Pesquisar neste blog

domingo, 30 de agosto de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 8

 

 

          A cura do filho de um oficial do rei (João 4:45-54)

          Quando chegou à Galileia, os galileus deram-lhe boas-vindas. Eles tinham visto tudo o que ele fizera em Jerusalém, por ocasião da festa da Páscoa, pois também haviam estado lá.

          Mais uma vez, ele visitou Caná da Galileia, onde tinha transformado água em vinho. E havia ali um oficial do rei, cujo filho estava doente em Cafarnaum. Quando ele ouviu falar que Jesus tinha chegado à Galileia, vindo da Judeia, procurou-o e suplicou-lhe que fosse curar seu filho, que estava à beira da morte.

          Disse-lhe Jesus:

          “Se vocês não virem sinais e maravilhas, nunca crerão”.

          O oficial do rei disse:

          “Senhor, vem, antes que o meu filho morra”.

          Jesus respondeu:

          “Pode ir. O seu filho continuará vivo”.

          O homem confiou na palavra de Jesus e partiu. Estando ele ainda a caminho, seus servos vieram ao seu encontro com notícias de que o menino estava vivo. Quando perguntou a que horas o seu filho tinha melhorado, eles lhe disseram:

          “A febre o deixou ontem, à uma hora da tarde”.

          Então o pai percebeu que aquela fora exatamente a hora em que Jesus lhe dissera: “O seu filho continuará vivo”. Assim, creram ele e todos os de sua casa. Esse foi o segundo sinal miraculoso que Jesus realizou, depois que veio da Judeia para a Galileia.

 

          A cura de um paralítico (João 5:1-18)

          Algum tempo depois, Jesus subiu a Jerusalém para uma festa dos judeus.

          Há em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, um tanque que, em aramaico, é chamado Betesda, tendo cinco entradas em volta. Ali costumava ficar grande número de pessoas doentes e inválidas: cegos, mancos e paralíticos. Eles esperavam um movimento nas águas. De vez em quando descia um anjo do Senhor e agitava as águas. O primeiro que entrasse no tanque, depois de agitadas as águas, era curado de qualquer doença que tivesse.

          Um dos que estavam ali era paralítico fazia trinta e oito anos. Quando o viu deitado e soube que ele vivia naquele estado durante tanto tempo, Jesus lhe perguntou:

          “Você quer ser curado?”

          Disse o paralítico:

          “Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim”.

          Então Jesus lhe disse:

          “Levante-se! Pegue a sua maca e ande”.

          Imediatamente o homem ficou curado, pegou a maca e começou a andar. Isso aconteceu num sábado, e, por essa razão, os judeus disseram ao homem que havia sido curado:

          “Hoje é sábado, não lhe é permitido carregar a maca”.

          Mas ele respondeu:

          “O homem que me curou me disse: ‘Pegue a sua maca e ande’”.

          Então lhe perguntaram:

          “Quem é esse homem que lhe manda pegar a maca e andar?”

          O homem que fora curado não tinha ideia de quem era ele, pois Jesus havia desaparecido no meio da multidão. Mais tarde Jesus o encontrou no templo e lhe disse:

          “Olhe, você está curado. Não volte a pecar, para que algo pior não lhe aconteça”.

          O homem foi contar aos judeus que fora Jesus quem o tinha curado. Então os judeus passaram a perseguir Jesus, porque ele estava fazendo essas coisas no sábado.

          Disse-lhes Jesus:

          “Meu Pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando”.

          Por essa razão, os judeus mais ainda queriam matá-lo, pois não somente estava violando o sábado, mas também estava até mesmo dizendo que Deus era seu próprio Pai, igualando-se a Deus.

