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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Completando o Tempo Natural da Vida

          Êxodo 23:26
          “Farei completar-se o tempo de duração da vida de vocês”.

          Qual é o tempo natural da vida de uma pessoa? Depende da época e do lugar em que se vive. Há hoje, no planeta, lugares em que a expectativa de vida está em pouco mais de 30 anos, como em alguns lugares da África onde a fome e a miséria grassam à solta. Há outros, como no Japão, por exemplo, onde se pode aspirar um século de vida, desde que seguindo-se alguns costumes salutares de seus habitantes mais tradicionais. Há diferenças de época também. Na Europa, onde hoje os 80 anos podem ser alcançados sem muito “trabalho”, na Idade Média a expectativa de vida beirava os 40 anos, pois as pestilências de antanho borboleteavam e tragavam as vidas humanas. Há diferenças entre os sexos também: via de regra, a mulher vive um pouco mais que o homem.
          Dia desses vi, numa revista de circulação semanal, que dentro de meio século as pessoas podem chegar a 150 anos, desde que tomando o cuidado de levar uma vida saudável.
          Mas tudo isso é bastante relativo, eu sei. Temos que nos fixar, assim, para responder a pergunta que inicia o texto, numa determinada época e num determinado lugar. Fixemo-nos, então, nos dias atuais e no Brasil. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta-nos uma expectativa de vida média por volta dos 75 anos. Quero ser generoso: vamos arbitrá-la em 80 anos. Que lhe parece? Chegar aos 80 anos pode ser uma meta razoável.
          Agora quero voltar ao ponto bíblico acima mencionado. Ele foi precedido por mais amplos ensinamentos, e os quero reproduzir, conforme Êxodo 23:25-26: Prestem culto ao SENHOR, o Deus de vocês, e ele os abençoará, dando-lhes alimento e água. Tirarei a doença do meio de vocês. Em sua terra nenhuma grávida perderá o filho, nem haverá mulher estéril. Farei completar-se o tempo de duração da vida de vocês”. Deus mostra a seu povo uma condição substancial para que sejam abençoados, tanto em alimento e água, quanto em saúde, em fertilidade e longevidade: Prestem culto ao SENHOR”. Prestar culto, hoje em dia, é separar tempo para dedicar a Deus – ir à Igreja, por exemplo. É ter uma vida de oração, é buscar a Sua Palavra, a Sua orientação, é ter uma postura de vida, em atos e palavras, de acordo com a vontade e o ensinamento de Deus, enfim, é colocar Deus verdadeiramente no ponto central da vida. Isso é prestar culto ao Senhor! E certamente haverá quem acrescente mais alguma coisa àquilo que descrevi. Ok, tudo isso é prestar culto ao Senhor.
          Assim, vemos que prestar culto ao Senhor não é pouca coisa. Mas é possível e, uma vez que estamos habituados a fazê-lo, é algo prazeroso. Aí vem a promessa de Deus descrita acima. E vem a promessa que encerra a citação, a qual quero salientar outra vez: Farei completar-se o tempo de duração da vida de vocês”.
          Completar-se o tempo de duração da vida! Chegamos ao ponto. Entendo que completar-se o tempo de vida é proporcionar à pessoa viver sua expectativa de vida – por isso falei em expectativa de vida por meio das pesquisas como a do IBGE – por completo, no mínimo. Isso quer dizer, aqui em nossa terrinha brasilis, chegar aos 80, 90 ou 100 anos. Isso quer dizer que aquele que busca a Deus full-time pode esperar o cumprimento dessa promessa – e pedir por ela. Ou não? Ou será que me equivoco? A Palavra me parece clara. O que você acha?
          Bem, euzinho aqui acho que sim. A Palavra está clara e aberta para mim neste sentido.
          O que pode subtrair esse nosso tempo natural de vida? O que pode impedir que se complete o tempo de duração da vida? Entendo que, fundamentalmente, duas coisas: acidentes e doenças.
          No primeiro caso, o dos acidentes, temos uma arma muito poderosa: pedir em nossas orações pela proteção dos anjos. Lembremo-nos do Salmo 91:11-12: Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos; com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra. Feito!
          No segundo caso, o das doenças, lembremo-nos do que já foi citado na palavra acima: Tirarei a doença do meio de vocês”. Só isso já nos deveria bastar. Mas, se não, podemos dar “uma ajudazinha” ao trabalho divino, conforme nos ensina Tiago: Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. A oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará (Tiago 5:14-15). Feito também!
          Tudo isso pode parecer muito simplista, mas garanto que não é. É simples – e não simplista – como simples é a doutrina do Senhor. Não se trata de panacéia ou pajelança, nem de “passe de mágica”, muito menos de ilusionismo ou coisa do tipo. Não se trata de “curandeirismo evangélico”. Não se trata de crendice, tampouco. Trata-se de fé. De simples e pura fé. Caso assim não fosse, o que estamos fazendo buscando a Palavra do Senhor? Temos que tomá-la com fé, no que diz respeito às coisas que ela nos ensina a fazer por obediência a essa fé, mas também no que toca às promessas oriundas dessa obediência.
          As promessas divinas existem, e nós temos o dever conosco mesmos de buscá-las.
          Para encerrar, é claro que, acima de tudo, está a vontade soberana de Deus. Alguém de hábitos de fé muito intensos pode morrer de acidente aos 25 anos, mesmo que tenha pedido pela proteção angelical. Ou pode, sim, morrer de câncer aos 40, ainda que tenha orado por saúde. Isso é da vontade de Deus – e não há nada que possamos fazer senão aceitar.
          Mas, via de regra, o Senhor nos ensina a buscarmos n’Ele tanto a proteção dos anjos quanto a saúde. A Palavra é clara. O Senhor nos ensina a buscarmos n’Ele o cumprimento de Sua promessa:  Farei completar-se o tempo de duração da vida de vocês”.
          Como lidamos com isso, bem, isso fica a critério de cada um de nós.

