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domingo, 1 de novembro de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 12


 

          A escolha dos doze apóstolos (Mateus 10:1-4; Marcos 3:13-19; Lucas 6:12-16)

          Num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.

          Ao amanhecer, chamou a si aqueles discípulos que ele quis, os quais vieram para junto dele. E escolheu doze deles, a quem também designou apóstolos, para que estivessem com ele, os enviasse a pregar, e deu-lhes autoridade para expulsar demônios e espíritos imundos, e curar todas as doenças e enfermidades.

          Estes são os nomes dos doze apóstolos que ele escolheu: primeiro, Simão, a quem deu o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges, que significa filhos do trovão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Judas Tadeu, filho de Tiago; Simão, chamado zelote, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor.

 

          Jesus cura muitos enfermos (Mateus 4:23-25; Lucas 6:17-19)

          Jesus desceu com eles e parou num lugar plano.

          Estavam ali muitos dos seus discípulos e imensa multidão procedente de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom, que vieram para ouvi-lo e serem curadas de suas doenças. Os que eram perturbados por espíritos imundos ficaram curados, e todos procuravam tocar nele, porque dele saía poder que curava a todos.

          Jesus foi por toda a Galileia, ensinando nas sinagogas deles, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças entre o povo.

          Notícias sobre ele se espalharam por toda a Síria, e o povo lhe trouxe todos os que estavam padecendo de vários males e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos; e ele os curou.

          Grandes multidões o seguiam, vindas da Galileia, Decápolis, Jerusalém, Judeia e da região do outro lado do Jordão.

 

          O início do Sermão da Montanha (Mateus 5:1-12; Lucas 6:20-23)

          Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele e, olhando para eles, ele começou a ensiná-los, dizendo:

          “Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados serão vocês quando, por causa do Filho do homem, os odiarem, os insultarem, perseguirem e expulsarem, e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês, e eliminarem o nome de vocês, como sendo mau. Regozijem-se nesse dia e saltem de alegria, porque grande é a recompensa de vocês nos céus, pois da mesma forma os antepassados deles perseguiram os profetas que viveram antes de vocês”.

 

          Os ais (Lucas 6:24-26)

          “Mas ai de vocês, os ricos, pois já receberam sua consolação. Ai de vocês, que agora têm fartura, porque passarão fome. Ai de vocês, que agora riem, pois haverão de se lamentar e chorar. Ai de vocês, quando todos falarem bem de vocês, pois assim os antepassados deles trataram os falsos profetas”.

 

          O sal da terra (Mateus 5:13; Marcos 9:49-50; Lucas 14:34-35)

          “Vocês são o sal da terra. O sal é bom, mas se deixar de ser salgado, como restaurar o seu sabor? Não servirá para nada, nem para o solo nem para adubo, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens. Cada um será salgado com fogo. Tenham sal em vocês mesmos e vivam em paz uns com os outros. Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça”.

 

          A luz do mundo (Mateus 5:14-16)

          “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”.

 

          Jesus cumpre a Lei (Mateus 5:17-20)

          “Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus. Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus”.

 

          O homicídio (Mateus 5:21-26)

          “Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’, e ‘quem matar estará sujeito a julgamento’. Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá’, será levado ao tribunal. E qualquer que disser: ‘Louco!’, corre o risco de ir para o fogo do inferno. Portanto, se você estiver apresentando a sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta. Entre em acordo depressa com seu adversário que pretende levá-lo ao tribunal. Faça isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso contrário, ele poderá entregá-lo ao juiz, e o juiz ao guarda, e você poderá ser jogado na prisão. Eu lhe garanto que você não sairá de lá enquanto não pagar o último centavo”.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)

domingo, 25 de outubro de 2026

O Veneno da Indignação


O ritual repete-se a cada amanhecer, logo após o primeiro gole de café ou mesmo durante a primeira cuia de chimarrão. Antes mesmo que o corpo desperte por completo, os olhos buscam a tela do celular, ansiosos pelo combustível do dia: a próxima indignação. Bastam alguns segundos de leitura sobre o último escândalo de Brasília, a declaração cínica do deputado da oposição ou a manobra de bastidores do partido rival para que o estômago se contraia. O sangue ferve. Uma fúria quase sagrada toma conta do peito, justificada pela certeza absoluta de se estar do lado certo da História.

