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domingo, 28 de dezembro de 2025

Suas Resoluções Para 2026 Têm Propósito?


 

Estima-se que a prática de se fazer resoluções de Ano Novo vem dos antigos babilônios, desde há aproximadamente 3.000 anos.

Há um efeito psicológico que nos dá a ilusão/impressão de que algo absolutamente novo ocorre a cada início de ano. Na verdade, como seres cíclicos que somos, nos habituamos, desde que nos organizamos minimamente como sociedade humana, a praticar ritos de passagem. Mas fato é que não há diferença entre 31 de dezembro e de janeiro. Nada mágico ocorre à meia-noite do dia 31.

Mas, sabendo-se disso ou não, as resoluções persistem, e tornam-se comuns mesmo entre cristãos. A priori, nada de errado nisso. A Bíblia não fala nem a favor nem contra essa prática.

As resoluções mais comuns, segundo pesquisas – não sei se foram os ingleses que pesquisaram isso, pois eles adoram uma pesquisa! –, são de ordem prática: parar de fumar, parar de beber, iniciar uma dieta, iniciar atividades físicas, e por aí vai. Legal, são bons objetivos!

Entre os que professam e praticam a fé em Cristo, há resoluções como: orar mais, ler a Bíblia diariamente, frequentar mais a sua igreja. Bons objetivos também!

Podemos acrescentar outros que têm especial relevância: conviver mais com a família, arranjar tempo para os entes queridos, ser mais gentil e inclusivo...

E eu ainda acrescentaria: julgar menos e demonstrar mais os frutos do Espírito. Lembra quais são? Na verdade, a Bíblia chama de “fruto”, no singular, e eu tomei a liberalidade de chamar a cada uma das suas características de “gomos” deste fruto. Está assim escrito: O fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5:22-23). E ainda se acrescenta: Contra essas coisas não há lei. Sim, demonstrar isso no convívio com as pessoas é muito legal, é uma baita resolução!

No entanto, creio que para que haja bom êxito nisso tudo, deve haver propósito, pois, caso não haja, tudo se desvanece em uma semana ou duas – ou num dia ou dois, pois, sem propósito, há pouca persistência!

E qual o propósito que deveria haver? Lá vão algumas ideias...

Se o seu objetivo no ano que começa é orar mais, qual o principal tema da oração? Seria pedir materialidades e benesses físicas ou crescimento espiritual e benesses para a alma? Você oraria muito por si e pouco por outros? Pediria muito e agradeceria pouco? Ainda que pedindo, deixaria consciente e voluntariamente tudo fluir segundo a vontade de Deus, ou faria questão da sua vontade? Agradeceria e louvaria em oração? Pense nisso, pense de que modo oraria, com que propósito oraria.

Se você deseja ler mais a Bíblia, para que o faria? Seria como um ritual meio místico, achando que Deus lhe recompensaria/protegeria com isso, ou lhe daria alguma benesse material como recompensa por esse ato devocional? Seria para ter simplesmente mais conhecimento técnico? Seria para atender a sua superstição evangélica, achando que seria uma boa barganha com Deus? Ou seria para, em lendo em oração e comunhão, perceber e discernir o que Deus lhe revela/inspira pelo ativar do Espírito através da leitura? É para alimentar sua mente ou sua alma? É bom avaliar a motivação e o propósito.

Se a sua resolução for frequentar mais a sua igreja, qual a real motivação? No que prestaria mais atenção nesses encontros ecumênicos? Lhe faria bem o encontro com os irmãos? Faria a sua parte para tornar esse ambiente acolhedor e inclusivo? Qual o propósito de estar lá?

São só algumas coisas a se pensar sobre resoluções de Ano Novo...

Sim, 2026 vem chegando...

Para além das resoluções, procure ter propósito em tudo. Tudo o que é feito com propósito tem vida mais longa, tem essência, tem motivo de ser...

Algumas Palavras especiais sobre propósito:

O SENHOR faz tudo com um propósito (Provérbios 16:4).

Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do SENHOR (Provérbios 19:21).

 Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu (Eclesiastes 3:1).

Tu, SENHOR, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia (Isaías 26:3).

Que este texto de final de ano e início de um novo que aqui compartilho faça sentido para você, faça diferença, toque seus pensamentos, suas emoções e suas resoluções, pois o que compartilho é a Palavra do Senhor!

Assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei(Isaías 55:11).

Oro para que, para mim e para você, 2026 seja um ano cheio de bons propósitos!

Aí, sim, feliz Ano Novo!

 

Kurt Hilbert

domingo, 21 de dezembro de 2025

Jesus Nasceu em 25 de Dezembro?


 

O que provavelmente é a primeira menção do nascimento de Jesus em 25 de dezembro remonta ao século III, quando Hipólito de Roma escreveu: “O primeiro advento de nosso Senhor na carne, quando nasceu em Belém, foi em 25 de dezembro, quarta-feira” (Comentário Sobre Daniel, tr. de Schmidt, T. C., 2010, Livro 4, 23.3 em inglês). A primeira menção a qualquer tipo de comemoração nessa data se encontra no Calendário Filocaliano, que representa a prática romana, a partir do ano 336.

Várias razões foram propostas para a escolha de 25 de dezembro para o nascimento de Jesus:

1) O dia 25 de dezembro é nove meses depois de 25 de março, a data que o historiador Sexto Júlio Africano e o pai da igreja primitiva Tertuliano calcularam como o dia de Páscoa em que Jesus foi concebido (veja Adversus Judaeos de Tertuliano, capítulo VIII). Este cálculo foi baseado na tradição de que Jesus foi concebido e morreu no mesmo dia do calendário.

2) Segundo outra tradição, 25 de março foi o aniversário da criação do mundo. A concepção de Jesus naquela data levaria ao Seu nascimento em 25 de dezembro.

3) O dia 25 de dezembro coincidia com um festival pagão que celebrava o solstício de inverno. Assim, a igreja oferecia ao povo uma alternativa cristã às festividades pagãs e, com o tempo, reinterpretava muitos de seus símbolos e ações de modo a torná-los aceitáveis à fé e à prática cristãs.

O dia 25 de dezembro tornou-se cada vez mais aceito como a data de nascimento de Jesus. No entanto, há quem defenda que o nascimento ocorreu em outra época, como no outono. Os seguidores dessa teoria afirmam que os invernos da Judéia eram muito frios para os pastores cuidarem de seus rebanhos à noite. No entanto, a História prova o contrário, e temos evidências históricas de que os cordeiros imaculados para o sacrifício do templo eram de fato mantidos nos campos perto de Belém durante os meses de inverno. Dito isto, é impossível provar se Jesus nasceu ou não em 25 de dezembro. De fato, essa data não é o mais importante.

A verdade é que simplesmente não sabemos a data exata do nascimento de nosso Salvador. Na verdade, nem sabemos ao certo o ano em que Ele nasceu. Os estudiosos acreditam que foi entre 6 a.C. e 4 a.C. Uma coisa é certa: se Deus julgasse importante sabermos a data exata do nascimento do Salvador, certamente nos teria informado em Sua Palavra. O Evangelho de Lucas dá detalhes muito específicos sobre o evento, até mesmo o que o bebê estava vestindo – “envolto em faixas” – e onde dormia – “numa manjedoura” (Lucas 2:12). Esses detalhes são importantes porque falam de Sua natureza e caráter, manso e humilde. Mas a data exata de Seu nascimento não tem importância, e talvez seja por isso que Deus escolheu não mencioná-la.

O fato é que Ele nasceu, veio ao mundo para expiar nossos pecados, ressuscitou para a vida eterna e está vivo hoje. É isso que devemos celebrar, como nos é dito no Antigo Testamento em passagens como Zacarias 2:10, onde se lê: “Canta e exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho e habitarei no meio de ti, diz o Senhor”. Além disso, o anjo que anunciou o nascimento aos pastores trouxe “boa-nova de grande alegria, que será para todo o povo” (Lucas 2:10). Certamente há motivos para comemorar aqui todos os dias, não apenas uma vez por ano.

 

Fonte: www.GotQuestions.org/Portugues

domingo, 14 de dezembro de 2025

Inspiração e Iluminação: Ação do Espírito no Leitor


 

Se a inspiração explica como a Bíblia foi escrita, a iluminação explica como a Bíblia é compreendida. Ambas estão ligadas ao mesmo Espírito Santo: primeiro, Ele soprou a Palavra através dos autores; depois, continua agindo no coração dos leitores, para que a mensagem inspirada não permaneça como letra morta, mas se torne vida e transformação.

A iluminação é a ação pela qual o Espírito Santo abre a mente e o coração do ser humano para entender a Escritura em sua profundidade espiritual. Não se trata apenas de decifrar o sentido literal das palavras ou de compreender o contexto histórico — embora isso seja necessário —, mas de perceber a voz viva de Deus falando por meio delas. É o que Paulo descreve em 1 Coríntios 2:14, quando afirma que o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois lhe parecem loucura; apenas o espiritual as discerne.

Essa distinção é crucial: muitos podem ler a Bíblia como literatura ou documento histórico, mas somente pela iluminação do Espírito ela se revela como Palavra de Deus. É o Espírito quem convence, confronta, consola e guia. É Ele quem faz com que um versículo escrito há milênios fale de maneira direta e atual às situações da vida contemporânea.

A iluminação também preserva a unidade entre inspiração e autoridade. Sem o Espírito, a Bíblia poderia ser manipulada de acordo com interesses humanos, perdendo seu caráter sagrado. Mas com a iluminação, o crente é conduzido a uma leitura obediente, que reconhece a voz divina acima de suas próprias opiniões. Por isso, a oração tem papel fundamental no estudo da Escritura: não é apenas um ato de devoção, mas uma abertura consciente ao Espírito, que transforma o estudo em experiência espiritual.

Além disso, a iluminação mostra que a revelação não é estática. Embora o conteúdo da Escritura seja imutável, sua aplicação é dinâmica. O mesmo texto pode ensinar, repreender ou consolar de modos diferentes em momentos distintos da vida do crente. Isso acontece porque o Espírito Santo adapta a mensagem eterna às circunstâncias do presente, sem distorcê-la, mas aplicando-a de forma pessoal e comunitária.

Podemos dizer, então, que a iluminação é a ponte entre o texto inspirado e a vida do leitor. Ela transforma informação em convicção, letra em espírito, leitura em encontro. Ao iluminar a mente e o coração, o Espírito Santo faz da Bíblia não apenas um livro a ser estudado, mas uma voz a ser ouvida, uma presença a ser experimentada, um guia para a caminhada da fé.

 

CSTF

 

Fonte: https://www.facebook.com/groups/752717255177909/?locale=pt_BR

domingo, 7 de dezembro de 2025

184 – Palavras de Profecia (Malaquias 1 – 4)


 

Uma1(versículo de Malaquias 1) advertência: a palavra do SENHOR contra Israel, por meio de Malaquias.

“Eu2 sempre os amei”, diz o SENHOR.

“Mas vocês perguntam: ‘De que maneira nos amaste?’”

“Não era Esaú irmão de Jacó?”, declara o SENHOR. “Todavia eu amei Jacó, mas3 rejeitei Esaú I. Transformei suas montanhas em terra devastada e as terras de sua herança em morada de chacais do deserto”.

Embora4 Edom afirme: “Fomos esmagados, mas reconstruiremos as ruínas”, assim diz o SENHOR dos Exércitos: “Podem construir, mas eu demolirei”.

“O6 filho honra seu pai, e o servo o seu senhor. Se eu sou pai, onde está a honra que me é devida? Se eu sou senhor, onde está o temor que me devem?”, pergunta o SENHOR dos Exércitos a vocês, sacerdotes. “São vocês que desprezam o meu nome!”

“Na8 hora de trazerem animais cegos para sacrificar, vocês não veem mal algum. Na hora de trazerem animais aleijados e doentes como oferta, também não veem mal algum. Tentem oferecê-los de presente ao governador II! Será que ele se agradará de vocês? Será que os atenderá?”, pergunta o SENHOR dos Exércitos.

“Maldito14 seja o enganador que, tendo no rebanho um macho sem defeito, promete oferecê-lo e depois sacrifica um animal defeituoso”, diz o SENHOR dos Exércitos; “pois eu sou um grande rei, e o meu nome é temido entre as nações.”

Judá11(versículo de Malaquias 2) tem sido infiel. Uma coisa repugnante foi cometida em Israel e em Jerusalém; Judá desonrou o santuário que o SENHOR ama; homens casaram-se com mulheres que adoram deuses estrangeiros.

Vocês17 têm cansado o SENHOR com as suas palavras.

“Como o temos cansado?”, vocês ainda perguntam. Quando dizem: “Todos os que fazem o mal são bons aos olhos do SENHOR, e ele se agrada deles”, e também quando perguntam: “Onde está o Deus da justiça?”

“Vejam1(versículo de Malaquias 3), eu enviarei o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim. E então, de repente, o Senhor que vocês buscam virá III para o seu templo; o mensageiro da aliança, aquele que vocês desejam, virá”, diz o SENHOR dos Exércitos.