 

          Jesus explica sua missão (João 5:19-47)

          Jesus lhes deu esta resposta:

          “Eu lhes digo verdadeiramente que o Filho não pode fazer nada de si mesmo; só pode fazer o que vê o Pai fazer, porque o que o Pai faz o Filho também faz. Pois o Pai ama ao Filho e lhe mostra tudo o que faz. Sim, para admiração de vocês, ele lhe mostrará obras ainda maiores do que estas. Pois, da mesma forma que o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, o Filho também dá vida a quem ele quer dá-la. Além disso, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo julgamento ao Filho, para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida. Eu lhes afirmo que está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e aqueles que a ouvirem, viverão. Pois, da mesma forma como o Pai tem vida em si mesmo, ele concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homem. Não fiquem admirados com isto, pois está chegando a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão; os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados. Por mim mesmo, nada posso fazer; eu julgo apenas conforme ouço, e o meu julgamento é justo, pois não procuro agradar a mim mesmo, mas àquele que me enviou. Se testifico acerca de mim mesmo, o meu testemunho não é válido. Há outro que testemunha em meu favor, e sei que o seu testemunho a meu respeito é válido. Vocês enviaram representantes a João, e ele testemunhou da verdade. Não que eu busque testemunho humano, mas menciono isso para que vocês sejam salvos. João era uma candeia que queimava e irradiava luz, e durante certo tempo vocês quiseram alegrar-se com a sua luz. Eu tenho um testemunho maior que o de João; a própria obra que o Pai me deu para concluir, e que estou realizando, testemunha que o Pai me enviou. E o Pai que me enviou, ele mesmo testemunhou a meu respeito. Vocês nunca ouviram a sua voz, nem viram a sua forma, nem a sua palavra habita em vocês, pois não creem naquele que ele enviou. Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito; contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida. Eu não aceito glória dos homens, mas conheço vocês. Sei que vocês não têm o amor de Deus. Eu vim em nome de meu Pai, e vocês não me aceitaram; mas, se outro vier em seu próprio nome, vocês o aceitarão. Como vocês podem crer, se aceitam glória uns dos outros, mas não procuram a glória que vem do Deus único? Contudo, não pensem que eu os acusarei perante o Pai. Quem os acusa é Moisés, em quem estão as suas esperanças. Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito. Visto, porém, que não creem no que ele escreveu, como crerão no que eu digo?”


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)

domingo, 23 de agosto de 2026

Deus Nos Pune Quando Pecamos?

 

Para os crentes em Jesus, todos os nossos pecados – passados, presentes e futuros – já foram julgados na cruz. Como cristãos, nunca seremos condenados pelos nossos pecados. Isso foi feito de uma vez por todas: “já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1). Por causa do sacrifício de Cristo, Deus vê apenas a justiça de Cristo quando olha para nós. O nosso pecado foi pregado na cruz com Jesus, e nunca seremos “punidos” por isso, no sentido de sermos condenados. Ao mesmo tempo, Deus disciplina Seus filhos quando erram, como qualquer bom pai faria. Portanto, pode-se dizer que os cristãos são “punidos” pelo pecado, mas apenas no sentido de serem disciplinados com amor. O restante deste artigo irá referir-se à “disciplina” para evitar a sugestão de que os cristãos recebam “castigo” (condenação) de Deus pelos seus pecados.

Se continuarmos a agir de maneira pecaminosa e não nos arrependermos e abandonarmos esse pecado, Deus aplicará a Sua disciplina divina sobre nós. Se não o fizesse, não seria um Pai amoroso e cuidadoso. Assim como disciplinamos os nossos próprios filhos para o seu bem-estar, o nosso Pai celestial corrige amorosamente os Seus filhos para o seu benefício. Hebreus 12:7-11 nos diz: “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao que depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça”.

A disciplina, então, é como Deus amorosamente guia Seus filhos da rebelião à obediência. Através da disciplina, os nossos olhos são abertos mais claramente para a perspectiva de Deus sobre as nossas vidas. Como o rei Davi declarou no Salmo 32, a disciplina faz-nos confessar e arrepender-nos dos pecados com os quais ainda não lidamos. Desta forma, a disciplina é purificadora. É também um catalisador de crescimento. Quanto mais sabemos sobre Deus, mais sabemos sobre os Seus desejos para as nossas vidas. A disciplina nos apresenta a oportunidade de aprender e de nos conformar à imagem de Cristo (Romanos 12:1-2). A disciplina é uma coisa boa!

