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domingo, 18 de janeiro de 2026

O Trabalho no Evangelho


 

1º Timóteo 4:10

Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo, o Salvador de todos os homens, especialmente dos que creem.

 

Nesta carta dirigida ao seu pupilo Timóteo – e em especial neste versículo –, o apóstolo Paulo fala de si, fala também dos demais apóstolos de Jesus, seus colegas de missão apostólica, daqueles que haviam sido designados e enviados a ajudar a fomentar o crescimento das comunidades que haviam sido fundadas e, por tabela, ele fala de todos aqueles irmãos e irmãs daquele tempo que, de alguma forma, faziam algo pela divulgação do Evangelho, para que mais pessoas cressem e aderissem.

Da mesma forma, esta Palavra chega a nós, tendo o mesmo sentido, falando também para nós. E não se dirige somente àqueles que têm a tarefa “formal”, por assim dizer, de anunciar o Evangelho, mas também a todos aqueles que creem e decidem contribuir para essa difusão.

Entre esses “informais” eu me incluo, e podem ser incluídos todos aqueles que foram tocados pela graça do Senhor e decidem colaborar neste mesmo intuito.

Todos nós – quem quer que seja –, para fazermos algo neste sentido, temos que ter esperança em algo. Aqui, no caso, há a esperança de que a mensagem alcance quem a lê e possa, de alguma forma, ajudar quem a lê.

Mas, assim como Paulo diz a Timóteo, também a minha esperança não está em mim mesmo como divulgador; a esperança não está em minha capacidade escritora, argumentativa e persuasiva. De mim mesmo sei que não poderia fazer nada. Não sou eu quem “transforma a água em vinho”.

E, por falar em “transformar água em vinho” – que foi o primeiro milagre registrado de Jesus –, deixe-me trazer uma visão ilustrativa a este respeito.

Primeiro, no entanto, vamos relembrar o texto de João 2:1-11, que traz esta história:

No terceiro dia houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava ali; Jesus e seus discípulos também haviam sido convidados para o casamento. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.

Respondeu Jesus: “Que temos nós em comum, mulher? A minha hora ainda não chegou”.

Sua mãe disse aos serviçais: “Façam tudo o que ele lhes mandar”.

Ali perto havia seis potes de pedra, do tipo usado pelos judeus para as purificações cerimoniais; em cada pote cabiam entre oitenta e cento e vinte litros.

Disse Jesus aos serviçais: “Encham os potes com água”. E os encheram até a borda.

Então lhes disse: “Agora, levem um pouco ao encarregado da festa”.

Eles assim fizeram, e o encarregado da festa provou a água que fora transformada em vinho, sem saber de onde este viera, embora o soubessem os serviçais que haviam tirado a água. Então chamou o noivo e disse: “Todos servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora”.

Este sinal miraculoso, em Caná da Galileia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele.

Pois bem, agora vamos à visão ilustrativa a respeito desta história: O que aprendo com esta passagem? Muitos, ao pregarem o Evangelho a alguém – seja no púlpito, seja numa visita familiar, seja num encontro fortuito –, desejam convencer as pessoas a crerem. Muitos desejam, usando argumentos persuasivos e convincentes, fazer com que o outro saia desse encontro convicto, transformado – ou convertido – de um antigo descrente para um novo crente. Ao tentarem fazer isso, muitas vezes forçam a barra, tornam-se imponentes e inoportunos e, não raras vezes, tornam-se inconvenientes, despertando repulsa em quem ouve. Mas não é isso que aprendo neste milagre de Jesus. O que aprendo é o seguinte: Tal qual os serviçais, minha tarefa é apenas encher os potes de água. Espiritualmente falando, minha tarefa é apenas compartilhar o Evangelho, fazendo-o chegar a quem o ouve ou lê. Não é minha tarefa transformar a água em vinho, isto é, convencer. Transformar a água em vinho, convencer e promover a conversão, é trabalho de Jesus Cristo por intermédio do Seu Santo Espírito, a tocar o pote/coração daquela pessoa. Isso Ele faz em cima da Palavra/Evangelho que compartilho. O milagre quem faz não sou eu – é Jesus. A mim é dado o privilégio de participar do processo.

Então, para concluir, também posso dizer como Paulo diz, que aí está a minha esperança: no Deus vivo, o Salvador de todos os homens, especialmente dos que creem.

Assim, trabalhar no Evangelho é um privilégio!

E é um trabalho que não é trabalho, antes, é um ato voluntário, altruísta e uma força interior que me move!

E eu o faço com alegria e uma incontrolável impulsão que, sei, só pode vir do Espírito do Senhor!

Tudo vem do Senhor, graças a Deus!

“Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma (João 15:5).

 

Por ora é isso.

Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!

Saudações,

Kurt Hilbert

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