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domingo, 31 de agosto de 2025

178 – Os Dias do Purim (Ester 3 – 7)


 

O1(versículo de Ester 3) rei Xerxes honrou a Hamã, filho de Hamedata, descendente de Agague I, promovendo-o e dando-lhe uma posição mais elevada do que a de todos os demais nobres. Todos2 os oficiais do palácio real curvavam-se e prostravam-se diante de Hamã.

Quando5 Hamã viu que Mardoqueu não se curvava nem se prostrava, ficou muito irado. Contudo6, sabendo quem era o povo de Mardoqueu, achou que não bastava matá-lo. Em vez disso, Hamã procurou uma forma de exterminar todos os judeus, o povo de Mardoqueu, em todo o império de Xerxes.

No7 primeiro mês do décimo segundo ano do reinado do rei Xerxes, no mês de nisã(*) II, lançaram o pur III, isto é, a sorte, na presença de Hamã para escolher um dia e um mês para executar o plano, e foi sorteado o décimo segundo mês, o mês de adar(**).

Hamã disse ao rei que alguns de seus súditos não estavam obedecendo às leis e pediu que ele divulgasse um decreto para saqueá-los e matá-los. Xerxes concordou e deu a Hamã o seu selo real. O edito foi postado para todo o império. Quando Mardoqueu soube da notícia, mandou que Ester implorasse misericórdia junto ao rei.

Ester1(versículo de Ester 5) vestiu seus trajes de rainha e colocou-se no pátio interno do palácio, em frente ao salão do rei. O rei estava no trono, de frente para a entrada. Quando2 viu a rainha Ester ali no pátio, estendeu-lhe o cetro de ouro IV que tinha na mão. Ester aproximou-se e tocou a ponta do cetro.

E3 o rei lhe perguntou: “Que há, rainha Ester? Qual é o seu pedido?”

E7 Ester respondeu: “Este é o meu pedido e o meu desejo: Se8 o rei tem consideração por mim, e se lhe agrada atender e conceder o meu pedido, que o rei e Hamã venham amanhã ao banquete que lhes prepararei. Então responderei à pergunta do rei”.

Naquele9 dia Hamã saiu alegre e contente. Mas, ficou furioso quando viu que Mardoqueu, que estava junto à porta do palácio real, não se levantou nem mostrou respeito em sua presença.

Então14 Zeres, sua mulher, e todos os seus amigos lhe sugeriram: “Mande fazer uma forca, de mais de vinte metros de altura, e logo pela manhã peça ao rei que Mardoqueu seja enforcado nela. Assim você poderá acompanhar o rei ao jantar e alegrar-se”. A sugestão agradou Hamã, e ele mandou fazer a forca.

Naquela noite, o rei não conseguiu dormir o ordenou que lhe fosse lido o livro dos registros. Ele descobriu que Mardoqueu não fora recompensado por ter salvo a sua vida; no dia seguinte, portanto, mandou que o vestissem com roupas reais e o fizessem desfilar pelas ruas, o que frustrou o plano de Hamã de pedir o seu enforcamento.

Então1(versículo de Ester 7) o rei e Hamã foram ao banquete com a rainha Ester e2, enquanto estavam bebendo vinho, o rei perguntou de novo: “Rainha Ester, qual é o seu pedido? Você será atendida. Qual o seu desejo?”

Então3 a rainha Ester respondeu: “Se posso contar com o favor do rei, e se isto lhe agrada, poupe a minha vida e a vida do meu povo; este é o meu pedido e o meu desejo. Pois4 eu e meu povo fomos vendidos para destruição, morte e aniquilação. Se apenas tivéssemos sido vendidos como escravos e escravas, eu teria ficado em silêncio, porque nenhuma aflição como essa justificaria perturbar o rei”.

O5 rei Xerxes perguntou à rainha Ester: “Quem se atreveu a uma coisa dessas? Onde está ele?”