Nas redes sociais e nos debates de calçada, a política deixou de ser a arte da convivência para se transformar em um tribunal de inquisição permanente. Já não se discutem projetos de saneamento ou reformas tributárias; discute-se o caráter moral do oponente, que precisa ser desmascarado, humilhado e extirpado do convívio social. O adversário político não é mais alguém que pensa diferente sobre a gestão da máquina pública; ele é o próprio mal encarnado. E, diante do mal, a única resposta permitida parece ser o rancor vigilante.

Essa dinâmica de aniquilação mútua atinge o seu ápice no momento mais sagrado da democracia: o voto. Diante da urna, o cidadão já não escolhe um projeto de futuro, mas uma arma de destruição. É aí que a armadilha do ressentimento se institucionaliza. Quando digitamos o número de um candidato notoriamente ruim, incapaz ou moralmente falido, apenas pelo prazer mórbido de ver o outro — igualmente nocivo — ser derrotado, operamos na mais pura essência do autoengano. Justificamos a escolha do nosso próprio carrasco sob o pretexto de que ele nos vingará do vizinho. Apertamos a confirmação na urna e bebemos, de bom grado, o cálice de um governo medíocre, acreditando ingenuamente que a nossa dose de sofrimento será menor do que a punição infligida ao rival. É o voto transformado em suicídio coletivo: tomamos o veneno esperando que a oposição morra.

Nutrimos esse ódio de estimação como se ele fosse uma armadura ou uma virtude cívica. Acordamos pensando no contra-ataque retórico e dormimos ensaiando o linchamento virtual do dia seguinte. No entanto, enquanto a mente desenha o cenário ideal em que o inimigo finalmente cai em desgraça, a realidade do corpo cobra o seu preço. A gastrite ataca, o sono foge, a paciência com os filhos esgota-se na primeira palavra. Guardar ressentimento é exatamente como tomar veneno esperando que o outro morra.

A ironia da política moderna é que o alvo da nossa fúria sequer sabe da nossa existência. O governante corrupto continua usufruindo de seus privilégios, o militante profissional do outro espectro segue lucrando com o engajamento do algoritmo, e o vizinho que ostenta a bandeira do partido rival dorme o sono dos justos. Enquanto isso, nós — os guardiões da indignação — consumimos o frasco inteiro de cicuta, dia após dia, acreditando que a nossa azia destruirá o palácio do opressor.

Para os que tentam equilibrar a paixão política com a fé cristã, o paradoxo se torna ainda mais agudo. O Evangelho, tantas vezes usado como slogan de campanha ou escudo moral nos debates públicos, é o primeiro a ser crucificado no altar do pragmatismo partidário. Substitui-se o Sermão da Montanha pelo manual da guerrilha cultural. Esquece-se, por conveniência, que a mensagem de Jesus subverteu radicalmente a lógica do poder de sua época não ao tomar o trono de César, mas ao se recusar a adotar os métodos de César.

As Escrituras não deixam margem para o ódio pedagógico ou para o rancor justificável. Quando o Evangelho nos exorta a “orar pelos que vos perseguem” e a “perdoar setenta vezes sete”, não o faz por capricho místico ou passividade covarde, mas por um profundo conhecimento da psicologia humana. O perdão cristão nunca foi uma absolvição jurídica dos erros alheios, nem uma validação da injustiça social. Ele é, antes de tudo, um ato de legítima defesa espiritual. É a recusa solene em permitir que a maldade do outro determine a qualidade do meu próprio coração.

Quando Cristo adverte que “o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai dela”, Ele está apontando diretamente para o veneno destilado nas discussões inflamadas e nos julgamentos sumários que fazemos em nome do bem comum. Ao transformarmos a arena pública em um campo de extermínio moral, acabamos por praticar exatamente os vícios que juramos combater. O puritano que odeia o corrupto com fúria cega torna-se, ele mesmo, corrupto na alma.

A verdadeira emancipação política e espiritual começa quando paramos de beber o cálice da amargura diária. Romper com esse ciclo não significa alienação ou covardia diante das injustiças do mundo. Significa compreender que a transformação social genuína não nasce da bílis, mas da justiça temperada pela misericórdia. Exigir integridade dos governantes e lutar por um país mais justo são deveres legítimos, mas que perdem todo o sentido se, no processo, nos tornarmos monstros moldados pelo rancor.

