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domingo, 28 de dezembro de 2025

Suas Resoluções Para 2026 Têm Propósito?


 

Estima-se que a prática de se fazer resoluções de Ano Novo vem dos antigos babilônios, desde há aproximadamente 3.000 anos.

Há um efeito psicológico que nos dá a ilusão/impressão de que algo absolutamente novo ocorre a cada início de ano. Na verdade, como seres cíclicos que somos, nos habituamos, desde que nos organizamos minimamente como sociedade humana, a praticar ritos de passagem. Mas fato é que não há diferença entre 31 de dezembro e de janeiro. Nada mágico ocorre à meia-noite do dia 31.

Mas, sabendo-se disso ou não, as resoluções persistem, e tornam-se comuns mesmo entre cristãos. A priori, nada de errado nisso. A Bíblia não fala nem a favor nem contra essa prática.

As resoluções mais comuns, segundo pesquisas – não sei se foram os ingleses que pesquisaram isso, pois eles adoram uma pesquisa! –, são de ordem prática: parar de fumar, parar de beber, iniciar uma dieta, iniciar atividades físicas, e por aí vai. Legal, são bons objetivos!

Entre os que professam e praticam a fé em Cristo, há resoluções como: orar mais, ler a Bíblia diariamente, frequentar mais a sua igreja. Bons objetivos também!

Podemos acrescentar outros que têm especial relevância: conviver mais com a família, arranjar tempo para os entes queridos, ser mais gentil e inclusivo...

E eu ainda acrescentaria: julgar menos e demonstrar mais os frutos do Espírito. Lembra quais são? Na verdade, a Bíblia chama de “fruto”, no singular, e eu tomei a liberalidade de chamar a cada uma das suas características de “gomos” deste fruto. Está assim escrito: O fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5:22-23). E ainda se acrescenta: Contra essas coisas não há lei. Sim, demonstrar isso no convívio com as pessoas é muito legal, é uma baita resolução!

No entanto, creio que para que haja bom êxito nisso tudo, deve haver propósito, pois, caso não haja, tudo se desvanece em uma semana ou duas – ou num dia ou dois, pois, sem propósito, há pouca persistência!

E qual o propósito que deveria haver? Lá vão algumas ideias...

Se o seu objetivo no ano que começa é orar mais, qual o principal tema da oração? Seria pedir materialidades e benesses físicas ou crescimento espiritual e benesses para a alma? Você oraria muito por si e pouco por outros? Pediria muito e agradeceria pouco? Ainda que pedindo, deixaria consciente e voluntariamente tudo fluir segundo a vontade de Deus, ou faria questão da sua vontade? Agradeceria e louvaria em oração? Pense nisso, pense de que modo oraria, com que propósito oraria.

Se você deseja ler mais a Bíblia, para que o faria? Seria como um ritual meio místico, achando que Deus lhe recompensaria/protegeria com isso, ou lhe daria alguma benesse material como recompensa por esse ato devocional? Seria para ter simplesmente mais conhecimento técnico? Seria para atender a sua superstição evangélica, achando que seria uma boa barganha com Deus? Ou seria para, em lendo em oração e comunhão, perceber e discernir o que Deus lhe revela/inspira pelo ativar do Espírito através da leitura? É para alimentar sua mente ou sua alma? É bom avaliar a motivação e o propósito.

Se a sua resolução for frequentar mais a sua igreja, qual a real motivação? No que prestaria mais atenção nesses encontros ecumênicos? Lhe faria bem o encontro com os irmãos? Faria a sua parte para tornar esse ambiente acolhedor e inclusivo? Qual o propósito de estar lá?

São só algumas coisas a se pensar sobre resoluções de Ano Novo...

Sim, 2026 vem chegando...

Para além das resoluções, procure ter propósito em tudo. Tudo o que é feito com propósito tem vida mais longa, tem essência, tem motivo de ser...

Algumas Palavras especiais sobre propósito:

O SENHOR faz tudo com um propósito (Provérbios 16:4).

Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do SENHOR (Provérbios 19:21).

 Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu (Eclesiastes 3:1).

Tu, SENHOR, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia (Isaías 26:3).

Que este texto de final de ano e início de um novo que aqui compartilho faça sentido para você, faça diferença, toque seus pensamentos, suas emoções e suas resoluções, pois o que compartilho é a Palavra do Senhor!

Assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei(Isaías 55:11).

Oro para que, para mim e para você, 2026 seja um ano cheio de bons propósitos!

Aí, sim, feliz Ano Novo!

