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domingo, 30 de outubro de 2016

O Caminho de Jesus


O normal na trajetória terrena de Jesus de Nazaré, segundo os evangelhos, foi lidar com gente que precisava se ressignificar, se reinventar, se reconectar consigo mesmos, com o próximo e com Deus.
O normal pra Jesus de Nazaré é lidar com gente trincada, gente que não deu certo, gente fracassada, gente excluída, gente que não é vista, gente invisível, gente marginalizada, a escória, os que ninguém querem por perto.
O normal pra Jesus de Nazaré é lidar com hipócritas, cínicos, dissimulados, religiosos, traidores, covardes, canalhas, adúlteros, criminosos, gente da pior qualidade ou sem nenhuma qualidade.
"Vim para os doentes", dizia Ele.
Não vim para os certinhos e santinhos.
Vim para os que não têm nenhum valor.
Vim para os que não se sentem parte da humanidade.
Vim pra resgatar a humanidade no que foi desumanizado.
Este é o trajeto normal pra Jesus de Nazaré.
Bem, se este é o trajeto normal pra Jesus de Nazaré, meu Mestre e Senhor, então também é o meu trajeto.
Sou um dos que Ele encontrou pelo caminho e devolveu-me a humanidade e a vida.
Isto pra mim é o Evangelho, é a Graça distribuída indistintamente.
O Evangelho é o lugar pra onde volto todos os dias e digo ao meu Senhor: "Eis me aqui outra vez".
E Seus braços sempre se abrem e me acolhem, me põem de pé, encorajam-me a tomar minha vida, nunca terceirizá-la, andar, caminhar e voltar pra casa, pra mim mesmo, para meu próximo e para Deus.
Hoje, mais uma vez, fiz este caminho, no Caminho.


Um texto de Carlos Bregantim

domingo, 23 de outubro de 2016

Palavras e Colheitas


          Provérbios 12:14
          Do fruto de sua boca o homem se beneficia, e o trabalho de suas mãos será recompensado.