          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.

Saudações,
Kurt Hilbert

sábado, 24 de agosto de 2013

Talhas

João 2:7
          Disse Jesus aos serviçais: “Encham as talhas com água”. E os encheram até a borda.
                                                                

Qual a missão?
Qual a parte que me toca?
Faço tudo o que posso!
O que mais posso fazer?
          Faz simplesmente o simples!
          Não reinventa a roda,
          já redonda de rodar.
          Teu equívoco pode podar
          teu esforço, que sei que é sincero,
          dedicado e, por vezes, gigante.
          Sei que queres ao teu semelhante
          em meu seguidor transformar.
          Mas erras a mão, erras a dose, e o espantas!
Como?
          Querendo fazer meu trabalho!
          Queres fazer o que toca a mim.
Como assim?
          Qual é tua parte?
Convertê-lo a ti!
          Eis aí tua falha!
          Pedi somente que enchas a talha
          e o faças até a borda.
          O resto, deixa comigo!
          Tu, meu amigo, não podes converter a ninguém!
Não?
          Pega a água e derrama na talha...
          Pega a Palavra e derrama no coração
          do teu próximo, do teu irmão.
          E faça-o com calma, com amor...
          Ora antes e, depois, por favor,
          segue com ele o caminho.
          Eu transformo a água em vinho,
          eu faço a conversão!
          Minha parte não é encher a talha,
          não é levar a Palavra,
          essa parte é tua.
          Mas há o que não podes fazer.
O quê?
          A ninguém podes convencer!
          Cada um a si mesmo convence,
          a escolha a cada um pertence,
          sob a Palavra nele derramada.
Entendi!
Eu apenas levo a Palavra,
a coloco sob oração,
e tu tocas o coração!
          Isso! E aí, quando teu irmão
          autorizar que eu entre na alma,
          há o milagre da transformação!
          A água transforma-se em vinho
          e mais um encontra salvação!


Kurt Hilbert

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Serão poucos os salvos?

(Lucas 13:23-30)

Alguém lhe perguntou:
Senhor, serão poucos os salvos?

Ele lhes disse:
Esforcem-se para entrar pela porta estreita, porque eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. Quando o dono da casa se levantar e fechar a porta, vocês ficarão do lado de fora, batendo e pedindo: ‘Senhor, abre-nos a porta’. Ele, porém, responderá: ‘Não os conheço, nem sei de onde são vocês'.

Então vocês dirão:
‘Comemos e bebemos contigo, e ensinaste em nossas ruas’.

