Pesquisar neste blog

domingo, 27 de setembro de 2026

Um Evangelho Único – Capítulo 10

 


          A cura de um paralítico em Cafarnaum (Mateus 9:1-8; Marcos 2:1-12; Lucas 5:17-26)

          Entrando Jesus num barco, atravessou o mar e foi para a sua própria cidade.

          Poucos dias depois, tendo Jesus entrado novamente em Cafarnaum, o povo ouviu falar que ele estava em casa. Então muita gente se reuniu ali, de forma que não havia lugar nem junto à porta; e ele lhes pregava a palavra.

          Certo dia, quando ele ensinava, estavam sentados ali fariseus e mestres da lei, procedentes de todos os povoados da Galileia, da Judeia e de Jerusalém. E o poder do Senhor estava com ele para curar os doentes.

          Vieram alguns homens, trazendo-lhe um paralítico, carregado por quatro deles, e tentaram fazê-lo entrar na casa, para colocá-lo diante de Jesus. Não conseguindo fazer isso, por causa da multidão, subiram ao terraço, removeram parte da cobertura do lugar onde Jesus estava e, através de uma abertura no teto, baixaram a maca em que estava deitado o paralítico, até o meio da multidão, bem em frente de Jesus.

          Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico:

          “Tenha bom ânimo, filho; os seus pecados estão perdoados”.

          Estavam sentados ali alguns fariseus e mestres da lei, raciocinando em seu íntimo, e começaram a pensar e disseram a si mesmos:

          “Por que esse homem fala assim? Este homem está blasfemando! Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus?”

          Jesus percebeu logo em seu espírito que era isso que eles estavam pensando e, conhecendo seus pensamentos, sabendo o que eles estavam pensando, perguntou e lhes disse:

          “Por que vocês estão remoendo essas coisas em seus corações e pensando assim? Por que vocês pensam maldosamente? Que é mais fácil dizer ao paralítico: ‘Os seus pecados estão perdoados’, ou: ‘Levante-se, pegue a sua maca e ande’? Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados – disse ao paralítico – eu lhe digo: Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”.

          Imediatamente ele se levantou na frente deles, pegou a maca em que estivera deitado e saiu à vista de todos, e foi para casa louvando a Deus.

          Vendo isso, a multidão ficou cheia de temor, ficaram atônitos e glorificaram a Deus, que dera tal autoridade aos homens, e, cheios de temor, diziam:

          “Nunca vimos nada igual! Hoje vimos coisas extraordinárias!”

 

          A vocação de Mateus (Mateus 9:9; Marcos 2:13-14; Lucas 5:27-28)

          Jesus saiu outra vez para beira-mar. Uma grande multidão aproximou-se, e ele começou a ensiná-los.

          Depois disso, Jesus saiu e, passando por ali, viu um publicano chamado Levi (Mateus), filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe:

          “Siga-me”.

          Mateus levantou-se, deixou tudo e o seguiu.

 

          Jesus come com pecadores (Mateus 9:10-13; Marcos 2:15-17; Lucas 5:29-32)

          Então Levi ofereceu um grande banquete a Jesus em sua casa. Estando Jesus na casa de Levi, durante a refeição foram comer com ele e seus discípulos muitos publicanos e “pecadores” e outras pessoas, pois havia muitos que o seguiam.

          Vendo isso, os fariseus e aqueles mestres da lei que eram da mesma facção queixaram-se aos discípulos de Jesus e perguntaram:

          “Por que vocês e o mestre de vocês comem com publicanos e ‘pecadores’?”

          Ouvindo isso, Jesus lhes respondeu e disse:

          “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Vão aprender o que significa isto: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’. Pois eu não vim para chamar justos, mas pecadores ao arrependimento”.

 

          Sobre o jejum (Mateus 9:14-17; Marcos 2:18-22; Lucas 5:33-39)

          Os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Então algumas pessoas e os discípulos de João vieram perguntar-lhe:

          “Por que nós jejuamos e oramos frequentemente, bem como os fariseus e os seus discípulos, mas os teus discípulos não; vivem comendo e bebendo?”

          Jesus respondeu:

          “Como podem os convidados do noivo ficar de luto e jejuar enquanto o noivo está com eles? Não podem, enquanto o têm consigo. Mas virão dias quando o noivo lhes será tirado; então, nesse tempo e naqueles dias, jejuarão”.

          Então lhes contou esta parábola:

          “Ninguém tira remendo de roupa nova e costura em roupa velha, pois o remendo forçará a roupa, tornando pior o rasgo; se o fizer, estragará a roupa nova, além de que o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em vasilhas de couro velhas; se o fizer, o vinho novo rebentará as vasilhas, se derramará e tanto o vinho quanto as vasilhas se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em vasilhas de couro novas; e ambos se conservam. E ninguém, depois de beber o vinho velho, prefere o novo, pois diz: ‘O vinho velho é melhor!’”


(uma livre adaptação, usando como base os textos da tradução bíblica NVI – Nova Versão Internacional)


Nenhum comentário:

Postar um comentário