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domingo, 19 de julho de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 5



          A genealogia de Jesus Cristo (Mateus 1:1-17; Lucas 3:23-38)

          Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão:

          Abraão gerou Isaque; Isaque gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos; Judá gerou Perez e Zerá, cuja mãe foi Tamar; Perez gerou Esrom; Esrom gerou Arão; Arão gerou Aminadabe; Aminadabe gerou Naassom; Naassom gerou Salmom; Salmom gerou Boaz, cuja mãe foi Raabe; Boaz gerou Obede, cuja mãe foi Rute; Obede gerou Jessé; e Jessé gerou o rei Davi.

          Davi gerou Salomão, cuja mãe tinha sido mulher de Urias; Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão gerou Uzias; Uzias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amom; Amom gerou Josias; e Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia.

          Depois do exílio na Babilônia: Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel gerou Abiúde; Abiúde gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; Azor gerou Sadoque; Sadoque gerou Aquim; Aquim gerou Eliúde; Eliúde gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacó; e Jacó gerou José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.

          Assim, ao todo houve catorze gerações de Abraão a Davi, catorze de Davi até o exílio na Babilônia e catorze do exílio até o Cristo.

          Jesus tinha cerca de trinta anos de idade quando começou seu ministério.

          Ele era, como se pensava, filho de José, filho de Eli, filho de Matate, filho de Levi, filho de Melqui, filho de Janai, filho de José, filho de Matatias, filho de Amós, filho de Naum, filho de Esli, filho de Nagai, filho de Maate, filho de Matatias, filho de Semei, filho de Joseque, filho de Jodá, filho de Joanã, filho de Ressa, filho de Zorobabel, filho de Salatiel, filho de Neri, filho de Melqui, filho de Adi, filho de Cosã, filho de Elmadã, filho de Er, filho de Josué, filho de Eliézer, filho de Jorim, filho de Matate, filho de Levi, filho de Simeão, filho de Judá, filho de José, filho de Jonã, filho de Eliaquim, filho de Meleá, filho de Mená, filho de Matatá, filho de Natã, filho de Davi, filho de Jessé, filho de Obede, filho de Boaz, filho de Salmom, filho de Naassom, filho de Aminadabe, filho de Ram, filho de Esrom, filho de Perez, filho de Judá, filho de Jacó, filho de Isaque, filho de Abraão, filho de Terá, filho de Naor, filho de Serugue, filho de Ragaú, filho de Faleque, filho de Éber, filho de Salá, filho de Cainã, filho de Arfaxade, filho de Sem, filho de Noé, filho de Lameque, filho de Matusalém, filho de Enoque, filho de Jarede, filho de Maalaleel, filho de Cainã, filho de Enos, filho de Sete, filho de Adão, filho de Deus.

 

          A tentação de Jesus (Mateus 4:1-11; Marcos 1:12-13; Lucas 4:1-13)

          Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e, logo após, o Espírito o impeliu para o deserto. Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. Ali esteve quarenta dias, sendo tentado por Satanás. Não comeu nada durante esses dias e, ao fim deles, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. O diabo, o tentador, aproximou-se dele e disse:

          “Se você é o Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães”.

          Jesus respondeu:

          “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’”.

          Então o diabo o levou Jerusalém, a cidade santa, colocou-o na parte mais alta do templo e lhe disse:

          “Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui para baixo. Pois está escrito: ‘Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, para lhe guardarem; e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra’”.

          Jesus lhe respondeu:

          “Também está escrito e dito está: ‘Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus’”.

          Depois, o diabo o levou a um lugar alto, a um monte muito alto e mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo e o seu esplendor. E lhe disse:

          “Tudo isto lhe darei, se você se prostrar e me adorar. Eu lhe darei toda a autoridade sobre eles e todo o seu esplendor, porque me foram dados e posso dá-los a quem eu quiser. Então, se você me adorar, tudo será seu”.

          Jesus respondeu e lhe disse:

          “Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus e só a ele preste culto’”.

