

          “O senhor não tem com que tirar a água, e o poço é fundo. Onde pode conseguir essa água viva? Acaso o senhor é maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, bem como seus filhos e seu gado?”

          Jesus respondeu:

          “Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna”.

          A mulher lhe disse:

          “Senhor, dê-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água”.

          Ele lhe disse:

          “Vá, chame o seu marido e volte”.

          “Não tenho marido”, respondeu ela.

          Disse-lhe Jesus:

          “Você falou corretamente, dizendo que não tem marido. O fato é que você já teve cinco; e o homem com quem agora vive não é seu marido. O que você acabou de dizer é verdade”.

 

          A verdadeira adoração (João 4:19-30)

          Disse a mulher:

          “Senhor, vejo que é profeta. Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar”.

          Jesus declarou:

          “Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”.

          Disse a mulher:

          “Eu sei que o Messias (chamado Cristo) está para vir. Quando ele vier, explicará tudo para nós”.

          Então Jesus declarou:

          “Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com você”.

          Naquele momento os seus discípulos voltaram e ficaram surpresos ao encontrá-lo conversando com uma mulher. Mas ninguém perguntou: “Que queres saber?” ou: “Por que estás conversando com ela?”

          Então, deixando o seu cântaro, a mulher voltou à cidade e disse ao povo:

          “Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Será que ele não é o Cristo?”

          Então saíram da cidade e foram para onde ele estava.

 

          A ceifa e os ceifeiros (João 4:31-38)

          Enquanto isso, os discípulos insistiam com ele:

          “Mestre, come alguma coisa”.

          Mas ele lhes disse:

          “Tenho algo para comer que vocês não conhecem”.

          Então os seus discípulos disseram uns aos outros:

          “Será que alguém lhe trouxe comida?”

          Disse Jesus:

          “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra. Vocês não dizem: ‘Daqui a quatro meses haverá a colheita’? Eu lhes digo: Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita. Aquele que colhe já recebe o seu salário e colhe fruto para a vida eterna, de forma que se alegram juntos o que semeia e o que colhe. Assim é verdadeiro o ditado: ‘Um semeia, e outro colhe’. Eu os enviei para colherem o que vocês não cultivaram. Outros realizaram o trabalho árduo, e vocês vieram a usufruir do trabalho deles”.

 

          Muitos samaritanos creem em Jesus (João 4:39-42)

          Muitos samaritanos daquela cidade creram nele por causa do seguinte testemunho dado pela mulher:

          “Ele me disse tudo o que tenho feito”.

          Assim, quando se aproximaram dele, os samaritanos insistiram em que ficasse com eles, e ele ficou dois dias. E por causa da sua palavra, muitos outros creram. E disseram à mulher:

          “Agora cremos não somente por causa do que você disse, pois nós mesmos o ouvimos e sabemos que este é realmente o Salvador do mundo”.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)

domingo, 9 de agosto de 2026

Esperamos em Ti e a Ti


 

Isaías 26:8

Andando pelo caminho das tuas ordenanças esperamos em ti, SENHOR. O teu nome e a tua lembrança são o desejo do nosso coração.

 

Jesus disse de Si mesmo que Ele é o caminho: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim (João 14:6).

Por fé, sabemos também que Jesus é a Palavra e a Palavra é Jesus: No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus (João 1:1).

Assim, andando pelo caminho – que é Jesus – e pela Palavra – que também é Jesus –, estamos diante de Suas ordenanças, tal qual o profeta Isaías diz nesta passagem que serve de mote para este texto.

Jesus mesmo diz aos Seus discípulos que eles seriam Seus amigos – muito mais do que discípulos ou servos – desde que pudessem cumprir este mandamento: O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno (João 15:12-14). E prosseguia, dizendo algo maravilhoso, ao que nem sempre prestamos atenção: Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido” (João 15:15).

Sim, podemos ser chamados de amigos de Jesus!

Isaías segue dizendo que esperamos em ti. Hoje também estamos em espera – a maior espera de todas! –, isto é, a volta de Jesus. Este não é um assunto muito em voga nos dias atuais, pois se pregam outras tantas coisas por aí, mas essa espera e essa esperança são o ponto fundamental entre os que mantém seus passos no caminho e na Palavra – tanto caminho quanto Palavra sendo Jesus, lembra?

