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domingo, 28 de janeiro de 2018

Permanecer em Cristo


          João 15:4
          “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim”.

          Jesus conta uma historinha de vinhas, vinhedos, videiras e ramos, numa alusão super entendível àqueles que O ouviam, pois falava, neste momento, numa linguagem agrícola e de vinicultura a pessoas agricultoras – ou que conheciam o tema. Ele sempre usava este estratagema – falar numa linguagem acessível, usando metáforas e comparações para que a Sua Palavra tocasse quem a ouvisse.
          Pois bem. Falando de videira e ramos – o texto bíblico completo está em João 15:1-17 – e outro texto está neste blog sob o título “Um Texto Inspirado”, que pode ser acessado pelo campo “pesquisa”, aí em cima –, Ele retrata a dependência que os ramos têm da videira, assim como ensina, por este modo, a dependência que nós – os que cremos n’Ele – temos d’Ele.
          Inicia Ele dizendo “permaneçam em mim”. Por isso intitulei este texto desta forma – permanecer em Cristo. E por que o fiz? Porque, por experiência própria, permanecer n’Ele nem sempre é fácil! Por vezes é bem difícil. Ele sempre está em nós, pois prometeu que deixaria o Seu Espírito – o Espírito Santo – conosco para sempre. Mas, ainda assim, para nós, às vezes, é difícil permanecer n’Ele. O mundo em que vivemos oferece muitos atrativos diferentes d’Ele – e aqui não falo dos festerês da vida; falo dos oferecimentos de espiritualidade que diferem daquilo que Jesus ensina, demonstra e vive no Evangelho. E, como estes atrativos nos parecem, por vezes, tão atrativos – com o perdão da redundância –, podemos sucumbir a eles.
          Aqui não quero me deter na descrição de atrativos diferentes do Evangelho – pois, se conhecemos o Evangelho de Cristo, reconhecemos também estes atrativos –, mas quero me ater a esta permanência em Cristo da qual Ele fala na Sua Palavra.
          “Permaneçam em mim” é o Seu convite. E prossegue dizendo que, em assim fazendo, “permanecerei em vocês”. Aqui Ele alude ao Seu Espírito, que recebemos no momento em que cremos n’Ele – Jesus Cristo. Não há nenhum ritual necessário para recebermos o Espírito Santo do Senhor em nós, a não ser crer em Sua Palavra. No Novo Testamento, numa ou noutra ocasião, os que criam recebiam o Espírito pela imposição de mãos dos apóstolos; em outras tantas ocasiões, porém, o “ato” em si não era necessário – como na casa de Cornélio, por exemplo. Assim, quando permanecemos em Cristo, Ele permanece em nós.
          E como permanecemos n’Ele? Quando estamos nos alimentando da Sua Palavra – constante na Bíblia –, quando nos orientamos pelos Seus ensinamentos e modo de vida dados como exemplo a nós, e quando nos decidimos a cada dia renovar esta opção por Ele como Salvador, Mestre, Senhor e condutor da nossa vida. É uma escolha/decisão diária.
          “Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo”, Ele prossegue. Parece óbvio para uma videira. O ramo está lá no alto, e a raiz da videira está nela própria, aprofundada na terra. Assim, corte a videira e o ramo não só não dá mais frutos, como ele morre! Parabolicamente, nos é ensinado que, se “cortarmos” Jesus da nossa vida, não só deixamos de dar fruto no Espírito para a vida aqui na terra e – especialmente – para a vida eterna juntos d’Ele, como morremos em nossa fé! E, se deixamos de ter fé, morremos para a vida, e andamos como zumbis – mortos-vivos vegetando sem sentido. Sem Ele, por nós mesmos, não podemos dar frutos de vida! Sem permanecermos em Cristo, nada podemos fazer!
          Agora, neste ponto e neste momento da vida, pergunto a mim mesmo:
          Tenho permanecido em Cristo?