Mas ele responderá:
Não os conheço, nem sei de onde são vocês. Afastem-se de mim, todos vocês, que praticam o mal!
Ali haverá choro e ranger de dentes, quando vocês virem Abraão, Isaque e Jacó e todos os profetas no Reino de Deus, mas vocês excluídos.
Pessoas virão do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e ocuparão os seus lugares à mesa no Reino de Deus.
De fato, há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos.

Segundo as denominações, para alguém se tornar cristão entre os cristãos e segundo a prática dos cristãos, o indivíduo tem que cumprir com os rituais da denominação, ser batizado, frequentar um lugar chamado “igreja”, dar o dízimo como imposto de renda mensal, e aprender as doutrinas da chamada igreja. Se for fiel à denominação e aos seus chefes, pelo menos na aparência, será sempre um salvo e motivo de orgulho da igreja.

Jesus, no entanto, não fez referência sobre nada disso!

Lucas 13 nos mostra que alguém perguntou a Ele se os salvos seriam poucos.

A resposta de Jesus é dupla:
Por um lado disse, para quem vive de fazer estatísticas e contabilidade de salvos, que a salvação será muito difícil, e mandou que se esforçassem a fim de entrar pela Porta.

E mais:
Disse que aqueles que se apropriam da salvação como exclusivos, estavam perdidos, pois, não adianta dizer “comíamos e bebíamos em Tua presença e ensinavas em nossas ruas”, visto que para Deus somente uma coisa interessa: se a pessoa se entregou, ou não, totalmente a Ele.

“Nunca vos conheci”. “Apartai-vos de mim”.
Então Ele confirma que o inferno, desses que contabilizam os salvos e dos que reduzem a salvação para o grupo dos exclusivos, seria a visão final de que a salvação é para muitos.

Por isto quem deseja ser um dos poucos salvos, sofrerá choro e ranger de dentes ao ver que muitos vieram do Norte, do Sul, do Oriente, do Ocidente e entraram no banquete com Abraão, Isaque e Jacó, enquanto eles de fora estarão, posto que somente desejavam controlar a salvação, ao invés de se entregarem a ela, como o fazem o pagãos que apenas querem estar dentro, de preferência com todo mundo.

Quem quer uma pequena salvação ficará fora da tão grande salvação!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Amar a Fé!

Nós cremos que Deus existe, cremos que Deus é Onipotente. É Deus que guia a História da humanidade, é Deus que guia e orienta a minha vida. Eu não estou sujeito aos caprichos do destino, eu não estou à mercê de qualquer poder. Por vezes, temos a impressão de que a História Mundial é escrita pelo poder: pelo poder do dinheiro, pelo poder da violência ou por qualquer outro poder terrestre e que estes poderes determinam a vida da humanidade, que determinam a História e que também influenciam a minha vida – é o que pensamos. Como é bom saber: não é uma força qualquer, não é o dinheiro, ou a política nem qualquer outra coisa – é Deus! Deus influencia a minha vida, é Ele que escreve a História da humanidade, é Ele que escreve a minha História. É essa a fé que eu amo.



E também amo esta fé: nós não só acreditamos em Deus, mas cremos que este Deus Onipotente é um Deus do amor. Ele não persegue apenas um objetivo, Ele quer guiar todas as pessoas para quem tenham comunhão com Ele. Onde é que existe outro Deus como este, que não reina apenas num lugar qualquer, lá em cima, e é Onipotente? Este Deus veio até nós, através de Jesus Cristo, com toda a humildade, e deu a Sua vida por nós. Ainda eu não tinha nascido, ainda não tinha feito nada, no entanto, Ele já me amava, Ele já me amava ainda antes de eu existir.



E ainda há outra fé, que eu também amo: a fé que todos conseguem entender, pois todos conseguem compreender o Evangelho de uma forma muito simples. O Senhor Jesus não está só com os grandes, com os fortes, com os melhores, não, Ele ama, da mesma forma, os pobres, os fracos, os imperfeitos, os que são um pouco “esquisitos”, os que são um pouco marginalizados, Ele ama todos e todos da mesma maneira.



E eu também amo a fé que me dá a certeza de que o Senhor virá em breve. Continuemos a viver esta fé e a levá-la às outras pessoas.