Ao final do dia, as telas se apagarão, as legislaturas passarão e os heróis e vilões políticos de hoje serão as notas de rodapé dos livros de História de amanhã. O veneno que ingerimos voluntariamente na esperança de punir o mundo, contudo, deixará marcas profundas em nossa própria carne e nas nossas relações mais íntimas. Que possamos, antes que o frasco esvazie de vez, redescobrir a sobriedade do Evangelho: aquela que nos ensina a combater o bom combate sem perder a capacidade de estender a mão, lembrando que a paz de uma nação começa, invariavelmente, na paz do espírito.

 

Saudações,

Kurt Hilbert

 

domingo, 18 de outubro de 2026

Por Que Arão Não Foi Punido?


Quando Arão construiu um bezerro de ouro para os israelitas adorarem, em Êxodo 32, houve um julgamento severo sobre o povo. No entanto, Arão continuou a servir como sumo sacerdote. Não parece justo que ele tenha escapado da punição – afinal, foi ele quem fez o ídolo – enquanto outros foram julgados.

Há duas respostas possíveis. Primeiro, poderíamos argumentar que Arão foi punido por ter feito o bezerro de ouro. Embora não tenha sido punido naquele exato momento, Arão morreria mais tarde no deserto e nunca entraria na Terra Prometida. Arão também sofreu a perda de dois de seus filhos adultos em um julgamento de Deus. Depois que Arão fez o bezerro de ouro, sua vida incluiu muitas dificuldades que poderiam ser vistas como uma punição.

Uma segunda resposta é que Deus não puniu Arão por ter feito o bezerro de ouro porque ele já havia sido escolhido como sumo sacerdote de Israel. Apesar do pecado de Arão, sua função de liderar a adoração no tabernáculo continuou sendo vital. Êxodo 28 revela o importante papel que Arão e seus filhos desempenhariam nos rituais de adoração de Israel. A posição de sumo sacerdote foi prometida em Êxodo 28 antes de Arão moldar o bezerro de ouro em Êxodo 32.

É seguro dizer que Deus usou uma pessoa improvável para servir em uma função importante. Arão, o homem que desviou os israelitas para adorar um bezerro de ouro, foi o mesmo homem que Deus escolheu para liderar Israel na adoração ao Senhor. Esse padrão é observado com frequência nas Escrituras. Muitas vezes, Deus usa os menos prováveis para realizar tarefas para a Sua glória. Outros exemplos incluem Davi, um menino pastor de ovelhas que se tornou rei; Paulo, um perseguidor da igreja que se tornou mártir e líder missionário; Pedro, um pescador que se tornou evangelista; Maria Madalena, uma mulher possuída por demônios que se tornou a primeira a ver Jesus ressuscitado; e muitos outros. “Deus escolheu as coisas absurdas do mundo para envergonhar os sábios; e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes” (1 Coríntios 1:27).

Também é importante considerar dois outros fatores relacionados a Arão e ao bezerro de ouro. Primeiro, Arão estaria entre aqueles que se arrependeram do pecado. Êxodo 32:26 diz: “Moisés ficou em pé na entrada do acampamento e disse: Quem está do lado do SENHOR venha até mim. Então, todos os levitas reuniram-se a ele”. Como filho de Levi, Arão foi um dos que se arrependeram, e Deus o perdoou. Em segundo lugar, o versículo 30 observa que Moisés intercedeu pelo povo: “Cometestes um grande pecado. Agora, porém, subirei ao SENHOR; talvez eu possa fazer expiação pelo vosso pecado”.

O exemplo de Arão e o bezerro de ouro é relevante ainda hoje. Quando pecamos, o Senhor nos chama para nos arrependermos e recebermos o Seu perdão, com base na intercessão do nosso Mediador, o Senhor Jesus Cristo (1 Timóteo 2:5). Quando somos restaurados, Deus pode usar a nossa vida a Seu serviço.

