Tiago 5:9
Irmãos, não se queixem
uns dos outros, para que não sejam julgados.
As
queixas são algumas das maiores mazelas que há.
Quando
nos queixamos de alguém, por qualquer que seja o motivo, retroalimentamos toda
a negatividade que aquilo que falamos dos outros possa produzir.
E
o mais impressionante é que as mazelas das nossas queixas sequelam apenas a nós
mesmos, jamais aos que são alvos dos nossos queixumes, especialmente quando os
queixumes são feitos a terceiros e os alvos do queixume nem ficam sabendo.
E
ainda bem que é assim! Já pensamos quanto mal causaríamos aos outros se nossas
queixas a seu respeito os atingissem com a mesma carga negativa com que nos
atingem?
O
melhor mesmo é não nos queixarmos dos outros, nem da vida, nem de nada!
Usando
uma expressão bíblica: “não murmuremos”. Murmurar derruba a alma, nos paralisa
de tal forma que fica difícil agir na liberdade do amor fraternal.
A
Palavra referência para estes escritos fala para não nos queixarmos uns dos
outros, para não sermos julgados.
Bem,
isso vem ao encontro de algo importante que Jesus ensinou, quando falava para
não julgarmos a fim de não sermos julgados. Ele também falou que, com a mesma
medida que julgarmos, seremos julgados.
Já
paramos para pensar que, quando falamos mal de alguém, estamos julgando essa
pessoa? E, dependendo do que falamos, estamos executando uma sentença sobre
ela. Ainda: quando falamos mal caluniosamente, aí, sim, causamos danos àquela
pessoa, além de a nós mesmos.
Outra
coisa bem pontual para aprendermos: podemos ter certeza que aquela pessoa que
se aproxima de nós para falar mal de alguém vai, na primeira oportunidade que
tiver, falar mal de nós para um terceiro. É uma corrente que se arrasta e
prende. É um círculo vicioso.
Tudo
isso que falamos pode parecer coisinhas comezinhas, sem importância, mas não é
assim. Tudo nasce pequeno, e vai se alastrando e tomando conta. Temos que ter
cuidado. Ainda, se algo fosse sem importância, não constaria na Palavra do
Senhor. Se Deus nos diz, em Sua Palavra, para tomarmos cuidado com coisas
aparentemente pequenas, é porque, a longo prazo, elas podem tornar-se grandes.
Falar
cria um círculo de hábito. Quando falamos bem, é um círculo virtuoso; quando
falamos mal, um círculo vicioso.
Aquele
que se habitua a falar mal dos outros cria para si mesmo uma psicose que o
impele a seguir com aquele procedimento. Torna-se um vício. Não brinque com os
vícios. E acredite: falar dos outros torna-se um vício incontrolável para quem o
pratica. Basta olharmos em volta, ouvirmos as conversas que rolam, para
percebermos isso. Ou então – melhor ainda – basta que olhemos para nós mesmos e
nos ouçamos, caso costumemos ser partícipes de papos falaciosos. Somos nosso próprio
termômetro.
Ainda:
sempre que nos queixamos dos outros – ou das situações que nos acometem –
tendemos a terceirizar nossos próprios problemas, transferindo para outros o
que é nosso. Assim, a responsabilidade já não é nossa que fomos incapazes ou
reticentes... mas dos outros, que nos usurparam o lugar ou a oportunidade. Ou,
então, a culpa é somente dos políticos ou do governo, como se os políticos ou o
governo tivessem baixado por aqui num disco voador vindos de outro planeta, e não
tivessem saído do meio de nós. E por aí vai.
Quem
se queixa deseja, consciente ou inconscientemente, desviar a atenção de si e transferi-la
para outrem.
E
aí vem o Evangelho, a puxar nossa orelha para as pequenas – grandes – coisas. Que
bom!
Deus
sempre nos ensina o que é melhor... como agora.
Por
hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
Saudações,
Kurt Hilbert
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