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domingo, 5 de julho de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 4

 

          A pregação de João Batista (Mateus 3:1-10; Marcos 1:1-6; Lucas 3:1-14)

          Princípio do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

          No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia; Herodes, tetrarca da Galileia; seu irmão Filipe, tetrarca da Itureia e Traconites; e Lisânias, tetrarca de Abilene; Anás e Caifás exerciam o sumo sacerdócio.

          Foi nesse ano, naqueles dias, que surgiu João Batista, filho de Zacarias, pregando no deserto da Judeia e que veio a palavra do Senhor. Ele percorreu toda a região próxima ao Jordão, pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados. Ele dizia:

          “Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo”.

          Este é aquele que foi anunciado pelo profeta, conforme está escrito no livro das palavras de Isaías: “Enviarei à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o teu caminho. Voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para ele. Todo vale será aterrado e todas as montanhas e colinas, niveladas. As estradas tortuosas serão endireitadas e os caminhos acidentados, aplanados. E toda a humanidade verá a salvação de Deus’”.

          João vestia roupas feitas de pelos de camelo, e ele usava um cinto de couro na cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel silvestre.

          A ele vinha todo o povo de Jerusalém, gente de toda a região da Judeia e de toda a região ao redor do Jordão. Confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão.

          Quando viu que muitos fariseus e saduceus vinham para onde ele estava, disse-lhes, e também às multidões que saíam para serem batizadas por ele:

          “Raça de víboras! Quem lhes deu a ideia de fugir da ira que se aproxima? Deem fruto que mostre o arrependimento! Não pensem que vocês podem dizer a si mesmos: ‘Abraão é nosso pai’. Pois eu lhes digo que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo”.

          “O que devemos fazer então?”, perguntavam as multidões.

          João respondia:

          “Quem tem duas túnicas reparta-as com quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o mesmo”.

          Alguns publicanos também vieram para serem batizados. Eles perguntaram:

          “Mestre, o que devemos fazer?”

          Ele respondeu:

          “Não cobrem nada além do que lhes foi estipulado”.

          Então alguns soldados lhe perguntaram:

          “E nós, o que devemos fazer?”

          Ele respondeu:

          “Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário”.

 

          João dá testemunho de Jesus (Mateus 3:11-12; Marcos 1:7-8; Lucas 3:15-20; João 1:15-31)

          O povo estava em grande expectativa, questionando em seus corações se acaso João não seria o Cristo. João respondeu a todos e esta era a sua mensagem: João dá testemunho dele. Ele exclama:

          “Este é aquele de quem eu falei: Aquele que vem depois de mim é superior a mim, porque já existia antes de mim. Mas depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de curvar-me e desamarrar as correias das suas sandálias, nem de levar as suas sandálias. Eu os batizo com água para arrependimento, mas ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele traz a pá em sua mão e limpará sua eira, juntando seu trigo no celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga”.

          E com muitas outras palavras João exortava o povo e lhe pregava as boas novas.

          Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça. Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido.

          Esse foi o testemunho de João, quando os judeus de Jerusalém enviaram sacerdotes e levitas para lhe perguntarem quem ele era. Ele confessou e não negou; declarou abertamente:

          “Não sou o Cristo”.

          Perguntaram-lhe:

          “E então, quem é você? É Elias?”

          Ele disse:

          “Não sou”.

          “É o Profeta?”

          Ele respondeu:

          “Não”.

          Finalmente perguntaram:

          “Quem é você? Dê-nos uma resposta, para que a levemos àqueles que nos enviaram. Que diz você acerca de si próprio?”

          João respondeu com as palavras do profeta Isaías:

          “Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Façam um caminho reto para o Senhor’”.

          Alguns fariseus que tinham sido enviados interrogaram-no:

          “Então, por que você batiza, se não é o Cristo, nem Elias, nem o Profeta?”

          Respondeu João:

          “Eu batizo com água, mas entre vocês está alguém que vocês não conhecem. Ele é aquele que vem depois de mim, cujas correias das sandálias não sou digno de desamarrar”.

          Tudo isso aconteceu em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.

          No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse:

          “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! Este é aquele a quem eu me referi, quando disse: Vem depois de mim um homem que é superior a mim, porque já existia antes de mim. Eu mesmo não o conhecia, mas por isso é que vim batizando com água: para que ele viesse a ser revelado a Israel”.