          Cuidemos sempre com as palavras que proferimos.
          Em culturas orientais, há a crença que as palavras têm poder. Mas isso não é uma crença apenas oriental, ou de culturas religiosa-filosóficas budistas, hinduístas ou similares; é também um ensinamento judaico-cristão, presente em inúmeras citações no Velho Testamento.
          E no Novo Testamento o apóstolo Paulo também ensina sobre os cuidados com os pensamentos – que sempre antecedem as palavras, pois primeiro pensamos, depois falamos. Na carta aos Filipenses, no capítulo 4, versículo 8, ele fala: Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.
          A noção do poder das palavras, entretanto, não é uma ideia mágica ou esotérica. Palavras são vibrações que concretizam aquilo que está em nosso interior. Em outras palavras, nosso ser – corpo e alma – vibra na mesma onda daquilo que verbalizamos.
          Existe, dentro do gênese bíblico, a noção clara que Deus criou tudo pela Palavra – inclusive a nós, seres humanos, qualificados biblicamente como criados à Sua imagem e semelhança. Capacitados por essa imagem e semelhança, também temos a condição de interferirmos na vida – na nossa especialmente – por nossas palavras. Isso é corroborado na Bíblia, tanto nos escritos mais antigos quanto nos escritos evangélicos.
          A Bíblia nos chama a atenção para cuidarmos com nossas palavras, ou – em outra forma de dizer a mesma coisa – com a nossa língua.
          Tiago, o irmão de Jesus, convertido às Boas Novas de Cristo – o Evangelho – apenas depois da morte e ressurreição de Jesus, escreve em sua epístola – a epístola de Tiago no Novo Testamento – que a língua é um pequeno órgão do ser humano, mas muito difícil de ser domada. A língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim! (Tiago 3:8-10). Claro que ele falava da língua como capacidade de falar, como órgão importante para a expressão de mensagens decodificadas em palavras. Era disso que falava. Mas falava com uma propriedade tal, que deixava claro a importância de cuidarmos do que sai da nossa boca.
          Jesus mesmo, em Seu tempo terráqueo, ensinava que pecado não é aquilo que entra pela boca, mas pode ser pecado aquilo que sai dela. “O que entra pela boca não torna o homem ‘impuro’; mas o que sai da boca, isso o torna ‘impuro’” (Mateus 15:11).
          Este Provérbio supracitado, que serve como base para o que aqui escrevo, nos ensina que do fruto da nossa boca, das nossas palavras, nos beneficiamos – ou nos maleficiamos, dependendo daquilo que falamos.
          Com nossas palavras influenciamos diretamente no ambiente em que estamos. Podemos transmitir paz, alegria, amor, harmonia e vida. Ou podemos transmitir tumulto, tristeza, medo, discórdia e morte. É assim, não tem jeito!
          Por nossas palavras guiamos nosso pensar e nosso sentir. De acordo com nossas emoções, regemos também a fisicalidade do nosso ser, o nosso corpo. Pessoas gratas à vida – e que demonstram isso no seu modo de falar – têm mais possibilidades de desfrutar saúde emocional e física. Pessoas pessimistas e descontentes tendem a somatizar doenças psíquicas e físicas. A medicina comprova essa tendência, não é invenção minha.
          Então, é preciso vigiar a nossa língua, e orar para que sejamos capazes de falar apenas o que traz bom proveito a nós e àqueles que nos ouvem.
          Nossas palavras brotam dos nossos pensamentos e sentimentos. O que pensamos, sentimos – ou vice-versa –, e isso falamos. Jesus ensinava que a boca fala daquilo que está cheio o coração! Simples assim, como simples Ele é.  E Ele deixa claro que isso tem relação direta com tudo. Veja isso: “Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom. Toda árvore é reconhecida por seus frutos. Ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas de ervas daninhas. O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração” (Lucas 6:43-45).
          As palavras definem quem somos, e se refletem em nossas atitudes. É por isso que colheremos dos frutos de nossas mãos aquilo que semeamos pelas palavras da nossa boca.

          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
          Saudações,
          Kurt Hilbert

domingo, 16 de outubro de 2016

Cada Oração é Uma Flor

João 15:5
“Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma”.
        
  
          Jesus é a videira,
          nós somos os ramos.
Quando firmes estamos
na vida que da videira flui,
cada oração nossa influi
no fruto que o ramo dá.
Quando elevamos uma prece
o ramo que somos floresce
e, naturalmente, Deus vê a flor.
Cada prece que o orador
pronuncia de coração
é ouvida pelo Criador,
que põe a vida em ação
e faz um fruto da flor.
E do fruto desfruta a vida,
espalhando sua semente,
e prolifera a videira,
que dá alimento permanente
do qual o orador se alimenta.
          Jesus é a videira,
          nós somos os ramos.
Sempre que oramos
cada oração é uma flor
que floresce e dá o fruto
puro e impoluto
com lindos gomos de amor.
Ore! Floresça! Frutifique!
Aflore! Permaneça! Fortifique!
Sempre fique... em Jesus!


Kurt Hilbert

domingo, 9 de outubro de 2016

Temor Não é Medo


          Salmo 128:1-2
          Como é feliz quem teme o SENHOR, quem anda em seus caminhos! Você comerá do fruto do seu trabalho, e será feliz e próspero.