Mas2 quem suportará o dia da sua vinda? Quem ficará de pé quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão do lavandeiro. Ele3 se sentará como um refinador e purificador de prata; purificará os levitas e os refinará como ouro e prata. Assim trarão ao SENHOR ofertas com justiça.

“De6 fato, eu, o SENHOR, não mudo. Por isso vocês, descendentes de Jacó, não foram destruídos. Desde7 o tempo dos seus antepassados vocês se desviaram dos meus decretos e não os obedeceram. Voltem para mim e eu voltarei para vocês”, diz o SENHOR dos Exércitos.

“Pois1(versículo de Malaquias 4) certamente vem o dia IV, ardente como uma fornalha. Todos os arrogantes e todos os malfeitores serão como palha, e aquele dia, que está chegando, ateará fogo neles”, diz o SENHOR dos Exércitos. “Nem raiz nem galho algum sobrará. Mas2 para vocês que reverenciam o meu nome, o sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas”.

“Lembrem-se4 da Lei do meu servo Moisés, dos decretos e das ordenanças que lhe dei em Horebe para todo o povo de Israel”.

“Vejam5, eu enviarei a vocês o profeta Elias V antes do grande e terrível dia do SENHOR. Ele6 fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais”.

 

v     Para entender a história

Malaquias enfrenta uma comunidade judaica mergulhada na apatia. Suas palavras são pronunciadas para voltar a despertar a fé do povo em Deus e para lembrá-lo de que se encontram em tal estado de corrupção como resultado de sua própria letargia religiosa, e não porque Deus o abandonou. Mas Malaquias oferece esperança, reafirmando a promessa divina de um Messias.

 

v     Curiosidades

                                     I.     “Eu amei Jacó, mas rejeitei Esaú” – Esta expressão refere-se à ocasião em que Deus fez a sua aliança com Jacó (o ancestral dos israelitas) e rejeitou o seu irmão Esaú (o antepassado dos edomitas). Na época de Malaquias, os edomitas pareciam se beneficiar da ruína de Israel. Ele promete que Deus punirá os edomitas. Essa profecia foi concretizada em 400 a.C., quando os árabes nabateus forçaram os edomitas a deixarem sua terra natal e se reinstalarem no sul da Palestina, numa área chamada de Idumeia.

                                  II.     “Tentem oferecê-los de presente ao governador” – Malaquias destaca a falta de respeito dos sacerdotes a Deus, o seu Senhor soberano. Ele quer saber se os sacerdotes teriam a ousadia de fazer oferendas com animais defeituosos ao governador persa, o opressor estrangeiro.

                               III.     “O Senhor que vocês buscam virá” – Malaquias reafirma aos israelitas desiludidos que a expectativa de um Messias será concretizada.

                                IV.     “Certamente vem o dia” – Deus promete, através do ministério do Messias, um dia de julgamento na terra. Os bons serão salvos, e os maus, destruídos.

                                   V.     “Eu enviarei a vocês o profeta Elias” – Deus enviará um profeta para preparar a chegada do Messias. Esse profeta é o novo Elias – posteriormente identificado, no Novo Testamento, como João Batista (Mateus 11:18).

 

- Malaquias: Estudiosos da Bíblia colocam este profeta vivendo por volta de 450 a.C., durante o período pós-exílio. Nessa época, Israel era um fraco estado vassalo em depressão econômica. Malaquias (“meu mensageiro”, em hebraico) transmite a mensagem de Deus a uma nação que não vira concretizadas as suas expectativas de um novo reino em Jerusalém.

- Moisés e Elias: Moisés e Elias foram duas das mais importantes figuras históricas de Israel. Ambos apareceram diante dos três apóstolos – Pedro, Tiago e João –, durante a transfiguração de Jesus. Moisés foi o maior líder e legislador de Israel, e Elias, o representante dos profetas.

 

Publicada inicialmente na Grã-Bretanha em 1997 por Dorling Kindersley Ltd, 9 Herietta Street, London WC2E 8PS.

 

Aqui se encerram as publicações chamadas de “histórias bíblicas”, completando 184 postagens.

Tudo se inicia com Jesus e o Novo Testamento – que é a postagem número 1, feita em 29 de janeiro de 2020. Assim, você pode perceber que foi um trabalho de postagens de praticamente 5 anos.