          Tendo terminado todas essas tentações, então o diabo o deixou até ocasião oportuna; estava com os animais selvagens, e anjos vieram e o serviram.

 

          Dois discípulos de João Batista seguem Jesus (João 1:35-42)

          No dia seguinte João estava ali novamente com dois dos seus discípulos. Quando viu Jesus passando, disse:

          “Vejam! É o Cordeiro de Deus!”

          Ouvindo-o dizer isso, os dois discípulos seguiram a Jesus. Voltando-se e vendo Jesus que os dois o seguiam, perguntou-lhes:

          “O que vocês querem?”

          Eles disseram:

          “Rabi” (que significa Mestre), “onde estás hospedado?”

          Respondeu ele:

          “Venham e verão”.

          Então foram, por volta das quatro horas da tarde, viram onde ele estava hospedado e passaram com ele aquele dia.

          André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido o que João dissera e que haviam seguido a Jesus. O primeiro que ele encontrou foi Simão, seu irmão, e lhe disse:

          “Achamos o Messias” (isto é, o Cristo).

          E o levou a Jesus. Jesus olhou para ele e disse:

          “Você é Simão, filho de João. Será chamado Cefas” (que significa Pedro).

 

          Filipe e Natanael (João 1:43-51)

          No dia seguinte Jesus decidiu partir para a Galileia. Quando encontrou Filipe, disse-lhe:

          “Siga-me”.

          Filipe, como André e Pedro, era da cidade de Betsaida. Filipe encontrou Natanael e lhe disse:

          “Achamos aquele sobre quem Moisés escreveu na Lei, e a respeito de quem os profetas também escreveram: Jesus de Nazaré, filho de José”.

          Perguntou Natanael:

          “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?”

          Disse Filipe:

          “Venha e veja”.

          Ao ver Natanael se aproximando, disse Jesus:

          “Aí está um verdadeiro israelita, em quem não há falsidade”.

          Perguntou Natanael:

          “De onde me conheces?”

          Jesus respondeu:

          “Eu o vi quando você ainda estava debaixo da figueira, antes de Filipe o chamar”.

          Então Natanael declarou:

          “Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!”

          Jesus disse:

          “Você crê porque eu disse que o vi debaixo da figueira. Você verá coisas maiores do que essa!”

          E então acrescentou:

          “Digo-lhes a verdade: Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem”.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)

domingo, 12 de julho de 2026

Como Viver Nossa Identidade em Cristo?


 

A nossa identidade em Cristo é antes de tudo uma novidade de vida. Somos novas criaturas em Cristo (2 Coríntios 5:17). A identidade é definida como “o aspecto coletivo do conjunto de características pelas quais uma coisa é definitivamente reconhecível ou conhecida”, de modo que a nossa nova identidade em Cristo deve ser reconhecível tanto para nós mesmos quanto para os outros. Se estamos “em Cristo”, isso deve ser evidente, assim como estar “no mundo” é igualmente evidente. Outra definição de identidade é “a qualidade ou condição de ser igual a outra coisa”. No caso da nossa identidade em Cristo, as nossas vidas devem indicar que somos iguais a Cristo. O nome “cristãos” significa literalmente “seguidores de Cristo”.

Em nossa nova identidade em Cristo, não somos mais escravos do pecado (Romanos 6:6), mas somos reconciliados com Deus (Romanos 5:10). Essa nova identidade muda completamente o nosso relacionamento com Deus e nossas famílias, assim como muda a maneira como vemos o mundo. Nossa nova identidade em Cristo significa que temos o mesmo relacionamento com Deus que Cristo tem – somos os Seus filhos. Deus nos adotou como filhos. Podemos chamá-lo de “Abba! Pai!” (Romanos 8:15-16). Somos ambos coerdeiros (Gálatas 3:29) e amigos (João 15:15) de Cristo. E esse relacionamento é ainda mais forte do que aqueles que temos com nossas famílias terrenas (Mateus 10:35-37). Em vez de temer a Deus como juiz, temos o grande privilégio de ir a Ele como nosso Pai. Podemos nos aproximar d’Ele com confiança e pedir-Lhe aquilo de que precisamos (Hebreus 4:16). Podemos pedir por Sua orientação e sabedoria (Tiago 1:5) e saber que nada nos afastará d’Ele (Romanos 8:38–39). Também descansamos em Sua autoridade e respondemos a Ele com obediência confiante, sabendo que a obediência é uma parte fundamental para permanecermos próximos a Ele (João 14:23).

