Estima-se que a prática
de se fazer resoluções de Ano Novo vem dos antigos babilônios, desde há aproximadamente
3.000 anos.
Há um efeito psicológico
que nos dá a ilusão/impressão de que algo absolutamente novo ocorre a cada
início de ano. Na verdade, como seres cíclicos que somos, nos habituamos, desde
que nos organizamos minimamente como sociedade humana, a praticar ritos de
passagem. Mas fato é que não há diferença entre 31 de dezembro e 1º de janeiro. Nada mágico ocorre à
meia-noite do dia 31.
Mas, sabendo-se disso ou
não, as resoluções persistem, e tornam-se comuns mesmo entre cristãos. A priori,
nada de errado nisso. A Bíblia não fala nem a favor nem contra essa prática.
As resoluções mais
comuns, segundo pesquisas – não sei se foram os ingleses que pesquisaram isso,
pois eles adoram uma pesquisa! –, são de ordem prática: parar de fumar, parar
de beber, iniciar uma dieta, iniciar atividades físicas, e por aí vai. Legal,
são bons objetivos!
Entre os que professam e
praticam a fé em Cristo, há resoluções como: orar mais, ler a Bíblia
diariamente, frequentar mais a sua igreja. Bons objetivos também!
Podemos acrescentar
outros que têm especial relevância: conviver mais com a família, arranjar tempo
para os entes queridos, ser mais gentil e inclusivo...
E eu ainda acrescentaria:
julgar menos e demonstrar mais os frutos do Espírito. Lembra quais são? Na verdade,
a Bíblia chama de “fruto”, no singular, e eu tomei a liberalidade de chamar a
cada uma das suas características de “gomos” deste fruto. Está assim escrito: O
fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade,
bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio
(Gálatas 5:22-23). E ainda se acrescenta: Contra essas coisas não há lei.
Sim, demonstrar isso no convívio com as pessoas é muito legal, é uma baita
resolução!
No entanto, creio que
para que haja bom êxito nisso tudo, deve haver propósito, pois, caso não haja,
tudo se desvanece em uma semana ou duas – ou num dia ou dois, pois, sem
propósito, há pouca persistência!
E qual o propósito que
deveria haver? Lá vão algumas ideias...
Se o seu objetivo no ano
que começa é orar mais, qual o principal tema da oração? Seria pedir
materialidades e benesses físicas ou crescimento espiritual e benesses para a
alma? Você oraria muito por si e pouco por outros? Pediria muito e agradeceria
pouco? Ainda que pedindo, deixaria consciente e voluntariamente tudo fluir segundo
a vontade de Deus, ou faria questão da sua vontade? Agradeceria e louvaria em
oração? Pense nisso, pense de que modo oraria, com que propósito oraria.
Se você deseja ler mais
a Bíblia, para que o faria? Seria como um ritual meio místico, achando que Deus
lhe recompensaria/protegeria com isso, ou lhe daria alguma benesse material como
recompensa por esse ato devocional? Seria para ter simplesmente mais
conhecimento técnico? Seria para atender a sua superstição evangélica, achando
que seria uma boa barganha com Deus? Ou seria para, em lendo em oração e comunhão,
perceber e discernir o que Deus lhe revela/inspira pelo ativar do Espírito
através da leitura? É para alimentar sua mente ou sua alma? É bom avaliar a
motivação e o propósito.
Se a sua resolução for
frequentar mais a sua igreja, qual a real motivação? No que prestaria mais
atenção nesses encontros ecumênicos? Lhe faria bem o encontro com os irmãos? Faria
a sua parte para tornar esse ambiente acolhedor e inclusivo? Qual o propósito
de estar lá?
São só algumas coisas a
se pensar sobre resoluções de Ano Novo...
Sim, 2026 vem
chegando...
Para além das resoluções, procure ter propósito em
tudo. Tudo o que é feito com propósito tem vida mais longa, tem essência, tem
motivo de ser...
Algumas Palavras especiais sobre propósito:
O SENHOR faz tudo com um propósito (Provérbios 16:4).
Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do SENHOR (Provérbios 19:21).
Para tudo
há uma ocasião certa; há um tempo certo
para cada propósito debaixo do céu (Eclesiastes 3:1).
Tu, SENHOR,
guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito
está firme, porque em ti confia (Isaías 26:3).
Que este texto de final
de ano e início de um novo que aqui compartilho faça sentido para você, faça
diferença, toque seus pensamentos, suas emoções e suas resoluções, pois o que
compartilho é a Palavra do Senhor!
“Assim também ocorre com a palavra que
sai da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que
desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei” (Isaías 55:11).
Oro
para que, para mim e para você, 2026 seja um ano cheio de bons propósitos!
Aí,
sim, feliz Ano Novo!
Kurt Hilbert