Todas estas postagens encontram-se aqui neste Blog, de forma alternada, e você pode ler todas elas, tendo, assim, um bom apanhado sobre toda a Bíblia.

Espero que tenha podido ser possível atender às expectativas dos leitores.

Seguimos, logicamente, com novas postagens, semanalmente, abordando temas do Evangelho e do discipulado de Cristo.

Siga nos acompanhando!

 

Kurt Hilbert

domingo, 30 de novembro de 2025

A Necessidade de Pregar


 

1º Coríntios 9:16

Contudo, quando prego o evangelho, não posso me orgulhar, pois me é imposta a necessidade de pregar. Ai de mim se não pregar o evangelho!

 

Por um bocado de tempo eu não consegui entender esta afirmação do apóstolo Paulo, quando ele diz que lhe é imposta a necessidade de pregar. Mais tarde, porém, entendi – e me lembrei de Jesus dizendo a Pedro, sobre a momentânea incompreensão de algo: “Você não compreende agora o que estou lhe fazendo; mais tarde, porém, entenderá (João 13:7). Sim, chega uma hora em que entenderemos o que temos que entender, e foi assim comigo em relação a esta declaração de Paulo.

O apóstolo falava que não podia se orgulhar de pregar o Evangelho, como se esta obra fosse sua, como se fosse simples escolha sua, como se fosse pela sua capacidade oratória e de persuasão que o fazia, trazendo após si centenas de novos discípulos convertidos a Cristo. Em não se orgulhando do que fazia, confessava-se, por si só, impotente para este serviço.

Ainda, este afazer agora lhe era imposto, por impulsionamento do Espírito em sua pessoa, e também, de certa forma, em reposta ao amor de Cristo que o encontrara naquele fatídico caminho em direção a Damasco. Paulo agora sabia o que de si era esperado: que ele fosse um compartilhador daquilo que o Senhor lhe dera, a saber, a revelação de Jesus Cristo! Paulo não se considerava alguém digno de elogio, apenas alguém que tinha o privilégio de cumprir um dever que o Senhor lhe dera!

Paulo sabe que Deus o impulsionou a pregar o Evangelho. Este agora era um dever divinamente outorgado – por isso diz que me é imposta a necessidade de pregar.

Paulo sabe, também, que não há glória pessoal nisso. Ele não é digno de receber nenhum elogio por este trabalho, posto que o mesmo é inspirado e revelado pelo Espírito. Ele teria mérito se tudo isso partisse dele, mas, como sabe que de si nada partiu, atribui toda a glória ao Senhor! E se sente grato por Deus lhe ter atribuído essa tarefa.

E agora, algo muito peculiar nisso tudo: Paulo sabe que pode sofrer punição se não o fizer! Sim, e trato de esclarecer esse ponto da melhor forma que posso, a fim de deixar bem compreendido e não passível de má interpretação.

O parágrafo anterior se começa a entender quando olhamos com discernimento e sabedoria para esta declaração: Ai de mim se não pregar o evangelho!

“Ai de mim” pressupõe castigo, penalização, consequências... e é isso mesmo!

Mas, ao contrário do que possa parecer quando olhado de forma rápida e superficial, esta declaração não teme um castigo divino, mas, sim, uma consequência autoprovocada em caso de esta tarefa ser negligenciada. E aqui está o ponto alto desta compreensão: a de que o descumprimento de um mandamento sempre provoca ao descumpridor uma consequência autoimposta.

É como se o apóstolo compreendesse – acertadamente – que o principal prejudicado seria ele mesmo, uma vez que compreende que o primeiro beneficiado pelo anúncio do Evangelho é ele próprio.

Sim, por isso que anunciar o Evangelho é um privilégio! Quem o anuncia é o primeiro a comer do seu fruto!

Lá no início do texto eu disse que por muito tempo não eu compreendera esta declaração paulina. Agora, decorridos estes poucos parágrafos, creio que você compreenda por que passo a compreendê-la.

Por aproximadamente quinze anos eu exerci um cargo – voluntário e não remunerado – em uma denominação eclesiástica. Entre outras atribuições que tinha, a de pregar era uma. Depois do meu desligamento deste cargo pensei em largar de mão tudo isso. Deparei-me, no entanto, com esta declaração da Palavra: Os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis (Romanos 11:29). E ainda: Faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério (2º Timóteo 4:5). Ora, tudo isso dizia respeito a mim, eu sabia! Mas claudiquei bastante até conscientizar-me disso plenamente.

