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quarta-feira, 28 de março de 2012

Verdade e Liberdade!

“A verdade vos libertará!”
A liberdade, assim como a felicidade, a fraternidade e outros tantos que pertencem a essa família é conhecida por nós apenas em parte, e não será por alguma capacidade mental que chegaremos à sua plenitude, logo, a frase “conhecereis a verdade e ela vos libertará” não induz a uma busca pelo conhecimento de uma verdade doutrinária que leve o ser humano a um nível superior de liberdade. É muito mais simples que isso, significa que aqueles que conhecerem ao que se auto-intitulou de verdade, a saber, Jesus Cristo, um dia estarão na mesma liberdade conquistada por Ele. Só isso?
Bem, neste ponto cabe dizer que conhecer não significa ter assistido o filme “Paixão de Cristo”, ou então ter decorado os quatro evangelhos. Conhecer é conhecer mesmo, quantas vezes ouvimos de casais que mesmo tendo passado longos anos juntos, dizem que ainda não se conhecem plenamente. Podemos concluir que para conhecer é necessário um constante relacionamento que vai aos poucos proporcionando um pleno conhecimento. Por isso, além de se intitular verdade, Cristo também se colocou como caminho, por que para chegar a liberdade é necessário andar por e com Ele, em um relacionamento verdadeiro. E como faço isso? - alguém pergunta. E como Ele fazia? – Re-pergunto eu. Daí surge a importância dos evangelhos, não para doutrinar uma verdade porque se essa fosse a intenção, Jesus mesmo teria escrito um só e não haveria tanta polêmica quanto às contradições entre eles. Os evangelhos estão aí para testemunhar a forma como Jesus se relacionava com os seus, como ele queria que os seus se relacionassem com os próximos, como ele queria que houvesse uma organização de seus seguidores no sentido de que através da condução de Pedro, não como o de maior honra e destaque, mas como o maior servidor, a sã doutrina do Evangelho pudesse formar um povo unânime.
 Para ter idéia da importância de um constante relacionamento com Cristo, podemos constatar que hoje em dia a Bíblia é tida por muitos como a única fonte de revelação da vontade de Deus, mas não foram as escrituras que revelaram a Pedro sobre a pregação do Evangelho que Cristo fez após sua crucificação, aos que já estavam mortificados na carne, para alcançar a estes a possibilidade de assim como Ele, tornarem-se vivificados pelo Espírito (1 PEDRO 3: 18 – 20). Somente quem intercedeu por seus assassinos dizendo “Pai, perdoa-os porque não sabem o que fazem” poderia, logo após ter vencido a morte, ampliar esta intercessão pelos que haviam morrido sem saber o que faziam.
A frase “não sabem o que fazem” pode ser entendida como “não me conhecem”. Quando Ele desce aos espíritos em prisão, Ele o faz para ser conhecido e para que através deste início de relacionamento, os espíritos em prisão pudessem alcançar a plena liberdade. E é pelo relacionamento que havia entre Ele e Pedro, ao qual deu as chaves do Reino dos Céus, que esta tarefa de intercessão e amor se manteve no círculo apostólico, realizada por aqueles que se mantiveram neste círculo, em comum relacionamento.
 De que precisamos hoje em dia, de uma nova ou diferente verdade? Não meus amigos, precisamos é aperfeiçoar nossa idéia de relacionamento, em conformidade com a vontade de Cristo. A verdade que liberta precisa estar tão ao nosso alcance quanto ao alcance de quem não tem um intelecto desenvolvido, por isso Jesus não escrevia, aliás, ele disse “das crianças é o Reino dos Céus”. Tem criança que não sabe ler nem escrever e dá aula de relacionamento a muitos sábios.
A fé hoje em dia é movimentada por grandes oradores, por discursos e pregações elaborados sobre as bases da psicologia, filosofia, neurolinguística e outras formas de compreensão do pensamento humano. Esta fé movimentada promove curas, transformações, evolução mental e material, enfim, maravilhas e milagres que inclusive já estavam previstos pelas escrituras, mas que não fortalecem o sentimento que liga uma pessoa a outra, independente de quão diferentes possam ser. Se o que estamos buscando não é crescer em amor, se o resultado que estamos obtendo não é o crescimento do amor em nós, e por fim, se temos qualquer tipo de problema de relacionamento com quem quer que seja, estamos no caminho errado. A notícia boa é que ainda vivemos no tempo de Graça, ainda podemos humildemente pedir a Deus que nos permita enxergar cada vez mais claramente o caminho deixado por Cristo.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Força na Fraqueza