          E, se sim, como o tenho feito?
          E, se não, como posso fazer para voltar?
          Neste momento em que digito estas linhas, minha resposta é “sim, tenho permanecido n’Ele”, para a primeira pergunta. Digo isto neste momento, enquanto digito, pois amanhã terei que refazer meu propósito de n’Ele permanecer, e assim por diante, dia após dia, até que Ele venha ao meu encontro definitivo e “visível” aos meus olhos, seja na Sua segunda vinda, seja se eu partir para a “eternidade” antes que isso aconteça.
          Vamos pular a segunda pergunta e vamos à terceira. Podemos voltar à permanência em Cristo quando quisermos – e decidirmos com firme propósito fazê-lo. Há um texto, aqui mesmo neste blog, emprestado do meu mano Carlos Bregantim, que fala do convite que Jesus faz para voltarmos para Ele, não impondo condições – que pode ser acessado no campo “pesquisa”, aí em cima, digitando-se “não importa, volte pra mim”.
          Vamos agora à resposta à segunda pergunta aí de cima: Como tenho feito para permanecer em Cristo? Como todas as pessoas podem permanecer em Cristo? Vão abaixo alguns exemplos – e cada um terá os seus, conforme experienciar Cristo em sua vida:
à Vivendo o cerne da doutrina de Cristo. “‘Ame o SENHOR, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. O segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mateus 22:37-40).
à Considerar o lema do livre discipulado. Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (João 8:31-32).
à Ler, estudar e divulgar a Palavra com dedicação. Jesus respondeu: “Vocês erram porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus!” (Mateus 22:29). Meu filho, se você aceitar as minhas palavras e guardar no coração os meus mandamentos; se der ouvidos à sabedoria e inclinar o coração para o discernimento; se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto; se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o que é temer o SENHOR e achará o conhecimento de Deus (Provérbios 2:1-5).
à Praticar a oração. Num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus (Lucas 6:12). Orem continuamente (I Tessalonicenses 5:17).
à Demonstrar no convívio os frutos do Espírito Santo. Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei (Gálatas 5:22-23).
à Desenvolver os dons do Espírito Santo. A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum. Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de curar, pelo único Espírito; a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas. Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, como quer (I Coríntios 12:7-11).
à Produzir obras da fé. Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não é em vão (I Coríntios 15:58). Assim como o corpo sem espírito está morto, também a fé sem obras está morta (Tiago 2:26).
à Incentivar as pessoas a participar da igreja à qual congregam. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia (Hebreus 10:25).
à Promover a integração das pessoas, independente da denominação eclesiástica. Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros (Romanos 12:4-5).
à Respeito às diferenças de pensamento em todos os assuntos. Todos nós que alcançamos a maturidade devemos ver as coisas dessa forma, e, se em algum aspecto vocês pensam de modo diferente, isso também Deus lhes esclarecerá. Tão-somente vivamos de acordo com o que já alcançamos (Filipenses 3:15-16).
          Em conclusão, posso dizer que a vida clama pela permanência ininterrupta de cada alma em Jesus Cristo, nós n’Ele, e Ele em nós.
          Ele mesmo garante a nosso respeito: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar de minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai” (João 10:27-29).

