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domingo, 16 de agosto de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 7


          A cura de um endemoninhado em Cafarnaum (Marcos 1:21-28; Lucas 4:31-37)

          Então eles desceram e foram a Cafarnaum, cidade da Galileia, e assim que chegou o sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar o povo. Todos ficavam maravilhados com o seu ensino, porque falava e lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei.

          Na sinagoga, justamente naquela hora, havia um homem possesso de um demônio, de um espírito imundo. Ele gritou com toda a força:

          “Ah!, o que queres conosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Sei quem tu és: o Santo de Deus!”

          Jesus o repreendeu, e disse:

          “Cale-se e saia dele!”

          Então o demônio, o espírito imundo, sacudiu o homem violentamente, jogou-o no chão diante de todos, e saiu dele gritando, sem o ferir.

          Todos ficaram tão admirados que diziam e perguntavam uns aos outros:

          “Que palavra é esta? O que é isto? Um novo ensino – e com autoridade! Até aos espíritos imundos ele dá ordens com autoridade e poder, e eles lhe obedecem e saem!”

          As notícias a seu respeito e a sua fama se espalharam rapidamente por toda a região da Galileia e por toda a região circunvizinha.

 

          A cura da sogra de Pedro (Mateus 8:14-15; Marcos 1:29-31; Lucas 4:38-39)

          Logo que saíram da sinagoga, foram com Tiago e João à casa de Simão e André.

          Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra deste de cama, com febre alta, e falaram a respeito dela a Jesus e pediram que fizesse algo por ela.

          Estando ele em pé junto dela, se aproximou, inclinou-se e repreendeu a febre. Tomou-a pela mão e ajudou-a a levantar-se. A febre a deixou, e ela se levantou imediatamente e começou a servi-los.

 

          A mulher samaritana (João 4:1-18)

          Os fariseus ouviram falar que Jesus estava fazendo e batizando mais discípulos do que João, embora não fosse Jesus quem batizasse, mas os seus discípulos. Quando o Senhor ficou sabendo disso, saiu da Judeia e voltou uma vez mais à Galileia.

          Era-lhe necessário passar por Samaria. Assim, chegou a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, perto das terras que Jacó dera a seu filho José. Havia ali o poço de Jacó. Jesus, cansado da viagem, sentou-se à beira do poço. Isto se deu por volta do meio-dia. Nisso veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus:

          “Dê-me um pouco de água”.

          (Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida).

          A mulher samaritana lhe perguntou:

          “Como o senhor, sendo judeu, pede a mim, uma samaritana, água para beber?”

          (Pois os judeus não se dão bem com os samaritanos).

          Jesus lhe respondeu:

          “Se você conhecesse o dom de Deus e quem lhe está pedindo água, você lhe teria pedido e ele lhe teria dado água viva”.

          Disse a mulher:

          “O senhor não tem com que tirar a água, e o poço é fundo. Onde pode conseguir essa água viva? Acaso o senhor é maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, bem como seus filhos e seu gado?”

          Jesus respondeu:

          “Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna”.

          A mulher lhe disse:

          “Senhor, dê-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água”.

          Ele lhe disse:

          “Vá, chame o seu marido e volte”.

          “Não tenho marido”, respondeu ela.

          Disse-lhe Jesus:

          “Você falou corretamente, dizendo que não tem marido. O fato é que você já teve cinco; e o homem com quem agora vive não é seu marido. O que você acabou de dizer é verdade”.

 

          A verdadeira adoração (João 4:19-30)

          Disse a mulher:

          “Senhor, vejo que é profeta. Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar”.

          Jesus declarou:

          “Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”.

          Disse a mulher:

          “Eu sei que o Messias (chamado Cristo) está para vir. Quando ele vier, explicará tudo para nós”.

          Então Jesus declarou:

          “Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com você”.

          Naquele momento os seus discípulos voltaram e ficaram surpresos ao encontrá-lo conversando com uma mulher. Mas ninguém perguntou: “Que queres saber?” ou: “Por que estás conversando com ela?”

          Então, deixando o seu cântaro, a mulher voltou à cidade e disse ao povo:

          “Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Será que ele não é o Cristo?”

          Então saíram da cidade e foram para onde ele estava.

 

          A ceifa e os ceifeiros (João 4:31-38)

          Enquanto isso, os discípulos insistiam com ele:

          “Mestre, come alguma coisa”.

          Mas ele lhes disse:

          “Tenho algo para comer que vocês não conhecem”.

          Então os seus discípulos disseram uns aos outros:

          “Será que alguém lhe trouxe comida?”

          Disse Jesus:

          “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra. Vocês não dizem: ‘Daqui a quatro meses haverá a colheita’? Eu lhes digo: Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita. Aquele que colhe já recebe o seu salário e colhe fruto para a vida eterna, de forma que se alegram juntos o que semeia e o que colhe. Assim é verdadeiro o ditado: ‘Um semeia, e outro colhe’. Eu os enviei para colherem o que vocês não cultivaram. Outros realizaram o trabalho árduo, e vocês vieram a usufruir do trabalho deles”.

 

          Muitos samaritanos creem em Jesus (João 4:39-42)

          Muitos samaritanos daquela cidade creram nele por causa do seguinte testemunho dado pela mulher:

          “Ele me disse tudo o que tenho feito”.

          Assim, quando se aproximaram dele, os samaritanos insistiram em que ficasse com eles, e ele ficou dois dias. E por causa da sua palavra, muitos outros creram. E disseram à mulher:

          “Agora cremos não somente por causa do que você disse, pois nós mesmos o ouvimos e sabemos que este é realmente o Salvador do mundo”.


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)

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