 

Fonte: www.GotQuestions.org/Portugues

domingo, 11 de outubro de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 11


 

          Jesus é o Senhor do sábado (Mateus 12:1-8; Marcos 2:23-28; Lucas 6:1-5)

          Certo sábado Jesus estava passando pelas lavouras de cereal. Seus discípulos estavam com fome e, enquanto caminhavam, começaram a colher espigas e debulhá-las com as mãos, para comer os grãos.

          Alguns fariseus, vendo aquilo, lhe perguntaram:

          “Olha, por que os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido no sábado?”

          Jesus lhes respondeu:

          “Vocês nunca leram o que fez Davi, quando ele e seus companheiros estavam necessitados e com fome? Nos dias de Abiatar, o sumo sacerdote, ele entrou na casa de Deus e, juntamente com os seus companheiros, comeu os pães da Presença, o que não lhes era permitido fazer, mas apenas aos sacerdotes era permitido comer, e os deu também aos seus companheiros. Ou vocês não leram na Lei que, no sábado, os sacerdotes no templo profanam esse dia e, contudo, ficam sem culpa? Eu lhes digo que aqui está o que é maior do que o templo. Se vocês soubessem o que significam estas palavras: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’, não teriam condenado inocentes. O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim, pois, o Filho do homem é Senhor até mesmo do sábado”.

 

          O homem da mão atrofiada (Mateus 12:9-14; Marcos 3:1-6; Lucas 6:6-11)

          Saindo daquele lugar, noutra ocasião, dirigiu-se à sinagoga deles e começou a ensinar, e estava ali um homem cuja mão direita era atrofiada.

          Alguns deles, os fariseus e os mestres da lei, estavam procurando um motivo para acusar Jesus; por isso o observavam atentamente, para ver se ele iria curá-lo no sábado. Mas Jesus sabia o que eles estavam pensando. Eles lhe perguntaram:

          “É permitido curar no sábado?”

          Ele lhes respondeu:

          “Qual de vocês, se tiver uma ovelha e ela cair num buraco no sábado, não irá pegá-la e tirá-la de lá? Quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é permitido fazer o bem no sábado”.

          Então ele disse ao homem da mão atrofiada:

          “Levante-se e venha para o meio”.

          Ele se levantou e foi.

          Depois Jesus disse:

          “Eu lhes pergunto: o que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar a vida ou destruí-la?”

          Mas eles permaneceram em silêncio.

          Irado, olhou para todos os que estavam à sua volta e, profundamente entristecido por causa dos seus corações endurecidos, disse ao homem:

          “Estenda a mão”.

          Ele a estendeu, e ela foi restaurada, e ficou boa como a outra.

          Então os fariseus ficaram furiosos, saíram e começaram a discutir entre si, e a conspirar com os herodianos, sobre o que poderiam fazer contra Jesus, como poderiam matá-lo.

 

          A cura de muitos à beira-mar (Mateus 12:15-21; Marcos 3:7-12)

          Sabendo disso, Jesus retirou-se daquele lugar, junto com os seus discípulos para o mar, e uma grande multidão vinda da Galileia o seguia. Quando ouviram a respeito de tudo o que ele estava fazendo, muitas pessoas procedentes da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia e das regiões do outro lado do Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidom foram atrás dele.

          Por causa da multidão, ele disse aos discípulos que lhe preparassem um pequeno barco, para evitar que o comprimissem; pois ele havia curado a muitos, de modo que os que sofriam de doenças ficavam se empurrando para conseguir tocar nele.

          Muitos o seguiam, e ele curou a todos os doentes que havia entre eles, advertindo-os que não dissessem quem ele era.

          Isso aconteceu para se cumprir o que fora dito por meio do profeta Isaías: “Eis o meu servo, a quem escolhi, o meu amado, em quem tenho prazer. Porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará justiça às nações. Não discutirá nem gritará; ninguém ouvirá a sua voz nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, não apagará o pavio fumegante, até que leve à vitória a justiça. Em seu nome as nações porão sua esperança”.

          Sempre que os espíritos imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam:

          “Tu és o Filho de Deus”.

          Mas ele lhes dava ordens severas para que não dissessem quem ele era.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)

domingo, 4 de outubro de 2026

Eles Vieram Num Disco Voador?


 

Jó 36:18

“Cuidado! Que ninguém o seduza com riquezas; não se deixe desviar por suborno, por maior que este seja”.