Assim, nós também podemos dizer: Esperamos em ti, SENHOR.

E podemos dizer mais: Esperamos a ti, Senhor!

E esta deve ser uma esperança viva, vívida e ativa!

Dia desses, falávamos sobre a volta de Jesus...

Diante do questionamento da real possibilidade de isso acontecer, eu dizia: Não é provável, mas é possível!

Como assim, não provável, mas possível?

Expliquei: Não podemos provar cientificamente a volta de Jesus, ainda que a Física Quântica ofereça muitas razões para a possibilidade de isso acontecer. Com base nas teorias quânticas, é possível que haja vários universos paralelos, coexistindo “ao mesmo tempo”.

A gurizada franziu a sobrancelha, pois eu falava com gente de mente aberta e receptível a esse tipo de argumento que, sei, nem todos podem aceitar. Mas estes meus interlocutores podiam.

Assim, segui com uma pergunta: De onde vocês pensam que vêm seres como anjos, demônios ou “espíritos”?

E ainda segui seguindo: E de onde vocês creem que se tirou o conceito de extraterrestres? De onde vêm? De outra dimensão?

Sobrancelhas foram desfazendo seus franzidos, e a ideia foi captada.

Eu creio que a volta de Jesus é possível por um simples abrir de fenda dimensional, num abrir e fechar de olhos! Mas esta não é uma teologia nem uma doutrina, apenas uma posição minha. Assim, não fique com a minha posição, mas forme a sua própria. Se bem que há bons palpites neste sentido, e não são palpites meus apenas: Eis que eu lhes digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revista de imortalidade (1º Coríntios 15:51-53).

Pois bem, assim, a volta de Jesus – possível em qualquer dimensão que seja – está às portas!

E devo dizer que, mesmo sem nenhum argumento metafísico ou quântico, eu creria nisso, pois, ao final de tudo, tudo é sempre uma questão de fé.

Mas o profeta citado hoje prossegue: O teu nome e a tua lembrança são o desejo do nosso coração.

Pois é... o teu nome... como se já O conhecêssemos desde sempre...

E também... a tua lembrança... como sendo uma saudade daquilo que já vivemos em tempos e lugares onde não havia tempo nem localização identificável... na dimensão do absoluto... ou na “eternidade”, como queiram...

“São o desejo do nosso coração... significando dizer que aqueles que creem desejam a presença/volta do Senhor em si...

Tudo isso me impele a dizer que o que desejamos em nós é como um ímã a atrair e aproximar a volta do Senhor, tão improvável, mas, a cada dia, tão possível...

Sim, tão possível!

 

Por ora é isso.

Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!

Saudações,

Kurt Hilbert

domingo, 2 de agosto de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 6

 


          Jesus volta à Galileia e principia a sua missão (Mateus 4:12-17; Marcos 1:14-15; Lucas 4:14-15)

          Quando Jesus ouviu que João tinha sido preso, Jesus foi e voltou para a Galileia, proclamando as boas novas de Deus.

          Saindo de Nazaré, foi viver em Cafarnaum, que ficava junto ao mar, na região de Zebulom e Naftali, para cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías: “Terra de Zebulom e terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios; o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz”.

          Daí em diante Jesus começou a pregar e dizia ele:

          “O tempo é chegado. Arrependam-se e creiam nas boas novas, pois o Reino de Deus e dos céus está próximo!”

          Jesus voltou para a Galileia no poder do Espírito, e por toda aquela região se espalhou a sua fama. Ensinava nas sinagogas, e todos o elogiavam.

 

          As bodas de Caná da Galileia (João 2:1-12)

          No terceiro dia houve um casamento em Caná da Galileia.

          A mãe de Jesus estava ali; Jesus e seus discípulos também haviam sido convidados para o casamento. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse:

          “Eles não têm mais vinho”.

          Respondeu Jesus:

          “Que temos nós em comum, mulher? A minha hora ainda não chegou”.

          Sua mãe disse aos serviçais:

          “Façam tudo o que ele lhes mandar”.

          Ali perto havia seis potes de pedra, do tipo usado pelos judeus para as purificações cerimoniais; em cada pote cabia entre oitenta a cento e vinte litros. Disse Jesus aos serviçais:

          “Encham os potes com água”.

          E os encheram até a borda. Então lhes disse:

          “Agora, levem um pouco do vinho ao encarregado da festa”.