A família de Deus abrange um vasto corpo de crentes que se esforçam juntos para se aproximarem de Deus (1 Coríntios 12:13). É uma família que é mais forte pelos dons de cada pessoa (Romanos 12:6-8). Os membros dessa nova família buscam o melhor uns para os outros (1 Coríntios 10:24), encorajam uns aos outros (Gálatas 6:1-2) e perdoam uns aos outros (Mateus 18:21-22). Cada membro tem um papel específico, mas os papéis são desempenhados com respeito e graça (1 Pedro 5:1-5). Acima de tudo, respondemos uns aos outros em amor – não o sentimento, mas um ato de sacrifício consciente e altruísta, que reflete o amor ágape do Deus que nos amou e Se entregou por nós (Gálatas 2:20).

Não somos mais cidadãos do mundo, mas separados dele (2 Coríntios 6:14-7:1). Entendemos que somos parte de um reino celestial governado por Deus. As coisas da terra não nos atraem mais (Colossenses 3:2). Não tememos ou enfatizamos demais o sofrimento na terra ou as provações que enfrentamos (Colossenses 1:24; 1 Pedro 3:14; 4:12-14), nem damos importância às coisas que o mundo valoriza (1 Timóteo 6:9-11). Até mesmo nossos corpos e nossas ações refletem que nossas mentes não estão mais conformadas com o mundo (Romanos 12:1-2), mas agora são instrumentos de justiça para Deus (Romanos 6:13). E nossa nova perspectiva do reino significa que entendemos que nossos inimigos não são as pessoas ao nosso redor, mas as forças espirituais que se esforçam para impedir que as pessoas conheçam a Deus (Efésios 6:12).

Tudo isso é o ideal – o caráter de um seguidor maduro de Cristo. Uma das maiores bênçãos sobre a nossa identidade em Cristo é a graça que recebemos para crescer na maturidade espiritual que realmente reflete a nossa nova identidade (Filipenses 1:6). Nossas vidas à luz da nossa identidade em Cristo são preenchidas com um Pai celestial, uma família grande e amorosa e o entendimento de que somos cidadãos de outro reino e não desta terra.

 

Fonte: www.GotQuestions.org/Portugues

domingo, 5 de julho de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 4

 

          A pregação de João Batista (Mateus 3:1-10; Marcos 1:1-6; Lucas 3:1-14)

          Princípio do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

          No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia; Herodes, tetrarca da Galileia; seu irmão Filipe, tetrarca da Itureia e Traconites; e Lisânias, tetrarca de Abilene; Anás e Caifás exerciam o sumo sacerdócio.

          Foi nesse ano, naqueles dias, que surgiu João Batista, filho de Zacarias, pregando no deserto da Judeia e que veio a palavra do Senhor. Ele percorreu toda a região próxima ao Jordão, pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados. Ele dizia:

          “Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo”.

          Este é aquele que foi anunciado pelo profeta, conforme está escrito no livro das palavras de Isaías: “Enviarei à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o teu caminho. Voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para ele. Todo vale será aterrado e todas as montanhas e colinas, niveladas. As estradas tortuosas serão endireitadas e os caminhos acidentados, aplanados. E toda a humanidade verá a salvação de Deus’”.

          João vestia roupas feitas de pelos de camelo, e ele usava um cinto de couro na cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel silvestre.

          A ele vinha todo o povo de Jerusalém, gente de toda a região da Judeia e de toda a região ao redor do Jordão. Confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão.