 

Foi Eliú, um dos amigos de Jó, quem disse o que está logo acima, como mote para este texto.

Mas hein?!

Não parece que esta fala cai como uma luva para o nosso tempo, para o nosso país, para a nossa gente – e para quem nos representa no poder, isto é, os políticos? Não parece que esta fala se encaixaria diretamente em alguma comissão parlamentar em Brasília ou em um palácio governamental de qualquer capital brasileira – ou mesmo naquele pequeno município vizinho seu, ou no seu mesmo?

Parece que, dadas as notícias que grassam por aí, estamos envolvidos num caos de corrupção pública/privada!

Mas vamos refletir um pouquinho, para ver como isso tudo nos toca.

A verdade é que temos uma mania quase infantil de terceirizar o caos. Quando o assunto é corrupção, vestimos imediatamente a nossa capa de virtude invisível e apontamos o dedo para o horizonte. O culpado é sempre o Excelentíssimo Senhor Deputado, o Governador, o Prefeito ou o Secretário. Falamos deles como se fossem uma casta exótica, uma espécie biológica à parte que brotou espontaneamente nos palácios de mármore.

Dia desses questionei se, na cabeça do cidadão comum, os políticos desceram na Esplanada dos Ministérios a bordo de um disco voador reluzente, vindos de uma galáxia distante e moralmente corrompida. Podemos até imaginar a cena: a nave pousando no Planalto Central, as portas se abrindo cinematograficamente e uma criatura de terno e gravata descendo, pisando em solo terráqueo com o único e exclusivo propósito de sacanear o orçamento público. Quem sabe o Presidente da República é um ET? O mesmo pode acontecer no Palácio do Governo do seu Estado, ou na Câmara de Deputados Estaduais, ou na Prefeitura e na Câmara de Vereadores. Por que não? Seriam todos ETs?

Só que não... A ficção científica termina assim que olhamos o espelho retrovisor da realidade. Eles não vieram de Marte. Não vieram de Alfa Centauri. Vieram do meio de nós. Um dia pegaram o mesmo ônibus, frequentaram a mesma padaria, estudaram nas mesmas escolas e, o mais importante, receberam o selo de autenticidade jurídica e moral através do nosso próprio voto. Não existe povo absolutamente honesto com governo corrupto, assim como não existe governo absolutamente honesto com povo corrupto. O governo é, por definição e espelhamento, a média matemática da alma de sua nação.

“Ah, mas eu sou diferente!” – brada o paladino da moralidade do alto de sua timeline nas redes sociais. “Eu sou honesto, incorruptível, incapaz de desviar um centavo nem me envolver em falcatruas!”

Será? É uma afirmação bonita! Dá até orgulho de ouvir!

Mas será que é mesmo? Topa um teste?

Se topar, vamos lá... Vamos só imaginar...

Você é um bom motorista, mas, lá pelas tantas, teve uma maré de azar e, num mesmo mês, foi flagrado por um pardal a cometer pequenas infrações de velocidade, ultrapassagens em local proibido e parada em fila dupla – esta aferida por um agente de trânsito.

Pronto! Atingiu o limite de pontos perdidos e sua carteira de habilitação dançou, além da soma de multas ser significativa.

Mas eis que você tem um conhecido – com quem você comenta o infortúnio ocorrido – que lhe dá uma informação assaz útil: ele tem um conhecido no departamento de trânsito que tem acesso ao sistema e, por uma pequena ajuda monetária simbólica, pode apagar seus dados e zerar sua pontuação infratora, além de zerar também o numerário devedor em multas – e o melhor: com total segurança, sem ninguém saber e sem ninguém poder ligar a subtração de dados a você.

E agora? O que fazer? Pagar pelos seus erros ao volante e perder sua carteira de habilitação por um bom tempo, além de pagar o valor considerável em multas ou... Ou, por um pequeno suborno, limpar sua barra? E agora? Oh, dúvida cruel...!

Sim, este é apenas um pequeno teste de virtude, uma ficção, uma metáfora... E espero que nunca ocorra com você...