Precisamos lembrar que o pecado é uma constante em nossas vidas enquanto ainda estamos nesta terra (Romanos 3:10, 23). Portanto, não só temos que lidar com a disciplina de Deus pela nossa desobediência, mas também temos que lidar com as consequências naturais resultantes do pecado. Se um crente rouba alguma coisa, Deus o perdoará e o purificará do pecado do roubo, restaurando a comunhão entre Ele e o ladrão arrependido. No entanto, as consequências sociais do roubo podem ser graves, resultando em multas ou mesmo encarceramento. Estas são consequências naturais do pecado e devem ser suportadas. Mas Deus trabalha mesmo através dessas consequências para aumentar a nossa fé e glorificar a Si mesmo.

 

Fonte: www.GotQuestions.org/Portugues

domingo, 16 de agosto de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 7


          A cura de um endemoninhado em Cafarnaum (Marcos 1:21-28; Lucas 4:31-37)

          Então eles desceram e foram a Cafarnaum, cidade da Galileia, e assim que chegou o sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar o povo. Todos ficavam maravilhados com o seu ensino, porque falava e lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei.

          Na sinagoga, justamente naquela hora, havia um homem possesso de um demônio, de um espírito imundo. Ele gritou com toda a força:

          “Ah!, o que queres conosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Sei quem tu és: o Santo de Deus!”

          Jesus o repreendeu, e disse:

          “Cale-se e saia dele!”

          Então o demônio, o espírito imundo, sacudiu o homem violentamente, jogou-o no chão diante de todos, e saiu dele gritando, sem o ferir.

          Todos ficaram tão admirados que diziam e perguntavam uns aos outros:

          “Que palavra é esta? O que é isto? Um novo ensino – e com autoridade! Até aos espíritos imundos ele dá ordens com autoridade e poder, e eles lhe obedecem e saem!”

          As notícias a seu respeito e a sua fama se espalharam rapidamente por toda a região da Galileia e por toda a região circunvizinha.

 

          A cura da sogra de Pedro (Mateus 8:14-15; Marcos 1:29-31; Lucas 4:38-39)

          Logo que saíram da sinagoga, foram com Tiago e João à casa de Simão e André.

          Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra deste de cama, com febre alta, e falaram a respeito dela a Jesus e pediram que fizesse algo por ela.

          Estando ele em pé junto dela, se aproximou, inclinou-se e repreendeu a febre. Tomou-a pela mão e ajudou-a a levantar-se. A febre a deixou, e ela se levantou imediatamente e começou a servi-los.

 

          A mulher samaritana (João 4:1-18)

          Os fariseus ouviram falar que Jesus estava fazendo e batizando mais discípulos do que João, embora não fosse Jesus quem batizasse, mas os seus discípulos. Quando o Senhor ficou sabendo disso, saiu da Judeia e voltou uma vez mais à Galileia.

          Era-lhe necessário passar por Samaria. Assim, chegou a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, perto das terras que Jacó dera a seu filho José. Havia ali o poço de Jacó. Jesus, cansado da viagem, sentou-se à beira do poço. Isto se deu por volta do meio-dia. Nisso veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus:

          “Dê-me um pouco de água”.

          (Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida).

          A mulher samaritana lhe perguntou:

          “Como o senhor, sendo judeu, pede a mim, uma samaritana, água para beber?”

          (Pois os judeus não se dão bem com os samaritanos).

          Jesus lhe respondeu:

          “Se você conhecesse o dom de Deus e quem lhe está pedindo água, você lhe teria pedido e ele lhe teria dado água viva”.

          Disse a mulher:

          “O senhor não tem com que tirar a água, e o poço é fundo. Onde pode conseguir essa água viva? Acaso o senhor é maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, bem como seus filhos e seu gado?”

          Jesus respondeu:

          “Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna”.

          A mulher lhe disse:

          “Senhor, dê-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água”.

          Ele lhe disse:

          “Vá, chame o seu marido e volte”.

          “Não tenho marido”, respondeu ela.

          Disse-lhe Jesus:

          “Você falou corretamente, dizendo que não tem marido. O fato é que você já teve cinco; e o homem com quem agora vive não é seu marido. O que você acabou de dizer é verdade”.