          Todavia, quando João repreendeu Herodes, o tetrarca, por causa de Herodias, mulher do próprio irmão de Herodes, e por todas as outras coisas más que ele tinha feito, Herodes acrescentou a todas elas a de colocar João na prisão.

 

          O batismo de Jesus (Mateus 3:13-17; Marcos 1:9-11; Lucas 3:21-22; João 1:32-34)

          Então, naquela ocasião, Jesus veio de Nazaré da Galileia ao Jordão para ser batizado por João.

          Quando todo o povo estava sendo batizado, também Jesus o foi. João, porém, tentou impedi-lo, dizendo:

          “Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”

          Respondeu Jesus:

          “Deixe assim por enquanto; convém que assim façamos, para cumprir toda a justiça”.

          E João concordou, e foi batizado por João no Jordão.

          Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. E, enquanto ele estava orando, naquele momento os céus se abriram, e ele viu o Espírito de Deus descendo em forma corpórea como pomba e pousando sobre ele. Então veio uma voz dos céus que disse:

          “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado”.

          E:

          “Tu és o meu Filho amado; em ti me agrado”.

          Então João deu o seguinte testemunho:

          “Eu vi o Espírito descer do céu como pomba e permanecer sobre ele. Eu não o teria reconhecido, se aquele que me enviou para batizar com água não me tivesse dito: ‘Aquele sobre quem você vir o Espírito descer e permanecer, esse é o que batiza com o Espírito Santo’. Eu vi e testifico que este é o Filho de Deus”.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)

domingo, 28 de junho de 2026

O Meu Caminho Perfeito


 

2º Samuel 22:33

“É Deus quem me reveste de força e torna perfeito o meu caminho”.

 

Todos os dias ouvimos muita gente daqui e dali se queixando da vida. Basta ouvirmos no ônibus, numa fila esperando algum atendimento, no trabalho, nos encontros com amigos e conhecidos, e mesmo em casa. Basta ouvirmos.

Há reclamações sobre tudo: sobre os horários do ônibus, sobre como a fila está demorando, sobre como o trabalho está corrido, sobre como aquele amigo ou conhecido decepcionou, sobre como o esposo ou a esposa ou os filhos estão faltosos nisto ou naquilo... Ouvimos queixumes, murmúrios e lamentos.

Ou então quando somos nós mesmos a nos queixarmos, a nos lamuriarmos ou a nos lamentarmos ?!

Tudo isso – quando ouvimos ou quando somos nós os agentes a falarmos – nos drena as energias, as forças psicológicas e espirituais. São situações que se concretizam como vampiros energéticos, a sugarem nossa força vital!

As palavras que ouvimos ou proferimos produzem sentimentos, e estes sentimentos se transformam também em pensamentos e estados de alma que vibram na mesma sintonia. Dá para imaginar o turbilhão psicossomático de negatividade que se forma à nossa volta e em nosso interior – criando um buraco sem fim, um verdadeiro buraco negro existencial, a engolir tudo à volta!

Tudo isso nos tira as forças e nos adoece! Não é à toa que as doenças do século são a ansiedade e a depressão!

O que fazer diante desse quadro existencial?

Teoricamente, é bem simples – e prática também: buscar a Deus!

A Palavra de Samuel – aqui usada como mote para este texto – diz que “Deus torna perfeito o nosso caminho”.

Então, qual é o problema que existe?

O problema é este: nós costumamos não acreditar que o nosso caminho pode ser perfeito...

Nós costumamos não acreditar nas promessas de Deus!

E por que é assim?

Porque, primeiro, parece que tudo é muito “espiritual” e “teórico”.

Depois, porque “parece bom demais para ser verdade”!

Sim, parece teoria e promessa boa demais...

Pergunte a si mesmo se não é assim que você olha para as promessas divinas vez ou outra, ou muitas vezes, ou todas as vezes... Não é assim?

Deveríamos nos dar conta disso, como uma realidade: “É Deus quem me reveste de força...”

Eu me sinto fraco agora? Ótimo, pois Ele me diz que o meu poder [o de Deus] se aperfeiçoa na [minha] fraqueza (2º Coríntios 12:9). E ainda, entra o reconhecimento humano: Pois, quando sou fraco é que sou forte (2º Coríntios 12:10).

Então, sim, é Deus que me reveste de força!

