Pesquisar neste blog

domingo, 20 de julho de 2025

175 – Daniel na Cova dos Leões (Daniel 6)


Dario1(versículo de Daniel 6) achou por bem nomear cento e vinte sátrapas para governarem todo o reino; e2 colocou três supervisores sobre eles, um dos quais era Daniel. Os sátrapas tinham que prestar contas a eles para que o rei não sofresse nenhuma perda. Ora3, Daniel se destacou tanto entre os supervisores e os sátrapas por suas grandes qualidades, que o rei planejava colocá-lo à frente do governo de todo o império. Diante4 disso, os supervisores e os sátrapas procuraram motivos para acusar Daniel em sua administração governamental, mas nada conseguiram. Não puderam achar falta alguma nele, pois ele era fiel; não era desonesto nem negligente. Finalmente5 esses homens disseram: “Jamais encontraremos algum motivo para acusar esse Daniel, a menos que seja algo relacionado com a lei do Deus dele”.

E6 assim os supervisores e os sátrapas, de comum acordo, foram falar com o rei: “Ó rei Dario, vive para sempre! Todos7 os supervisores reais, os prefeitos, os sátrapas, os conselheiros e os governadores concordaram em que o rei deve emitir um decreto ordenando que todo aquele que orar a qualquer deus ou a qualquer homem nos próximos trinta dias, exceto a ti, ó rei, seja atirado na cova dos leões. Agora8, ó rei, emite o decreto e assina-o para que não seja alterado, conforme a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada”. E9 o rei Dario assinou o decreto.

Quando10 Daniel soube que o decreto tinha sido publicado, foi para casa, para o seu quarto, no andar de cima, onde as janelas davam para Jerusalém I. Três vezes por dia ele se ajoelhava e orava, agradecendo ao seu Deus, como costumava fazer. Então11 aqueles homens foram investigar e encontraram Daniel orando, pedindo ajuda a Deus. Assim12 foram falar com o rei acerca do decreto real: “Tu não publicaste um decreto ordenando que nos próximos trinta dias todo aquele que fizesse algum pedido a qualquer deus ou a qualquer homem, exceto a ti, ó rei, seria lançado na cova dos leões?”

O rei respondeu: “O decreto está em vigor, conforme a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada”.

Então13 disseram ao rei: “Daniel, um dos exilados de Judá, não te dá ouvidos, ó rei, nem ao decreto que assinaste. Ele continua orando três vezes por dia”. Quando14 o rei ouviu isso, ficou muito contrariado, e como estava decidido a salvar Daniel, até o pôr-do-sol fez todo o esforço que pôde para livrá-lo.

Mas15 os homens lhe disseram: “Lembra-te, ó rei, que, conforme a lei dos medos e dos persas, nenhum decreto ou edito do rei pode ser modificado”.

Então16 o rei deu ordens, e eles trouxeram Daniel e o jogaram na cova dos leões. O rei, porém, disse a Daniel: “Que o seu Deus, a quem você serve continuamente, o livre!”

Taparam17 a cova com uma pedra, e o rei a selou com o seu próprio anel-selo e com os anéis dos seus nobres, para que a situação de Daniel não se modificasse. Tendo18 voltado ao palácio, o rei passou a noite sem comer e não aceitou nenhum divertimento em sua presença. Além disso, não conseguiu dormir.

Logo19 ao alvorecer, o rei se levantou e correu para a cova dos leões. Quando20 ia se aproximando da cova, chamou Daniel com voz aflita: “Daniel, servo do Deus vivo, será que o seu Deus, a quem você serve continuamente, pôde livrá-lo dos leões?”

Daniel21 respondeu: “Ó rei, vive para sempre! O22 meu Deus enviou o seu anjo, que fechou a boca dos leões. Eles não me fizeram mal algum, pois fui considerado inocente à vista de Deus. Também contra ti não cometi mal algum, ó rei”.

O23 rei muito se alegrou e ordenou que tirassem Daniel da cova. Quando o tiraram da cova, viram que não havia nele nenhum ferimento, pois ele tinha confiado no seu Deus.

O rei Dario divulgou um decreto em homenagem ao Deus vivo de Daniel, pedindo ao seu povo que o temesse e o reverenciasse.

Assim28 Daniel prosperou durante os reinados de Dario e de Ciro II, o persa.

 

v     Para entender a história

A ascensão de Daniel ao poder não compromete a sua integridade. Humildemente, reconhece que Deus é a fonte de todas as suas bênçãos. Em vez de abandonar a sua fé – mesmo por um curto período –, Daniel dispõe-se a perder a sua posição e enfrentar a morte. Sua fé jamais vacila, pois sabe que pode confiar em Deus para salvá-lo.

 

v     Curiosidades

                                     I.     “As janelas davam para Jerusalém” – Quando Salomão construiu o Templo, parte da sua “oração de inauguração” foi uma súplica especial, para o caso de o povo de Deus ser exilado: “Se lá eles se voltarem para ti de todo o coração e de toda a sua alma, na terra de seu cativeiro para onde foram levados, e orarem voltados para a terra que deste aos seus antepassados, para a cidade que escolheste e para o templo que construí em honra ao teu nome, então, dos céus, lugar da tua habitação, ouve a sua oração e a sua súplica, e defende a sua causa” (2º Crônicas 6:38-39).

                                  II.     “Os reinados de Dario e de Ciro” – Nessa época, Daniel tinha cerca de oitenta anos de idade. Morreu não muito após Ciro iniciar o seu longo reinado. Portanto, o “rei Dario” não pode ser Dario I, que reinou 28 anos após a morte de Ciro. Alguns estudiosos acreditam que Dario era o nome de trono de Ciro, na Babilônia. Outros sugerem que Dario foi um famoso general também chamado Guburu. Ciro nomeou Guburu como governador da maior província da Pérsia, que incluía Babilônia, Síria, Fenícia e Palestina.

 

- O rei dos animais: Uma espécie asiática de leão, já extinta, habitava muitas regiões do antigo Oriente Médio. A caça ao leão era o esporte favorito das classes superiores, principalmente ao longo das margens dos rios Tigre e Eufrates. Nas cidades reais, leões eram mantidos em cativeiro e procriavam. O leão era visto também como um símbolo de realeza e poder. Foi adotado como elemento gráfico pelos babilônios.

- O Império Persa: O Império Persa durou de cerca de 549 a.C. até cerca de 331 a.C., quando caiu diante de Alexandre, o Grande. No seu auge, estendia-se da Grécia, a oeste, até a Índia, no leste. Havia quatro cidades reais: Babilônia, Persépolis, Ecbátana e Susã.

- Sátrapas: Os persas desenvolveram um eficiente sistema para administrar as muitas províncias do império. Baseava-se em uma rede de governadores locais (os sátrapas).

 

Publicada inicialmente na Grã-Bretanha em 1997 por Dorling Kindersley Ltd, 9 Herietta Street, London WC2E 8PS.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário