Isaías
26:8
Andando
pelo caminho das tuas ordenanças esperamos
em ti, SENHOR. O teu nome e a tua lembrança são o desejo do nosso coração.
Jesus disse de Si mesmo
que Ele é o caminho: “Eu sou o caminho,
a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai,
a não ser por mim” (João 14:6).
Por fé, sabemos também que
Jesus é a Palavra e a Palavra é Jesus: No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus (João 1:1).
Assim, andando pelo
caminho – que é Jesus – e pela Palavra – que também é Jesus –, estamos diante
de Suas ordenanças, tal qual o profeta Isaías diz nesta passagem que serve de
mote para este texto.
Jesus mesmo diz aos Seus
discípulos que eles seriam Seus amigos – muito mais do que discípulos ou servos
– desde que pudessem cumprir este mandamento: “O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei. Ninguém tem maior amor
do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos, se fizerem
o que eu lhes ordeno” (João 15:12-14). E prosseguia, dizendo algo maravilhoso,
ao que nem sempre prestamos atenção: “Já
não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez
disso, eu os tenho chamado amigos, porque
tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido” (João 15:15).
Sim, podemos ser
chamados de amigos de Jesus!
Isaías segue dizendo que
esperamos em ti. Hoje também estamos em espera – a maior espera
de todas! –, isto é, a volta de Jesus. Este não é um assunto muito em voga nos
dias atuais, pois se pregam outras tantas coisas por aí, mas essa espera e essa
esperança são o ponto fundamental entre os que mantém seus passos no caminho e
na Palavra – tanto caminho quanto Palavra sendo Jesus, lembra?
Assim, nós também podemos
dizer: “Esperamos em ti, SENHOR”.
E
podemos dizer mais: Esperamos a ti, Senhor!
E esta deve ser uma
esperança viva, vívida e ativa!
Dia desses, falávamos
sobre a volta de Jesus...
Diante do questionamento
da real possibilidade de isso acontecer, eu dizia: Não é provável, mas é
possível!
Como assim, não provável,
mas possível?
Expliquei: Não podemos
provar cientificamente a volta de Jesus, ainda que a Física Quântica ofereça
muitas razões para a possibilidade de isso acontecer. Com base nas teorias quânticas,
é possível que haja vários universos paralelos, coexistindo “ao mesmo tempo”.
A gurizada franziu a
sobrancelha, pois eu falava com gente de mente aberta e receptível a esse tipo
de argumento que, sei, nem todos podem aceitar. Mas estes meus interlocutores
podiam.
Assim, segui com uma
pergunta: De onde vocês pensam que vêm seres como anjos, demônios ou “espíritos”?
E ainda segui seguindo: E
de onde vocês creem que se tirou o conceito de extraterrestres? De onde vêm? De
outra dimensão?
Sobrancelhas foram
desfazendo seus franzidos, e a ideia foi captada.
Eu creio que a volta de
Jesus é possível por um simples abrir de fenda dimensional, num abrir e fechar
de olhos! Mas esta não é uma teologia nem uma doutrina, apenas uma posição
minha. Assim, não fique com a minha posição, mas forme a sua própria. Se bem
que há bons palpites neste sentido, e não são palpites meus apenas: Eis que eu
lhes digo um mistério: Nem todos dormiremos,
mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos,
ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis
e nós seremos transformados. Pois é necessário
que aquilo que é corruptível se revista
de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revista de imortalidade (1º Coríntios 15:51-53).
Pois
bem, assim, a volta de Jesus – possível em qualquer dimensão que seja – está às
portas!
E
devo dizer que, mesmo sem nenhum argumento metafísico ou quântico, eu creria
nisso, pois, ao final de tudo, tudo é sempre uma questão de fé.
Mas
o profeta citado hoje prossegue: O
teu nome e a tua lembrança são o desejo
do nosso coração.
Pois é... o teu nome...
como se já O conhecêssemos desde sempre...
E também... a tua
lembrança... como sendo uma saudade daquilo que já vivemos em tempos e lugares
onde não havia tempo nem localização identificável... na dimensão do
absoluto... ou na “eternidade”, como queiram...
“São o desejo do
nosso coração”... significando dizer que aqueles que
creem desejam a presença/volta do Senhor em si...
Tudo isso me impele a
dizer que o que desejamos em nós é como um ímã a atrair e aproximar a volta do
Senhor, tão improvável, mas, a cada dia, tão possível...
Sim, tão possível!
Por ora é isso.
Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!
Saudações,
Kurt Hilbert