Sim, cambaleei um bocado por aí, tateando na Verdade entre uma queda e outra, entre um levantar e outro... até que caiu a ficha, deu-se a conexão, e a revelação me pareceu clara!

Os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis e a obra de um evangelista é atender a este chamado, saber que os dons são de Deus emprestados a mim e, assim, torna-se irrevogável também a mim a necessidade de pregar o Evangelho!

Pegando emprestado outro discernimento do apóstolo Paulo, não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê [...] porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé (Romanos 1:16-17), e sei que tudo isso diz respeito a mim e ao que eu faço – e não quero deixar de fazê-lo!

Sim, entendo perfeitamente o que diz o apóstolo Paulo quando diz o que diz...

Espero que você, que aqui me dá a honra de ler estas linhas, também entenda...

Quem sabe você não faz parte deste time também?

Seja como for, saiba que o Senhor tem algo único para você, para cada um de nós!

Os planos do SENHOR permanecem para sempre, os propósitos do seu coração, por todas as gerações (Salmo 33:11).

 

Por ora é isso.

Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!

Saudações,

Kurt Hilbert

domingo, 23 de novembro de 2025

O Espelho e a Inveja


Quando o brilho do outro revela a sombra em nós.

 

A inveja é o amor que adoeceu. É a admiração que se recusou a aprender e preferiu atacar. Quando o outro prospera, não é o sucesso dele que nos fere, é o reflexo daquilo que poderíamos ser, mas não tivemos coragem de nos tornar. Santo Agostinho já advertia: “O orgulho não é grandeza, mas inchaço; e o que está inchado parece grande, mas não é sadio”. A alma invejosa é uma alma inchada, vive de comparações, não de vocações.

Nietzsche via na inveja um sintoma da “moral dos escravos”, aquela que condena o êxito alheio porque teme a própria liberdade. Freud, por sua vez, chamava isso de narcisismo das pequenas diferenças, o incômodo que surge quando o outro, tão semelhante, alcança algo que julgávamos inalcançável. Kierkegaard dizia que “o desespero é a doença mortal”, e talvez o desespero moderno seja perceber que o vizinho floresceu no mesmo solo onde eu estagnei.

Na psicologia, Winnicott lembra que a maturidade é suportar o sucesso do outro sem perder o próprio valor. O imaturo não suporta o brilho alheio porque vive da comparação, não da autenticidade. Carl Jung completaria: “Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a compreender a nós mesmos”. O que chamamos de crítica moral muitas vezes é apenas uma confissão pública de inferioridade disfarçada de virtude.

Han observa que a sociedade do cansaço transformou a inveja em ressentimento crônico: o sujeito contemporâneo não suporta a felicidade alheia porque perdeu o sentido da própria. Hannah Arendt chamaria isso de banalidade da inveja, a incapacidade de pensar por si e a fuga da responsabilidade de agir. Viktor Frankl, sobrevivente do absurdo, ensinou que a vida sempre tem sentido, inclusive no fracasso; mas só encontra sentido quem decide se levantar.

Do ponto de vista da neurociência, Antonio Damásio mostra que emoções como a inveja ativam áreas do cérebro ligadas à dor física; invejar é, literalmente, sofrer. Já a psiquiatria clássica, em nomes como Karl Jaspers, identifica na inveja a cisão entre o eu real e o eu ideal: quanto maior o abismo entre quem sou e quem gostaria de ser, maior o ódio projetado em quem conseguiu.

O Evangelho, sempre atual, desvela o mesmo mistério: Caim mata Abel não por maldade pura, mas porque não suportou ver a oferta do irmão aceita. Jesus, o maior dos psicólogos da alma, advertiu que “é de dentro do coração humano que saem as más intenções” (Marcos 7:21). O problema nunca está no outro, mas no espelho que ele se torna.

É tempo de curar a inveja, essa lepra da alma. A cura começa quando aplaudimos quem venceu e nos comprometemos a crescer também. Prosperar não é pecado. Pecado é escolher a arquibancada e cuspir naqueles que ousaram correr.

 

(um texto do Pe. Prof. Ddo. André Varisa)

domingo, 16 de novembro de 2025

Orar Até Ser Atendido ou Até Entender o Que Deve Ser Entendido


 

Lucas 18:1

Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar.

 

A oração é fantástica! Orar é maravilhoso!

Podemos olhar para a oração e para o ato de orar sob muitos prismas. Hoje, neste texto, quero trazer dois prismas, duas formas de entendermos a oração.