II Coríntios 12:9
Mas ele me disse: “A minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim.
Quantas vezes nos encontramos em situações onde parece difícil sair? Situações que nos parecem obstáculos intransponíveis, onde nos sentimos totalmente incapacitados? Quantas vezes temos vontade de desistir, tentamos virar a página, mas não conseguimos? Quantas vezes a derrota parece iminente e nos sentimos tentados a simplesmente aceitá-la?
Em situações assim, temos a oportunidade de fazer uma coisa: não desistir. Por que não? Porque oportunizaremos à Palavra concretizar em nós o que ela nos ensina: que a força divina está prestes a se manifestar e se aperfeiçoar em nós!
Quando a nossa força chega ao fim, entra em ação a força de Deus; não somente entra em ação, como ela se aperfeiçoa em nós. Força e poder são energia. Energia não pode ser destruída, ela apenas muda de forma ou de recipiente. Deus nos usa como canais de aperfeiçoamento desta energia, pois ela só pode ser usada e aperfeiçoada em Sua Criação. E nós, seres humanos, somos o ápice da Criação divina. Assim, Deus aperfeiçoa Seu poder em nós, e nos aperfeiçoa por meio do Seu poder. É uma parceria.
Quando estamos enfrentando um desafio de proporção aparentemente maior que a nossa, em que nos sentimos pequenos e fracos diante do mesmo, Deus nos fala que, com o auxílio do Seu poder, passaremos vitoriosos por esse desafio.
Quando o apóstolo Paulo esteve em Listra, ele pode sentir na pele como Deus agiu em cima desta Palavra. Mesmo depois de, junto com seu companheiro Barnabé, ter devolvido a saúde a um homem aleijado de nascimento, Paulo foi apedrejado, arrastado para fora da cidade e deixado como morto. Sua força, seguramente, estava próxima do zero. O que aconteceu? Depois que os discípulos se juntaram em volta dele – presumo que devam ter orado para que ele se recuperasse – ele se levantou e voltou à cidade (Atos 14:8-20). Quando a fraqueza de Paulo estava sublimada, entrou em ação o poder divino e a força que Paulo sentiu o fez prosseguir. Uma baita experiência!
Deus permite que o milagre se manifeste, mas apenas para colocar as coisas de volta nos trilhos. Uma vez reequilibradas as forças, uma vez capacitados, é conosco. A diferença é que agora não contamos apenas com nossas limitadas forças humanas, mas nossa bateria, conectada na tomada divina, está amperada com forças superiores.
Então, da próxima vez em que nos sentirmos fracos, enfrentando lutas que nos parecem descomunais, da próxima vez que estivermos com nossa carga anímica próxima do zero, exultemos, regozijemos e sintamo-nos honrados, pois o poder de Deus está prestes a se manifestar. Quando a força humana acaba, o poder de Deus excede.
Quando somos fracos, o poder de Cristo repousa em nós. Que nós também possamos repousar no poder de Cristo. Somente precisamos aceitá-lo e tomá-lo a nós. Quem nos pluga à tomada divina somos nós mesmos. Podemos reconhecer o que Paulo também reconheceu: “... quando sou fraco é que sou forte” (II Coríntios 12:10).
A graça de Deus é suficiente para nós!

Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
Saudações,
Kurt Hilbert
UM LIVRE DISCÍPULO DE CRISTO

terça-feira, 20 de março de 2012

Grito por Visão

Lucas 18:35-43
          Ao aproximar-se Jesus de Jericó, um homem cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmola. Quando ouviu a multidão passando, ele perguntou o que estava acontecendo. Disseram-lhe: “Jesus de Nazaré está passando”. Então ele se pôs a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim!” Os que iam adiante o repreendiam para que ficasse quieto, mas ele gritava ainda mais: “Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” Jesus parou e ordenou que o homem lhe fosse trazido. Quando ele chegou perto, Jesus perguntou-lhe: “O que você quer que eu lhe faça?” “Senhor, eu quero ver”, respondeu ele. Jesus lhe disse: “Recupere a visão! A sua fé o curou”. Imediatamente ele recuperou a visão, e seguia Jesus glorificando a Deus. Quando todo o povo viu isso, deu louvores a Deus.