 

          A verdadeira adoração (João 4:19-30)

          Disse a mulher:

          “Senhor, vejo que é profeta. Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar”.

          Jesus declarou:

          “Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”.

          Disse a mulher:

          “Eu sei que o Messias (chamado Cristo) está para vir. Quando ele vier, explicará tudo para nós”.

          Então Jesus declarou:

          “Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com você”.

          Naquele momento os seus discípulos voltaram e ficaram surpresos ao encontrá-lo conversando com uma mulher. Mas ninguém perguntou: “Que queres saber?” ou: “Por que estás conversando com ela?”

          Então, deixando o seu cântaro, a mulher voltou à cidade e disse ao povo:

          “Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Será que ele não é o Cristo?”

          Então saíram da cidade e foram para onde ele estava.

 

          A ceifa e os ceifeiros (João 4:31-38)

          Enquanto isso, os discípulos insistiam com ele:

          “Mestre, come alguma coisa”.

          Mas ele lhes disse:

          “Tenho algo para comer que vocês não conhecem”.

          Então os seus discípulos disseram uns aos outros:

          “Será que alguém lhe trouxe comida?”

          Disse Jesus:

          “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra. Vocês não dizem: ‘Daqui a quatro meses haverá a colheita’? Eu lhes digo: Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita. Aquele que colhe já recebe o seu salário e colhe fruto para a vida eterna, de forma que se alegram juntos o que semeia e o que colhe. Assim é verdadeiro o ditado: ‘Um semeia, e outro colhe’. Eu os enviei para colherem o que vocês não cultivaram. Outros realizaram o trabalho árduo, e vocês vieram a usufruir do trabalho deles”.

 

          Muitos samaritanos creem em Jesus (João 4:39-42)

          Muitos samaritanos daquela cidade creram nele por causa do seguinte testemunho dado pela mulher:

          “Ele me disse tudo o que tenho feito”.

          Assim, quando se aproximaram dele, os samaritanos insistiram em que ficasse com eles, e ele ficou dois dias. E por causa da sua palavra, muitos outros creram. E disseram à mulher:

          “Agora cremos não somente por causa do que você disse, pois nós mesmos o ouvimos e sabemos que este é realmente o Salvador do mundo”.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)

domingo, 9 de agosto de 2026

Esperamos em Ti e a Ti


 

Isaías 26:8

Andando pelo caminho das tuas ordenanças esperamos em ti, SENHOR. O teu nome e a tua lembrança são o desejo do nosso coração.

 

Jesus disse de Si mesmo que Ele é o caminho: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (João 14:6).

Por fé, sabemos também que Jesus é a Palavra e a Palavra é Jesus: No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus (João 1:1).

Assim, andando pelo caminho – que é Jesus – e pela Palavra – que também é Jesus –, estamos diante de Suas ordenanças, tal qual o profeta Isaías diz nesta passagem que serve de mote para este texto.

Jesus mesmo diz aos Seus discípulos que eles seriam Seus amigos – muito mais do que discípulos ou servos – desde que pudessem cumprir este mandamento: “O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno” (João 15:12-14). E prosseguia, dizendo algo maravilhoso, ao que nem sempre prestamos atenção: “Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido” (João 15:15).

Sim, podemos ser chamados de amigos de Jesus!

Isaías segue dizendo que esperamos em ti. Hoje também estamos em espera – a maior espera de todas! –, isto é, a volta de Jesus. Este não é um assunto muito em voga nos dias atuais, pois se pregam outras tantas coisas por aí, mas essa espera e essa esperança são o ponto fundamental entre os que mantém seus passos no caminho e na Palavra – tanto caminho quanto Palavra sendo Jesus, lembra?

Assim, nós também podemos dizer: “Esperamos em ti, SENHOR”.

E podemos dizer mais: Esperamos a ti, Senhor!

E esta deve ser uma esperança viva, vívida e ativa!

Dia desses, falávamos sobre a volta de Jesus...

Diante do questionamento da real possibilidade de isso acontecer, eu dizia: Não é provável, mas é possível!

Como assim, não provável, mas possível?

