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domingo, 28 de julho de 2024

Perdoar é a Nossa Natureza


 

Mateus 6:14-15

“Se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas”.

 

Esta fala de Jesus se dá logo após o Senhor ensinar como se deve orar, no que ficou popularmente conhecido como “a oração do Pai Nosso”:

“Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém” (Mateus 6:9-13).

É interessante perceber que na sequência Ele fala de perdão, como se este estivesse diretamente vinculado ao “efeito” da oração ensinada – e está!

Assim, Ele ensina que o perdão deve ser a natureza de um discípulo Seu.

Jesus ensina uma consequência direta do perdão e do não-perdão: se perdoarmos, seremos perdoados; se não perdoarmos, não seremos perdoados.

Creio que a maioria se esquece – ou nunca percebeu – esta regra de causa/efeito!

Ainda que na oração Ele ensinasse o nosso pedido ao Pai “perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, logo depois Ele enfatiza esse significado novamente: “Se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas”.

Espero que não nos esqueçamos mais disso!

Esse ato-perdão pode e deve ser no chão da vida real, a cada dia e, de forma contínua, durante a vida toda. Quando nos dispomos a perdoar a cada dia aquilo que nos acomete, causado por pessoas ou mesmo por circunstâncias, vamos dormir em paz.

Importante lembrar: devemos perdoar pessoas e devemos também perdoar circunstâncias e situações da vida.

Quando não conseguimos perdoar pessoas e situações do dia a dia, vamos dormir com esse peso, e ele se impregna em nosso sono. Já não aconteceu de termos um sono conturbado e, depois, nos lembrarmos que fomos dormir profundamente contrariados pelo que houve no dia?

Quando Jesus diz que, segundo agimos com nosso próximo, o Pai nos perdoa ou não nos perdoa, Ele ensina que a vida será assim. Uma vida permeada por perdão é muito mais leve!

Quando podemos perdoar aos outros – e nos perdoar a nós mesmos – a leveza da alma se fará sentir, tanto pelos outros como por nós mesmos.

O apóstolo Paulo, escrevendo aos irmãos da igreja em Éfeso, citando o Salmo 4:4, diz: “Quando vocês ficarem irados, não pequem”. Apazíguem a sua ira antes que o sol se ponha. Assim, ele ensina que nenhum assunto rancoroso deve ser deixado para resolver amanhã – que o resolvamos hoje, e durmamos em paz!

A vida nos tratará assim como tratamos a vida.

Lembremos sempre: perdoamos, porque Deus já nos tem perdoado; amamos, pois Deus, já de antemão, nos tem amado!

 

É isso. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!

Saudações,

Kurt Hilbert

domingo, 21 de julho de 2024

150 – Davi Rei de Israel (2º Samuel 2 – 5)


 

Passado1(versículo de 2º Samuel 2) algum tempo, Davi perguntou ao SENHOR: “Devo ir para uma das cidades de Judá?” O SENHOR respondeu que sim, e Davi perguntou para qual delas.

“Para Hebrom I”, respondeu o SENHOR.

Então2 Davi foi para Hebrom com suas duas mulheres, Ainoã, de Jezreel e Abigail, viúva de Nabal, o carmelita. Davi3 também levou os homens que o acompanhavam, cada um com sua família, e estabeleceram-se em Hebrom e nos povoados vizinhos. Então4 os homens de Judá foram a Hebrom e ali ungiram Davi rei da tribo de Judá.

Enquanto8 isso, Abner, filho de Ner II, comandante do exército de Saul, levou Is-Bosete, filho de Saul, a Maanaim, onde9 o proclamou rei sobre Gileade, Assuri, Jezreel, Efraim, Benjamim e sobre todo o Israel.

Is-Bosete10, filho de Saul, tinha quarenta anos de idade quando começou a reinar em Israel, e reinou dois anos. A tribo de Judá, entretanto, seguia Davi, que11 a governou por sete anos e seis meses, em Hebrom.

Seguiu-se uma longa guerra civil. Mas a oposição a Davi esfacelou-se depois que Abner e Is-Bosete foram assassinados. Davi condenou publicamente esses crimes.

Representantes1(versículo de 2º Samuel 5) de todas as tribos de Israel foram dizer a Davi, em Hebrom: “Somos sangue do teu sangue. No2 passado, mesmo quando Saul era rei, eras tu quem liderava Israel em suas batalhas. E o SENHOR te disse: ‘Você pastoreará o meu povo Israel, e será o seu governante’”.