          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
          Saudações,

          Kurt Hilbert

domingo, 21 de janeiro de 2018

Palavras de Auxílio 15 - Quando Estiver Com Raiva


Quando Estiver com Raiva
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Mateus 5:43-48
“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa vocês receberão? Até os publicanos fazem isso! E se saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês”.

Romanos 12:17-21
Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos.
Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”, diz o Senhor. Ao contrário: “Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele”.
Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.

I Coríntios 13
Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente.
Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá.
O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará. Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos; quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
 Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino. Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.
Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.

Colossenses 3:12-17
Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito.
Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos. Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração. Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai.

Tiago 1:19-20
Meus amados irmãos, tenham isto em mente: sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus.


Saudações,
Kurt Hilbert

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Cântico de Gratidão


          Deem graças ao SENHOR, clamem pelo seu nome, divulguem entre as nações o que ele tem feito. Cantem para ele, louvem-no; contem todos os seus atos maravilhosos. Gloriem-se no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o SENHOR.
          Olhem para o SENHOR e para a sua força; busquem sempre a sua face. Lembrem-se das maravilhas que ele fez, dos seus prodígios e das ordenanças que pronunciou, ó descendentes de Israel, seu servo, ó filhos de Jacó, seus escolhidos.
          Ele é o SENHOR, o nosso Deus; seu domínio alcança toda a terra. Para sempre se lembra da sua aliança, da palavra que ordenou para mil gerações, da aliança que fez com Abraão, do juramento que fez a Isaque, que confirmou para Jacó como um decreto, e para Israel como uma aliança eterna, dizendo: “A vocês darei a terra de Canaã, a herança que possuirão”.
          Quando eles ainda eram poucos, muito poucos, sendo estrangeiros nela, e vagueando de nação em nação, de um reino a outro, ele não permitiu que ninguém os oprimisse; por causa deles repreendeu reis, ordenando: “Não maltratem os meus ungidos; não façam mal aos meus profetas”.
          Cantem ao SENHOR, todas as terras! Proclamem a sua salvação dia após dia! Anunciem a sua glória entre as nações, seus feitos maravilhosos entre todos os povos! Pois o SENHOR é grande e muitíssimo digno de louvor; ele deve ser mais temido que todos os deuses. Pois todos os deuses das nações não passam de ídolos, mas o SENHOR fez os céus. O esplendor e a majestade estão diante dele; força e alegria na sua habitação. Deem ao SENHOR, ó famílias das nações, deem ao SENHOR glória e força! Deem ao SENHOR a glória devida ao seu nome. Tragam ofertas e venham à sua presença. Adorem o SENHOR no esplendor da sua santidade, tremam diante dele, todas as nações! Firmou o mundo, e este não se abalará! Que os céus se alegrem e a terra exulte, e diga- se entre as nações: “O SENHOR reina!” Ressoe o mar, e tudo o que nele existe; exultem os campos, e tudo o que neles há! Então as árvores da floresta cantarão de alegria, cantarão diante do SENHOR, pois ele vem julgar a terra.
          Rendam graças ao SENHOR, pois ele é bom; o seu amor dura para sempre. Clamem: “Salva-nos, ó Deus, nosso Salvador! Reúne-nos e livra-nos das nações, para que demos graças ao teu santo nome e façamos do teu louvor a nossa glória”. Bendito seja o SENHOR, o Deus de Israel, de eternidade a eternidade.
   
          (Texto de I Crônicas 16:8-36)

          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
          Saudações,
          Kurt Hilbert

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Palavras de Auxílio 14 - Quando Tomar Decisões


Quando Tomar Decisões
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Provérbios 3:5-6
Confie no SENHOR de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento; reconheça o SENHOR em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.

Provérbios 16:3
Consagre ao SENHOR tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos.

I Coríntios 10:31
Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.

Gálatas 6:10
Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé.

Tiago 1:5-8
Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. Não pense tal pessoa que receberá coisa alguma do Senhor, pois tem mente dividida e é instável em tudo o que faz.


Saudações,
Kurt Hilbert

domingo, 24 de dezembro de 2017

Qual o Verdadeiro Sentido do Natal?


O verdadeiro significado do Natal é o amor. João 3:16-17 diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”. O verdadeiro significado do Natal é a celebração deste ato de amor incrível.
A verdadeira história do Natal é a história de Deus se tornando um ser humano na Pessoa de Jesus Cristo. Por que Deus fez isso? Porque Ele nos ama! Por que o Natal foi necessário? Porque precisávamos de um Salvador! Por que Deus nos ama tanto? Porque Ele é o próprio amor (1 João 4:8). Por que celebramos o Natal a cada ano? Como gratidão pelo que Deus fez por nós, lembramo-nos do Seu nascimento, quando O adoramos e também quando somos especialmente conscientes dos pobres e dos menos afortunados.
O verdadeiro significado do Natal é o amor. Deus amou os Seus e forneceu uma maneira – a única maneira – para passarmos a eternidade em Sua presença. Ele deu o Seu único Filho para carregar em nosso lugar a punição por nossos pecados. Jesus pagou o preço por completo e, quando aceitamos esse dom gratuito do amor, somos livres da condenação. “Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” (Romanos 5:8).




Achei o texto resumido e com significado, por isso o publico.
Ok, talvez haja alguém que o questione, discorde dum ou doutro ponto – ou discorde do texto todo.
Alguns dirão que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro – o que parece mesmo ser fato – que era uma data pagã transformada em cristã pela tradição eclesiástica.
Outros dirão que a data não era comemorada pelos cristãos até o século IV da nossa era, etc. etc. etc. Sim, pode haver controvérsias sobre várias coisas, mas há uma coisa inconteste: Deus nos ama e Se humanizou no Cristo por nós! (Pois é, talvez até desta pode alguém discordar).
Mas, ao final e de forma bem objetiva, não importa qual sua posição referente ao texto em si.
Desejo, porém, que cada um aproveite esses dias para encher de amor seu coração – esse amor ensinado por Deus em Cristo – e viva dias de paz com os seres humanos próximos e distantes, e que os ensinamentos d’Ele nos façam aprender a fazer cada dia de “hoje” um pouquinho melhor do que foi ontem!
Então, seja como for, desejo fraternalmente a todos um Feliz Natal!