Expliquei: Não podemos provar cientificamente a volta de Jesus, ainda que a Física Quântica ofereça muitas razões para a possibilidade de isso acontecer. Com base nas teorias quânticas, é possível que haja vários universos paralelos, coexistindo “ao mesmo tempo”.

A gurizada franziu a sobrancelha, pois eu falava com gente de mente aberta e receptível a esse tipo de argumento que, sei, nem todos podem aceitar. Mas estes meus interlocutores podiam.

Assim, segui com uma pergunta: De onde vocês pensam que vêm seres como anjos, demônios ou “espíritos”?

E ainda segui seguindo: E de onde vocês creem que se tirou o conceito de extraterrestres? De onde vêm? De outra dimensão?

Sobrancelhas foram desfazendo seus franzidos, e a ideia foi captada.

Eu creio que a volta de Jesus é possível por um simples abrir de fenda dimensional, num abrir e fechar de olhos! Mas esta não é uma teologia nem uma doutrina, apenas uma posição minha. Assim, não fique com a minha posição, mas forme a sua própria. Se bem que há bons palpites neste sentido, e não são palpites meus apenas: Eis que eu lhes digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revista de imortalidade (1º Coríntios 15:51-53).

Pois bem, assim, a volta de Jesus – possível em qualquer dimensão que seja – está às portas!

E devo dizer que, mesmo sem nenhum argumento metafísico ou quântico, eu creria nisso, pois, ao final de tudo, tudo é sempre uma questão de fé.

Mas o profeta citado hoje prossegue: O teu nome e a tua lembrança são o desejo do nosso coração.

Pois é... o teu nome... como se já O conhecêssemos desde sempre...

E também... a tua lembrança... como sendo uma saudade daquilo que já vivemos em tempos e lugares onde não havia tempo nem localização identificável... na dimensão do absoluto... ou na “eternidade”, como queiram...

“São o desejo do nosso coração”... significando dizer que aqueles que creem desejam a presença/volta do Senhor em si...

Tudo isso me impele a dizer que o que desejamos em nós é como um ímã a atrair e aproximar a volta do Senhor, tão improvável, mas, a cada dia, tão possível...

Sim, tão possível!

 

Por ora é isso.

Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!

Saudações,

Kurt Hilbert

domingo, 2 de agosto de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 6

 


          Jesus volta à Galileia e principia a sua missão (Mateus 4:12-17; Marcos 1:14-15; Lucas 4:14-15)

          Quando Jesus ouviu que João tinha sido preso, Jesus foi e voltou para a Galileia, proclamando as boas novas de Deus.

          Saindo de Nazaré, foi viver em Cafarnaum, que ficava junto ao mar, na região de Zebulom e Naftali, para cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías: “Terra de Zebulom e terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios; o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz”.

          Daí em diante Jesus começou a pregar e dizia ele:

          “O tempo é chegado. Arrependam-se e creiam nas boas novas, pois o Reino de Deus e dos céus está próximo!”

          Jesus voltou para a Galileia no poder do Espírito, e por toda aquela região se espalhou a sua fama. Ensinava nas sinagogas, e todos o elogiavam.

 

          As bodas de Caná da Galileia (João 2:1-12)

          No terceiro dia houve um casamento em Caná da Galileia.

          A mãe de Jesus estava ali; Jesus e seus discípulos também haviam sido convidados para o casamento. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse:

          “Eles não têm mais vinho”.

          Respondeu Jesus:

          “Que temos nós em comum, mulher? A minha hora ainda não chegou”.

          Sua mãe disse aos serviçais:

          “Façam tudo o que ele lhes mandar”.

          Ali perto havia seis potes de pedra, do tipo usado pelos judeus para as purificações cerimoniais; em cada pote cabia entre oitenta a cento e vinte litros. Disse Jesus aos serviçais:

          “Encham os potes com água”.

          E os encheram até a borda. Então lhes disse:

          “Agora, levem um pouco do vinho ao encarregado da festa”.

          Eles assim o fizeram, e o encarregado da festa provou a água que fora transformada em vinho, sem saber de onde este viera, embora o soubessem os serviçais que haviam tirado a água. Então chamou o noivo e disse:

          “Todos servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora”.