Respondeu6 Ester: “O adversário e inimigo é Hamã, esse perverso”.

Diante disso, Hamã ficou apavorado na presença do rei e da rainha.

Alguns8 oficiais cobriram o rosto de Hamã. E9 um deles, chamado Harbona, que estava a serviço do rei, disse: “Há uma forca de mais de vinte metros de altura junto à casa de Hamã, que ele fez para Mardoqueu, que intercedeu pela vida do rei”.

Então o rei ordenou: “Enforquem-no nela!”

Assim10 Hamã morreu na forca que tinha preparado para Mardoqueu.

Um segundo decreto foi emitido portando o selo do rei. Ele permitiu aos judeus se defenderem contra o ataque que havia sido decretado anteriormente e destruir os seus inimigos. Ajudados por oficiais do rei, os judeus eliminaram todos aqueles que agiram baseados no decreto de Hamã.

 

v     Para entender a história

O livro de Ester é o único da Bíblia que não se refere a diretamente a Deus pelo nome, mas os acontecimentos da história mostram a divina providência em ação. A elevação de Ester à posição de rainha e o papel de Mardoqueu, revelando a trama contra o rei, deixam os dois numa posição favorável para poderem frustrar o plano de Hamã que, por pura inveja pessoal e orgulho ferido, queria exterminar os judeus.

 

v     Curiosidades

                                     I.     “Hamã, filho de Hamedata, descendente de Agague” – Agague foi o rei amalequita morto pelo profeta Samuel (1º Samuel cap. 15). Os amalequitas e os israelitas tinham sido inimigos ferozes na época do Êxodo. No reinado de Ezequias, os amalequitas foram derrotados pela tribo de Simeão e ficaram sem suas terras (1º Crônicas 4:39-43). Desde então, tornaram-se uma nação de despossuídos. A descendência amalequita de Hamã é uma das explicações do seu ódio pelos judeus.

                                  II.     “Mês de nisã” – Os diários da corte persa eram redigidos no nisã, o primeiro mês do ano deles. Os persas eram supersticiosos e acreditavam no destino. Portanto, as datas de determinadas ocasiões eram definidas através de vários métodos de adivinhação.

                               III.     “Lançaram o pur” – A palavra “pur” aparece em um dado da época do reinado assírio de Salmaneser III (858 – 824 a.C.). Hamã jogou dados para determinar o dia da execução do seu plano de massacre dos judeus. A festa judaica do Purim recebeu esse nome do plural da palavra “pur”.

                                IV.     “Estendeu-lhe o cetro de ouro” – Quem se aproximasse do rei sem ter sido convocado era punido com a morte, a não ser que ele lhe estendesse o cetro. Esse protocolo protegia o rei contra assassinos e preservava a sua dignidade.

 

(*) Nisã, aproximadamente março/abril.

(**) Adar, aproximadamente fevereiro/março.

- A festa do Purim: A cada ano, os judeus celebram o Purim, para celebrar os acontecimentos desta história. Trata-se de uma ocasião alegre e ruidosa, durante o qual o livro de Ester é lido em voz alta.

- O selo do rei: A palavra do rei era lei. Um decreto emitido em seu nome e autorizado pelo seu selo não podia ser revogado.

- O correio real: O rei Ciro introduziu um rápido e eficiente sistema postal. As cartas eram transportadas por mensageiros reais, revezando-se sobre cavalos e outros animais que eram mantidos em postos distribuídos pelo império.

 

Publicada inicialmente na Grã-Bretanha em 1997 por Dorling Kindersley Ltd, 9 Herietta Street, London WC2E 8PS.

domingo, 24 de agosto de 2025

Falamos Porque Cremos


 

2º Coríntios 4:13

Está escrito: “Cri, por isso falei”. Com esse mesmo espírito de fé nós também cremos e, por isso, falamos.