Grito por Visão
                                                           
No caminho de Jericó,
o homem estava só,
nada via e esmolava.
Sem ver, percebeu a luz,
disseram-lhe que era Jesus
que naquela hora passava.
          Filho de Davi!
          Hei! Veja aqui!
Agitado ele gritava.
          Tenha misericórdia de mim!
          Ajuda-me, enfim!
Mas, de longe, não o escutava.
O cego não desistia,
nele a esperança ardia
e, gritando, não parou.
A multidão o censurava,
que ao Mestre importunava,
mas ele não acatou.
De repente, Jesus ouviu
e, virando-se, o viu
e depressa ordenou:
          Tragam-no aqui, agora!
          Vamos, vamos, sem demora!
E depois o indagou:
          Para todo o que aqui passa
          fazes essa arruaça?
e para o cego sorriu:
          Que queres que eu te faça?
caridosamente argüiu.
          Senhor, eu quero ver!
ele conseguiu responder,
repleto de esperança.
          De ti, o povo me disse,
          que, todo o que insistisse,
          tua ajuda sempre alcança.
          Oh! Jesus de Nazaré,
          em ti está minha fé,
          e diante de ti estou.
          Se assim é, que assim seja;
          de agora em diante, veja.
          A tua fé te curou!
Aquele mendigo viveu
o que nunca esqueceu,
nem nunca havia visto.
O que nunca experimentara,
agora vira e vivenciara:
uma experiência com Cristo.
De rogar, nunca desista;
ao contrário, sempre insista,
porque Ele sempre escuta.
Não façamos vista cega,
pois, todo o que n’Ele se apega,
da Sua visão desfruta.


Kurt Hilbert
UM LIVRE DISCÍPULO DE CRISTO

quarta-feira, 14 de março de 2012

A Boa Tribulação


Romanos 5:1-5
Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derrama seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.

Quem já não passou por algum momento em que se sentiu atribulado? Tribulação é uma palavra recorrente na Bíblia e significa contrariedade, aflição, tormento. Quem já não se sentiu assim? Como é ficar contrariado com alguma coisa? Como é ficar aflito? E atormentado? Péssimo, não é?
Dizem que tudo na vida tem dois lados – pelo menos – e que sempre devemos olhar o lado bom. Mas há lado bom na contrariedade, na aflição, no tormento?
Na carta aos Romanos, Paulo fala que ele se gloria nas tribulações. Gloriar-se é ufanar-se, é sentir-se honrado. Primeiro ele fala em gloriar-se na esperança da glória de Deus. Até aí é compreensível, louvável, tranqüilo de entender. Mas gloriar-se nas tribulações? Qual é, Paulão?
A princípio, tribulação não é coisa boa nem aqui nem em Roma. Mas vamos seguir o raciocínio do apóstolo: veja que ele desencadeia um processo, um caminho. E um processo e um caminho, necessariamente devem levar a algum lugar. Quando encaramos a tribulação, a tendência humana é cair fora. Mas para quem está firme em Cristo, encarar a tribulação pode desencadear um processo glorioso.
Vejamos e que diz a Palavra: “... nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança...” Para qualquer que não se arraiga em Deus através de Cristo, a tribulação produz desistência! Desistimos, caímos fora, puxamos o bonde... Mas para quem está firme nas coisas divinas, a tribulação produz perseverança! Perseveramos, nos mantemos firmes, não largamos de mão... Parece difícil, mas o processo não termina aí; continua.
“A perseverança (produz) experiência”. Experiência. Segundo o dicionário, experiência significa conhecimento que se obtém na prática; prática de vida. Há traduções das Escrituras que, no lugar da palavra experiência, dizem um caráter aprovado. Podemos somar os dois termos: é uma experiência pela qual passamos e que nos aprova. Saímos aprovados da experiência.
Seguindo o processo: “e a experiência (produz) esperança”. Esperança. Voltando ao “pai de todos os burros” – o dicionário – esperança é o ato de se esperar o que se deseja; fé em conseguir o que se deseja; é uma das três virtudes teologais – as outras duas são a fé e o amor. Tudo isso é esperança. E a Bíblia nos cita também a esperança viva (I Pedro 1:3) e a esperança nas coisas que não vemos (Romanos 8:24). Uma esperança assim não é passiva, não espera de braços cruzados, mas é ativa, movimentada, vigilante, crente.
E o processo se conclui descobrindo-se que “a esperança não nos decepciona, porque Deus derrama seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu”. A esperança não decepciona, não traz confusão, pois Deus derrama seu amor em cada um de nós. Perceba que a palavra derrama sinaliza ato contínuo, ou seja, está acontecendo agora.
Não esqueçamos o prólogo deste processo que descrevemos: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus”. Temos que estar conscientes, full-time, que é preciso manter sempre a paz que temos com Deus. Na prática, mantemos a paz com Deus, mantendo a paz conosco mesmos e com nossos semelhantes, promovendo a paz em nosso habitat. E tudo isso só é possível se estivermos conscientes de que somos justificados – legitimados – pela fé em nosso Mestre Maior e Senhor: Jesus Cristo. Isso nos faz ficar firmes na graça de Deus.
Recapitulando o processo:
- Somos justificados pela fé através de Cristo, que nos dá acesso à graça divina;
- Temos paz com Deus e estamos firmes em Sua graça;
- Nos gloriamos (nos sentimos honrados) na glória de Deus;
(Até aqui vinha tudo tranqüilo; agora vamos ver quem está mesmo firme em Cristo:)
- Nos gloriamos nas tribulações;
- A tribulação produz perseverança;
- A perseverança produz experiência;
- A experiência produz esperança;
- A esperança faz com que nos demos conta do amor de Deus derramado em nossos corações.
Para quem tem Deus em sua vida, a tribulação desencadeia perseverança e suas conseqüências, culminando na percepção do amor de Deus. Para quem não tem, a tribulação desencadeia desistência.
E então? Quando surgirem tribulações, qual será a nossa escolha? Perseverar ou desistir? 

Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
Saudações,
Kurt Hilbert
UM LIVRE DISCÍPULO DE CRISTO

terça-feira, 6 de março de 2012

O Paulão e o Amor

Há pouco tempo, peguei um texto emprestado de um amigo, o João, que, ouvindo o Grande Mestre passar um ensinamento precioso, não titubeou e o anotou. Já o passei por e-mail, espero que tenham lido.
Hoje, encontrei um outro texto, de um outro amigo, o Paulão. Assim como o João, o Paulão também foi inspirado pelo mesmo Espírito do Grande Mestre, e o Paulão não deixou passar em branco: tratou de escrevê-lo para quem quisesse ler.
Muitos já beberam da fonte desse texto, inclusive artistas, pois esse texto não deixa de ser uma obra poética, uma ode ao amor. Para quem estiver antenado no cenário pop-rock nacional, vai lembrar que o Renato Russo, da Legião Urbana, utilizou parte desse texto em uma de suas músicas. Bem, sem maiores delongas, aí vai:

Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente.
Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá.
O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará. Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos; quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
 Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino. Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.
Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.

Grande Paulão! Estava inspirado pelo Espírito Santo naquele dia.
O Paulão, ou Saulo de Tarso, ficou mundialmente conhecido como o apóstolo Paulo, um dos maiores – se não o maior – divulgador dos ensinamentos de Cristo em todos os tempos. Foi uma ferramenta e tanto nas mãos do Senhor!
O texto que você leu acima está registrado na íntegra no capítulo 13 da primeira carta aos Coríntios. Vá lá, dê uma espiadinha e leia mais. E que o amor que Cristo nos ensinou norteie todas as nossas atitudes.


Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
Saudações,
Kurt Hilbert

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Relacionamento com Deus

2º Crônicas 15:2
“O SENHOR está com vocês quando vocês estão com ele. Se o buscarem, ele deixará que o encontrem, mas, se o abandonarem, ele os abandonará”.