 

Kurt Hilbert

domingo, 21 de dezembro de 2025

Jesus Nasceu em 25 de Dezembro?


 

O que provavelmente é a primeira menção do nascimento de Jesus em 25 de dezembro remonta ao século III, quando Hipólito de Roma escreveu: “O primeiro advento de nosso Senhor na carne, quando nasceu em Belém, foi em 25 de dezembro, quarta-feira” (Comentário Sobre Daniel, tr. de Schmidt, T. C., 2010, Livro 4, 23.3 em inglês). A primeira menção a qualquer tipo de comemoração nessa data se encontra no Calendário Filocaliano, que representa a prática romana, a partir do ano 336.

Várias razões foram propostas para a escolha de 25 de dezembro para o nascimento de Jesus:

1) O dia 25 de dezembro é nove meses depois de 25 de março, a data que o historiador Sexto Júlio Africano e o pai da igreja primitiva Tertuliano calcularam como o dia de Páscoa em que Jesus foi concebido (veja Adversus Judaeos de Tertuliano, capítulo VIII). Este cálculo foi baseado na tradição de que Jesus foi concebido e morreu no mesmo dia do calendário.

2) Segundo outra tradição, 25 de março foi o aniversário da criação do mundo. A concepção de Jesus naquela data levaria ao Seu nascimento em 25 de dezembro.

3) O dia 25 de dezembro coincidia com um festival pagão que celebrava o solstício de inverno. Assim, a igreja oferecia ao povo uma alternativa cristã às festividades pagãs e, com o tempo, reinterpretava muitos de seus símbolos e ações de modo a torná-los aceitáveis à fé e à prática cristãs.

O dia 25 de dezembro tornou-se cada vez mais aceito como a data de nascimento de Jesus. No entanto, há quem defenda que o nascimento ocorreu em outra época, como no outono. Os seguidores dessa teoria afirmam que os invernos da Judéia eram muito frios para os pastores cuidarem de seus rebanhos à noite. No entanto, a História prova o contrário, e temos evidências históricas de que os cordeiros imaculados para o sacrifício do templo eram de fato mantidos nos campos perto de Belém durante os meses de inverno. Dito isto, é impossível provar se Jesus nasceu ou não em 25 de dezembro. De fato, essa data não é o mais importante.

A verdade é que simplesmente não sabemos a data exata do nascimento de nosso Salvador. Na verdade, nem sabemos ao certo o ano em que Ele nasceu. Os estudiosos acreditam que foi entre 6 a.C. e 4 a.C. Uma coisa é certa: se Deus julgasse importante sabermos a data exata do nascimento do Salvador, certamente nos teria informado em Sua Palavra. O Evangelho de Lucas dá detalhes muito específicos sobre o evento, até mesmo o que o bebê estava vestindo – “envolto em faixas” – e onde dormia – “numa manjedoura” (Lucas 2:12). Esses detalhes são importantes porque falam de Sua natureza e caráter, manso e humilde. Mas a data exata de Seu nascimento não tem importância, e talvez seja por isso que Deus escolheu não mencioná-la.

O fato é que Ele nasceu, veio ao mundo para expiar nossos pecados, ressuscitou para a vida eterna e está vivo hoje. É isso que devemos celebrar, como nos é dito no Antigo Testamento em passagens como Zacarias 2:10, onde se lê: “Canta e exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho e habitarei no meio de ti, diz o Senhor”. Além disso, o anjo que anunciou o nascimento aos pastores trouxe “boa-nova de grande alegria, que será para todo o povo” (Lucas 2:10). Certamente há motivos para comemorar aqui todos os dias, não apenas uma vez por ano.

 

Fonte: www.GotQuestions.org/Portugues

domingo, 14 de dezembro de 2025

Inspiração e Iluminação: Ação do Espírito no Leitor


 

Se a inspiração explica como a Bíblia foi escrita, a iluminação explica como a Bíblia é compreendida. Ambas estão ligadas ao mesmo Espírito Santo: primeiro, Ele soprou a Palavra através dos autores; depois, continua agindo no coração dos leitores, para que a mensagem inspirada não permaneça como letra morta, mas se torne vida e transformação.

A iluminação é a ação pela qual o Espírito Santo abre a mente e o coração do ser humano para entender a Escritura em sua profundidade espiritual. Não se trata apenas de decifrar o sentido literal das palavras ou de compreender o contexto histórico — embora isso seja necessário —, mas de perceber a voz viva de Deus falando por meio delas. É o que Paulo descreve em 1 Coríntios 2:14, quando afirma que o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois lhe parecem loucura; apenas o espiritual as discerne.