Fonte: http://www.igrejanovaapostolica.org/site/ndice/portugus/palavra_do_ms/palavras_do_ms/view-details-id-58.htm

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Sobre a Visita do Papa

          O blog LIVRES DISCÍPULOS DE CRISTO não tem vinculação com nenhuma denominação religiosa. Quem nos lê sabe disso, pois em nosso círculo estão católicos, evangélicos, pentecostais, pessoas ligadas a outras denominações e formas de professar fé e, inclusive, pessoas que não tem ligação religiosa nenhuma. Este espaço abraça a todos, é aberto a todas as formas de pensamentos e opiniões, respeitando a diversidade e a liberdade. Esse é o espírito de Cristo, sempre inclusivo, nunca exclusivo.
          Dentro deste contexto, gostaria de comentar um pouco sobre a visita do papa Francisco, que esteve no Brasil na semana passada. Muito já se falou e se escreveu sobre isso, mas umas linhas mais não farão mal. Então, vamos lá.
          Estou entre aqueles que tiveram uma excelente impressão das palavras e atitudes do pontífice católico.
          Ele foi saudado como celebridade, mas não se portou como tal, ao contrário, reiterou várias vezes que Cristo é o centro.
          Chegou dizendo que não “trazia ouro nem prata, mas o que de mais importante lhe fora dado: Jesus Cristo”, parafraseando uma parte da fala de Pedro em Atos 3:6.
          Sempre que pode, andou num carro simples, com os vidros abertos para saudar as pessoas, pois entende que um sacerdote não deve ostentar.
          Quando utilizou a papa-móvel, o fez com os vidros laterais retirados, pois disse que não podia visitar amigos “dentro de uma caixa de vidro”.
          Nos seus pronunciamentos, utilizou palavras simples e as carregou com sentimento, como deve ser. Transpareceu verdade e sinceridade em cada colocação.
          Criticou com veemência a centralidade que o dinheiro adquiriu em todos os meios – inclusive nos religiosos – salientando que esta postura exclui as duas pontas da sociedade – as crianças e os idosos.
          Falou que a igreja não pode ficar enclausurada em seus dogmas, mas deve sair em busca das pessoas, ir ao encontro delas.
          Não se meteu em questões políticas quando questionado sobre o que achava dos protestos no país, apenas aconselhou aos jovens que “não se deixem manipular”.
          Puxou a orelha da sociedade como um todo, quando escancarou a realidade da miséria humana, falando sobre as crianças que morrem de fome. “Como alguém pode ir dormir em paz com isso?”, perguntou. É algo que todo mundo vê, mas quase ninguém faz algo. “A mi no me importa”, disse, se quem ajudasse na alimentação e na educação das crianças fossem os católicos, os protestantes ou quem quer que seja, mas importava, sim, que as crianças fossem ajudadas. E conclamou a todos para essa ajuda.
          Falou que alcançamos a Deus pela Sua graça e misericórdia, não por nossos méritos. Mas que nossos atos precisam ser coerentes com o agir de Cristo. A fé é graça divina, mas o que fazemos com ela é responsabilidade nossa. Temos responsabilidade com Deus, quando a temos com o nosso semelhante.
          Usou de senso de humor quando disse que preferia morar e conviver num local dividido por mais de quarenta pessoas no Vaticano – e não na residência papal privada –, para economizar com o psiquiatra, pois ele necessitava desse contato com gente.
          Falou que a Igreja Católica carrega erros do passado – e do presente – e que deve “estar em constante reforma”.  Aqui, um aparte meu: Fantástica essa colocação, pois a Igreja de Cristo não é a denominação A ou B, mas o conjunto de todos os cristãos que orientam sua vida pelos ensinamentos de Cristo. E, como “a Igreja é o corpo de Cristo”, é um órgão vivo, como todo o corpo o é. E, como órgão vivo, não é imutável, mas está em constante transformação buscando estar à altura de Cristo. Somos todos iguais, sujeitos a erros, e necessitamos da graça de Deus para seguirmos adiante.
          O papa mostra toda a sua humanidade e humildade, quando constantemente pede que se reze por ele. Nada de “infalibilidade papal”, e tudo de um líder humilde, que sabe de suas limitações humanas.
          Numa caminhada no Rio, em uma comunidade carente, o papa encontrou-se com um grupo de evangélicos e socializou-se com eles, rezou com eles, os abraçou – e por eles foi abraçado.
          Falou que as diferenças – religiosas ou não – devem ser sempre tratadas com respeitoso diálogo, sem preconceitos nem ódios.
          Já numa entrevista no avião, retornando a Roma, posicionou-se de forma inclusiva quando questionado sobre a questão dos homossexuais – que é um ponto delicado dentro da igreja. Simplesmente disse que “se uma pessoa homossexual busca a Deus com sinceridade, quem sou eu para condená-lo?”
          Poderia citar mais coisas, mas essas já me bastam. Relacionei, como dá para ver acima, somente pontos virtuosos do pontífice. É claro que ele também carrega falhas – como todos carregam –, mas Cristo já nos ensinou a nunca julgarmos, pois, “com a mesma medida que julgarmos, seremos julgados”.
          Eu sempre coloco uma frase, quando questionado sobre diferenças religiosas. Digo assim: “Se temos 10 pontos a tratar, possivelmente concordaremos em 6 ou 7 deles, e discordaremos em 3 ou 4. Bem, trabalhemos efusivamente os pontos concordantes, que os discordantes se resolverão com o amor e a sabedoria de Cristo”.
          Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, certamente espalhou um tiquinho do amor de Cristo entre nós. Que possamos aprender com ele e utilizá-lo.
          É isso.

Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
Saudações,
Kurt Hilbert

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Decisão

João 1:10-14
          Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne, nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus. Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.
                                                           

O que era a Palavra
no mundo estava.
Enquanto falava
o que é perfeito,
eis que tudo foi feito!
Mas quem o percebeu?
Quem o reconheceu?
Não o perceberam, não o reconheceram...
... não o receberam!
Mas (nem tudo está perdido!) alguns creram!
Foram feitos, por ele, filhos,
de ascendência sobrenatural.
Ontem carnal, hoje divino!
Há os que não o reconheceram...
Há os que não o receberam...
Qual deles decido ser?
 

Kurt Hilbert

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Passo a Passo Para Fazer Acontecer

Marcos 11:22-24
          Tenham fé em Deus. Eu lhes asseguro que se alguém disser a este monte: ‘Levante-se e atire-se no mar’, e não duvidar em seu coração, mas crer que acontecerá o que diz, assim lhe será feito. Portanto, eu lhes digo: tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim lhes sucederá”.

          Já escrevi que a Bíblia não é um manual pronto, onde basta apertar um ou dois botões e voilà. Não. Ela necessita do guia chamado Espírito Santo para nos fazer perceber seus passos. Mas, vez ou outra, ela nos indica claramente alguns passos de procedimento para realizarmos algo. E o Espírito nos fala tão claramente que ficamos boquiabertos e nos perguntamos como não vimos isso antes. Mas tudo o que o Senhor nos fala, Ele nos fala, por Sua Palavra, no momento certo.
          A passagem bíblica acima se dá no dia seguinte ao que Jesus havia “amaldiçoado uma figueira”. Aconteceu que Ele e seus discípulos passavam num certo lugar e, à beira do caminho, havia uma figueira. Jesus teve fome e pensou em comer alguns figos, mas, como não era época de figos, a figueira só continha folhas – nada de figos. Diante disso, Jesus falou à figueira que “ninguém mais comesse frutos dela”. Os discípulos ouviram aquilo. No dia seguinte, ao passarem por lá novamente, eis que a figueira estava seca. “Veja”, falaram ao Mestre, “a figueira que amaldiçoaste secou!”
          Façamos um parágrafo aparte aqui. Durante muito tempo fiquei encafifado com aquilo. Por qual motivo Jesus teria amaldiçoado a figueira, uma vez que não era tempo de figos? É claro que ela não poderia ter figos! Ele queria o quê? Coitada da figueira! A pobrezinha não tinha nada a ver com aquilo! Por que amaldiçoá-la? Mas, como Ele não dá ponto sem nó, depois de algum tempo entendi o porque. Simples: Ele queria ensinar aos seus pupilos uma lição ímpar, que eles levariam por toda a vida. E a figueirinha serviu de cobaia, por uma boa causa. Agora sim, eu havia entendido!
          Voltando, Jesus ensinou uma espécie de passo a passo para fazer as coisas acontecerem. Esse passo a passo está no versículo acima, e agora vamos destrinchá-lo.
          Primeiro passo: Ter fé em Deus. Tenham fé em Deus”. A fé é um dom do Espírito Santo, pelo qual devemos pedir em nossas orações; a fé é a certeza do que esperamos e a esperança do que ainda não vemos; sem fé é impossível agradar a Deus; a fé se dá por dar ouvidos à Palavra do Senhor; e a fé é uma prática, um exercício diário. Diário. Não anual, mensal ou semanal. Diário.
          Segundo passo: Dizer, determinar, usar a palavra. “Eu lhes asseguro que se alguém disser...” Esse é um grande “segredo”. Temos que dizer. Falar. Usar a palavra – a nossa palavra. Isaías fala que Deus executa a palavra de seus servos (Isaías 44:26). Então, temos que falar. Falar em oração. Falar a nossa oração. Jesus falou à figueira, lembra? Mas não é falar qualquer palavra. A palavra que falamos deve concordar com a Palavra de Deus. Não podemos esperar sucesso falando diferente do que é a Palavra do Senhor. Exemplo: não adianta querer falar, amaldiçoar algo ou alguém, visto que Jesus nos ensinou a nem mesmo amaldiçoar os inimigos, mas orar favoravelmente por eles. E, antes que alguém diga que Jesus amaldiçoou a pobre figueirinha, lembro que Ele teve uma intenção nobre por trás disso. Se Ele não a tivesse, não estaríamos lendo isso aqui hoje. Mas esse é o segundo passo: dizer, determinar, usar a palavra.