          Este sinal miraculoso, em Caná da Galileia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele.

          Depois disso ele desceu a Cafarnaum com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos. Ali ficaram durante alguns dias.

 

          Outro testemunho de João Batista (João 3:22-30)

          Depois disso Jesus foi com os seus discípulos para a terra da Judeia, onde passou algum tempo com eles e batizava.

          João também estava batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas, e o povo vinha para ser batizado. (Isto se deu antes de João ser preso).

          Surgiu uma discussão entre alguns discípulos de João e um certo judeu, a respeito da purificação cerimonial. Eles se dirigiram a João e lhe disseram:

          “Mestre, aquele homem que estava contigo no outro lado do Jordão, do qual testemunhaste, está batizando, e todos estão se dirigindo a ele”.

          A isso João respondeu:

          “Uma pessoa só pode receber o que lhe é dado do céu. Vocês mesmos são testemunhas de que eu disse: Eu não sou o Cristo, mas sou aquele que foi enviado adiante dele. A noiva pertence ao noivo. O amigo que presta serviço ao noivo e que o atende e o ouve, enche-se de alegria quando ouve a voz do noivo. Esta é a minha alegria, que agora se completa. É necessário que ele cresça e que eu diminua”.

 

          O Filho em relação ao mundo (João 3:31-36)

          “Aquele que vem do alto está acima de todos; aquele que é da terra pertence à terra e fala como quem é da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. Ele testifica o que tem visto e ouvido, mas ninguém aceita o seu testemunho. Aquele que o aceita confirma que Deus é verdadeiro. Pois aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque ele dá o Espírito sem limitações. O Pai ama o Filho e entregou tudo em suas mãos. Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele”.

 

          Jesus prega em Nazaré e é rejeitado pelos seus (Mateus 13:54-58; Marcos 6:1-6; Lucas 4:16-30; João 4:43-44)

          Depois daqueles dois dias, Jesus partiu para a Galileia, para a sua cidade, a Nazaré, onde havia sido criado, acompanhado dos seus discípulos.

          Quando chegou o sábado, entrou na sinagoga, como era seu costume, e começou a ensinar o povo na sinagoga. E levantou-se para ler. Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías. Abriu-o e encontrou o lugar onde está escrito:

          “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor”.

          Então ele fechou o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-se. Na sinagoga todos tinham os olhos fitos nele; e ele começou a dizer-lhes:

          “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir”.

          Todos falavam bem dele, e todos que o ouviam ficavam admirados com as palavras de graça que saíam de seus lábios, e perguntavam:

          “De onde lhe vêm estas coisas, esta sabedoria e estes poderes miraculosos? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E estes milagres que ele faz? Não é este o filho de José, o carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Não estão aqui conosco todas as suas irmãs? De onde, pois, ele obteve todas essas coisas?”

          E ficavam escandalizados por causa dele. Mas Jesus lhes disse:

          “É claro que vocês me citarão este provérbio: ‘Médico, cura-te a ti mesmo!’ Faze aqui em tua terra o que ouvimos que fizeste em Cafarnaum. Digo-lhes a verdade: Nenhum profeta é aceito em sua terra. Asseguro-lhes que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu foi fechado por três anos e meio, e houve uma grande fome em toda a terra. Contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, senão a uma viúva de Sarepta, na região de Sidom. Também havia muitos leprosos em Israel no tempo de Eliseu, o profeta; todavia, nenhum deles foi purificado: somente Naamã, o sírio”.

          Continuou ele:

          “Só em sua própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um profeta não tem honra”.

          Todos os que estavam na sinagoga ficaram furiosos quando ouviram isso. Levantaram-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao topo da colina sobre a qual fora construída a cidade, a fim de atirá-lo precipício abaixo. Mas Jesus passou por entre eles e retirou-se.

          E não pôde fazer ali nenhum milagre, exceto impor as mãos sobre alguns doentes e curá-los, por causa da incredulidade deles. E ficou admirado com esta incredulidade.

          Então Jesus passou a percorrer os povoados, ensinando.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)