 

Na sua segunda carta à igreja em Corinto, o apóstolo Paulo cita o Salmo 116:8-10, que diz: Pois tu me livraste da morte, e livraste os meus olhos das lágrimas e os meus pés de tropeçar, para que eu pudesse andar diante do SENHOR na terra dos viventes. Eu cri, ainda que tenha dito: Estou muito aflito.

Assim como o salmista falava sobre sua fé, também o apóstolo falava abertamente sobre a sua, compartilhando, pregando e divulgando o Evangelho de Jesus Cristo. O apóstolo ensina sobre o que é uma consequência natural da fé, do ato de crer: falar sobre.

Com isto, entendemos que é impossível à pessoa que crê ficar calada diante da invasão que sua alma experimenta por parte do Espírito de Cristo. Quem realmente tem realizado em si o processo da fé – mesmo que ainda esteja em estado inicial – não consegue guardar a experiência para si só. Esta fé extravasa-se para aqueles que cercam a pessoa que agora a descobriu e a percebe em si; extravasa-se para todas aquelas pessoas que com ela têm contato.

No entanto, isso não quer dizer que agora se saia por aí inveteradamente, pregando e testemunhando da conversão – para se usar um termo evangélico –, mas quer dizer que o impacto do Evangelho se faz notar naturalmente por quem entre em contato com aquele que creu.

Aquele que crê no Evangelho agora é crente – que é o adjetivo de quem crê, e não um termo pejorativo para tirar onda de alguém. O termo “crente” caracteriza alguém assim porque este alguém crê, e isso não tem nada a ver com denominações evangélicas – pois mesmo um católico que crê no Evangelho é crente, justamente porque crê. E quem é crente se faz naturalmente perceber como tal.

Uma pessoa assim passa a externar em suas palavras simples, em suas ações cotidianas, em seus ambientes de família, de trabalho ou onde quer que esteja, a sua nova forma de viver a vida, sem alardes e – especialmente – sem ser invasivo ou inconveniente.

E aqui algo importante: Jesus nunca foi invasivo ou inconveniente. Inconveniente Ele era apenas aos hipócritas religiosos e àqueles que se opunham à doutrina do amor a Deus e ao próximo revelada n’Ele. Apenas isso. No mais, Ele era Ele naturalmente, no chão da vida cotidiana e comum. E, sabemos, Jesus é nosso modelo-mor, Aquele que deve viver em nossas vidas por Seu Santo Espírito, que deve reger o nosso modo de ser em tempo integral.

Então, meu mano e minha mana em Cristo, não sejamos chatos! Não entremos numa sanha evangelizadora, doutrinária ou catequista. Não vamos invadir a privacidade e a vontade de ninguém com pregações, testemunhos ou tentativas de conversão. Não sejamos daqueles de quem as pessoas se afastam por sermos chatos ou malas carregadas de jargões bíblicos, com postura de doutrinadores. Não! Sejamos apenas nós, com nossa fé, respeitando a fé dos demais – ou a não-fé, pois cada um tem sua liberdade! Se alguém nos perguntar o por que somos da forma como somos, então falamos.

Veja que conselho legal o apóstolo Pedro nos dá a esse respeito: Antes, santifiquem Cristo como Senhor em seu coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. Contudo, façam isso com mansidão e respeito, conservando boa consciência, de forma que os que falam maldosamente contra o bom procedimento de vocês, porque estão em Cristo, fiquem envergonhados de suas calúnias (1º Pedro 3:15-16).

Seja leve, seja gentil, seja amoroso, seja perdoador, seja amigo, seja alguém presente, ria e sorria, não julgue nem condene, ouça mais e fale menos, responda com tranquilidade, evangelize por suas atitudes – e você verá como você “falará” automaticamente, naturalmente e eficazmente da sua fé, e como isso trará resultados surpreendentes à sua volta!

Desta forma, se torna realmente impossível crer sem comunicar a razão da nossa fé, de modo que a semente do Evangelho vá se espalhando ao nosso redor, e chegue tão longe quanto as pessoas com quem convivemos – presencial ou virtualmente – estejam.