Então3 todas as autoridades de Israel foram ao encontro do rei Davi em Hebrom, e ele fez um acordo com eles em Hebrom perante o SENHOR, e eles ungiram Davi rei de Israel.

O6 rei e seus soldados marcharam para Jerusalém para atacar os jebuseus que viviam lá. E os jebuseus disseram a Davi: “Você não entrará aqui! Até os cegos e os aleijados podem se defender de você”. Eles achavam que Davi não conseguiria entrar, mas7 Davi conquistou a fortaleza de Sião III, que veio a ser a cidade de Davi.

Naquele8 dia disse Davi: “Quem quiser vencer os jebuseus terá que utilizar a passagem de água para chegar àqueles cegos e aleijados, inimigos de Davi”. É por isso que dizem: “Os ‘cegos e aleijados’ não entrarão no palácio”.

Davi9 passou a morar na fortaleza e chamou-a cidade de Davi. Construiu defesas na parte interna da cidade desde os muros de arrimo. E10 foi se tornando cada vez mais poderoso, pois o SENHOR Deus dos Exércitos estava com ele.

Pouco11 depois Hirão, rei de Tiro, enviou a Davi uma delegação, que trouxe toras de cedro, e também carpinteiros e pedreiros que construíram um palácio para Davi. Então12 Davi teve certeza de que o SENHOR o confirmara como rei de Israel e que seu reino estava prosperando por amor de seu povo Israel.

Depois13 de mudar-se de Hebrom para Jerusalém, Davi tomou mais concubinas e esposas IV, e gerou mais filhos e filhas.

 

v     Para entender a história

Apesar de os assassinatos de Abner e Is-Bosete terem ocorrido sem o conhecimento de Davi, a morte dos dois limpou o caminho para que ele se tornasse rei. Davi monta o alicerce de uma nova dinastia. A conquista de Jerusalém é o primeiro passo para a instalação de uma duradoura capital política e religiosa para Israel.

 

v     Curiosidades

                                      I.     “Para Hebrom” – Hebrom foi uma boa opção para a volta de Davi a Israel. Ficava estrategicamente bem situada – no alto das colinas de Judá, a terra natal de Davi – e o povo de Hebrom tinha ajudado Davi durante os seus anos como proscrito. Foi em Hebrom que Abraão comprou, dos hititas, a caverna de Macpela para ser o túmulo da família.

                                   II.      “Abner, filho de Ner” – Abner era sobrinho de Saul e apoiou Is-Bosete como o sucessor dele. Posteriormente, os dois brigaram, e Abner mudou de lado. Mas Joabe, o comandante do exército de Davi, não confiou nos motivos de Abner e o assassinou.

                                III.     “A fortaleza de Sião” – Esta é a primeira menção à palavra Sião e refere-se à cidadela fortificada à época da conquista de Davi. O uso da palavra foi se expandindo, com o tempo, e incluiu o monte do Templo construído por Salomão, Jerusalém, como capital religiosa, a terra de Judá e, finalmente, toda a nação israelita.

                                IV.     “Davi tomou mais concubinas e esposas” – As negociações de Davi com Abner incluíram a volta de Mical, sua primeira esposa, que Saul tinha dado a um outro homem. Como filha de Saul, Mical reforçava a pretensão de Davi ao trono. Durante o exílio, Davi tomou mais duas esposas, Abigail e Ainoã. As esposas de um rei refletiam a sua posição. Entretanto, Deus havia proibido expressamente um rei de Israel de ter muitas esposas “ou o seu coração ficará desviado” (Deuteronômio 17:17).

 

- Hebrom: A moderna cidade de Haram El-Khalil fica atualmente sobre o local onde, segundo a tradição, está o túmulo de Abraão. O nome significa “terra sagrada do amigo”, porque Abraão era “o amigo de Deus”.

- A conquista de Jerusalém: A cidade que Davi tornou sua era um território neutro entre as tribos do norte e do sul. Tratava-se de uma antiga cidade cananeia chamada Jebus. A localização da cidade, num planalto cercado de profundos desfiladeiros, frustrou várias tentativas de conquistá-la feitas pelos israelitas. Por esse motivo, os jebuseus se vangloriaram dizendo que até “cegos e aleijados” podiam defender a cidade. Davi teve acesso à cidade pela galeria que trazia água de uma fonte em Giom, localizada no vale.