E o Seu caminho – que, em mais alta instância, é Cristo! – se torna perfeito.

O meu caminho no Senhor é perfeito nas suas perfeições e nas suas – aparentes – imperfeições!

Quando algo parece perfeito, é porque perfeito é!

E quando parece imperfeito, devo saber que assim parece porque “ainda” não o compreendo, como Jesus mesmo diz: “Você não compreende agora o que estou lhe fazendo; mais tarde, porém, entenderá (João 13:7). E então, mesmo que algo pareça imperfeito, em Cristo, saberei que também perfeito é!

Agora, pergunte-se outra vez: Isso não parece bom demais para ser verdade?

É sim, é bom demais! E sim, é verdade!

Então, não sejamos tão Tomé, e ouçamos o que Jesus nos diz: Pare de duvidar e creia (João 20:27).

 

Por ora é isso.

Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!

Saudações,

Kurt Hilbert

domingo, 21 de junho de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 3



          A circuncisão de Jesus (Lucas 2:21)

          Completando-se os oito dias para a circuncisão do menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, o qual lhe tinha sido dado pelo anjo antes de ele nascer.

 

          A apresentação de Jesus no templo (Lucas 2:22-24)

          Completando-se o tempo da purificação deles, de acordo com a Lei de Moisés, José e Maria o levaram a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor (como está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor”) e para oferecer um sacrifício, de acordo com o que diz a Lei do Senhor: “duas rolinhas ou dois pombinhos”.

 

          O cântico de Simeão (Lucas 2:25-35)

          Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão, que era justo e piedoso, e que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, ele foi ao templo.

          Quando os pais trouxeram o menino Jesus para lhe fazer conforme requeria o costume da Lei, Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo:

          “Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos: luz para revelação aos gentios e para a glória de Israel, teu povo”.

          O pai e a mãe do menino estavam admirados com o que fora dito a respeito dele.

          E Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe de Jesus:

          “Este menino está destinado a causar a queda e o soerguimento de muitos em Israel, e a ser um sinal de contradição, de modo que o pensamento de muitos corações será revelado. Quanto a você, uma espada atravessará a sua alma”.


          A profetisa Ana (Lucas 2:36-38)

          Estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era muito idosa; havia vivido com seu marido sete anos depois de se casar e então permanecera viúva até a idade de oitenta e quatro anos. Nunca deixava o templo: adorava a Deus jejuando e orando dia e noite.

          Tendo chegado ali naquele exato momento, deu graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.

 

          A fuga para o Egito (Mateus 2:13-15)

          Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e disse-lhe:

          “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e fuja para o Egito. Fique lá até que eu lhe diga, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo”.

          Então ele se levantou, tomou o menino e sua mãe durante a noite, e partiu para o Egito, onde ficou até a morte de Herodes. E assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu filho”.

 

          A matança dos inocentes (Mateus 2:16-18)

          Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos, ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido dos magos.

          Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias: “Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação; é Raquel que chora por seus filhos e recusa ser consolada, porque já não existem”.

 

          A volta do Egito (Mateus 2:19-23)

          Depois que Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse:

          “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e vá para a terra de Israel, pois estão mortos os que procuravam tirar a vida do menino”.

          Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel.

          Mas, ao ouvir que Arquelau estava reinando na Judeia em lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Tendo sido avisado em sonho, retirou-se para a região da Galileia e foi viver numa cidade chamada Nazaré. Assim cumpriu-se o que fora dito pelos profetas: “Ele será chamado Nazareno”.

 

          O menino Jesus em Nazaré (Lucas 2:39-40)

          Depois de terem feito tudo o que era exigido pela Lei do Senhor, voltaram para a sua própria cidade, Nazaré, na Galileia.

          O menino crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.

 

          O menino Jesus no meio dos doutores (Lucas 2:41-52)

          Todos os anos seus pais iam a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos de idade, eles subiram à festa, conforme o costume.

          Terminada a festa, voltando seus pais para casa, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles percebessem. Pensando que ele estava entre os companheiros de viagem, caminharam o dia todo. Então começaram a procurá-lo entre os seus parentes e conhecidos. Não o encontrando, voltaram a Jerusalém para procurá-lo.

          Depois de três dias o encontraram no templo, sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas. Todos os que o ouviam ficavam maravilhados com o seu entendimento e com as suas respostas.