          Quando viu que muitos fariseus e saduceus vinham para onde ele estava, disse-lhes, e também às multidões que saíam para serem batizadas por ele:

          “Raça de víboras! Quem lhes deu a ideia de fugir da ira que se aproxima? Deem fruto que mostre o arrependimento! Não pensem que vocês podem dizer a si mesmos: ‘Abraão é nosso pai’. Pois eu lhes digo que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo”.

          “O que devemos fazer então?”, perguntavam as multidões.

          João respondia:

          “Quem tem duas túnicas reparta-as com quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o mesmo”.

          Alguns publicanos também vieram para serem batizados. Eles perguntaram:

          “Mestre, o que devemos fazer?”

          Ele respondeu:

          “Não cobrem nada além do que lhes foi estipulado”.

          Então alguns soldados lhe perguntaram:

          “E nós, o que devemos fazer?”

          Ele respondeu:

          “Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário”.

 

          João dá testemunho de Jesus (Mateus 3:11-12; Marcos 1:7-8; Lucas 3:15-20; João 1:15-31)

          O povo estava em grande expectativa, questionando em seus corações se acaso João não seria o Cristo. João respondeu a todos e esta era a sua mensagem: João dá testemunho dele. Ele exclama:

          “Este é aquele de quem eu falei: Aquele que vem depois de mim é superior a mim, porque já existia antes de mim. Mas depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de curvar-me e desamarrar as correias das suas sandálias, nem de levar as suas sandálias. Eu os batizo com água para arrependimento, mas ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele traz a pá em sua mão e limpará sua eira, juntando seu trigo no celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga”.

          E com muitas outras palavras João exortava o povo e lhe pregava as boas novas.

          Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça. Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido.

          Esse foi o testemunho de João, quando os judeus de Jerusalém enviaram sacerdotes e levitas para lhe perguntarem quem ele era. Ele confessou e não negou; declarou abertamente:

          “Não sou o Cristo”.

          Perguntaram-lhe:

          “E então, quem é você? É Elias?”

          Ele disse:

          “Não sou”.

          “É o Profeta?”

          Ele respondeu:

          “Não”.

          Finalmente perguntaram:

          “Quem é você? Dê-nos uma resposta, para que a levemos àqueles que nos enviaram. Que diz você acerca de si próprio?”

          João respondeu com as palavras do profeta Isaías:

          “Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Façam um caminho reto para o Senhor’”.

          Alguns fariseus que tinham sido enviados interrogaram-no:

          “Então, por que você batiza, se não é o Cristo, nem Elias, nem o Profeta?”

          Respondeu João:

          “Eu batizo com água, mas entre vocês está alguém que vocês não conhecem. Ele é aquele que vem depois de mim, cujas correias das sandálias não sou digno de desamarrar”.

          Tudo isso aconteceu em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.

          No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse:

          “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! Este é aquele a quem eu me referi, quando disse: Vem depois de mim um homem que é superior a mim, porque já existia antes de mim. Eu mesmo não o conhecia, mas por isso é que vim batizando com água: para que ele viesse a ser revelado a Israel”.

          Todavia, quando João repreendeu Herodes, o tetrarca, por causa de Herodias, mulher do próprio irmão de Herodes, e por todas as outras coisas más que ele tinha feito, Herodes acrescentou a todas elas a de colocar João na prisão.

 

          O batismo de Jesus (Mateus 3:13-17; Marcos 1:9-11; Lucas 3:21-22; João 1:32-34)

          Então, naquela ocasião, Jesus veio de Nazaré da Galileia ao Jordão para ser batizado por João.

          Quando todo o povo estava sendo batizado, também Jesus o foi. João, porém, tentou impedi-lo, dizendo:

          “Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”

          Respondeu Jesus:

          “Deixe assim por enquanto; convém que assim façamos, para cumprir toda a justiça”.

          E João concordou, e foi batizado por João no Jordão.

          Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. E, enquanto ele estava orando, naquele momento os céus se abriram, e ele viu o Espírito de Deus descendo em forma corpórea como pomba e pousando sobre ele. Então veio uma voz dos céus que disse:

          “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado”.