 

Publicada inicialmente na Grã-Bretanha em 1997 por Dorling Kindersley Ltd, 9 Herietta Street, London WC2E 8PS.

domingo, 14 de julho de 2024

Nem Acrescentar Nem Tirar


 

Deuteronômio 4:2

“Nada acrescentem às palavras que eu lhes ordeno e delas nada retirem, mas obedeçam aos mandamentos do SENHOR, o seu Deus, que eu lhes ordeno”.

 

A palavra-base para este texto foi dada no Antigo Testamento, mas, como se coaduna como o modo de ser de Jesus – que é nossa chave de interpretação das Escrituras – é válida também para hoje.

Esta mesma Palavra em Deuteronômio encontra eco no final das Escrituras, no Novo Testamento: Declaro a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhe acrescentar algo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro. Se alguém tirar alguma palavra deste livro de profecia, Deus tirará dele a sua parte na árvore da vida e na cidade santa, que são descritas neste livro (Apocalipse 22:18-19).

O apóstolo Paulo, escrevendo ao seu pupilo Timóteo, fala da utilidade das Escrituras como base inspirada para aprendizados e para nos preparar para a boa obra do Senhor: Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra (2º Timóteo 3:16-17).

E ele aconselhava que a prática da sua leitura seria salutar para a Igreja: Até a minha chegada, dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino (1º Timóteo 4:13).

E também, as Escrituras eram deveras úteis – e são ainda – diante da exposição da pregação da Palavra, pois servem de parâmetro para o que é e o que não é, como aconteceu em Bereia: Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo (Atos 17:11).

No meio cristão há, frequentemente, o hábito de acréscimos e interpolações à Palavra, ou dela é subtraído algo, ambos os casos por conveniências ou inconveniências. Quando convém ou não convém, adita-se ou subtrai-se algo.

No entanto, a Palavra é clara: não se deve acrescentar nem tirar, mas obedecer em amor e confiança!

Isso não é tirania divina, nem algo para botar medo nas pessoas. Quando não se compreende o amor de Deus, pode-se pensar em medo, mas quando se o compreende, sabe-se que o Senhor colocou a Sua Palavra para nos ensinar, sob o ponto de vista da Sua sabedoria, infinitamente maior que a nossa!

É agora, para nós, uma questão de confiar em Deus. Mesmo que haja – e há – algo que não compreendo das Escrituras, sei em Quem creio e n’Ele confio. No momento certo, o que ainda não entendo, entenderei.

Veja o que Deus nos fala sobre os Seus pensamentos e sobre os efeitos da Sua Palavra: “Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos”, declara o SENHOR. “Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos. Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para eles sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei” (Isaías 55:8-11).

Ainda, sobre os pensamentos divinos, veja a divina inspiração que Ele nos transmite: “Se acatarem a minha repreensão, eu lhes darei um espírito de sabedoria e lhes revelarei os meus pensamentos” (Provérbios 1:23).

E sobre os ensinamentos divinos e sobre se vir a conhecer a Deus: Meu filho, se você aceitar as minhas palavras e guardar no coração os meus mandamentos; se der ouvidos à sabedoria e inclinar o coração para o discernimento; se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto; se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o que é temer o SENHOR e achará o conhecimento de Deus (Provérbios 2:1-5).

Voltando a falar sobre acrescentar ou tirar algo da Palavra do Senhor, estou tocando nesse ponto, pois há práticas, especialmente das igrejas, sejam tradicionais ou novas, onde se inventam coisas sem base bíblica, ou se isola determinado ponto ou passagem, fora do seu contexto, para criar as mais malucas invencionices!

Para quem não tem o hábito de frequentar igrejas, basta zapear na TV, em canais ou programas religiosos, para se dar conta disso. Vejo coisas bizarras sendo apresentadas sob a égide da igreja, mas que em nada refletem os ensinamentos de Jesus.

Jesus mesmo falou aos religiosos do Seu tempo sobre invenções segundo tradições humanas, mas destituídas da autoridade divina: “Bem profetizou Isaías acerca de vocês, hipócritas; como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens’. Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens” (Marcos 7:6-8).

Voltando a nós e ao nosso tempo: Como evitar sermos enganados pelas invencionices, decorrentes de se acrescentar ou tirar algo das Escrituras? Simples: Fazendo como os bereanos, que citei acima, neste texto: examinando todos os dias as Escrituras. Fazendo isso, saberemos o que é real e o que é invencionice.