Essa distinção é crucial: muitos podem ler a Bíblia como literatura ou documento histórico, mas somente pela iluminação do Espírito ela se revela como Palavra de Deus. É o Espírito quem convence, confronta, consola e guia. É Ele quem faz com que um versículo escrito há milênios fale de maneira direta e atual às situações da vida contemporânea.

A iluminação também preserva a unidade entre inspiração e autoridade. Sem o Espírito, a Bíblia poderia ser manipulada de acordo com interesses humanos, perdendo seu caráter sagrado. Mas com a iluminação, o crente é conduzido a uma leitura obediente, que reconhece a voz divina acima de suas próprias opiniões. Por isso, a oração tem papel fundamental no estudo da Escritura: não é apenas um ato de devoção, mas uma abertura consciente ao Espírito, que transforma o estudo em experiência espiritual.

Além disso, a iluminação mostra que a revelação não é estática. Embora o conteúdo da Escritura seja imutável, sua aplicação é dinâmica. O mesmo texto pode ensinar, repreender ou consolar de modos diferentes em momentos distintos da vida do crente. Isso acontece porque o Espírito Santo adapta a mensagem eterna às circunstâncias do presente, sem distorcê-la, mas aplicando-a de forma pessoal e comunitária.

Podemos dizer, então, que a iluminação é a ponte entre o texto inspirado e a vida do leitor. Ela transforma informação em convicção, letra em espírito, leitura em encontro. Ao iluminar a mente e o coração, o Espírito Santo faz da Bíblia não apenas um livro a ser estudado, mas uma voz a ser ouvida, uma presença a ser experimentada, um guia para a caminhada da fé.

 

CSTF

 

Fonte: https://www.facebook.com/groups/752717255177909/?locale=pt_BR

domingo, 7 de dezembro de 2025

184 – Palavras de Profecia (Malaquias 1 – 4)


 

Uma1(versículo de Malaquias 1) advertência: a palavra do SENHOR contra Israel, por meio de Malaquias.

“Eu2 sempre os amei”, diz o SENHOR.

“Mas vocês perguntam: ‘De que maneira nos amaste?’”

“Não era Esaú irmão de Jacó?”, declara o SENHOR. “Todavia eu amei Jacó, mas3 rejeitei Esaú I. Transformei suas montanhas em terra devastada e as terras de sua herança em morada de chacais do deserto”.

Embora4 Edom afirme: “Fomos esmagados, mas reconstruiremos as ruínas”, assim diz o SENHOR dos Exércitos: “Podem construir, mas eu demolirei”.

“O6 filho honra seu pai, e o servo o seu senhor. Se eu sou pai, onde está a honra que me é devida? Se eu sou senhor, onde está o temor que me devem?”, pergunta o SENHOR dos Exércitos a vocês, sacerdotes. “São vocês que desprezam o meu nome!”

“Na8 hora de trazerem animais cegos para sacrificar, vocês não veem mal algum. Na hora de trazerem animais aleijados e doentes como oferta, também não veem mal algum. Tentem oferecê-los de presente ao governador II! Será que ele se agradará de vocês? Será que os atenderá?”, pergunta o SENHOR dos Exércitos.

“Maldito14 seja o enganador que, tendo no rebanho um macho sem defeito, promete oferecê-lo e depois sacrifica um animal defeituoso”, diz o SENHOR dos Exércitos; “pois eu sou um grande rei, e o meu nome é temido entre as nações.”

Judá11(versículo de Malaquias 2) tem sido infiel. Uma coisa repugnante foi cometida em Israel e em Jerusalém; Judá desonrou o santuário que o SENHOR ama; homens casaram-se com mulheres que adoram deuses estrangeiros.

Vocês17 têm cansado o SENHOR com as suas palavras.

“Como o temos cansado?”, vocês ainda perguntam. Quando dizem: “Todos os que fazem o mal são bons aos olhos do SENHOR, e ele se agrada deles”, e também quando perguntam: “Onde está o Deus da justiça?”

“Vejam1(versículo de Malaquias 3), eu enviarei o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim. E então, de repente, o Senhor que vocês buscam virá III para o seu templo; o mensageiro da aliança, aquele que vocês desejam, virá”, diz o SENHOR dos Exércitos.

Mas2 quem suportará o dia da sua vinda? Quem ficará de pé quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão do lavandeiro. Ele3 se sentará como um refinador e purificador de prata; purificará os levitas e os refinará como ouro e prata. Assim trarão ao SENHOR ofertas com justiça.