Primeiro, como relacionamento e comunhão com Deus.

Depois, como processo e mecanismo.

Através da oração nos comunicamos com Deus. Amo o conceito de que Deus nos fala por Sua Palavra, e nós Lhe falamos pela nossa oração! Este conceito ensina o diálogo divino/humano e humano/divino. É como a própria Bíblia, que é uma construção divina/humana e humana/divina.

Em nos comunicando com Deus através da oração, criamos este diálogo humano/divino que falei acima, e criamos também – a quatro mãos – um relacionamento, uma intimidade e uma comunhão. Como humanos, somos seres relacionais, e Deus ama Se relacionar conosco. Se assim não fosse, Ele não teria vindo ao nosso encontro humanamente em e por Jesus de Nazaré, o Seu Cristo! “Eu e o Pai somos um”, Jesus falou em João 10:30.

Então, pela oração abrimos conversas com Deus, e Lhe podemos falar tudo – tudo mesmo! Podemos falar dos nossos agradecimentos, das nossas alegrias, das nossas conquistas, das nossas certezas em fé, e também podemos falar das nossas carências, das nossas tristezas, das nossas perdas, das nossas dúvidas... Enfim, de tudo!

E, nestas conversas, podemos ter a certeza em fé de que Ele nos responde. Primeiramente, nos responde em Sua Palavra, se temos o hábito da leitura bíblica. E Ele nos responde também nalguma pregação do Evangelho, nalgum diálogo com um irmão ou irmã que compartilha a mesma fé, ou mesmo nalguma circunstância qualquer, mas na qual “sabemos” que há ali uma resposta d’Ele. Para isso, temos que pedir por sabedoria e discernimento – para “sabermos” quando Quem nos fala é Deus e quando não é.

Então, primeiramente, a oração nos traz este relacionamento pessoal com Deus.

Depois, a oração abre caminho como um processo e um mecanismo que coloca a existência em movimento.

Esta segunda abordagem merece muito cuidado. Cuidado da minha parte, que em palavras aqui procuro descrevê-la, consciente das minhas limitações e das limitações das próprias palavras; e cuidado da sua parte, que aqui lê, para que o faça com boa vontade de compreensão e me perdoe pelas limitações. Vamos lá...

O ato de orar sempre será um ato relacional com Deus, mas, concomitantemente, também será uma declaração da parte de quem ora sobre o que crê e espera.

Pela oração, dizemos a Deus e à existência que Ele criou/cria/criará sobre o que cremos e como cremos. Quando dizemos das nossas carências, dizemos que temos consciência delas, sabemos o que nos falta, e o pedimos a Deus, para que a existência por Ele criada nos traga as petições. Assim, dizemos que sabemos que Deus traz à existência o que ainda não existe, conforme Romanos 4:17 – ... e chama à existência coisas que não existem, como se existissem. Da mesma forma, quando dizemos não das nossas carências, mas daquilo que sabemos que temos por fé, agradecemos antecipadamente por tudo – pelo que já temos e pelo que ainda está por vir, na fé da obtenção. Veja que interessante a declaração do que é fé: A fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos (Hebreus 11:1). Ora, em a fé sendo a certeza daquilo que esperamos, então podemos ter certeza sobre o que pedimos em oração, esperando que o Senhor o traga à existência, ainda que naquele momento não o vejamos. E, em assim sendo, a fé se torna a própria prova daquilo que ainda não é, mas que já é em fé e na certeza de que Deus sabe do que necessitamos!

Assim, pela oração, “colocamos em movimento” a existência! Os pensadores da espiritualidade moderna diriam que “dizemos ao universo e o universo nos responde” – mas esta é uma colocação pobre e simplista, reducionista demais! Não é ao universo que dizemos, mas a Deus, e não é o universo quem nos responde, mas Deus, uma vez que Deus É Tudo o Que É!

Sim, Deus É Tudo o Que É! Assim Ele o declarou em tempos antiquíssimos: Disse Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês” (Êxodo 3:14). E assim Jesus o declara em oração: “Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste (João 17:20-23). Assim está dito por Paulo, falando aos atenienses sobre Deus Ser a própria Criação em Si mesmo: Pois nele vivemos, nos movemos e existimos (Atos 17:28). E assim também está dito na doutrina dos apóstolos: Porque ele “tudo sujeitou debaixo de seus pés”. Ora, quando se diz que “tudo” lhe foi sujeito, fica claro que isso não inclui o próprio Deus, que tudo submeteu a Cristo. Quando, porém, tudo lhe estiver sujeito, então o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, a fim de que Deus seja tudo em todos (1º Coríntios 15:27-28).