          Quando a Bíblia fala em temor a Deus, ela não fala no sentido de medo, mas de reconhecimento, respeito e devoção. Nunca de medo.
          Reconhecer é conhecer de novo, isto é, conhecer a cada dia que se é porque Deus é e nos criou segundo Sua imagem e semelhança. É reconhecer que tudo o que vivenciamos em amor vem d´Ele, e que, por Ele, temos acesso ao amor como Ele é, cheio de graça e abnegado, solícito e puro.
          Respeito é saber-se pequeno e dependente de Deus, sabendo que apenas somos o que e quem somos porque Ele, nalgum momento, decidiu que assim seria, e que, se Ele assim não o quisesse, simplesmente nenhum de nós seria, equivalendo a dizer que nem mesmo existiríamos.
          Ter devoção é devotarmo-nos a Ele e à vida, com e pelo próximo, pelo outro ser humano, seja ele quem seja, pois é apenas através do ser humano que posso devotar-me a Deus, posto que Ele disse, por Jesus, que estaria em todo aquele que conosco estivesse e com quem estivéssemos.
          Aquele que pode reconhecer a Deus como o Criador, como o Salvador de nossa alma-essência de ser, como a Fonte de todo o mais puro amor, este teme a Deus.
          Aquele que manifesta respeito a toda a forma de vida, a toda pessoa, desde a mais destacada à mais humilde em condições, que trata a todos como gostaria de ser tratado, este teme a Deus.
          Aquele que mostra devoção a Deus devotando-se a amar ao próximo como a si mesmo, este teme a Deus.
          Como podemos ver, o temor a Deus é o reconhecimento de que só somos porque Ele é!
          Isso faz com que possamos semear sementes de amor a cada dia, e isso não é apenas uma frase de efeito de autoajuda ou blablabla poético. Não. Isso é vida!
          Assim, iremos colher o que plantamos de bem, desfrutar a alegria de amar ao nosso próximo na certeza de que para tal somos capacitados porque Ele nos amou primeiro.
          Isso fará com que encontremos e reconheçamos a felicidade nas mais pequenas coisas do nosso dia-a-dia, sabendo que a felicidade estará em nossa vida se assim o decidirmos. E seremos prósperos!
          Mas será uma prosperidade compartilhada, fazendo com que sejamos vistos como seres que brilham e compartilham a luz!
          Nunca é uma prosperidade teologicamente vendida como sendo resultado daquilo que supostamente damos a Deus – e do que alguns espertos desfrutam – em troca do que esperamos – e determinamos – que Deus nos dê por causa da nossa atitude de dar. Isso é sem-vergonhice pseudo-evangélica, é barganhar com Deus, é a antítese do que seja o Evangelho!
          Prosperidade, do ponto de vista de Jesus – o único que vale! – é diferente.
          Aos olhos de Jesus, ser próspero é compartilhar aquilo que temos, em especial o amor, a alegria, a paz, a paciência, a amabilidade, a bondade, a serenidade, a fé, a esperança, a vida! E o pão, quando assim se fizer oportuno e necessário.
          Ser próspero, aos olhos de Jesus, é estarmos repletos de vida em amor!
          E nunca precisaremos ter medo, posto que o verdadeiro amor lança fora o medo.
          Como somos felizes quando assim podemos ser!

          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
          Saudações,
                Kurt Hilbert

domingo, 2 de outubro de 2016

Não Importa, Volte Pra Mim!


João 6:37
“Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei”. (Jesus de Nazaré)