Mas o teste da virtude raramente se apresenta com malas de dinheiro em hotéis cinco estrelas ou grandes esquemas de propina em contratos de infraestrutura. A vida real é muito mais sutil. O diabo da tentação não usa chifres e capa vermelha; ele costuma se vestir com a roupa de “um conhecido de um conhecido” que quer apenas nos quebrar um galho.

E aí? Será mesmo que o político desceu num disco voador ... Ou você o elegeu, à sua imagem e semelhança?

Mas hein?!

 

Por ora é isso.

Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!

Saudações,

Kurt Hilbert

domingo, 27 de setembro de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 10

 


          A cura de um paralítico em Cafarnaum (Mateus 9:1-8; Marcos 2:1-12; Lucas 5:17-26)

          Entrando Jesus num barco, atravessou o mar e foi para a sua própria cidade.

          Poucos dias depois, tendo Jesus entrado novamente em Cafarnaum, o povo ouviu falar que ele estava em casa. Então muita gente se reuniu ali, de forma que não havia lugar nem junto à porta; e ele lhes pregava a palavra.

          Certo dia, quando ele ensinava, estavam sentados ali fariseus e mestres da lei, procedentes de todos os povoados da Galileia, da Judeia e de Jerusalém. E o poder do Senhor estava com ele para curar os doentes.

          Vieram alguns homens, trazendo-lhe um paralítico, carregado por quatro deles, e tentaram fazê-lo entrar na casa, para colocá-lo diante de Jesus. Não conseguindo fazer isso, por causa da multidão, subiram ao terraço, removeram parte da cobertura do lugar onde Jesus estava e, através de uma abertura no teto, baixaram a maca em que estava deitado o paralítico, até o meio da multidão, bem em frente de Jesus.

          Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico:

          “Tenha bom ânimo, filho; os seus pecados estão perdoados”.

          Estavam sentados ali alguns fariseus e mestres da lei, raciocinando em seu íntimo, e começaram a pensar e disseram a si mesmos:

          “Por que esse homem fala assim? Este homem está blasfemando! Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus?”

          Jesus percebeu logo em seu espírito que era isso que eles estavam pensando e, conhecendo seus pensamentos, sabendo o que eles estavam pensando, perguntou e lhes disse:

          “Por que vocês estão remoendo essas coisas em seus corações e pensando assim? Por que vocês pensam maldosamente? Que é mais fácil dizer ao paralítico: ‘Os seus pecados estão perdoados’, ou: ‘Levante-se, pegue a sua maca e ande’? Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados – disse ao paralítico – eu lhe digo: Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”.

          Imediatamente ele se levantou na frente deles, pegou a maca em que estivera deitado e saiu à vista de todos, e foi para casa louvando a Deus.

          Vendo isso, a multidão ficou cheia de temor, ficaram atônitos e glorificaram a Deus, que dera tal autoridade aos homens, e, cheios de temor, diziam:

          “Nunca vimos nada igual! Hoje vimos coisas extraordinárias!”

 

          A vocação de Mateus (Mateus 9:9; Marcos 2:13-14; Lucas 5:27-28)

          Jesus saiu outra vez para beira-mar. Uma grande multidão aproximou-se, e ele começou a ensiná-los.

          Depois disso, Jesus saiu e, passando por ali, viu um publicano chamado Levi (Mateus), filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe:

          “Siga-me”.

          Mateus levantou-se, deixou tudo e o seguiu.

 

          Jesus come com pecadores (Mateus 9:10-13; Marcos 2:15-17; Lucas 5:29-32)

          Então Levi ofereceu um grande banquete a Jesus em sua casa. Estando Jesus na casa de Levi, durante a refeição foram comer com ele e seus discípulos muitos publicanos e “pecadores” e outras pessoas, pois havia muitos que o seguiam.

          Vendo isso, os fariseus e aqueles mestres da lei que eram da mesma facção queixaram-se aos discípulos de Jesus e perguntaram:

          “Por que vocês e o mestre de vocês comem com publicanos e ‘pecadores’?”

          Ouvindo isso, Jesus lhes respondeu e disse:

          “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Vão aprender o que significa isto: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’. Pois eu não vim para chamar justos, mas pecadores ao arrependimento”.