          E:

          “Tu és o meu Filho amado; em ti me agrado”.

          Então João deu o seguinte testemunho:

          “Eu vi o Espírito descer do céu como pomba e permanecer sobre ele. Eu não o teria reconhecido, se aquele que me enviou para batizar com água não me tivesse dito: ‘Aquele sobre quem você vir o Espírito descer e permanecer, esse é o que batiza com o Espírito Santo’. Eu vi e testifico que este é o Filho de Deus”.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)

domingo, 28 de junho de 2026

O Meu Caminho Perfeito


 

2º Samuel 22:33

“É Deus quem me reveste de força e torna perfeito o meu caminho”.

 

Todos os dias ouvimos muita gente daqui e dali se queixando da vida. Basta ouvirmos no ônibus, numa fila esperando algum atendimento, no trabalho, nos encontros com amigos e conhecidos, e mesmo em casa. Basta ouvirmos.

Há reclamações sobre tudo: sobre os horários do ônibus, sobre como a fila está demorando, sobre como o trabalho está corrido, sobre como aquele amigo ou conhecido decepcionou, sobre como o esposo ou a esposa ou os filhos estão faltosos nisto ou naquilo... Ouvimos queixumes, murmúrios e lamentos.

Ou então quando somos nós mesmos a nos queixarmos, a nos lamuriarmos ou a nos lamentarmos ?!

Tudo isso – quando ouvimos ou quando somos nós os agentes a falarmos – nos drena as energias, as forças psicológicas e espirituais. São situações que se concretizam como vampiros energéticos, a sugarem nossa força vital!

As palavras que ouvimos ou proferimos produzem sentimentos, e estes sentimentos se transformam também em pensamentos e estados de alma que vibram na mesma sintonia. Dá para imaginar o turbilhão psicossomático de negatividade que se forma à nossa volta e em nosso interior – criando um buraco sem fim, um verdadeiro buraco negro existencial, a engolir tudo à volta!

Tudo isso nos tira as forças e nos adoece! Não é à toa que as doenças do século são a ansiedade e a depressão!

O que fazer diante desse quadro existencial?

Teoricamente, é bem simples – e prática também: buscar a Deus!

A Palavra de Samuel – aqui usada como mote para este texto – diz que “Deus torna perfeito o nosso caminho”.

Então, qual é o problema que existe?

O problema é este: nós costumamos não acreditar que o nosso caminho pode ser perfeito...

Nós costumamos não acreditar nas promessas de Deus!

E por que é assim?

Porque, primeiro, parece que tudo é muito “espiritual” e “teórico”.

Depois, porque “parece bom demais para ser verdade”!

Sim, parece teoria e promessa boa demais...

Pergunte a si mesmo se não é assim que você olha para as promessas divinas vez ou outra, ou muitas vezes, ou todas as vezes... Não é assim?

Deveríamos nos dar conta disso, como uma realidade: “É Deus quem me reveste de força...”

Eu me sinto fraco agora? Ótimo, pois Ele me diz que o meu poder [o de Deus] se aperfeiçoa na [minha] fraqueza (2º Coríntios 12:9). E ainda, entra o reconhecimento humano: Pois, quando sou fraco é que sou forte (2º Coríntios 12:10).

Então, sim, é Deus que me reveste de força!

E o Seu caminho – que, em mais alta instância, é Cristo! – se torna perfeito.

O meu caminho no Senhor é perfeito nas suas perfeições e nas suas – aparentes – imperfeições!

Quando algo parece perfeito, é porque perfeito é!

E quando parece imperfeito, devo saber que assim parece porque “ainda” não o compreendo, como Jesus mesmo diz: “Você não compreende agora o que estou lhe fazendo; mais tarde, porém, entenderá (João 13:7). E então, mesmo que algo pareça imperfeito, em Cristo, saberei que também perfeito é!

Agora, pergunte-se outra vez: Isso não parece bom demais para ser verdade?

É sim, é bom demais! E sim, é verdade!