 

Por ora é isso.

Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!

Saudações,

Kurt Hilbert

domingo, 17 de agosto de 2025

177 – Ester e Mardoqueu (Ester 1 – 2)


 

Foi1(versículo de Ester 1) no tempo de Xerxes(*), que reinou sobre cento e vinte e sete províncias, desde a Índia até a Etiópia. Naquela2 época o rei Xerxes reinava em seu trono na cidadela de Susã e3, no terceiro ano do seu reinado, deu um banquete a todos os seus nobres e seus oficiais. Estavam presentes os líderes militares da Pérsia e da Média, os príncipes e os nobres das províncias.

Durante4 cento e oitenta dias ele mostrou a enorme riqueza de seu reino e o esplendor e a glória de sua majestade. Terminados5 esses dias, no jardim interno do palácio, o rei deu um banquete I de sete dias para todo o povo que estava na cidadela de Susã, do mais rico ao mais pobre. Pela7 generosidade do rei, o vinho real era servido em grande quantidade, em diferentes taças de ouro.

Enquanto9 isso, a rainha Vasti também oferecia um banquete às mulheres, no palácio do rei Xerxes.

Ao10 sétimo dia, quando o rei Xerxes já estava alegre por causa do vinho, ordenou aos sete oficiais II que o serviam – Meumã, Bizta, Harbona, Bigtá, Abagta, Zetar e Carcas – que11 trouxessem à sua presença a rainha Vasti, usando a coroa real, para mostrar sua beleza aos súditos e aos nobres, pois ela era muito bonita. Quando12, porém, os oficiais transmitiram a ordem do rei à rainha Vasti, esta se recusou a ir, de modo que o rei ficou furioso e indignado.

Xerxes foi aconselhado pelos seus sábios a destituir Vasti e tomar outra rainha. O rei ordenou que levassem ao palácio as moças mais bonitas da Pérsia. Uma delas se tornaria a sua rainha.

Ora5(versículo de Ester 2), na cidadela de Susã III havia um judeu chamado Mardoqueu, da tribo de Benjamim, filho de Jair, neto de Simei e bisneto de Quis, que6 fora levado de Jerusalém para o exílio por Nabucodonosor, rei da Babilônia, entre os que foram levados prisioneiros com Joaquim, rei de Judá. Mardoqueu7 tinha uma prima chamada Hadassa, que havia sido criada por ele, por não ter pai nem mãe. Essa moça, também conhecida como Ester, era atraente e muito bonita, e Mardoqueu a havia tomado como filha quando o pai e a mãe dela morreram.

Quando8 a ordem e o decreto do rei foram proclamados, muitas moças foram trazidas à cidadela de Susã e colocadas sob os cuidados de Hegai IV. Ester também foi trazida ao palácio do rei e confiada a Hegai, encarregado do harém. A9 moça o agradou e ele a favoreceu. Ele logo lhe providenciou tratamento de beleza V e comida especial. Designou-lhe sete moças escolhidas do palácio do rei e transferiu-a, junto com suas jovens, para o melhor lugar do harém.

Ester15 causava boa impressão a todos os que a viam.

O17 rei gostou mais de Ester do que de qualquer outra mulher, e ela foi favorecida por ele e ganhou sua aprovação mais do que qualquer das outras virgens. Então ele lhe colocou uma coroa real e tornou-a rainha no lugar de Vasti. E18 o rei deu um grande banquete, o banquete de Ester, para todos os seus nobres e oficiais. Proclamou feriado em todas as províncias e distribuiu presentes por sua generosidade real.

Quando19 as virgens foram reunidas pela segunda vez, Mardoqueu estava sentado junto à porta do palácio real VI. Ester20 havia mantido segredo sobre seu povo e sobre a origem de sua família, conforme a ordem de Mardoqueu, pois continuava a seguir as instruções de Mardoqueu, como fazia quando ainda estava sob sua tutela.