 

          Sobre o jejum (Mateus 9:14-17; Marcos 2:18-22; Lucas 5:33-39)

          Os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Então algumas pessoas e os discípulos de João vieram perguntar-lhe:

          “Por que nós jejuamos e oramos frequentemente, bem como os fariseus e os seus discípulos, mas os teus discípulos não; vivem comendo e bebendo?”

          Jesus respondeu:

          “Como podem os convidados do noivo ficar de luto e jejuar enquanto o noivo está com eles? Não podem, enquanto o têm consigo. Mas virão dias quando o noivo lhes será tirado; então, nesse tempo e naqueles dias, jejuarão”.

          Então lhes contou esta parábola:

          “Ninguém tira remendo de roupa nova e costura em roupa velha, pois o remendo forçará a roupa, tornando pior o rasgo; se o fizer, estragará a roupa nova, além de que o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em vasilhas de couro velhas; se o fizer, o vinho novo rebentará as vasilhas, se derramará e tanto o vinho quanto as vasilhas se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em vasilhas de couro novas; e ambos se conservam. E ninguém, depois de beber o vinho velho, prefere o novo, pois diz: ‘O vinho velho é melhor!’”


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)


domingo, 20 de setembro de 2026

O Que Significa Ser Pobre de Espírito?


 

Nas bem-aventuranças do Sermão da Montanha, Jesus declara: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mateus 5:3). O que exatamente significa ser pobre de espírito e por que ser pobre de espírito resulta no Reino dos Céus? Por que Deus quer que sejamos “pobres de espírito”? Por que Deus quer que sejamos “pobres” em alguma coisa?

Alguns propõem que Jesus está falando de pobreza financeira, que Ele está defendendo que sejamos pobres para que as riquezas e as posses não se interponham entre nós e Deus. Embora seja verdade que Jesus tenha advertido contra a busca de riquezas (Mateus 6:24), esse não parece ser o objetivo de Jesus em Mateus 5:3. Jesus está falando de ser “pobre de espírito”, ou seja, ser “espiritualmente pobre”. Nas bem-aventuranças, Jesus está preocupado com as realidades espirituais, não com as posses materiais. O que, então, significa ser espiritualmente pobre?

Ser pobre em espírito é reconhecer a sua total falência espiritual diante de Deus. É entender que você não tem absolutamente nada de valor para oferecer a Deus. Ser pobre de espírito é admitir que, por causa de seu pecado, você está completamente destituído espiritualmente e não pode fazer nada para se livrar de sua terrível situação. Jesus está dizendo que, independentemente do seu status na vida, você deve reconhecer a sua pobreza espiritual antes de se aproximar de Deus com fé para receber a salvação que Ele oferece.

Por que e como o fato de ser pobre de espírito resulta no Reino dos Céus? Embora a frase possa ter um significado amplo, “Reino dos Céus” refere-se essencialmente à salvação. O Reino dos Céus é tanto a eternidade no céu com Deus após a morte (Romanos 6:23) quanto a qualidade de vida eterna com Deus antes da morte (João 10:10). Deus nos oferece a salvação como um presente, por meio do sacrifício de Jesus Cristo na cruz, o pagamento integral da penalidade do pecado. Antes de recebermos essa dádiva, precisamos entender que não podemos nos tornar dignos dela. A salvação é pela graça por meio da fé, não por obras (Efésios 2:8-9). Precisamos reconhecer a nossa pecaminosidade antes de entendermos a nossa necessidade de um Salvador. Devemos admitir a nossa pobreza espiritual antes de podermos receber as riquezas espirituais que Deus oferece (Efésios 1:3). Em resumo, precisamos ser “pobres de espírito”.

Quando Jesus diz: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, Ele está declarando que, antes de podermos entrar no Reino de Deus, precisamos reconhecer a total inutilidade de nossa própria moeda espiritual e a incapacidade de nossas próprias obras de nos salvar.

 

Fonte: www.GotQuestions.org/Portugues

domingo, 13 de setembro de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 9



          Muitas outras curas (Mateus 8:16-17; Marcos 1:32-34; Lucas 4:40-41)

          Ao anoitecer, depois do pôr-do-sol, o povo levou a Jesus todos os doentes, os que tinham vários tipos de doenças; e ele curou todos, impondo as mãos sobre cada um deles. E dos endemoninhados, trazidos a ele, ele expulsou os espíritos com uma palavra.