Não importa de onde, volte pra Mim.
Não importa de onde você vem, volte pra Mim.
Não importa por ond
e andou e o que fez ou deixou de fazer, volte pra Mim.
Não importa quão longe você foi, volte pra Mim.
Não importa com quem você andou, volte pra Mim.
Não importa as marcas, as cicatrizes das feridas que te feriram, volte pra Mim.
Não importa se há feridas abertas e sangrando, volte pra Mim.
Não importa se os relacionamentos se romperam e você se sente só, volte pra Mim.
Não importa o quanto lhe sobrou de fé ou se não sobrou fé alguma, volte pra Mim.
Não importa se você foi responsável por tragédias, volte pra Mim.
Não importa se você foi quem traiu, ofendeu, magoou e destruiu algo ou alguém, volte pra Mim.
Não importa se a raiva, a ira, o ódio te possuiu, volte pra Mim.
Não importa se você foi quem abandonou, volte pra Mim.
Não importa se você foi abandonado, volte pra Mim.
Não importa que você me culpe pelo que lhe aconteceu, volte pra Mim.
Não importa os deuses pelos quais você me trocou, volte pra Mim.
Não importa quão fundo o abismo no qual você pensa estar, volte pra Mim.
Não importa que você não me sinta, não me veja, não me toque, volte pra Mim.
Não importa que ainda duvide do amor, volte pra Mim.
Não importa que você nunca me procure em orações, volte pra Mim.
Não importa que você despreze minha palavra, volte pra Mim.
Não importa que você tenha se tornado o mais egoísta dos seres humanos, volte pra Mim.
Não importa o quão desprezível você se tornou, volte pra Mim.
Não importa o quão sujo você jogou, volte pra Mim.
Não importa os pecados e as condenações que estão sobre você, volte pra Mim.
Não importa nada ou tudo da sua jornada, volte pra Mim.
Volte pra Mim, nunca cansei de te esperar.
Volte pra Mim, nunca deixei de te amar.
Volte pra Mim, nunca desisti de você.
Volte pra Mim, estou te esperando.
Deus, o Eterno Pai que em Cristo nunca se cansa de te amar.

Um texto de Carlos Bregantim

domingo, 25 de setembro de 2016

Quebrantado

Salmo 34:18
         O SENHOR está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido.
           

Sempre nos achamos longe,
de tudo e de todos longe nos achamos;
sempre não nos achamos perto,
de tudo e de todos perto não nos achamos.
          De fato, quase nunca nos achamos
          quando nos achamos de coração quebrantado,
          aflito, vencido, dominado
          pelo que não dominamos.
Precisamos de quem nos ache,
de quem se ache perto,
de quem nós não mais achamos,
pois não achamos mais a nós mesmos.
          Não achamos mais quem fomos.
          Não achamos mais quem somos.
          Apenas estamos dominados pela tristeza...
          Pela tristeza mais profunda...
E quanto mais profundo vamos
naquilo que não somos,
menos nos encontramos,
menos de “nós” nós achamos.
          Por mais que chamemos,
          por menos que nos encontremos,
          quando o coração quebrantamos,
          subitamente nos encontramos.
Na verdade, somos encontrados.
E resgatados. E louvados.
E enaltecidos. E remidos.
E voltamos destemidos.
          Pois voltamos a ficar perto.
          Perto de nós mesmos,
          perto do amor, perto do que for...
          De espírito salvo perto do SENHOR.


Kurt Hilbert

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Tempo de Chorar e Tempo de Parar de Chorar


Sei que haverá um dia que toda lágrima será enxugada dos olhos dos que choram, pois assim o Eterno prometeu.
No entanto, encorajo-os, hoje, a enxugarem suas próprias lágrimas, mesmo que a dor não tenha passado por completo, mesmo que a tristeza ainda insista em te fazer chorar, mesmo que tenhas mais motivos para chorar do que para te alegrar, mesmo assim, enxuga as lágrimas.
Tenta abrir os olhos e tenta encontrar um único motivo, mesmo que seja o mais banal dos motivos para te manter vivo para vida, agarra-te a este motivo e recomeça.
Claro, o Eterno é contigo o tempo todo e é certo que sempre colocará anjos amigos e amigos anjos que te ajudarão a enxugar as lágrimas e reagir.
Sei que tuas lágrimas são as mais justas, as mais dignas, as mais significativas, mas elas têm te drenado. É hora de enxugá-las.
Se não conseguires enxugá-las todas, abre os olhos assim mesmo e começa a caminhar outra vez.
Sei que para alguns ainda não é possível, mas, para muitos, já é hora de chorar o último choro, de derramar a última lágrima, pois é tempo de recomeçar.
Há tempo de chorar e chorar muito e chorar tudo, mas há tempo de parar de chorar e reagir e se permitir um olhar para a vida, pois, se o Eterno te preservou até aqui, é que certamente tem mais vida para te dar - e vida abundante.
Com reverência à dor e à tristeza de muitos, mas com profundo desejo que venham tempos alegres sobre a vida de muitos.
Assim oro.