Um21 dia, quando Mardoqueu estava sentado junto à porta do palácio real, Bigtã e Teres, dois dos oficiais do rei que guardavam a entrada, estavam indignados e conspiravam para assassinar o rei Xerxes. Mardoqueu22, porém, descobriu o plano e contou-o à rainha Ester, que, por sua vez, passou a informação ao rei, em nome de Mardoqueu. Depois23 de investigada a informação e descobrindo-se que era verdadeira, os dois funcionários foram enforcados. Tudo isso foi escrito nos registros históricos, na presença do rei.

 

v     Para entender a história

Ester e Mardoqueu, nesta parte introdutória deste livro do Antigo Testamento, estão sendo preparados pela divina providência para um livramento decisivo do povo judeu.

 

v     Curiosidades

                                     I.     “O rei deu um banquete” – Xerxes comemorava porque sufocara com sucesso revoltas na Babilônia e no Egito. Durante as festividades, exibia para os vassalos a riqueza e o poder do seu império.

                                  II.     “Sete oficiais” – Estes oficiais eram eunucos, isto é, eram homens castrados que serviam no harém do rei. Os eunucos angariavam postos de confiança e influência na corte real. Eles passavam pelo processo de castração para que não tivessem relações sexuais com as mulheres do harém real.

                               III.     “Cidadela de Susã” – Susã, insuportavelmente quente no verão, era a capital de inverno dos reis persas. A cidadela era uma acrópole fortificada no centro da cidade. O rei Dario I construiu lá um suntuoso palácio.

                                IV.     “Sob os cuidados de Hegai” – Este nome aparece em antigos registros como um funcionário do rei Xerxes.

                                   V.     “Tratamento de beleza” – Para se tornarem mais atraentes, as mulheres banhavam-se com óleos aromáticos, removiam os pelos do corpo e amaciavam a pele. Usavam uma grande variedade de cosméticos. Cohol (carbonato de cobre) e galena (sulfeto de chumbo) sombreavam os olhos; suco de amora deixava as bochechas rosadas; óxido de ferro avermelhava os lábios; e hena macerada tingia as unhas dos pés e das mãos.

                                VI.     “Porta do palácio real” – Tratava-se do centro administrativo da corte de Susã. Era bem provável que Mardoqueu, um descendente da nobreza de Jerusalém, fosse um alto funcionário do serviço civil. Um tablete com escrita cuneiforme dessa época lista um ministro chamado “Mardukaia”, uma derivação de “Marduk” – o principal deus dos babilônios. “Mardoqueu” é a conversão hebraica desse nome.

 

(*) Também chamado de Assuero em hebraico, variante do nome persa Xerxes.

- O rei Xerxes: Filho de Dario I, Xerxes (486 – 465 a.C.) tentou expandir o império do pai. Dario tinha ganho uma cidadela, ao norte da Grécia, ao tomar a Macedônia. Xerxes avançou para o sul, até Atenas, mas recuou ao ser derrotado em 480 a.C. Dez anos depois, fracassou em uma outra tentativa para conquistar a Grécia. Apesar das derrotas, a estabilidade do império não foi afetada.

 

Publicada inicialmente na Grã-Bretanha em 1997 por Dorling Kindersley Ltd, 9 Herietta Street, London WC2E 8PS.

domingo, 10 de agosto de 2025

Perdão Para Hoje


 

Você quer perdoar?

Então decida.

Perdão é uma decisão.

Você quer perdoar?

Então, ao decidir, decida também matar os temas como ilustração para sempre.

Se você diz que perdoou apenas porque aceitou o culpado, mas lembra a ele de seu erro sempre que ele erre, então, você não o perdoou, apenas o sequestrou a você.

O perdão não tira a nossa memória dos fatos, mas tira a emoção deles e, além disso, mata o fato/passado como argumento para a vida contra a pessoa.

Ninguém é obrigado a ficar com ninguém mesmo depois de perdoar o ofensor.

Aliás, até para que duas pessoas se separem é essencial que se perdoem.

No entanto, se decidem continuar perdoadamente juntos, então, que o tema da ofensa não volte nunca mais.

Cada ofensa é uma ofensa. Quem perdoa lida com cada uma, não com o montante das ofensas, pois, se a cada nova ofensa tudo voltar, é porque perdão nunca houve.

Jesus mandou perdoar até 70 X 7 o mesmo individuo em um só dia. Mas a cada perdão não se deve trazer a multidão dos outros para o encontro com a verdade. Ou, então, melhor é não dizer que se perdoou.

O grande desafio do perdão é desistir da ofensa do outro como direito nosso contra ele!

Quem perdoa não perde a memória, mas desiste do direito de acusar ou de reter a memória como raiva ou crédito.

Por isto o perdão é um ato de fé e não de emoção.

Pela emoção ninguém perdoa ninguém.

Somente pela fé que antes olha para o próprio perdão que se recebe de Deus todos os dias, é que alguém pode praticar o perdão como decisão de graça e como privilégio.

Se perdoar não se tornar um privilégio, creia: ninguém perdoa.

Somente quem diz de verdade “é meu privilégio perdoar”, é que de fato perdoa de modo perdoado mesmo.

Mas enquanto perdoar é um fardo e uma obrigação, todo perdão será apenas sacrifício.

Perdão é vida quando se torna privilégio em fé!

Pense nisso!

 

(um texto de Caio Fábio D´Araújo Filho)

domingo, 3 de agosto de 2025

176 – O Templo é Reconstruído (Esdras 1 – 6)


 

No1(versículo de Esdras 1) primeiro ano do reinado de Ciro I, rei da Pérsia, a fim de que se cumprisse a palavra do SENHOR falada por Jeremias II, o SENHOR despertou o coração de Ciro para redigir uma proclamação e divulgá-la em todo o seu reino, nestes termos:

“Assim2 diz Ciro, rei da Pérsia: O SENHOR, o Deus dos céus, deu-me todos os reinos da terra e designou-me para construir um templo para ele em Jerusalém de Judá. Qualquer3 do seu povo que esteja entre vocês, que o seu Deus esteja com ele, e que vá a Jerusalém de Judá reconstruir o templo do SENHOR”.

Então5 os líderes das famílias de Judá e de Benjamim, como também os sacerdotes e os levitas, todos aqueles cujo coração Deus despertou, dispuseram-se a ir para Jerusalém e a construir o templo do SENHOR. Todos6 os seus vizinhos os ajudaram, trazendo-lhes utensílios de prata e ouro, bens, animais, e presentes valiosos, além de todas as ofertas voluntárias que fizeram. Além7 disso, o rei Ciro mandou tirar os utensílios pertencentes ao templo III do SENHOR, os quais Nabucodonosor tinha levado de Jerusalém.

Quando1(versículo de Esdras 3) chegou o sétimo mês e os israelitas já estavam em suas cidades IV, o povo se reuniu como um só homem em Jerusalém. Então2 Jesua, filho de Jozadaque, seus colegas, os sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus companheiros, começaram a construir o altar do Deus de Israel.

Quando10 os construtores lançaram os alicerces do templo do SENHOR, os sacerdotes, com suas vestes e suas trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com címbalos, tomaram seus lugares para louvar o SENHOR, conforme prescrito por Davi, rei de Israel. Com11 louvor e ações de graças, cantaram responsivamente ao SENHOR:

“Ele é bom; seu amor a Israel dura para sempre”.

E todo o povo louvou ao SENHOR em alta voz, pois haviam sido lançados os alicerces do templo do SENHOR. Mas12 muitos dos sacerdotes, dos levitas e dos líderes de família mais velhos, que tinham visto o antigo templo, choraram em voz alta quando viram o lançamento dos alicerces desse templo.

