1º
Timóteo 4:10
Se trabalhamos e lutamos
é porque temos colocado a nossa esperança
no Deus vivo, o Salvador de todos os homens,
especialmente dos que creem.
Nesta carta dirigida ao
seu pupilo Timóteo – e em especial neste versículo –, o apóstolo Paulo fala de
si, fala também dos demais apóstolos de Jesus, seus colegas de missão
apostólica, daqueles que haviam sido designados e enviados a ajudar a fomentar
o crescimento das comunidades que haviam sido fundadas e, por tabela, ele fala
de todos aqueles irmãos e irmãs daquele tempo que, de alguma forma, faziam algo
pela divulgação do Evangelho, para que mais pessoas cressem e aderissem.
Da mesma forma, esta
Palavra chega a nós, tendo o mesmo sentido, falando também para nós. E não se
dirige somente àqueles que têm a tarefa “formal”, por assim dizer, de anunciar
o Evangelho, mas também a todos aqueles que creem e decidem contribuir para
essa difusão.
Entre esses “informais”
eu me incluo, e podem ser incluídos todos aqueles que foram tocados pela graça
do Senhor e decidem colaborar neste mesmo intuito.
Todos nós – quem quer que
seja –, para fazermos algo neste sentido, temos que ter esperança em algo. Aqui,
no caso, há a esperança de que a mensagem alcance quem a lê e possa, de alguma
forma, ajudar quem a lê.
Mas, assim como Paulo diz
a Timóteo, também a minha esperança não está em mim mesmo como divulgador; a esperança
não está em minha capacidade escritora, argumentativa e persuasiva. De mim
mesmo sei que não poderia fazer nada. Não sou eu quem “transforma a água em
vinho”.
E, por falar em “transformar
água em vinho” – que foi o primeiro milagre registrado de Jesus –, deixe-me trazer
uma visão ilustrativa a este respeito.
Primeiro, no entanto,
vamos relembrar o texto de João 2:1-11, que traz esta história:
No terceiro dia houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus
estava ali; Jesus e seus discípulos também haviam sido convidados para o
casamento. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais
vinho”.
Respondeu Jesus: “Que temos nós em comum, mulher? A minha hora ainda não
chegou”.
Sua mãe disse aos serviçais: “Façam tudo o que ele lhes mandar”.
Ali perto havia seis potes de pedra, do tipo usado pelos judeus para as
purificações cerimoniais; em cada pote cabiam entre oitenta e cento e vinte
litros.
Disse Jesus aos serviçais: “Encham os potes com água”. E os encheram até
a borda.
Então lhes disse: “Agora,
levem um pouco ao encarregado da festa”.
Eles assim fizeram, e o encarregado da festa provou a água que fora
transformada em vinho, sem saber de onde este viera, embora o soubessem os
serviçais que haviam tirado a água. Então chamou o noivo e disse: “Todos servem
primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o
vinho inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora”.
Este sinal miraculoso,
em Caná da Galileia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua
glória, e os seus discípulos creram nele.
Pois bem, agora vamos à
visão ilustrativa a respeito desta história: O que aprendo com esta passagem? Muitos,
ao pregarem o Evangelho a alguém – seja no púlpito, seja numa visita familiar,
seja num encontro fortuito –, desejam convencer as pessoas a crerem. Muitos desejam,
usando argumentos persuasivos e convincentes, fazer com que o outro saia desse
encontro convicto, transformado – ou convertido – de um antigo descrente para
um novo crente. Ao tentarem fazer isso, muitas vezes forçam a barra, tornam-se
imponentes e inoportunos e, não raras vezes, tornam-se inconvenientes,
despertando repulsa em quem ouve. Mas não é isso que aprendo neste milagre de
Jesus. O que aprendo é o seguinte: Tal qual os serviçais, minha tarefa é apenas
encher os potes de água. Espiritualmente falando, minha tarefa é apenas compartilhar
o Evangelho, fazendo-o chegar a quem o ouve ou lê. Não é minha tarefa
transformar a água em vinho, isto é, convencer. Transformar a água em vinho, convencer
e promover a conversão, é trabalho de Jesus Cristo por intermédio do Seu Santo
Espírito, a tocar o pote/coração daquela pessoa. Isso Ele faz em cima da
Palavra/Evangelho que compartilho. O milagre quem faz não sou eu – é Jesus. A
mim é dado o privilégio de participar do processo.
Então, para concluir, também
posso dizer como Paulo diz, que aí está a minha esperança: no Deus vivo, o Salvador de todos os homens, especialmente
dos que creem.
Assim, trabalhar no
Evangelho é um privilégio!
E é um trabalho que não
é trabalho, antes, é um ato voluntário, altruísta e uma força interior que me move!
E eu o faço com alegria
e uma incontrolável impulsão que, sei, só pode vir do Espírito do Senhor!
Tudo vem do Senhor,
graças a Deus!
“Eu sou a videira; vocês
são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto;
pois sem mim vocês não podem fazer coisa
alguma” (João 15:5).
Por ora é isso.
Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!
Saudações,
Kurt Hilbert

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