          Eles assim o fizeram, e o encarregado da festa provou a água que fora transformada em vinho, sem saber de onde este viera, embora o soubessem os serviçais que haviam tirado a água. Então chamou o noivo e disse:

          “Todos servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora”.

          Este sinal miraculoso, em Caná da Galileia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele.

          Depois disso ele desceu a Cafarnaum com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos. Ali ficaram durante alguns dias.

 

          Outro testemunho de João Batista (João 3:22-30)

          Depois disso Jesus foi com os seus discípulos para a terra da Judeia, onde passou algum tempo com eles e batizava.

          João também estava batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas, e o povo vinha para ser batizado. (Isto se deu antes de João ser preso).

          Surgiu uma discussão entre alguns discípulos de João e um certo judeu, a respeito da purificação cerimonial. Eles se dirigiram a João e lhe disseram:

          “Mestre, aquele homem que estava contigo no outro lado do Jordão, do qual testemunhaste, está batizando, e todos estão se dirigindo a ele”.

          A isso João respondeu:

          “Uma pessoa só pode receber o que lhe é dado do céu. Vocês mesmos são testemunhas de que eu disse: Eu não sou o Cristo, mas sou aquele que foi enviado adiante dele. A noiva pertence ao noivo. O amigo que presta serviço ao noivo e que o atende e o ouve, enche-se de alegria quando ouve a voz do noivo. Esta é a minha alegria, que agora se completa. É necessário que ele cresça e que eu diminua”.

 

          O Filho em relação ao mundo (João 3:31-36)

          “Aquele que vem do alto está acima de todos; aquele que é da terra pertence à terra e fala como quem é da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. Ele testifica o que tem visto e ouvido, mas ninguém aceita o seu testemunho. Aquele que o aceita confirma que Deus é verdadeiro. Pois aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque ele dá o Espírito sem limitações. O Pai ama o Filho e entregou tudo em suas mãos. Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele”.

 

          Jesus prega em Nazaré e é rejeitado pelos seus (Mateus 13:54-58; Marcos 6:1-6; Lucas 4:16-30; João 4:43-44)

          Depois daqueles dois dias, Jesus partiu para a Galileia, para a sua cidade, a Nazaré, onde havia sido criado, acompanhado dos seus discípulos.

          Quando chegou o sábado, entrou na sinagoga, como era seu costume, e começou a ensinar o povo na sinagoga. E levantou-se para ler. Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías. Abriu-o e encontrou o lugar onde está escrito:

          “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor”.

          Então ele fechou o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-se. Na sinagoga todos tinham os olhos fitos nele; e ele começou a dizer-lhes:

          “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir”.

          Todos falavam bem dele, e todos que o ouviam ficavam admirados com as palavras de graça que saíam de seus lábios, e perguntavam:

          “De onde lhe vêm estas coisas, esta sabedoria e estes poderes miraculosos? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E estes milagres que ele faz? Não é este o filho de José, o carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Não estão aqui conosco todas as suas irmãs? De onde, pois, ele obteve todas essas coisas?”

          E ficavam escandalizados por causa dele. Mas Jesus lhes disse:

          “É claro que vocês me citarão este provérbio: ‘Médico, cura-te a ti mesmo!’ Faze aqui em tua terra o que ouvimos que fizeste em Cafarnaum. Digo-lhes a verdade: Nenhum profeta é aceito em sua terra. Asseguro-lhes que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu foi fechado por três anos e meio, e houve uma grande fome em toda a terra. Contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, senão a uma viúva de Sarepta, na região de Sidom. Também havia muitos leprosos em Israel no tempo de Eliseu, o profeta; todavia, nenhum deles foi purificado: somente Naamã, o sírio”.

          Continuou ele:

          “Só em sua própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um profeta não tem honra”.

          Todos os que estavam na sinagoga ficaram furiosos quando ouviram isso. Levantaram-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao topo da colina sobre a qual fora construída a cidade, a fim de atirá-lo precipício abaixo. Mas Jesus passou por entre eles e retirou-se.

          E não pôde fazer ali nenhum milagre, exceto impor as mãos sobre alguns doentes e curá-los, por causa da incredulidade deles. E ficou admirado com esta incredulidade.

          Então Jesus passou a percorrer os povoados, ensinando.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)