Então4(versículo de Esdras 4) a gente da região começou a desanimar o povo de Judá e a atemorizá-lo, para que não continuassem a construção. Pagaram5 alguns funcionários para que se opusessem a eles e frustrassem o plano deles. E fizeram isso durante todo o reinado de Ciro até o reinado de Dario, reis da Pérsia.

O rei Dario divulgou um decreto ordenando aos inimigos dos judeus que permitissem a reconstrução. Todos os fundos necessários foram fornecidos pelo tesouro real.

Dessa14(versículo de Esdras 6) maneira, os líderes dos judeus continuaram a construir e a prosperar, encorajados pela pregação dos profetas Ageu e Zacarias, descendente de Ido. O15 templo foi concluído no terceiro dia do mês de adar, no sexto ano do reinado do rei Dario.

Então16 o povo de Israel, sacerdotes, levitas e o restante dos exilados, celebraram com alegria a dedicação do templo de Deus.

 

v     Para entender a história

A volta dos exilados da Babilônia lembra o Êxodo. Seu retorno é um novo começo na “terra prometida”. O povo judeu teve tempo para meditar sobre os erros do passado, e tem agora uma nova chance de reconstruir o seu relacionamento com Deus. A restauração de um lugar de culto é muito importante para eles.

 

v     Curiosidades

                                     I.     No primeiro ano do reinado de Ciro” – Ciro governou a Pérsia entre 558 a 530 a.C. e foi o fundador do maior império que o mundo antigo já vira até então, começando com a conquista da Média, em 549 a.C. Este foi o primeiro ano do reinado de Ciro na Babilônia, que caiu em 539 a.C.

                                  II.     “A palavra do SENHOR falada por Jeremias” – Essas palavras estavam em uma carta que o profeta Jeremias enviou de Jerusalém aos exilados. Os primeiros exilados foram levados para a Babilônia por Nabucodonosor em 605 a.C. Jeremias escreveu: “Assim diz o SENHOR: ‘Quando se completarem os setenta anos da Babilônia, eu cumprirei a minha promessa em favor de vocês, de trazê-los de volta para este lugar’” (Jeremias 29:10).

                               III.     “Os utensílios pertencentes ao templo” – Nabucodonosor destruiu o templo em 586 a.C. e levou os seus tesouros para a Babilônia, mas não há registro do que aconteceu à “arca da aliança”. Antes disso, Jeremias profetizara que a arca desapareceria (Jeremias 3:16-17).

                                IV.     “Já estavam em suas cidades” – A volta do exílio, iniciada em 537 a.C., continuou durante mais de cem anos, em várias etapas. Mais de 42 mil pessoas deixaram a Babilônia durante o primeiro retorno. Mas os judeus que permaneceram no exílio foram mais numerosos do que aqueles que voltaram à terra de Judá.

 

- Zorobabel: Zorobabel, cujo nome significa “nascido na Babilônia”, nasceu, justamente, no cativeiro. Era descendente direto do rei Davi, e neto de Joaquim, feito prisioneiro por Nabucodonosor, em 605 a.C., e substituído por um rei fantoche. Zorobabel foi nomeado por Ciro governador de Judá e tornou-se o líder espiritual e político dos judeus. Ele os liderou na saída do exílio na Babilônia, em semelhança ao que Moisés fizera ao tirar os israelitas do Egito.

- O cilindro de Ciro: Encontrado por escavações arqueológicas, um cilindro de argila, gravado com escrita cuneiforme, registra a política de repatriação de Ciro. Os judeus estavam entre os vários povos levados para o cativeiro pelos babilônios. Ciro permitiu que essas nações voltassem à sua terra natal, afirmando que os deuses destes povos o haviam orientado. Isso fez com que o rei ganhasse a lealdade das nações subjugadas, impedindo levantes, e permitiu-lhe montar um eficiente sistema administrativo.

 

Publicada inicialmente na Grã-Bretanha em 1997 por Dorling Kindersley Ltd, 9 Herietta Street, London WC2E 8PS.