O ponto bíblico acima menciona algo que está latente em nossa dimensão: o relacionamento.
Nós, os seres humanos, não vivemos na esfera do absoluto, onde está Deus. A esfera do absoluto, o que os cristãos chamam de eternidade ou céu, os budistas chamam de nirvana, e tantas outras religiões tem seus nomes apropriados para denominá-la, essa é a esfera, a “morada” de Deus. Cristo a chamou de “casa do meu Pai”, onde há “muitas moradas”, onde Ele “nos prepararia lugar” para estarmos juntos a Ele (João 14:2-3). Ali não há as condições de tempo nem espaço (essas duas faces vitais à Física); não há relatividade, apenas o absoluto. É a essência de Deus.
Mas nós ainda vivemos aqui, na esfera do relativo – donde vem os termos “relatividade” e “relacionamento” – onde é imperioso nos relacionarmos com os demais seres e com Deus. Deus vem a nosso encontro aqui nesta esfera. Deus vem a nosso encontro aqui onde nos encontramos. Ele “desce” do Seu absoluto para Se relacionar conosco. Já o fez em forma física (por meio do Cristo), e permanece por meio do Seu Santo Espírito. Deus está sequioso para ter um relacionamento conosco, como sempre o tivemos em Seu lar no absoluto e para onde Ele nos quer reconduzir.
A Palavra diz que “o SENHOR está com vocês quando vocês estão com ele”. Podemos perceber que é um “estado de ser” com uma condicional de momento: quando. E este “quando” depende tão-somente de nós. Não depende de Deus a promoção deste encontro, depende de nós. E, como promotores da nossa vida, em que pé está nosso esforço para que este “estar com Deus” seja algo concreto em nossa vida? Não algo teórico, mas algo prático. Como está nosso relacionamento com Deus?
A Palavra citada, além do condicional de momento – quando –, mostra também uma condicional de circunstância: se. “Se o buscarem, ele deixará que o encontrem”. Podemos ver que, se e quando O buscamos, Ele se deixa encontrar. Deus não brinca de esconde-esconde conosco. Ele está louco para ser encontrado! E Ele “se entrega”, não faz força nenhuma para não se mostrar, ao contrário, facilita a brincadeira para nós. Basta que o procuremos, que Ele salta de onde está e diz: “Achou!”.
No “jogo da vida”, Deus está muito a fim de jogar conosco. Ele se deixa encontrar e divide conosco toda a Sua essência, a Sua plenitude, a Sua providência, a Sua paz, a Sua alegria, o Seu amor...
Basta que a gente queira que Ele “jogue” em nosso time. Mas é ainda melhor quando nós nos dispomos a “jogar” no time d’Ele. O time d’Ele não é retranqueiro, não joga com volantes de contenção, não joga pelo empate, joga pra frente, pra ganhar. Mas joga limpo, joga pelas regras. Ele é o dono do time. Ele é o dono da bola. Ele é quem faz as regras. E Ele é também o juiz. É mole ou quer mais? Jogar no time d’Ele é vitória certa. E a taça do campeonato é irmos em estado absoluto para junto d’Ele. E não é que seremos recepcionados como campeões apenas lá, junto a Ele, mas Seu Filho nos virá buscar pessoalmente.
E poderíamos ir divagando mais e mais sobre os frutos desse relacionamento com Deus...
Mas, e há sempre um “mas” em tudo: “mas, se o abandonarem, ele os abandonará”.
Francamente, gostaria que não fosse preciso falar nesse “mas”. O que você acha?


Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
Saudações,
Kurt Hilbert

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Falta de Conhecimento

Mateus 22:29
Jesus respondeu: “Vocês erram porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus!”.

Oséias 4:6
“Meu povo foi destruído por falta de conhecimento”.

Será que Oséias já profetizava, além de para seu povo em sua época, para a nossa época e para nós também? Acho que é uma boa questão. Nos dias de hoje, o conhecimento é fundamental em todas as áreas. Já faz algum tempo em que escutamos os pais dizerem a seus filhos coisas como: “Estude, meu filho. O que você sabe ninguém pode lhe tirar”. Ou então: “Estude, meu filho, para que você possa ter uma vida melhor”. Sábios conselhos paternos, uma vez que vivemos hoje na era do conhecimento. Governos dirigidos por políticos honestos investem na educação do seu povo; já políticos desonestos investem pouco, pois quanto mais ignorante o povo, mais manipulável ele é.
Mas não quero falar de política. Quero falar de espiritualidade, de fé e equilíbrio emocional. Quero falar de cristianismo. Em Mateus 22:29, Cristo falava do que pode levar ao erro. E hoje, muitos erram em seu caminho espiritual por falta de conhecimento. Veja que Ele falava que a falta de conhecimento das Escrituras alija a pessoa da experiência do poder de Deus. Quem não O conhece, em Sua Palavra, não consegue experimentá-Lo em Seu poder. Para quem não O conhece, parece que Deus e Sua Palavra são “teoria”. Para quem cresce em Seu conhecimento, Deus se torna “prática”. Veja como o conhecimento está ligado à prática, à vida, às experiências, à edificação. E a falta de conhecimento está, em proporção diametralmente oposta, ligada, conforme Oséias fala, à destruição. Falando em destruição, não quero ser catastrófico, até porque sou um otimista incorrigível. Mas quero alertar para o que é importante: o saber.
E o saber (ou a sabedoria) divino busca-se pelo empenho no aprendizado do caminho. Quero pedir licença a Oséias e inverter as palavras que ele diz, sem inverter o sentido. Quando ele fala que “meu povo foi destruído por falta de conhecimento”, eu gostaria de dizer, então, que “nosso povo hoje pode ser edificado pelo conhecimento”. Pedindo licença também ao Cristo, gostaria de dizer que “nós acertamos se conhecemos as Escrituras e o poder de Deus!” No sentido divino da Palavra, era para isso que Oséias e Jesus chamavam a atenção. No sentido da fé, tanto a primeira quanto a segunda sentença não são estáticas, mas são um movimento constante. Explico: o “conhecimento” e a busca por ele, nunca cessam. Nunca teremos conhecido o bastante – sempre haverá mais para conhecer; nunca teremos experimentado o “poder de Deus” ao seu limite – sempre haverá mais e novas experiências.
Isso é a vida, seu ciclo, a energia que nos move. Nunca param, nunca morrem, sempre se renovam e se transformam. Isso é a nossa vida no relacionamento com Deus e com o próximo.
Esses dois pontos bíblicos supra mencionados são alguns dos motores que nos movem na busca constante do conhecimento divino perscrutando as Escrituras. Isso traz edificação pessoal e experiência divina.


Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
Saudações,
Kurt Hilbert

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Um Texto Inspirado

Oi!
Hoje me senti inspirado e decidi escrever um texto que expressasse essa inspiração. Um texto sobre união, resultados legais na vida, darmo-nos bem uns com os outros, sobre a unicidade da vida – o fato de sermos todos parte de um só –, sobre o amor, enfim, um texto que pudesse transmitir como a vida pode ser bela (com o perdão do clichê) e como vale à pena viver (opa, outro clichê, perdão de novo). Mas, espera aí, pensei: clichês não tem nada a ver com inspiração. Aí vi que talvez eu não estivesse tão inspirado assim.
Desta forma, decidi não escrever nenhum texto inspirado. Decidi pegar emprestado um com o qual me deparei esses dias, um texto que fala dessas coisas que citei no parágrafo anterior. Esse, sim, um texto inspirado. É um texto de um amigo. Ele mesmo, diretamente, não o escreveu. Ele falou a respeito, e alguém, um outro amigo, de antenas ligadas, ouviu e decidiu tomar nota, achando que valia à pena. E ele estava certo. Valia mesmo. Aí vai:

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo o que dá fruto ele poda e limpa, para que dê mais fruto ainda. Vocês já estão limpos, pela palavra que lhes tenho falado. Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim.
Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados. Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido. Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos.
Como o Pai me amou, assim eu os amei; permaneçam no meu amor. Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço.
Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa. O meu mandamento é este: Amem-se uns aos outros como eu os amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido.
Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome.
Este é o meu mandamento: Amem-se uns aos outros.

Valeu, João, por ter tomado nota destas palavras! Depois de muito tempo de escrito, alguém deu um título a esse texto: o chamou de “A Videira e os Ramos”. Quem é o verdadeiro autor? Aposto que vocês já sabem... Caso queiram dar uma conferidinha – eu recomendo! – consultem João 15:1-17.


Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
Saudações,

Kurt Hilbert

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Milagres são Provisórios

1º Reis 17:14

“Pois assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: ‘A farinha na vasilha não se acabará e o azeite na botija não se secará até o dia em que o SENHOR fizer chover sobre a terra’”.



Se você ler o capítulo 17 de 1º Reis achará o desdobramento dessa história. Resumindo, Elias foi mandado a Sarepta por Deus para ali ser sustentado por uma viúva com um filho pequeno. Não chovia havia muito, e não se tinha idéia de quando a chuva voltaria. Faltava alimento e havia todas as mazelas imagináveis numa escassez dessas.