O problema é que, muitas vezes, temos preguiça de fazê-lo...

 

É isso. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!

Saudações,

Kurt Hilbert

domingo, 7 de julho de 2024

149 – Saul e a Médium de En-Dor (1º Samuel 28 – 31)


 

Samuel3(versículo de 1º Samuel 28) já havia morrido, e todo o Israel o havia pranteado I e sepultado em Ramá, sua cidade natal. Saul havia expulsado do país os médiuns e os que consultavam os espíritos II.

Depois4 que os filisteus se reuniram, vieram e acamparam em Suném, enquanto Saul reunia todos os israelitas e acampava em Gilboa. Quando5 Saul viu o acampamento filisteu, teve medo; ficou apavorado. Ele6 consultou o SENHOR, mas este não lhe respondeu nem por sonhos nem por Urim III nem por profetas. Então7 Saul disse aos seus auxiliares: “Procurem uma mulher que invoca espíritos, para que eu a consulte”.

Eles disseram: “Existe uma em En-Dor IV”.

Saul8 então se disfarçou, vestindo outras roupas, e foi à noite, com dois homens, até a casa da mulher. Ele disse a ela: “Invoque um espírito para mim, fazendo subir aquele cujo nome eu disser”.

A9 mulher, porém, lhe disse: “Certamente você sabe o que Saul fez. Ele eliminou os médiuns e os que consultam os espíritos da terra de Israel. Por que você está preparando uma armadilha contra mim que me levará à morte?”

Saul10 jurou-lhe pelo SENHOR: “Juro pelo nome do SENHOR que você não será punida por isso”.

“Quem11 devo fazer subir?”, perguntou a mulher.

Ele respondeu: “Samuel”.

Quando12 a mulher viu Samuel, gritou e disse a Saul: “Por que me enganaste? Tu mesmo és Saul!”

O13 rei lhe disse: “Não tenha medo. O que você está vendo?”

A mulher disse a Saul: “Vejo um ser que sobe do chão”.

Ele14 perguntou: “Qual a aparência dele?”

E disse ela: “Um ancião vestindo um manto está subindo”.

Então Saul ficou sabendo que era Samuel, inclinou-se e prostrou-se, rosto em terra.

Samuel15 perguntou a Saul: “Por que você me perturbou, fazendo-me subir?”

Respondeu Saul: “Estou muito angustiado. Os filisteus estão me atacando e Deus se afastou de mim. Ele já não responde nem por profetas nem por sonhos; por isso o chamei para dizer-me o que fazer”.

Disse16 Samuel: “Por que você me chamou, já que o SENHOR se afastou de você e se tornou seu inimigo? O17 SENHOR fez o que predisse por meu intermédio: rasgou de suas mãos o reino e o deu a seu próximo, a Davi. Porque18 você não obedeceu ao SENHOR nem executou a grande ira dele contra os amalequitas, ele lhe faz isso hoje. O19 SENHOR entregará você e o povo de Israel nas mãos dos filisteus, e amanhã você e seus filhos estarão comigo. O SENHOR também entregará o exército de Israel nas mãos dos filisteus”.

No dia seguinte, os filisteus atacaram os israelitas e os derrotaram. Jônatas e os seus irmãos foram mortos, e Saul foi gravemente ferido.

Então4(versículo de 1º Samuel 31) Saul ordenou ao seu escudeiro: “Tire sua espada e mate-me com ela, senão sofrerei a vergonha de cair nas mãos desses incircuncisos”.

Mas seu escudeiro estava apavorado e não quis fazê-lo. Saul, então, pegou a própria espada e jogou-se sobre ela. Quando5 o escudeiro viu que Saul estava morto, jogou-se também sobre sua espada e morreu com ele. De6 maneira que Saul, seus três filhos, seu escudeiro e todos os seus soldados morreram juntos naquele dia.

 

v     Para entender a história

Saul precisa de assessoria militar, mas a rejeição de Deus e a morte de Samuel deixaram-no completamente isolado. Desesperado, lança mão de uma prática que ele mesmo havia banido. O reinado de Saul termina em derrota e tragédia, e a sua esperança de uma dinastia morre com ele.

 

v     Curiosidades

                                      I.     “Israel o havia pranteado” – Samuel foi o último juiz de Israel, e os israelitas o reconheceram como um grande líder. Toda a nação o pranteou, como o fizera com Abraão, Moisés e outras grandes figuras do passado.