          Terceiro Passo: Não duvidar. “... e não duvidar em seu coração...” Dúvidas anulam o que desejamos, o que pedimos, o que falamos no segundo passo. Mas eu tenho dúvidas, alguém pode dizer. Eu também, respondo. Eu também as tenho. Mas temos que tratar de dissipá-las. Como? Pergunte-se: O que eu pedi em minhas orações, já aconteceu para alguém? Já aconteceu “na Bíblia”? Alguém já testemunhou que viveu essa experiência? O que eu pedi em minhas orações, já sucedeu para alguém em algum lugar do planeta, neste ano, neste mês, nesta semana? Se encontrarmos respostas positivas a essas perguntas, se nos dermos conta que sim, que o que pedimos já aconteceu em algum momento a alguém, então estamos começando a dissipar nossas dúvidas, percebendo que nossos pedidos podem ser possíveis para nós também. Sigamos argumentando conosco mesmos, mostrando a nós mesmos as possibilidades de concretização dos nossos pedidos. Agindo assim, sucessivamente nossas dúvidas vão desaparecendo. É um exercício. Haveria alguma coisa impossível para Deus?
          Quarto passo: Acreditar. Crer que acontecerá o que falamos nas orações. “... mas crer que acontecerá o que diz...” Feito o terceiro passo, trabalhar o quarto se torna mais fácil.  Esse passo está intimamente ligado ao quinto e último passo. Não se surpreenda com a forma como chamei o quinto passo. Você vai logo entender o porque.
          Quinto passo: Fazer de conta! Opa! Como assim, fazer de conta? Usar a imaginação? Sim. Explico: vejamos o que Jesus disse: “Portanto, eu lhes digo: tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim lhes sucederá”. Vou repetir a parte dessa citação que é a chave do quinto passo: ... já o receberam... O que é crer que já recebemos? Vamos supor que você recebeu uma boa grana. Ela não está ainda em sua conta, só cairá daqui a dois meses, mas você já tem a comprovação de que, dentro de dois meses, essa grana estará em sua conta, em suas mãos. Beleza. O que você faz? É prudente que você não saia por aí comprando antecipadamente, mas seguramente você se pegará várias vezes por dia pensando, fantasiando, imaginando as coisas que você estará fazendo daqui a dois meses. Vai dizer que não?! Mesmo que esses dois meses ainda estejam “no futuro”, na sua imaginação esse “futuro” já estará bem “presente”. É como se fosse agora! Você estará agindo mentalmente como se já o tivesse. É isso. Isso é o que Jesus dizia com “creiam que já o receberam”. E a promessa d’Ele: “E assim lhes sucederá”. Eu fico pensando aqui que Deus, antes de criar o Universo, “imaginou” como ele seria... e assim sucedeu!
          Outro parágrafo aparte. Desculpe ter usado o exemplo da “grana que você poderia receber”. Evidentemente, o ensinamento-mor de Jesus não é materialista. Jesus falava de coisas muito superiores às simples coisas materiais, ainda que Ele não excluísse as coisas materiais, afinal, usando a metáfora do monte – “... se alguém disser a este monte: ‘Levante-se e atire-se no mar’...” – Ele se referia tanto a “montes” espirituais como a materiais. Jesus, nos dando esse ensinamento, nele incluía coisas de todas as ordens. Eu usei o exemplo da grana, pois certamente atiçaria mais facilmente a sua imaginação. Mas nós podemos – e devemos – incluir nas nossas orações primordialmente nossos pedidos por amor, paz, perdão, harmonia, fé, alegria, força, etc. Que tenhamos montes disto! E também por saúde, trabalho, prosperidade, afinal, não há nada de errado com isso também. Mas, por favor, tenhamos o cuidado que priorizar o que realmente é mais importante. Feito esse aparte, concluo.
          Vamos recapitular os passos: TER FÉ, FALAR, NÃO DUVIDAR, CRER, AGIR COMO SE JÁ TIVÉSSEMOS. Nossa oração deve conter esses elementos. Nossa vida deve conter esses elementos. Esse é o passo a passo para fazer acontecer.
          E, por favor, sempre agradeçamos por tudo. O agradecimento é a chave para o coração de Deus. Certa vez li nalgum lugar que, se tivéssemos verdadeira e íntima ligação com Deus, nem precisaríamos pedir nada, somente agradeceríamos pelo que sabemos que já temos... Talvez um dia cheguemos a esse nível. Por hora, façamos o passo a passo completo.
          Gostaria de colocar mais uma vez, no parágrafo final, a sentença completa que Jesus ensinou, que é para nos lembrarmos dela sempre.
          Tenham fé em Deus. Eu lhes asseguro que se alguém disser a este monte: ‘Levante-se e atire-se no mar’, e não duvidar em seu coração, mas crer que acontecerá o que diz, assim lhe será feito. Portanto, eu lhes digo: tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim lhes sucederá”.