          Quando seus pais o viram, ficaram perplexos. Sua mãe lhe disse:

          “Filho, por que você nos fez isto? Seu pai e eu estávamos aflitos, à sua procura”.

          Ele perguntou:

          “Por que vocês estavam me procurando? Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai?”

          Mas eles não compreenderam o que lhes dizia.

          Então foi com eles para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, guardava todas essas coisas em seu coração.

          Jesus ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)

domingo, 14 de junho de 2026

O Algoritmo e o Betão


 

“O algoritmo reconfigurou a geografia da existência humana. Homens e mulheres já não habitam apenas cidades de betão; eles habitam redes de conexão”.

Essa frase é a chave de ouro para compreender a urgência da Ciberteologia. Ela significa que a nossa definição de “lugar” mudou radicalmente.

Para entender a profundidade dessa afirmação, precisamos olhar para três transformações profundas que o algoritmo provocou na nossa existência:

 

1. A desterritorialização da vida – a mudança de geografia

Antigamente, a geografia humana era física e linear. O leitor habitava a sua cidade, convivia com os vizinhos da sua rua e frequentava a igreja do seu bairro. O espaço físico determinava com quem o leitor se relacionava, o que ouvia e como via o mundo.

Hoje, o algoritmo criou uma nova geografia invisível. Duas pessoas podem estar sentadas no mesmo sofá, na mesma cidade de betão (concreto), mas habitam “lugares” completamente diferentes. Uma está imersa numa comunidade digital de teologia na Europa, e a outra está interagindo num fórum de debates políticos no Brasil. Onde elas estão verdadeiramente? Onde o corpo está presente ou onde a mente e o coração estão conectados? Nós habitamos onde a nossa atenção está.

 

2. A troca do cimento pelo relacionamento – da cidade à rede

A expressão “cidades de betão” simboliza o mundo físico, estático e geográfico. Quando dizemos que as pessoas “habitam redes de conexão”, significa que as nossas coordenadas de pertencimento já não são o código postal, mas sim os fluxos de informação e afinidade.

O algoritmo das redes sociais (como Instagram, Facebook, TikTok ou YouTube) estuda o comportamento humano. Ele mapeia os desejos, medos e interesses de cada indivíduo e entrega-lhe um “bairro virtual” sob medida. O utilizador já não consome a cultura local da sua cidade física; ele consome e habita a cultura da sua rede de conexões. É nessa rede que as pessoas choram, pedem oração, confessam pecados (muitas vezes de forma anônima) e procuram aprovação.

 

3. O impacto para o pastoreio

Para um pastor ou líder espiritual, entender isto é uma questão de sobrevivência ministerial. Se o pastor pregar e pensar que a sua igreja é apenas o edifício de betão que abre aos domingos, ele vai perder as suas ovelhas. Porque de segunda a sábado, elas estão “habitando” a rede.

Se as crises de ansiedade, as tentações, as dúvidas e as maiores alegrias das pessoas acontecem enquanto elas navegam na rede, é aí que a presença da Igreja tem de se fazer real. O algoritmo isola as pessoas em “bolhas”, mas o Espírito Santo – que não conhece barreiras geográficas – quer usar a Igreja para invadir essas bolhas com poder, cura e libertação.

Em suma: Mudar de morada já não exige malas e aviões; basta desbloquear a tela do celular. E o rebanho de Cristo mora lá.

 

CSTF

 

Fonte: https://www.facebook.com/groups/752717255177909/?locale=pt_BR

domingo, 7 de junho de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 2

 


          O nascimento de João Batista (Lucas 1:57-66)

          Ao se completar o tempo de Isabel dar à luz, ela teve um filho.

          Seus vizinhos e parentes ouviram falar da grande misericórdia que o Senhor lhe havia demonstrado e se alegraram com ela. No oitavo dia foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias; mas sua mãe tomou a palavra e disse:

          “Não! Ele será chamado João”.

          Disseram-lhe:

          “Você não tem nenhum parente com esse nome”.

          Então fizeram sinais ao pai do menino, para saber como queria que a criança se chamasse. Ele pediu uma tabuinha e, para admiração de todos, escreveu: “O nome dele é João”.

          Imediatamente sua boca se abriu, sua língua se soltou e ele começou a falar, louvando a Deus.