Então, não sejamos tão Tomé, e ouçamos o que Jesus nos diz: Pare de duvidar e creia (João 20:27).

 

Por ora é isso.

Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!

Saudações,

Kurt Hilbert

domingo, 21 de junho de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 3



          A circuncisão de Jesus (Lucas 2:21)

          Completando-se os oito dias para a circuncisão do menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, o qual lhe tinha sido dado pelo anjo antes de ele nascer.

 

          A apresentação de Jesus no templo (Lucas 2:22-24)

          Completando-se o tempo da purificação deles, de acordo com a Lei de Moisés, José e Maria o levaram a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor (como está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor”) e para oferecer um sacrifício, de acordo com o que diz a Lei do Senhor: “duas rolinhas ou dois pombinhos”.

 

          O cântico de Simeão (Lucas 2:25-35)

          Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão, que era justo e piedoso, e que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, ele foi ao templo.

          Quando os pais trouxeram o menino Jesus para lhe fazer conforme requeria o costume da Lei, Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo:

          “Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos: luz para revelação aos gentios e para a glória de Israel, teu povo”.

          O pai e a mãe do menino estavam admirados com o que fora dito a respeito dele.

          E Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe de Jesus:

          “Este menino está destinado a causar a queda e o soerguimento de muitos em Israel, e a ser um sinal de contradição, de modo que o pensamento de muitos corações será revelado. Quanto a você, uma espada atravessará a sua alma”.


          A profetisa Ana (Lucas 2:36-38)

          Estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era muito idosa; havia vivido com seu marido sete anos depois de se casar e então permanecera viúva até a idade de oitenta e quatro anos. Nunca deixava o templo: adorava a Deus jejuando e orando dia e noite.

          Tendo chegado ali naquele exato momento, deu graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.

 

          A fuga para o Egito (Mateus 2:13-15)

          Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e disse-lhe:

          “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e fuja para o Egito. Fique lá até que eu lhe diga, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo”.

          Então ele se levantou, tomou o menino e sua mãe durante a noite, e partiu para o Egito, onde ficou até a morte de Herodes. E assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu filho”.

 

          A matança dos inocentes (Mateus 2:16-18)

          Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos, ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido dos magos.

          Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias: “Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação; é Raquel que chora por seus filhos e recusa ser consolada, porque já não existem”.

 

          A volta do Egito (Mateus 2:19-23)

          Depois que Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse:

          “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e vá para a terra de Israel, pois estão mortos os que procuravam tirar a vida do menino”.

          Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel.

          Mas, ao ouvir que Arquelau estava reinando na Judeia em lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Tendo sido avisado em sonho, retirou-se para a região da Galileia e foi viver numa cidade chamada Nazaré. Assim cumpriu-se o que fora dito pelos profetas: “Ele será chamado Nazareno”.

 

          O menino Jesus em Nazaré (Lucas 2:39-40)

          Depois de terem feito tudo o que era exigido pela Lei do Senhor, voltaram para a sua própria cidade, Nazaré, na Galileia.

          O menino crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.

 

          O menino Jesus no meio dos doutores (Lucas 2:41-52)

          Todos os anos seus pais iam a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos de idade, eles subiram à festa, conforme o costume.

          Terminada a festa, voltando seus pais para casa, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles percebessem. Pensando que ele estava entre os companheiros de viagem, caminharam o dia todo. Então começaram a procurá-lo entre os seus parentes e conhecidos. Não o encontrando, voltaram a Jerusalém para procurá-lo.

          Depois de três dias o encontraram no templo, sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas. Todos os que o ouviam ficavam maravilhados com o seu entendimento e com as suas respostas.

          Quando seus pais o viram, ficaram perplexos. Sua mãe lhe disse:

          “Filho, por que você nos fez isto? Seu pai e eu estávamos aflitos, à sua procura”.

          Ele perguntou:

          “Por que vocês estavam me procurando? Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai?”

          Mas eles não compreenderam o que lhes dizia.

          Então foi com eles para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, guardava todas essas coisas em seu coração.

          Jesus ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)