          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.

Saudações,
Kurt Hilbert

sábado, 13 de julho de 2013

Coragem

Atos 23:11
          Na noite seguinte o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: “Coragem! Assim como você testemunhou a meu respeito em Jerusalém, deverá testemunhar também em Roma”.
                                                                 
Coragem não é ausência de medo,
coragem é agir apesar do medo.
Coragem é sentir que Cristo está ao lado.
Coragem é permitir ser impulsionado.
É decidir que todo caminho leva a Roma,
quando Roma é o destino.
É escolher o caminho que se precisa,
mesmo que seja impreciso.
É ser Seu testemunho,
é cerrar o punho,
é ir em frente,
é enfrentar a oportunidade... e aproveitá-la.
Coragem é postura,
é não paralisar.
É ousadia, é valentia, é bravura,
é intrepidez, é atrevimento, é denodo,
é simplesmente ir...
É a força na fraqueza.
É ter-se certeza
de saber-se parte de Deus!
 

Kurt Hilbert

sábado, 6 de julho de 2013

Sobre a Bíblia (Para Iniciantes)

II Timóteo 3:16-17
          Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.

          As linhas que seguem abaixo são para aqueles que estão iniciando suas leituras e estudos bíblicos. São para aqueles que se depararão com dúvidas, angústias, questionamentos – o que é normal e muito comum. As linhas a seguir não dissiparão nada disso – isso se dissipará com o tempo –, mas podem ajudar um pouco. E, seguramente, serão encontradas, nas viagens pelas páginas bíblicas, em muito maior quantidade, fé, amor, alegria, paz, etc.  
          A Bíblia é um livro que nos oferece, dentro de suas pontuais diferenças, a oportunidade de escolha. Em que pese as características citadas, também nos oferece luz, sabedoria, elevação, destemor e a oportunidade de viver o amor de Deus ensinado por Cristo. Ela é um livro que nos oportuniza exercer o livre arbítrio, fazer as escolhas apropriadas a quem queremos ser. Podemos escolher entre o Deus algumas vezes apresentado como encolerizado, vingativo e destruidor do Antigo Testamento e o Deus apresentado pelo Filho, compassivo e cheio de amor. Podemos escolher agir pelo medo da danação eterna (inferno, demônio, castigo no lago de enxofre, etc.), ou agir sem medo disso, mas pelo puro e simples amor descrito pelo Filho e poetizado por Paulo em I Coríntios 13.
          Ademais, Deus não se manifesta “por completo”, pois aí não seria mais necessária a fé e o “jogo da vida” relativa acabaria. Do mesmo modo, as Escrituras. Há contradições, contrapontos, partes incoerentes, para que cresçamos e aprendamos a escolher, a discernir. Há aí também um pouco de “joio no meio do trigo”, para que possamos aprender a identificar e agir sob a ótica do ensinamento do amor de Cristo.
          Ao lermos as Escrituras, podemos e devemos “filtrar” o que nos “serve” para aquele momento, usando como filtro e prova o amor ensinado por Cristo, um amor incondicional, uma espécie de “ética cristã”. Em Mateus 22:37-40, Ele mesmo ensina que as Escrituras dependem dos mandamentos másteres, os do amor: Respondeu Jesus: “‘Ame o SENHOR, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. O segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”.