“De6 fato, eu, o SENHOR, não mudo. Por isso vocês, descendentes de Jacó, não foram destruídos. Desde7 o tempo dos seus antepassados vocês se desviaram dos meus decretos e não os obedeceram. Voltem para mim e eu voltarei para vocês”, diz o SENHOR dos Exércitos.

“Pois1(versículo de Malaquias 4) certamente vem o dia IV, ardente como uma fornalha. Todos os arrogantes e todos os malfeitores serão como palha, e aquele dia, que está chegando, ateará fogo neles”, diz o SENHOR dos Exércitos. “Nem raiz nem galho algum sobrará. Mas2 para vocês que reverenciam o meu nome, o sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas”.

“Lembrem-se4 da Lei do meu servo Moisés, dos decretos e das ordenanças que lhe dei em Horebe para todo o povo de Israel”.

“Vejam5, eu enviarei a vocês o profeta Elias V antes do grande e terrível dia do SENHOR. Ele6 fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais”.

 

v     Para entender a história

Malaquias enfrenta uma comunidade judaica mergulhada na apatia. Suas palavras são pronunciadas para voltar a despertar a fé do povo em Deus e para lembrá-lo de que se encontram em tal estado de corrupção como resultado de sua própria letargia religiosa, e não porque Deus o abandonou. Mas Malaquias oferece esperança, reafirmando a promessa divina de um Messias.

 

v     Curiosidades

                                     I.     “Eu amei Jacó, mas rejeitei Esaú” – Esta expressão refere-se à ocasião em que Deus fez a sua aliança com Jacó (o ancestral dos israelitas) e rejeitou o seu irmão Esaú (o antepassado dos edomitas). Na época de Malaquias, os edomitas pareciam se beneficiar da ruína de Israel. Ele promete que Deus punirá os edomitas. Essa profecia foi concretizada em 400 a.C., quando os árabes nabateus forçaram os edomitas a deixarem sua terra natal e se reinstalarem no sul da Palestina, numa área chamada de Idumeia.

                                  II.     “Tentem oferecê-los de presente ao governador” – Malaquias destaca a falta de respeito dos sacerdotes a Deus, o seu Senhor soberano. Ele quer saber se os sacerdotes teriam a ousadia de fazer oferendas com animais defeituosos ao governador persa, o opressor estrangeiro.

                               III.     “O Senhor que vocês buscam virá” – Malaquias reafirma aos israelitas desiludidos que a expectativa de um Messias será concretizada.

                                IV.     “Certamente vem o dia” – Deus promete, através do ministério do Messias, um dia de julgamento na terra. Os bons serão salvos, e os maus, destruídos.

                                   V.     “Eu enviarei a vocês o profeta Elias” – Deus enviará um profeta para preparar a chegada do Messias. Esse profeta é o novo Elias – posteriormente identificado, no Novo Testamento, como João Batista (Mateus 11:18).

 

- Malaquias: Estudiosos da Bíblia colocam este profeta vivendo por volta de 450 a.C., durante o período pós-exílio. Nessa época, Israel era um fraco estado vassalo em depressão econômica. Malaquias (“meu mensageiro”, em hebraico) transmite a mensagem de Deus a uma nação que não vira concretizadas as suas expectativas de um novo reino em Jerusalém.

- Moisés e Elias: Moisés e Elias foram duas das mais importantes figuras históricas de Israel. Ambos apareceram diante dos três apóstolos – Pedro, Tiago e João –, durante a transfiguração de Jesus. Moisés foi o maior líder e legislador de Israel, e Elias, o representante dos profetas.

 

Publicada inicialmente na Grã-Bretanha em 1997 por Dorling Kindersley Ltd, 9 Herietta Street, London WC2E 8PS.

 

Aqui se encerram as publicações chamadas de “histórias bíblicas”, completando 184 postagens.

Tudo se inicia com Jesus e o Novo Testamento – que é a postagem número 1, feita em 29 de janeiro de 2020. Assim, você pode perceber que foi um trabalho de postagens de praticamente 5 anos.

Todas estas postagens encontram-se aqui neste Blog, de forma alternada, e você pode ler todas elas, tendo, assim, um bom apanhado sobre toda a Bíblia.

Espero que tenha podido ser possível atender às expectativas dos leitores.

Seguimos, logicamente, com novas postagens, semanalmente, abordando temas do Evangelho e do discipulado de Cristo.

Siga nos acompanhando!

 

Kurt Hilbert