Kurt Hilbert

domingo, 17 de dezembro de 2017

Palavras de Auxílio 13 - Precisando de Orientação


Precisando de Orientação
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Salmo 16
Protege-me, ó Deus, pois em ti me refugio.
Ao SENHOR declaro: “Tu és o meu Senhor; não tenho bem nenhum além de ti”. Quanto aos fiéis que há na terra, eles é que são os notáveis em quem está todo o meu prazer. Grande será o sofrimento dos que correm atrás de outros deuses. Não participarei dos seus sacrifícios de sangue, e os meus lábios nem mencionarão os seus nomes.
SENHOR, tu és a minha porção e o meu cálice; és tu que garantes o meu futuro. As divisas caíram para mim em lugares agradáveis: Tenho uma bela herança!
Bendirei o SENHOR, que me aconselha; na escura noite o meu coração me ensina! Sempre tenho o SENHOR diante de mim. Com ele à minha direita, não serei abalado. Por isso o meu coração se alegra e no íntimo exulto; mesmo o meu corpo repousará tranquilo, porque tu não me abandonarás no sepulcro, nem permitirás que o teu santo sofra decomposição. Tu me farás conhecer a vereda da vida, a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita.

Salmo 25:4-10
Mostra-me, SENHOR, os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas; guia-me com a tua verdade e ensina-me, pois tu és Deus, meu Salvador, e a minha esperança está em ti o tempo todo. Lembra-te, SENHOR, da tua compaixão e da tua misericórdia, que tens mostrado desde a antiguidade. Não te lembres dos pecados e transgressões da minha juventude; conforme a tua misericórdia, lembra-te de mim, pois tu, SENHOR, és bom.
Bom e justo é o SENHOR; por isso mostra o caminho aos pecadores. Conduz os humildes na justiça e lhes ensina o seu caminho. Todos os caminhos do SENHOR são amor e fidelidade para com os que cumprem os preceitos da sua aliança.

Salmo 32:8
Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir; eu o aconselharei e cuidarei de você.

Salmo 119:105
A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho.

Isaías 30:21
Quer você se volte para a direita quer para a esquerda, uma voz atrás de você dirá: “Este é o caminho; siga-o”.


Saudações,
Kurt Hilbert

domingo, 10 de dezembro de 2017

A Bíblia é um Manual Confiável Para o Homem?


          Eu diria que ela é, sim, confiável, mas não particularmente para o homem, mas a respeito do homem Jesus. Mas primeiro vamos tratar da dificuldade que há, por muitos terem ouvido dizer que a Bíblia estaria cheia de erros, e algumas pessoas chegaram a essa conclusão pelo fato de as versões que existem não serem baseadas no texto original, porém em sucessivas cópias de manuscritos. Considerando que os manuscritos que deram origem à Bíblia foram copiados muitas vezes, existiria a possibilidade de alguém ter feito alterações nessas cópias. Alguns alegam que a Igreja Católica teria reservado os manuscritos originais, produzindo outros para introduzir neles os erros.

          Outra alegação é a de que a Bíblia também não seria digna de crédito por não ser um documento histórico e, sim, um conjunto de lendas, ideias e costumes de uma época. Outros dizem que a Bíblia não serve para uma civilização tão moderna e bem instruída quanto a nossa. Segundo estes, ela podia ter sido muito boa para controlar as civilizações selvagens e bárbaras da antiguidade, porém, em nossos dias, não precisaríamos de um livro assim, já que teríamos atingido um grau mais elevado de evolução e esclarecimento. Resumindo, estas e outras opiniões tentam, de várias formas, minar a legitimidade deste livro que conhecemos como a Palavra de Deus e, muitas vezes, estes ataques partem daqueles que se dizem teólogos, especialistas em grego e hebraico, etc.