Um texto de Carlos Bregantim

domingo, 11 de setembro de 2016

O Único Odre Para o Vinho Novo é o Novo Coração!


Jesus nunca tentou mudar nada, mas apenas pessoas.
Não o vemos tentando cristianizar o Império Romano, nem tampouco se alinhando com os revolucionários judeus de seus dias a fim de derrubar os tiranos.
Também não o vemos expressar qualquer palavra sobre qualquer que fosse o valor do Sinédrio de Israel, e nem se ocupa de tentar converter as sinagogas. Nelas Ele fala. Mas logo deixa de falar, pois não demorou muito para que as sinagogas vissem que o que Ele dizia não cabia nelas. Então o perseguiram. Mas Ele não se alterou.
Seguiu pelas estradas, acampou-se ao ar livre, visitou pequenas aldeias, saiu do país duas ou três vezes, e fez amigos entre o povo; e, além disso, entre os chamados “pecadores”.
No Templo de Jerusalém Ele só causou perplexidade. Quando menino de 12 anos Ele embasbacou os sábios com sua fala que mostrava intimidade com o Pai. Estava na “casa do Pai”. Quando adulto, todas as vezes que lá esteve, gerou conflitos e polêmicas. E quando foi levado perante as autoridades religiosas — na casa de Caifás, o Sumo-sacerdote; e no Sinédrio, sendo julgado —, praticamente nada disse. De fato, fez silêncio. E, quando falou, praticamente o fez sempre na base do “tu o dizes”.
Sim, Jesus nada aspirou em relação à conversão das potestades da religião. E, conquanto seu julgamento tenha acontecido dentro das “portas da cidade santa” – lugar próprio para juízos –, sua morte, todavia, aconteceu “fora dos muros”. A Cruz se levanta fora da geografia da Religião! E a Ressurreição desabrocha também fora das portas de Jerusalém. A Vida acontece fora das paredes da Religião! Assim, o escritor de Hebreus (cap. 13) diz que o “altar” do qual “agora temos parte”, está instalado fora dos “portões”; fora do “arraial” da Religião. E afirma que o lugar-existencial do encontro com Cristo é fora de tais paredes. Então, conclui: “Saiamos, pois, a Ele, fora do arraial, levando o Seu vitupério!” O interessante é que o mesmo escritor de Hebreus, a seguir, fala de líderes dessa comunidade chamada a ser hebreia; ou seja, andante e do caminho —, e os designa como “Guias”. Ora, coerentemente com o espírito da epístola — que é um chamado a que se não retornasse ao obsoletismo da Religião —, os líderes de algo que é caminho, e caminho do lado de fora dos limites da religião, têm que necessariamente ser “guias”; ou seja: gente experiente nas andanças com Jesus fora do portão, nas amplas geografias da existência.
Assim, em Jesus, não há dispêndio de energia com o que é obsoleto e já está morto. Por isso Ele manda que mortos sepultem mortos. Também, pela mesma razão, Ele diz que não se deve desperdiçar o Novo do Evangelho com os odres da Religião. Era como botar vinho novo em odres velhos. Ou era como colocar remendo de pano novo em vestes velhas.
É verdade que “Jesus” foi feito líder e fundador de religiões. Mas em nenhum delas Ele está. Afinal, a religião é cercada de muros; enquanto Jesus anda do lado de fora, morre do lado de fora, ressuscita do lado de fora, e nos chama a que o encontremos “fora dos portões”. E, obviamente, isto não é algo de natureza físico-geográfica, mas, sobretudo, existencial. Afinal, foi Jesus quem disse que o lugar da adoração não é em nenhum “lugar” (nem mesmo em Jerusalém), mas sim acontece num ambiente chamado “espírito”; o qual é santuário maior que os céus e a terra.