                                   II.      “Os médiuns e os que consultavam os espíritos” – A Lei de Moisés proíbe terminantemente a necromancia: “Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria, ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos” (Deuteronômio 18:10-11). A penalidade para a violação dessa lei era o apedrejamento até a morte.

                                III.     “Urim” – O peitoral incrustado de joias do sumo sacerdote ocultava uma bolsa. Ela ficava ao lado do coração e continha duas pedras para adivinhação chamadas Urim (maldições) e Tumim (bênçãos). O sumo sacerdote usava-as para determinar a vontade de Deus. Não se sabe ao certo como essas adivinhações funcionavam. Talvez fossem lançadas ou sorteadas cerimonialmente, mas também poderiam simplesmente dar respostas “sim” ou “não” a uma pergunta.

                                IV.     “Existe uma em En-Dor” – En-Dor (atual En-Ed) estava consignada à tribo de Manassés, mas os israelitas nunca a capturaram. Era habitada por cananeus, e isso explica por que uma médium podia ser encontrada na cidade.

 

- A última batalha de Saul: Em geral, as batalhas com os filisteus ocorriam na região montanhosa do sul, mas, dessa vez, os filisteus atacaram Israel no norte, ao longo da planície de Jezreel. Lutar em terreno plano deu uma vantagem tática aos filisteus, já que dependiam muito de suas carruagens de guerra.

- Davi na Filisteia: Davi percebeu que a única maneira de evitar um confronto com Saul era sair de Israel. Foi para a Filisteia e tornou-se mercenário a serviço do rei de Gate, que foi facilmente convencido de que Davi era agora um inimigo de Israel. Davi fingiu realizar ataques contra os israelitas, quando, na verdade, esses ataques eram dirigidos a tribos inimigas de Israel.

 

Publicada inicialmente na Grã-Bretanha em 1997 por Dorling Kindersley Ltd, 9 Herietta Street, London WC2E 8PS.

domingo, 30 de junho de 2024

O Antídoto Contra a Insensatez


 

1º Pedro 2:15

Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos.

 

É de conhecimento geral que o Estado do Rio Grande do Sul ainda se recupera das consequências das severidades climáticas que se abateram sobre a região Sul do Brasil nestes últimos dias.

É de conhecimento geral também que o País inteiro – e tantos e tantos de fora do Brasil também – se mobilizou para ajudar como era possível. Que grande demonstração de empatia, solidariedade e amor ao próximo houve!

Todavia, a “ignorância dos insensatos” também esteve presente, infelizmente! Diante de uma notícia de que alguém midiático efetuava uma doação, vinham críticas dizendo que, por divulgar essa atitude, tal pessoa estava querendo “se promover”. Ainda, em contrapartida, se não vinham notícias que outra pessoa midiática fizera uma doação, a mesma era criticada por, aparentemente, não fazer nada. Se, diante disso, tal pessoa se manifestasse – e provasse – dizendo que doara sim, que fizera sim, mas que o fizera em segredo, também era criticada por agora divulgar. Parece surreal isso, mas isso rolou nas redes sociais em profusão! Quer alguém fizesse algo, quer não fizesse, era igualmente alvo de críticas!

Foram tantos os casos em que coisas assim aconteceram!

De fato, falações sempre existiram, o que acontecia era que as pessoas não tinham redes sociais virtuais em outros tempos...

As vociferações nos dias de hoje são especialmente notáveis! E são vociferações notáveis não pela sua importância ou relevância, mas pelo barulho que fazem!

Com um notebook à sua frente, ou com um smartphone, com um celular ou por sinal de fumaça, cada qual se sente na “obrigação” de emitir opiniões sobre tudo. Bons tempos em que Raul Seixas podia cantar “prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela mesma opinião formada sobre tudo”.  Hoje o Raulzito seria chamado de “isentão”, “omisso”, sofreria lacração e seria cancelado!

Fato é que há muita ignorância e insensatez nas manifestações, tanto virtualmente quanto – se bem que menos – presencialmente. Para cada colocação sensata que se vê, se vê outra – no mínimo – dotada do oposto. Há manifestações ferinas à solta!

Na carta que o apóstolo Pedro escreve às igrejas do seu tempo, ele indica uma maneira de silenciar vociferações nefastas, manifestações estas emitidas por aqueles que ignoram e são desprovidos de sensatez. E ele diz que esta dica que ele dá “é da vontade de Deus”, significando dizer que não vem dele, Pedro, mas do Espírito Santo a inspirá-lo a escrever.

