Mateus
4:22
Jesus
os chamou, e eles, deixando
imediatamente seu pai e o barco, o
seguiram.
Esta passagem se dá
quando Jesus encontra alguns pescadores e os convida para que O sigam, para que
sejam Seus discípulos.
Andando à beira do mar da Galileia, Jesus viu dois irmãos:
Simão – que depois seria chamado de Pedro – e seu irmão André. Eles estavam
lançando redes ao mar, pois eram pescadores. E disse Jesus: “Sigam-me, e eu os
farei pescadores de homens”. No mesmo
instante eles deixaram suas redes e O
seguiram. Indo adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e
João, seu irmão. Eles estavam num barco com seu pai, Zebedeu, preparando as
suas redes. Jesus os chamou, e eles, deixando
imediatamente seu pai e o barco, O
seguiram (Mateus 4:18-22).
Conseguimos ver que, em
ambos os casos, seja com Simão e André, seja com Tiago e João, eles largaram
tudo imediatamente e seguiram a Jesus. Eles não titubearam, não fizeram uma
reunião de avaliação para ver se valia a pena, não levantaram prós e contras,
não tergiversaram, apenas seguiram – e imediatamente!
O chamado de Jesus não é
um chamado ao abandono de tudo, mas ao acolhimento de tudo!
Não temos que abandonar
nossa vida no sentido de largar família e trabalho, mas sim abandonar aquilo
que nos limita quanto a demonstrarmos cuidado e amor a quem anda conosco.
Quantas vezes nos
limitamos a dar atenção à esposa ou ao marido, aos filhos, aos pais, àqueles
que de nós não demandavam mais que alguns minutos de acolhimento e atenção, que
somente queriam ser ouvidos?
Quantas vezes
priorizamos o rolar de uma tela de celular ao invés de desligar uma meia hora
para olhar nos olhos de quem conosco está?
Quantas vezes estamos
tão ocupados com nossas redes virtuais, enredados com cliques e notícias que
não acrescentam nada de valor real à nossa vida?
Quantas vezes vemos o
tempo passar, sem que possamos parar para olhar as pessoas?
Quantas vezes, ao ouvir
o chamado de alguém próximo, conseguimos largar tudo e dar a atenção devida?
No nosso tempo, no
século XXI, o que se passa é o mesmo: Jesus também nos chama, e renova o
chamado a cada dia. E a cada dia nós temos que nos decidir ao seguimento. De
novo e de novo, e de novo todos os dias. Sim, pois é um renovar constante, a
cada dia é uma oportunidade completamente nova!
A cada dia se oportuniza
à nossa frente sermos de ajuda ao próximo, se oportuniza levarmos uma palavra
de alento, de ânimo, de presença e companheirismo, se oportuniza ajudarmos de
alguma forma. É a vida nos oportunizando a agirmos como Jesus agiria se aqui
estivesse pessoalmente.
Jesus nos chama a sermos
Seus discípulos, seguindo aos Seus ensinamentos e imitando os Seus exemplos,
todos eles balizados no amor.
Quando Ele chamou os
discípulos, conforme já vimos, eles deixaram o barco imediatamente e O
seguiram. Este barco pode simbolizar muitas coisas para nós hoje: nosso modo de
vida, nossas prioridades, nossas ilusões, nossos enganos, aquilo que nos toma o
tempo, não nos deixando livres para sermos quem somos... Enfim, pode simbolizar
muitas coisas às quais estamos presos.
Cada um sabe de si e
sabe onde está embarcado.
Estamos realmente
conscientes de onde estamos?
Estamos realmente
conscientes do que estamos fazendo?
Estamos sendo os
timoneiros do barco da nossa vida ou estamos assim, meio que à deriva, sendo
arrastados por toda onda ou vento de doutrinas e doutrinações, por toda onda ou
vento de impulsos e manipulações, por toda onda ou vento de qualquer coisa que
seja, menos do que é essencial?
Estamos realmente levando a vida ou estamos deixando a
vida nos levar sem rumo nem prumo?
Estamos conseguindo ver onde estamos embarcados, há quanto
tempo, e conseguimos saber se é isso mesmo o que queremos?
A pergunta que devemos
nos fazer é: Sou capaz de deixar meu barco
para seguir Jesus?
Mais uma pergunta: Quero
realmente seguir a Jesus?
Se e quando nos dermos
conta da nossa decisão de seguir a Jesus, Ele nos ajudará a desembarcarmos daquilo que não é bom e embarcarmos n’Ele, na verdadeira vida!
Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o
amor de Cristo nos acompanhem.
Saudações,
Kurt Hilbert
Nenhum comentário:
Postar um comentário