          Toda a cidade se reuniu à porta da casa, e Jesus curou muitos que sofriam de várias doenças. Também expulsou muitos demônios; não permitia, porém, que estes falassem, porque sabiam quem ele era.

          Além disso, de muitas pessoas saíam demônios gritando:

“Tu és o Filho de Deus!”

          Ele, porém, os repreendia e não permitia que falassem, porque sabiam que ele era o Cristo.

          E assim se cumpriu o que fora dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças”.

 

          Jesus vai a um lugar deserto para orar (Marcos 1:35-39; Lucas 4:42-44)

          Ao romper do dia, de madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, solitário, onde ficou orando. Simão e seus companheiros foram procurá-lo e, ao encontrá-lo, disseram:

          “Todos estão te procurando!”

          Jesus respondeu e disse:

          “Vamos para outro lugar, para os povoados vizinhos, para que também lá eu pregue. Foi para isso que eu vim”.

          As multidões o procuravam e, quando chegaram até onde ele estava, insistiam que não as deixasse.

          Mas ele disse:

          “É necessário que eu pregue as boas novas do Reino de Deus noutras cidades também, porque para isso fui enviado”.

          Então ele percorreu toda a Galileia, e continuava pregando nas sinagogas da Judeia e expulsando os demônios.

 

          A pesca maravilhosa (Mateus 4:18-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11)

          Certo dia Jesus estava andando perto do lago de Genesaré, o mar da Galileia, e uma multidão o comprimia de todos os lados para ouvir a palavra de Deus.

          Viu à beira do lago dois barcos, deixados ali pelos pescadores, que estavam lavando as suas redes.

          Entrou num dos barcos, o que pertencia a Simão, e pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia. Então sentou-se, e do barco ensinava o povo.

          Tendo acabado de falar, disse a Simão:

          “Vá para onde as águas são mais fundas”, e a todos: “Lancem as redes para a pesca”.

          Simão respondeu:

          “Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes”.

          Quando o fizeram, pegaram tal quantidade de peixe que as redes começaram a rasgar-se. Então fizeram sinais a seus companheiros no outro barco, para que viessem ajudá-lo; e eles vieram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase começarem a afundar.

          Quando Simão Pedro viu isso, prostrou-se aos pés de Jesus e disse:

          “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!”

          Pois ele e todos os seus companheiros estavam perplexos com a pesca que haviam feito, como também Tiago e João, os filhos de Zebedeu, sócios de Simão.

          Então Jesus disse a Simão:

          “Não tenha medo; de agora em diante você será pescador de homens”.

          Eles então arrastaram seus barcos para a praia, deixaram tudo e o seguiram.

          Um pouco mais adiante, Jesus já houvera visto os outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. Eles estavam num barco com seu pai, Zebedeu, preparando as suas redes.

          Jesus logo os chamou e disse:

          “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens”.

          E eles, deixando imediatamente os empregados no barco e seu pai Zebedeu, o seguiram.

 

          A cura de um leproso (Mateus 8:1-4; Marcos 1:40-45; Lucas 5:12-16)

          Quando ele desceu do monte, grandes multidões o seguiram.

          Estando Jesus numa das cidades, passou um homem coberto de lepra. Quando viu a Jesus, aproximando-se dele, o leproso prostrou-se com o rosto em terra e adorou-o de joelhos e suplicou-lhe e disse:

          “Senhor, se quiseres, podes purificar-me!”

          Cheio de compaixão, Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse:

          “Quero. Seja purificado!”

          Imediatamente ele foi purificado da lepra e a lepra o deixou. Em seguida Jesus o despediu, com uma severa advertência e lhe ordenou:

          “Olhe, não conte isso a ninguém. Mas vá mostrar-se ao sacerdote e ofereça pela sua purificação os sacrifícios e apresente a oferta que Moisés ordenou, para que sirva de testemunho”.

          Ele, porém, saiu e começou a tornar público o fato, espalhando a notícia.

          As notícias a respeito dele se espalhavam ainda mais, de forma que multidões vinham para ouvi-lo e para serem curadas de suas doenças.

          Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente em nenhuma cidade, mas ficava fora, retirava-se para lugares solitários e orava. Todavia, assim mesmo vinha a ele gente de todas as partes.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)