E a maneira que ele indica não é o debate ou o rebater a declaração percebida ou recebida, mas “a prática do bem”. Não precisamos falar – ou teclar – nada; basta que nos foquemos em fazer o bem – e em silêncio, de preferência!

Fazer o bem deve ser a nossa natureza!

Fazemos o bem não pelos outros necessariamente, não pelos seus supostos méritos ou merecimentos, não pelo que ou por quem são, mas por quem nós somos.

Assim, a dispensação do bem feito não é direcionada a pessoas específicas, mas a todas as que cruzam a nossa existência, sem predileções nem acepções. É o popular “fazer o bem sem olhar a quem”.

Foi assim que Jesus agiu e disse que o Pai age. Veja como Ele resume isso: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa vocês receberão? Até os publicanos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês” (Mateus 5:43-48).

Quando Ele fala que o Pai “faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos”, Ele está indicando que Deus dá a todos oportunidades e situações similares.

Assim, a vida tem coisas boas e ruins, cabendo a nós decidir como agimos e reagimos diante delas.

Agindo bem, fazendo o bem, calamos os críticos mordazes. Eles podem até continuar vociferando, mas o efeito dessa vociferação já não nos toca, pois teremos boa consciência de que estamos fazendo o certo!

 

É isso. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!

Saudações,

Kurt Hilbert

domingo, 23 de junho de 2024

148 – Davi e Abigail (1º Samuel 25)


 

Davi1(versículo de 1º Samuel 25) foi para o deserto de Maom I. Certo2 homem de Maom, que tinha seus bens na cidade de Carmelo, era muito rico. Possuía mil cabras e três mil ovelhas, as quais estavam sendo tosquiadas em Carmelo. Seu3 nome era Nabal e o nome de sua mulher era Abigail, mulher inteligente e bonita; mas seu marido, descendente de Calebe II, era rude e mau.

No4 deserto, Davi ficou sabendo que Nabal estava tosquiando as ovelhas. Por5 isso, enviou dez rapazes e lhes disse: “Levem minha mensagem a Nabal, em Carmelo, e o cumprimentem em meu nome. Digam-lhe6: ‘Longa vida para o senhor! Muita paz para o senhor e sua família! E muita prosperidade para tudo que é seu! Sei7 que você está tosquiando suas ovelhas. Quando os seus pastores estavam conosco, nós não os maltratamos, e durante todo o tempo em que estiveram em Carmelo não se perdeu nada que fosse deles. Pergunte8 a eles, e eles lhe dirão. Por isso, seja favorável, pois estamos vindo em época de festa. Por favor, dê a nós, seus servos, e a seu filho Davi o que puder’”.

Os9 rapazes foram e deram a Nabal essa mensagem, em nome de Davi. E ficaram esperando.

Nabal10 respondeu então aos servos de Davi: “Quem é Davi? Quem é esse filho de Jessé? Hoje em dia, muitos servos estão fugindo de seus senhores. Por11 que deveria eu pegar meu pão e minha água, e a carne do gado que abati para meus tosquiadores, e dá-los a homens que vêm não se sabe de onde?”

Então12, os mensageiros de Davi voltaram, e ao chegarem, relataram a ele cada uma dessas palavras. Davi13 ordenou a seus homens: “Ponham suas espadas na cintura!” Assim eles fizeram e também Davi. Cerca de quatrocentos homens acompanharam Davi, enquanto duzentos permaneceram com a bagagem.

Um14 dos servos disse a Abigail, mulher de Nabal: “Do deserto, Davi enviou mensageiros para saudar o nosso senhor, mas ele os insultou. No15 entanto, aqueles homens foram muito bons para conosco. Não nos maltrataram, e, durante todo o tempo em que estivemos com eles nos campos, nada perdemos. Dia16 e noite eles eram como um muro ao nosso redor, durante todo o tempo em que estivemos com eles cuidando de nossas ovelhas”.

Abigail nada disse a Nabal, mas agiu imediatamente. Colocou grandes quantidades de comida e vinho sobre jumentos e partiu com seus criados para tentar achar Davi.

Enquanto20 ela ia montada num jumento, encoberta pela montanha, Davi e seus soldados estavam descendo em sua direção, e ela os encontrou.

Quando23 Abigail viu Davi, desceu depressa do jumento e prostrou-se perante Davi, rosto em terra. Ela24 caiu a seus pés e disse: “Meu senhor, a culpa é toda minha. Por favor, deixa a tua serva lhe falar; ouve o que ela tem a dizer. Esqueça28, eu te suplico, a ofensa de tua serva, pois o SENHOR certamente fará um reino duradouro para ti, que travas os combates do SENHOR III. E em toda a tua vida, nenhuma culpa se ache em ti”.

Então35 Davi aceitou o que ela havia lhe trazido e disse: “Vá para sua casa em paz. Ouvi o que você disse e atenderei o seu pedido”.

Quando36 Abigail retornou a Nabal, ele estava dando um banquete em casa, como um banquete de rei. Ele estava alegre e bastante bêbado, e ela nada lhe falou até o amanhecer.  De37 manhã, quando Nabal estava sóbrio, sua mulher lhe contou todas essas coisas; ele sofreu um ataque e ficou paralisado como uma pedra. Cerca38 de dez dias depois, o SENHOR feriu a Nabal, e ele morreu.

Quando39 Davi soube que Nabal estava morto, disse: “Bendito seja o SENHOR, que defendeu a minha causa contra Nabal, por ter me tratado com desprezo. O SENHOR impediu seu servo de praticar o mal e fez com que a maldade de Nabal caísse sobre sua própria cabeça”.

Então Davi enviou uma mensagem a Abigail, pedindo-lhe que se tornasse sua mulher.

Davi43 também casou-se com Ainoã de Jezreel; e as duas foram suas mulheres. Saul44, porém, tinha dado sua filha Mical, mulher de Davi, a Paltiel, filho de Laís, de Galim.

 

v     Para entender a história

A insensatez de Nabal contrasta vivamente com a sabedoria de Abigail. Sua ação rápida salva a sua casa do desastre e evita que Davi cometa o mesmo erro de Saul: usar o seu poder para uma vingança pessoal. O comportamento e o caráter de Nabal e Saul são bastante semelhantes, e a morte súbita de Nabal prenuncia o destino de Saul.

 

v     Curiosidades

                                      I.     “O deserto de Maom” – Maom significa “refúgio”. As colinas e cavernas dessa área do deserto da Judeia forneciam inúmeros esconderijos a Davi, a quem o rei Saul perseguia e tentava matar.

                                   II.      “Nabal... descendente de Calebe” – Nabal significa “insensato”. Ele era descendente de Calebe, o herói que entrou na “terra prometida” com Josué. Calebe instalou-se em Hebron, e os seus descendentes espalharam-se pelas cidades em volta, como Maom.

                                III.     “Os combates do SENHOR” – Como era “ungido pelo SENHOR”, Davi organizava ataques contra os filisteus e creditava a Deus as suas vitórias. Mas Davi também respeitava o reinado de Saul e nunca atacou tropas israelitas.

 

- Carmelo: O nome dessa cidade da Judeia significa “jardim”. Ficava situada perto de Hebron, numa região de pastagens margeando o deserto de Maom. Saul erigiu um monumento em sua própria homenagem em Carmelo – um ato insensato que precipitou a sua queda (1º Samuel 15).

- Davi, o fugitivo: Os muitos seguidores de Davi equivaliam a um exército particular. Seus homens incluíam um sacerdote chamado Abiatar e o profeta Gade. Davi, portanto, já dispunha dos elementos básicos de um governo. Esse grupo e suas famílias dependiam do apoio dos habitantes locais, que, pela proteção de Davi, pagavam com presentes, comida e bens.


Publicada inicialmente na Grã-Bretanha em 1997 por Dorling Kindersley Ltd, 9 Herietta Street, London WC2E 8PS.

domingo, 16 de junho de 2024

Santos


 

Hebreus 12:14

Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor.

 

Se “dermos uma googlada” buscando a definição de “santo”, várias definições aparecem.

Segundo uma, é um “adjetivo que se refere à divindade, considerado sagrado; relacionado com a religião, com ritos sagrados; que recebeu canonização, passando a ser cultuado pelos fieis; que vive de acordo com as leis de Deus e da Igreja”.

Segundo outra, “o que é essencialmente puro; que tem a suma perfeição; algo que não pode ser violado ou profanado”.

Ainda segundo outra definição, “santo” é “sinônimo de bem-aventurado, ditoso, feliz; a santidade é o dom de Deus que satisfaz todas as aspirações humanas; é a plenitude da vida cristã que consiste em estar unido a Cristo, aprendendo a viver como filhos de Deus, com a graça do Espírito Santo, e a viver a perfeição da caridade”.