Elias chegou a essa mulher, que tinha somente um pouco de farinha e azeite, e ela planejava fazer uma última refeição com o que tinha, para ela e para o filho. Achava que esta seria a refeição derradeira, depois disso só restaria a morte. Foi o que ela disse a Elias. Elias disse que ela fizesse conforme seu intento, mas que antes fizesse para ele um bolo e o trouxesse, e depois fizesse o alimento para ela e o filho. Ela insistiu com ele mencionando aquela escassez alimentícia, e foi quando ele falou a ela o que está no ponto bíblico acima citado.

Passou-se muito tempo em que Elias ficou na casa daquela viúva, comia e dormia ali, e o que ele falou se cumpriu. Quanto mais farinha ela tirava da vasilha, mais farinha havia; quanto mais azeite saía da botija, mais aparecia.

Elias usou a “sua palavra” quando, sob incumbência de Deus fora para lá, e disse para a mulher “fazer como dizia”. E teve a “cara-de-pau” para, diante da paupérrima situação, não ser nem um pouco cavalheiro e pedir para ela fazer primeiro para ele um bolo com o que havia na vasilha e na botija. Humanamente falando, o cara foi um sem-noção. O que ele estava fazendo? Indo a uma viúva com filho pequeno, em estado de miséria, constatar que tinha só um punhadinho de comida e pedir: “primeiro eu”, depois, se sobrasse, ela e o filho. Francamente, hein seu Elias?

Calma. Depois de usar a “sua palavra”, Elias usou a “palavra de Deus”: “Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: ‘A farinha na vasilha não se acabará e o azeite na botija não se secará até o dia em que o SENHOR fizer chover sobre a terra’”. Beleza, dom Elias!

Ele estava tão confiante na incumbência divina que não tinha nenhuma dúvida que se daria conforme a palavra que dizia. E fez-se exatamente como Elias disse, segundo a palavra do SENHOR.

Um milagre! Uma atuação sobrenatural na vida daquela viúva, do seu filhinho e de Elias!

Sim, tudo isso, mas por tempo limitado!

Milagres não são eternos, são provisórios. Provisório, neste caso, não vem de “improviso”; vem de provisão, de providência. O milagre é uma provisão divina, uma providência divina. Mas ele é provisório, é para durar um tempo. E a prova disso está contida no próprio versículo acima.

Deus diz que “a farinha na vasilha não se acabará e o azeite na botija não se secará...”, sim. Mas, por quanto tempo? Aí há uma palavra que conota tempo: ATÉ. Tudo isso que Deus dissera por intermédio de Elias aconteceria “até o dia em que o SENHOR fizer chover sobre a terra”. Dá para perceber o detalhe? Até chover sobre a terra. Depois que a chuva voltar, tchau farinha e azeite que não finda mais na vasilha e na botija! Depois que voltar a chover, se a viúva quisesse farinha e azeite na botija, tinha que providenciar por ela mesma, cultivando a terra que voltara a ter condições de produzir frutos.

É isso que esta Palavra nos ensina. Deus submete a natureza à sobre-naturalidade em situações em que e enquanto não tivermos condições de nos provermos sozinhos. Ele produz o milagre até aí. Depois, cabe a nós submetermos a natureza das situações para provermo-nos. É isso que ele demonstra.

Deus não nos ensina a sermos dependentes dele de forma incondicional. Ele nos condiciona para que sejamos independentes. Essa é uma dicotomia divina notável!

Deus nos capacita!

Gosto muito duma frase: “Devemos dar asas a nossos filhos, ensinando-os a nunca perderem suas raízes”. É isso que Deus faz.

Em nossos dias, infelizmente, vivemos um cristianismo de milagres. Um verdadeiro negócio da fé. Muitos cristãos são ensinados a depender incondicionalmente duma “indústria de milagres” em escala de fábrica, e não é ensinado o quanto Deus capacita a cada um de nós que o buscamos verdadeiramente. Cristo intervinha miraculosamente quando necessário, mas a essência do seu ministério estava em anunciar o “reino de Deus”, buscar a “Deus e a sua justiça EM PRIMEIRO LUGAR”.

Simplesmente produzir milagres não é a essência de Cristo. Ela é muito maior.

Felizmente, muitos ainda podem perceber essas nuances de sabedoria divina incrustadas em sua Palavra. Há muitos que não perdem a meta de vista.



Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.

Saudações,
Kurt Hilbert