          No primeiro capítulo do Evangelho de Lucas encontramos: “Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio e foram ministros da palavra, pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelentíssimo Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio, para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado.” (Lucas 1:1-4).

          Lucas escreveu o seu evangelho e o livro de Atos dos Apóstolos, porém ambos são praticamente um só texto e foram escritos em sequência cerca de 30 ou 40 anos após o desenrolar dos fatos descritos ali. Muitos alegam que tudo o que foi escrito naquela época, ou seja, os evangelhos, as cartas e o livro de Apocalipse, seria fruto da imaginação de seus autores. Mas quando lemos o início do Evangelho de Lucas notamos logo que ele escreve como se fosse um repórter, um jornalista. Antes de criar o texto que leva o seu nome, ele diz ter entrevistado pessoas, conversado com muitos, e procurado investigar se era aquilo mesmo que tinha acontecido.

          A minha convicção, e também de muitos cristãos, é que os evangelhos foram escritos por inspiração divina, mas sabemos que Deus usou homens para escrevê-los. É possível perceber isto claramente pela diferença de estilo entre os diferentes evangelhos, entre as diferentes cartas dos diferentes apóstolos, enfim, entre todos os livros que compõem a Bíblia. Foram homens que a escreveram, porém, divinamente inspirados.

          Alguns acham que escrever por inspiração divina seja algo como ver a mão do escriba se movendo sozinha, como se ele entrasse numa espécie de transe mediúnico e recebesse assim a mensagem vinda de Deus. Mas não é o que acontece. Deus usa o ser humano integralmente e o mantém no pleno controle de seus sentidos. “Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas”, escreve Paulo em 1 Coríntios 14:32. O Espírito Santo de Deus inspirou as palavras na mente dos diferentes escritores da Bíblia como se as ditasse em forma de pensamentos audíveis, e fez com que cada profeta ou apóstolo as escutasse da maneira como elas foram ditadas.

          Ao falar desse processo de inspiração palavra a palavra, Paulo explica assim: “Deus no-las revelou [as palavras] pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus... As quais [coisas] também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as [palavras] que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.” (1 Coríntios 2:10-13). 

          Em diversas passagens do Antigo Testamento encontramos Deus dando uma ordem direta aos seus profetas e dizendo coisas como “escreve num livro todas as palavras que [Eu] te tenho falado.” (Jeremias 30:2). Mesmo assim cabia ao homem a responsabilidade de transformar as palavras ditadas pelo Espírito de Deus em um texto fiel às suas intenções. E este cuidado fica claro no modo de Lucas proceder guiado pelo Espírito Santo. A introdução de seu evangelho mostra que, embora inspirado, seu texto é também um documento histórico, não uma mera lenda.

          J. R. R. Tolkien, autor de “O Senhor dos Anéis”, foi uma das maiores autoridades do mundo em lendas europeias, tanto é que seu livro traz muito desse seu conhecimento transformado em um romance épico, “O Senhor dos Anéis”, que é uma imensa mescla de lendas. Tolkien era também cristão e conhecedor da Bíblia. Outro autor, seu amigo e colega de ensino, era C. S. Lewis, um ateu (que depois de converteu a Cristo). Lewis alegava que os evangelhos não passavam de um conjunto de lendas, porém Tolkien, com seu conhecimento do assunto, explicou a ele que os textos não traziam qualquer característica de lenda, uma vez que, para se formar uma lenda, é preciso tempo e, principalmente, a ausência de testemunhas para contestar a sua veracidade. 

          Os evangelhos, porém, formam um conjunto de fatos registrados enquanto seus protagonistas e a maioria das testemunhas ainda viviam. Não faria sentido alguém escrever uma lenda quando ainda existia tanta gente capaz de contestar o que havia sido escrito. Quando o apóstolo Paulo fala da morte e ressurreição de Cristo, ele menciona que mais de quinhentas pessoas tinham visto Cristo ressuscitado, e a maior parte delas ainda vivia quando escreveu sua carta. É difícil você enganar um número tão grande de pessoas com uma lenda.

          Tudo nos evangelhos nos leva a crer que seus autores narraram os fatos exatamente do modo como eles ocorreram. O tempo passado entre os acontecimentos e seu registro era muito pequeno para a narrativa ser considerada uma lenda. Além disso, os evangelhos são tão ricos em pormenores que seria impossível alguém escrever uma lenda com tamanha riqueza de detalhes.

          Existem outras coisas importantes a serem consideradas. Quando você cria uma lenda, ou compõe um romance, o herói de sua história dificilmente será alguém como Jesus, que é o tema central dos evangelhos. Nós o vemos antes da cruz em agonia por saber o que viria sobre si, dizendo: “Pai... afasta de mim este cálice.” (Marcos 14:36). Da mesma forma, dificilmente os autores do texto falariam de seus próprios defeitos, como alguns fazem nos evangelhos. Nos evangelhos e no livro de Atos temos os apóstolos e outros discípulos fazendo coisas que não são propriamente corretas. 

          Como Pedro poderia falhar como falhou? E como iria permitir que suas falhas ficassem registradas se elas não fossem realidade? Qualquer outro teria maquiado situações constrangedoras, como fizeram com a história do Brasil que estudamos na escola. Hoje sabemos o quanto ela foi alterada para que seus heróis fossem apresentados como íntegros e irrepreensíveis. Até mesmo as biografias de homens famosos trazem muitas partes inventadas ou alteradas, para não deixarem transparecer o que seus personagens realmente eram. Por estas e outras razões não existe fundamento para dizermos que os textos bíblicos são uma obra meramente humana ou uma lenda.

          Mais um detalhe deve ser considerado. Se os evangelhos não passassem de lendas judaicas do primeiro século, a primeira coisa que seus autores fariam seria colocar homens como testemunhas da ressurreição de Cristo, jamais mulheres. Isto porque, na sociedade daquela época, as mulheres não eram tomadas como testemunhas, a menos que aquelas mulheres tivessem realmente visto a ressurreição de Jesus, caso contrário os autores dos evangelhos não teriam registrado aquilo do modo como fizeram. Quando alguém diz que a Bíblia não serve para os nossos dias está, obviamente, tirando conclusões a partir da cultura em que vive.

          Na passagem do capítulo 24 do Evangelho de Lucas encontramos dois discípulos caminhando decepcionados, pois confiavam que Jesus seria aquele que libertaria Israel. Enquanto eles conversam com o próprio Jesus, sem que o tivessem reconhecido, um deles diz: “Nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel”. Eles enxergavam a vida, morte e ressurreição de Cristo dentro do contexto cultural no qual estavam inseridos. Desde a infância aqueles dois homens haviam sido ensinados que o Messias viria para libertar Israel e, agora, eles falavam disso para o próprio Messias ressuscitado que tinha vindo com uma missão muito mais ampla do que simplesmente libertar Israel: aquele que tinha vindo salvar pecadores. Eles estavam diante de uma Pessoa e de um evento muito maior. Mas isso eles não conseguiam enxergar através das lentes culturais que traziam.

          Mesmo dentro do condicionamento cultural em que vivemos, você encontrará limitações para se entender a amplitude daquilo que a Bíblia ensina. Experimente mostrar a um jovem, criado no Ocidente, o que dizem os evangelhos e as cartas dos apóstolos sobre as relações sexuais, que devem ocorrer apenas no matrimônio e entre um homem e uma mulher. É bem provável que o jovem ocidental rejeite tal ideia. Ele dirá que isso era para o primeiro século, não para hoje, quando existe liberdade para as pessoas terem relações sexuais fora do casamento e inclusive entre pessoas do mesmo sexo. Mas se você mostrar outra coisa que Jesus ensinava, por exemplo, perdoar os inimigos, esse jovem ocidental dirá: “Ah, com isso eu concordo; é politicamente correto amar, perdoar, não revidar, etc.” Veja que das mesmas páginas você consegue extrair dois assuntos, um que é refutado imediatamente por alguém criado em uma cultura ocidental moderna, e outro que é imediatamente aceito pela pessoa dentro da mesma cultura.

          Agora tente mostrar estes mesmos assuntos tirados da Bíblia para um fundamentalista islâmico e a reação será inversa. Ele irá concordar com a parte do Novo Testamento que ensina que as relações sexuais devem ficar restritas ao casamento e que sexo entre dois homens ou duas mulheres seria uma aberração. Porém, não irá concordar com a ideia de perdoar um inimigo e a considerará até absurda, pois no islamismo ele foi ensinado de acordo com a velha máxima da Lei mosaica que dizia: “Vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.” (Êxodo 21:23-25) . Portanto, considerando apenas duas culturas, já é possível perceber que cada uma irá enxergar a Palavra de Deus dentro do seu contexto cultural, e ambas acabarão rejeitando o completo teor da Bíblia, apesar de concordarem com fragmentos de seu ensino.

          Outro tema normalmente usado pelos céticos e pelos que se opõem à fidelidade da Bíblia é o da escravidão. Se a Bíblia fosse a Palavra de Deus, como ela poderia admitir a escravidão ou não combatê-la? O problema é que, quando encontramos servos ou escravos na Bíblia, logo pensamos na escravidão no Brasil e em outros países no período colonial. Os escravos dessa época eram pessoas negras, sequestradas na África, discriminadas pela cor da pele e tratadas como animais. É assim que enxergamos a escravidão, pois é assim que ela está inserida em nossa memória cultural. Mas se você voltar no tempo, aprenderá que os escravos nos tempos bíblicos não eram nem um pouco parecidos com os do Brasil colônia. Eles não eram diferenciados pela cor de sua pele e podiam até pertencer ao povo de Israel. Um israelita podia dar-se a si mesmo como escravo para o pagamento de uma dívida, e também recuperar sua liberdade mediante pagamento. Portanto, estamos diante de um modelo de sociedade completamente diferente do que conhecemos.

          Por esta razão, não é tarefa simples pegar uma Bíblia e dizer que ela está errada, como fazem muitos céticos e inimigos da Palavra de Deus. Nosso referencial é por demais influenciado pelo contexto cultural em que vivemos, para que nossa conclusão sobre a Bíblia seja imparcial. Querer julgar a Bíblia por aspectos como os que mencionei aqui denota, além de ignorância, uma boa dose de soberba daquele que tenta fazê-lo, pois o ser humano sempre achará que a sua cultura está acima de todas as outras como referencial. 

          As pessoas de minha geração se lembram do modo como nos vestíamos nas décadas de 1950 e 1960, e das gírias que falávamos. Hoje nossos filhos riem das roupas que veem nas fotos antigas, mas para nós elas eram a última moda. Naquela época achávamos que o nosso modo de vestir devia ser o referencial adotado por todos, e zombávamos das roupas dos mais velhos do mesmo modo como a geração atual zomba das roupas que usávamos quando éramos jovens. Mas logo virá uma próxima geração e será ela que irá rir dos costumes dos jovens de hoje. Portanto, ainda que nenhuma cultura seja permanente, a Bíblia é permanente. E ela deve permanecer tendo este caráter, mesmo que algumas coisas nela nos deixem intrigados, nos desagradem ou estejam fora de nossa compreensão.

          Os homens tentam adaptar a Palavra de Deus aos seus interesses e o resultado é sempre ridículo. Nos Estados Unidos existe uma edição da Bíblia da qual foram excluídas todas as passagens “ruins”, como as que falam do lago de fogo e da condenação eterna. Apenas as palavras bonitas, agradáveis e politicamente corretas foram deixadas. O problema é que as pessoas que fizeram essa edição se consideraram mais sábias que o próprio Deus, quando ousaram dizer o que estaria correto e o que não estaria. No momento em que alguém decide julgar o que é certo e o que é errado, essa pessoa acaba assumindo a função de Deus, caso seja ela ou sua opinião o referencial adotado. 

          É mais ou menos como um casamento. Imagine você se casar com uma pessoa que concorde com tudo o que você diz. Você diz que gosta de azul, e ela diz que gosta também. Você gosta de feijão, e ela adora feijão. Você decide pintar a casa de uma determinada cor e ela diz que sempre sonhou em ter uma casa assim. A princípio pode parecer muito bom viver com uma alma gêmea nos mínimos detalhes, mas não demoraria muito para você achar que estava vivendo com uma pessoa sem personalidade. A opinião dela seria igual à sua nos mínimos detalhes, o que seria o mesmo que você se casar com um clone. Chegaria um momento quando nem mesmo haveria diálogo entre vocês, pois um saberia de antemão o que o outro iria falar e estaria de acordo de qualquer maneira.