Caso preciso seja, releia as declarações do parágrafo acima, dadas pela Palavra do Senhor, pedindo a Deus a sabedoria para a compreensão delas como elas são.

Seguindo, portanto, sabemos agora que a oração traz em si este processo e este mecanismo do pedir em fé, esperar em fé, e alcançar por fé, segundo a vontade de Deus. Sim, isso é importante: como a oração é este caminho paralelo de relacionamento/processo, Deus nos concede o que Ele sabe que seja o melhor. Veja só: Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam (Romanos 8:28), significando dizer que Deus traz à existência, em reposta à oração, aquilo que nos faz bem! Por isso do apóstolo João nos dizer tão claramente: Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a vontade de Deus, ele nos ouvirá. E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos (1º João 5:14-15). E é também por isso que Tiago nos desperta para a realidade da oração quanto aos seus resultados: Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. [...] A oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e os céus enviaram chuva, e a terra produziu os seus frutos (Tiago 5:13-18).

E agora, para finalizar, quero lembrar da parábola que Jesus contou em Lucas 18:1-8, que foi mencionada lá no início do texto, como base para o que escrevo:

Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. Ele disse: “Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com os homens. E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’. Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: ‘Embora eu não tema a Deus e nem me importe com os homens, esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não venha me importunar’”. E o Senhor continuou: “Ouçam o que diz o juiz injusto. Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar? Eu lhes digo: ele lhes fará justiça, e depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?”

“Encontrará fé na terra?”, é a pergunta retórica, que deve nos ser um alerta! Temos tido fé para “orar sempre e nunca desanimar”? Seguindo o exemplo desta mulher que “se dirigia continuamente a ele”, também nos dirigimos continuamente a Deus em nossas orações?

Continuidade e perseverança, sempre e sem desanimar...

Eu preciso entender que a oração é relacionamento e tem este poder/processo de colocar a existência em movimento.

E a existência em movimento nem sempre me trará o que espero/oro, mas, por vezes e conquanto seja melhor para mim, não trará o orado, mas me fará entender o que devo entender/aprender.

Eu preciso entender, de uma vez por todas, que devo orar até ser atendido ou até entender o que deve ser entendido!

E, em fé e confiança pacificada, devo saber que será sempre feita a vontade de Deus!

Graças a Deus por assim ser!

Quero encerrar este texto, porém, com dois exemplos práticos pelo que orar.

Primeiro, há os casos pontuais que podem/devem ser objetos da nossa oração: uma situação pessoal, uma situação com algum familiar, com um amigo, com um conhecido. Uma vez orado e alcançado o pedido da oração, o tema se encerra em si mesmo. Agradece-se e ponto. Há o início do processo e sua conclusão.

Você imagina quanto a existência pode ser movimentada pela oração de uma pessoa, ou de cinco, ou de dez?!

E há, também os casos contínuos, que podem/devem ser objetos da nossa oração: a pobreza extrema, situações de guerra e conflitos que tolhem vidas, a fome que mata crianças na África, mortes nos conflitos do Oriente Médio, doentes em hospitais, pessoas em situação de rua. Acontecem com pessoas que nem conhecemos e são situações aparentemente sem solução, pelo menos sem solução dada por nós, humanos. Nestes casos, os pedidos da oração são alcançados diariamente, mas, assim como milhares podem ser ajudados hoje, há novos milhares necessitando de nova ajuda amanhã, e depois, e mês que vem, e ano que vem. Este é um belo exemplo do orai sem cessar, que a Bíblia nos aconselha.

Você imagina o quanto a existência pode ser movimentada pela oração de uma pessoa, ou de mil, ou de um milhão, ou de dez milhões?!

Eu entendo assim: Deus está sempre disponível a ajudar, e o faz por conta própria, quando quer, onde quer, como quer e com quem quer. Mas Deus deixou na mão humana uma parte desta ação – pela oração – como privilégio de contribuir em amor para que mais seja movido em direção ao próximo. Eu entendo que Deus nos propõe uma ação em parceria, uma ação conjunta.

Eu o convido: ore, ore sempre, ore simples, ore grato – e saiba que o milagre já está acontecendo!

 

Por ora é isso.

Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem!

Saudações,

Kurt Hilbert