          Alguns poderiam dizer que isso seria conveniência, comodidade e certa indução. Refuto essa afirmação com base nas próprias Escrituras. Uso como exemplo o texto de Hebreus 2:11-13, que diz: Ora, tanto o que santifica quanto os que são santificados provém de um só. Por isso Jesus não se envergonha de chamá-los irmãos. Ele diz: “Proclamarei o teu nome a meus irmãos; na assembléia te louvarei”(*). E também: “Nele porei a minha confiança”(**). Novamente diz: “Aqui estou eu com os filhos que Deus me deu”(***). A primeira citação(*) é do Salmo 22:22, a segunda(**) de Isaías 8:17 e a terceira(***) de Isaías 8:18, textos aparentemente desconexos entre si – pelo menos entre o Salmo e os escritos pelo profeta –, tanto em que pese a época em que foram escritos quanto ao teor, mas que o escritor aos Hebreus justapõe para dar veracidade e coerência ao seu pensamento. São passagens pinçadas que, ordenadas segundo o ponto de vista do escritor, conferem autenticidade à sua afirmação. A Bíblia, especialmente no Novo Testamento, usa desse subterfúgio, plenamente válido.
          Por que não poderíamos nós usar?
          As Escrituras são também um exercício de inteligência, interpretação e revelação pessoal. É o perguntar-se: “O que isto significa para mim agora? O que Deus está querendo me falar, me ensinar, me mostrar, neste momento e aqui?”
          As Escrituras mostram situações “boas” e “ruins”, pessoas e povos com “acertos” e “erros”. Penso que devemos avaliar o “certo” e o “errado” sempre à luz de Cristo, na sua “lei de amor a Deus e ao próximo”.
          A Bíblia não é simplesmente uma fórmula pronta, mas ela mesma, por seus “erros” e “incongruências”, nos dá a oportunidade de evoluirmos à luz de Deus. Nesse contexto, faz sentido o “livre arbítrio” que Deus nos deu, tão propagado no meio cristão. Quando falo em “erros”, refiro-me, logicamente, a erros historicamente comprováveis; não estou dizendo que o Espírito “errou” ao inspirar o texto, obviamente, mas que o ser humano que segurou a pena sobre o pergaminho – para usar uma figura de linguagem – pode ter cometido seus equívocos.
          Aprender a ver o intento de um escritor nalguma afirmação é útil. Isso faz com que não usemos a “Palavra de Deus” para condenar o nosso semelhante, por suas inclinações ou escolhas pessoais.
          Se nos aproximarmos da Bíblia para encontrarmos erros, encontraremos. Deus, em Sua infinita sabedoria, deixou essa brecha aberta, se por ela quisermos entrar. Porém, se quisermos encontrar na Bíblia o alimento eterno para nossa alma, também o encontraremos, e em maior quantidade, quanto mais por ele buscarmos. Deus, de novo em Sua infinita sabedoria, deixou escancarada essa porta para por ela entrarmos e O encontrarmos. Tudo depende com qual intuito nos aproximamos das Escrituras.
          Ainda uma última coisinha: façamos a experiência de ler e estudar a Bíblia. Nos surpreenderemos!

          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
Saudações,
Kurt Hilbert