Um texto de Caio Fábio D’Araújo Filho

domingo, 4 de setembro de 2016

Dizer Bem e o Bem


          Salmo 103:1-2
          Bendiga o SENHOR a minha alma! Bendiga o SENHOR todo o meu ser! Bendiga o SENHOR a minha alma! Não esqueça nenhuma de suas bênçãos!

          Há de se aprender a dizer o bem e bem dizer o bem!
          Dizer o bem é cuidarmos para que nossas palavras sejam palavras alicerçadas em cima do amor de Cristo.
          Dizer o bem é falarmos aquilo que acrescenta, que edifica o nosso próximo, aquilo que leve aos seus ouvidos e alma aquilo que representa o amor divino derramado em nossos corações pelo Espírito que nos foi dado por graça e de graça.
          Dizer o bem é contribuirmos para a sanidade e elevação daqueles que nos rodeiam, que convivem conosco, começando por nossa família – a primeira igreja que temos o dever de cuidar – e estendendo-se ao trabalho, à escola, à coletividade e à sociedade que frequentamos.
          Dizer o bem é dizer o que Jesus diria, em estando presente em nosso meio – porque na verdade está, se nosso modo de ser corresponder ao modo de ser de Cristo.
          Dizer o bem é dizer as coisas boas bem ditas. Ou benditas. É bem dizer. Ou bendizer.
          E isso é um exercício diário, começando quando o dia começa.
          Que possamos iniciar o dia bendizendo a Deus e a vida! Que possamos iniciar todos os dias assim!
          Que nossas almas tenham consciência de que são porque Deus é! E que possam bendizê-Lo!
          Que todo ser vivo que é, e que tenha consciência de que é, possa bendizer a Deus em todos os instantes!
          Que a minha alma possa bendizer a Deus em todos os respirares, inspirando e expirando vida!
          Que não esqueçamos nada daquilo que Ele nos deu, como um presente para desfrutarmos no nosso presente!
          Que todos nós saibamos que tudo vem de Deus!
          Que todos nós saibamos que Deus é tudo!
          Mas que tenhamos também a consciência de que nem tudo é Deus, posto que todo tipo de mal é antagonismo ao Seu amor, derramado em nós por Seu Espírito Santo.
          Que saibamos que Ele veio ao nosso encontro, na geografia-tempo-espaço em e por Jesus de Nazaré, lá na Galileia de dois mil anos atrás. Mas que segue conosco todos os dias, como Ele prometeu.
          E que, onde dois ou três estiverem reunidos em Seu nome, aí Ele estará no meio, e entrará no coração de cada um que assim o desejar e permitir!
          E que, em assim sendo, não esqueçamos por ingratidão nenhuma de Suas bênçãos, especialmente a vida eterna para sempre junto a Ele!
          E sigamos dizendo bem tudo isso, aprendendo e reaprendendo a dizer o bem e bem dizer o bem!

          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
          Saudações,

          Kurt Hilbert

domingo, 28 de agosto de 2016

A Resposta de Deus

Salmo 91: 14-16
         “Porque ele me ama, eu o resgatarei. Eu o protegerei, pois conhece o meu nome. Ele clamará a mim, e eu lhe darei resposta, e na adversidade estarei com ele; vou livrá-lo e cobri-lo de honra. Vida longa eu lhe darei, e lhe mostrarei a minha salvação”.
           

Clamei,
clamei tresloucadamente a Deus.
Chorei,
chorei transbordantemente a Deus.
Quando minha mente já não conseguia produzir palavras,
minha alma as condensou e as falou em líquidas lágrimas.
Parei de clamar.
Parei de chorar.
Parei para ouvir.
     Ele sabe que O amo.
     Ele me resgata.
     Ele me protege.
     Assim como conhece o meu nome,
     eu conheço o Seu:
     EU SOU!
E Ele me respondeu:    
          SOU EU!
          Estou contigo sempre.
          Te livrarei.
          Te honrarei.
          Vida longa? Queres?
          Te darei.
          E porque Me amas,
          Eu Me mostrarei:
          Tua Salvação!



Kurt Hilbert