Finalizei o mês de novembro e estou
passando dezembro no hospital, acompanhando a internação do meu pai no Arcanjo
São Miguel, aqui em Gramado.
Revezo-me com minha irmã nestes
cuidados, e sempre aparece uma mãozinha pra ajudar aqui e ali, nalguma coisa.
Hoje, quando posto este texto aqui no
Blog, meu pai segue internado, já com perspectiva de alta para os próximos dias.
Mas não somos os únicos a viverem
esta situação neste ambiente de recuperação da saúde. Outros também seguem
internados, ou acompanham familiares internados. Ou, ainda, são profissionais
da área de saúde que passam as comemorações de Natal e Ano Novo cercados pelas
paredes hospitalares, rodeados de equipamentos médicos, colegas de trabalho,
internados e seus acompanhantes.
Na nossa cidade, já desde há muito,
festeja-se o Natal num período de quase três meses, de finais de outubro a
meados de janeiro: é o Natal Luz. A cidade toda se ilumina e se enfeita,
promove eventos e festividades com motivos natalinos, é uma atmosfera que
envolve grande parte da comunidade e turistas – e é um show business também, não há como não mencionar.
O Hospital Arcanjo São Miguel está
incrustado numa colina, entre as árvores, e proporciona uma vista de parte do
centro da cidade, onde cintilam as luzes natalinas. Vendo isso, me tocou
especialmente a situação daqueles que passam os dias no nosocômio, sejam
enfermos, familiares ou profissionais – equipe médica, de enfermagem, equipe de
limpeza, copa/cozinha, manutenção, administração.
Todos lá estão com suas
particularidades, sejam profissionais, sejam pela convalescença direta ou
indireta. Além dos profissionais da área, que podem estar com seus familiares,
se não nos dias da festividade, mas em suas vésperas ou logo após, há
especialmente os doentes, muitos deles que ficam lá por longos dias, buscando
sua recuperação. Há aqueles que têm ao seu lado a esposa, o marido, um filho,
uma filha, irmãos ou netos, ou amigos e vizinhos, mas há aqueles que estão lá
sozinhos, tendo por companhia seus “colegas” de camas e os que os atendem; mas
nada nem ninguém têm de familiares, às vezes nem mesmo um amigo que os visite.
São corações especialmente solitários e frágeis nesta época, e que necessitam
ainda de mais cuidados e carinhos emocionais.
Se não pudermos nos fazer presentes
em ambientes hospitalares nestes dias de festas, que ao menos possamos elevar
uma prece por todos eles e cada um e uma, pois o Senhor dá Seu jeitinho de
tocar as almas mais carentes, e o anúncio do Natal de Seu Filho pode chegar de
modos incompreensíveis a nós e tocar o sentimento de cada humano enfermo ou
cuidador de quem enfermo está.
Lembro de uma frase tocante de Jesus:
“Não são os que têm saúde que precisam de
médico, mas sim os doentes” (Mateus 9:12).
Que o Médico dos médicos visite cada
um que necessita do Seu toque curador, e que um Feliz Natal possa se tornar
realidade a todos!
Que 2022 venha repleto de saúde e bênçãos,
é o meu pedido de Natal!
Kurt Hilbert
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