          Todos os vizinhos ficaram cheios de temor, e por toda a região montanhosa da Judeia se falava sobre essas coisas. Todos os que ouviam falar disso se perguntavam:

          “O que vai ser este menino?”

          Pois a mão do Senhor estava com ele.

 

          O cântico de Zacarias (Lucas 1:67-80)

          Seu pai, Zacarias, foi cheio do Espírito Santo e profetizou:

          “Louvado seja o Senhor, o Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo. Ele promoveu poderosa salvação para nós, na linhagem do seu servo Davi, como falara pelos seus santos profetas, na antiguidade, salvando-nos dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam, para mostrar sua misericórdia aos nossos antepassados e lembrar sua santa aliança, o juramento que fez ao nosso pai Abraão: resgatar-nos da mão dos nossos inimigos para servi-lo sem medo, em santidade e justiça, diante dele todos os nossos dias. E você, menino, será chamado profeta do Altíssimo, pois irá adiante do Senhor, para lhe preparar o caminho, para dar ao seu povo o conhecimento da salvação, mediante o perdão dos seus pecados, por causa das ternas misericórdias de nosso Deus, pelas quais do alto nos visitará o sol nascente para brilhar sobre aqueles que estão vivendo nas trevas e na sombra da morte, e guiar nossos pés no caminho da paz”.

          E o menino crescia e se fortalecia no espírito; e viveu no deserto, até aparecer publicamente a Israel.

 

          A encarnação da Palavra (João 1:1-14)

          No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no princípio.

          Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram.

          Surgiu um homem enviado por Deus, chamado João. Ele veio como testemunha, para testificar acerca da luz, a fim de que por meio dele todos os homens cressem. Ele próprio não era a luz, mas veio como testemunha da luz.

          Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens.

          Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.

          Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus.

          Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós.

          Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.

 

          O nascimento de Jesus Cristo (Mateus 1:18-25; Lucas 2:1-7)

          Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo.

          Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente. Mas, depois de ter pensado nisso, apareceu-lhe um anjo do Senhor em sonho e disse:

          “José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”.

          Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel”, que significa “Deus conosco”.

          Ao acordar, José fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa. Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho.

          Naqueles dias César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano. Este foi o primeiro recenseamento feito quando Quirino era governador da Síria. E todos iam para a sua cidade natal, a fim de alistar-se.

          Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galileia para a Judeia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi. Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho.

          Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.

          E ele lhe pôs o nome de Jesus.

 

          Os anjos e os pastores (Lucas 2:8-20)

          Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos.

          E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados. Mas o anjo lhes disse:

          “Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor. Isto lhes servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura”.

          De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo:

          “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor”.

          Quando os anjos os deixaram e foram para o céu, os pastores disseram uns aos outros:

          “Vamos a Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos deu a conhecer”.

          Então correram para lá e encontraram Maria e José, e o bebê deitado na manjedoura.

          Depois de o verem, contaram a todos o que lhes fora dito a respeito daquele menino, e todos os que ouviram o que os pastores diziam ficaram admirados.

          Maria, porém, guardava todas essas coisas e sobre elas refletia em seu coração.

          Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, como lhes fora dito.

 

          A visita dos magos (Mateus 2:1-12)

          Depois que Jesus nasceu em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, magos vindos do Oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram:

          “Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.

          Quando o rei Herodes ouviu isso, ficou perturbado, e com ele toda a Jerusalém. Tendo reunido todos os chefes dos sacerdotes do povo e os mestres da lei, perguntou-lhes onde deveria nascer o Cristo. E eles responderam:

          “Em Belém da Judeia; pois assim escreveu o profeta: ‘Mas tu, Belém, da terra de Judá, de forma alguma és a menor entre as principais cidades de Judá; pois de ti virá o líder que, como pastor, conduzirá Israel, o meu povo’”.

          Então Herodes chamou os magos secretamente e informou-se com eles a respeito do tempo exato em que a estrela tinha aparecido. Enviou-os a Belém e disse:

          “Vão informar-se com exatidão sobre o menino. Logo que o encontrarem, avisem-me, para que eu também vá adorá-lo”.

          Depois de ouvirem o rei, eles seguiram o seu caminho, e a estrela que tinham visto no Oriente foi adiante deles, até que finalmente parou sobre o lugar onde estava o menino. Quando tornaram a ver a estrela, encheram-se de júbilo.

          Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra.

          E, tendo sido advertidos em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram à sua terra por outro caminho.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)