O Google ainda nos informa que “esta palavra é utilizada para designar algo sagrado ou para se referir a um indivíduo que foi consagrado perante outras pessoas”.

Para não irmos muito longe nesta viagem, uma última definição “googliana” para a palavra “santo”: “tradução de várias palavras gregas e hebraicas muito semelhantes que se referem, em geral, ao que é sagrado ou separado do comum”.

Esta última definição chegou muito perto da definição bíblica, apurada pelo contexto em que a palavra “santo” é apresentada: “ser santo é ser separado” (não se trata de separação matrimonial... você entendeu, não é?).

Para chegarmos a esta conclusão mais acurada, precisamos lembrar que a Bíblia cita várias passagens dizendo que Deus é santo, tais como: “Pois eu sou o SENHOR, o Deus de vocês; consagrem-se e sejam santos, porque eu sou santo” (Levítico 11:44). “Diga o seguinte a toda a comunidade de Israel: Sejam santos porque eu, o SENHOR, o Deus de vocês, sou santo” (Levítico 19:2). “Vocês serão santos para mim, porque eu, o SENHOR, sou santo, e os separei dentre os povos para serem meus” (Levítico 20:26). Nesta última citação podemos perceber, inclusive, o conceito de “separado”.

No Novo Testamento, a expressão “santos” era atribuída aos cristãos, como atesta esta saudação de Paulo em sua carta à Igreja em Éfeso: “Paulo, apóstolo de Jesus pela vontade de Deus, aos santos e fieis em Cristo Jesus que estão em Éfeso” (Efésios 1:1). Ora, esta era uma saudação não exclusiva àquela comunidade, mas, pelo contexto, podemos aferir que se atribuía a todos os irmãos em Cristo, em qualquer comunidade ou época.

Assim, ser “santo” não é um título canônico ou uma beatitude atribuída a alguém dentro de uma denominação eclesiástica, nem é uma designação diferida a alguém por homens autorizados a tal, mas é, antes, uma condição a ser buscada por cada cristão – e aqui defino “cristão” como todo aquele que orienta sua vida pelo Evangelho de Jesus Cristo.

Na Palavra usada neste texto como mote, se diz que o “ser santo” se consegue pelo “esforço”: Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos. Assim, ser “salvo” é uma condição da fé em Cristo e da graça de Deus: Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus (Efésios 2:8). Ser santo, porém, é uma questão de busca pelo esforço: Esforcem-se...  para serem santos.

E o que nos torna “santos pelo esforço”, segundo a Palavra? Viver em paz com todos.

Sim, o esforço para promovermos a paz é o esforço necessário para alcançarmos a santificação aos olhos divinos!

Isso, de certa forma, nos “separa” (lembra do conceito de “separados” acima descrito?) de grande parte da sociedade, pois, de forma geral, as pessoas não estão se esforçando pela paz, mas por suas conquistas pessoais. Assim, desta forma, somos “separados”, mas não somos “melhores” que ninguém, antes, ainda que “separados”, convivemos juntos e misturados com todos, amando a todos e sendo inclusivos com todos.

Jesus fazia alusão a isso desta forma: “Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes me odiou. Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia” (João 15:18-19). E, curiosamente, ainda que Ele dissesse que “não somos do mundo”, concomitantemente Ele dizia para “vivermos no mundo”, pois orava assim ao Pai: “Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno” (João 17:15). Assim, Jesus nos tira da dependência do mundo, mas nos diz para vivermos no mundo.

Essa aparente dicotomia divina se explica porque o Senhor diz que temos que nos misturar às pessoas, a fim de fazermos a diferença: “Vocês são o sal da terra” (Mateus 5:13). Ora, o sal num saleiro não faz a menor diferença, mas, quando misturado aos alimentos, lhes ressalta o sabor! Ainda: “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” (Mateus 5:14-16). Veja que a luz ilumina e faz toda a diferença!

Esforcem-se para viver em paz com todos, diz a Palavra. Com todos, não apenas com alguns que nos agradam!

“Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9).

Sermos agentes pacificadores, agentes da paz, esforçando-nos para isso dia a dia, santifica e purifica nosso próprio coração: Sem santidade ninguém verá o Senhor.

“Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus” (Mateus 5:8).

 

É isso. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!

Saudações,

Kurt Hilbert