          Deus quer ter um relacionamento com você, mas não nas bases que você estabelecer e, sim, nas bases que ele estabeleceu. E se ele realmente é Deus e a Bíblia a Sua Palavra, esta não irá concordar com você em tudo. Se concordasse, não seria mais a Palavra de Deus, e sim de alguém idêntico a você, com os mesmos gostos, as mesmas ideias e opiniões. É importante entender isto, pois quando você entende, percebe que não terá o poder de julgar a Bíblia, mas será ela o gabarito pelo qual você será julgado. “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.” (Hebreus 4:12-13). 

          Portanto, a Bíblia, a Palavra de Deus, denuncia quem nós realmente somos, e não gostamos nem um pouco disso. Ela revela que somos pecadores, descendentes de seres criados por Deus que um dia decidiram viver segundo a própria vontade e por isso mergulharam na ruína. Se você duvida que o ser humano é intrinsecamente mau, abra o jornal de hoje para ver a quantas anda o mundo habitado por uma humanidade avessa a Deus. Algumas pessoas ainda dizem que, se Deus existisse, que se Deus fosse realmente bom, o mundo não estaria assim. Realmente, se o ser humano tivesse permanecido submisso a Deus para que ele dirigisse todas as coisas, o mundo não estaria do jeito que está. Mas o homem excluiu a Deus de seus planos e o resultado está aí para ninguém poder contestar.

          Outro argumento bastante frágil contra a Bíblia é dizer que a Igreja Católica teria escondido os manuscritos originais e produzido outros, a partir dos quais teria sido elaborada a Bíblia que temos em mãos. Para aceitar tal argumento você precisaria ter acesso aos originais para comparar, o que nem mesmo os adeptos dessa teoria alegam possuir. A verdade é que a Bíblia que temos foi produzida a partir de muitas cópias de muitos manuscritos e nem todos se encontram no Vaticano. A maioria dos manuscritos e fragmentos nos quais se baseia o texto bíblico, está fora de Roma, em universidades e museus de todo o mundo, e em grande medida eles concordam entre si. 

          Hoje é possível você pegar, por exemplo, o livro de Isaías de sua Bíblia, o qual foi traduzido de uma cópia de cópias dos originais, e compará-lo com o manuscrito descoberto em 1947 nas cavernas de Qumran próximas ao Mar Morto. Naquele ano um pastor de ovelhas descobriu uma série de cavernas que continham diversos vasos, e dentro deles muitos manuscritos. O de Isaías encontrado ali é setecentos anos mais antigo do que o que foi usado na atual versão da Bíblia e, no entanto, os textos são considerados idênticos. Ninguém sabe quantas cópias foram produzidas nos setecentos anos que se passaram entre o que foi encontrado em Qumran e o que foi utilizado em nossa Bíblia atual, mas isto já dá uma ideia da fidelidade do trabalho dos escribas e copistas da antiguidade e, acima de tudo, do cuidado de Deus em preservar a Sua Palavra.

          Um argumento recente que tem sido adotado por alguns cristãos e igrejas é o de que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas apenas contém a Palavra de Deus. Os que defendem tal argumento dizem, por exemplo, que quando Satanás diz algo a Eva, ou os amigos de Jó lhe dão conselhos equivocados, ou Salomão fala de filosofia humana em Provérbios e de coisas terrenas em Eclesiastes, isso não seria palavra de Deus, mas palavras do diabo e de homens. O que esses não entendem é que essa informação, ou seja, o que o diabo e esses homens disseram, não teria chegado até nós se Deus não tivesse nos contado tudo isso. Portanto, a Bíblia é, sim, a Palavra de Deus, inclusive naquilo que Deus está dizendo que outros falaram.

          Como você pode perceber, os argumentos levantados contra a Bíblia costumam ser bastante frágeis quando examinados com o devido cuidado. O que não podemos é ter medo deles e adotar a postura de quem prefere nem ouvir falar do assunto. Podemos confiar que Deus teve o devido cuidado de preservar este livro que se denomina a si mesmo de “Palavra de Deus”, para que nós tivéssemos acesso a ele séculos ou milênios após seus textos originais terem sido produzidos.

          Agora quero voltar à questão de a Bíblia não ser um manual para o homem, mas ser a respeito do homem Jesus, embora encontremos nela muitos ensinos de como termos uma vida feliz neste mundo e também de como encontrar o caminho da salvação. No Evangelho de Lucas, após a ressurreição de Jesus, você encontra dois discípulos o questionando, porém sem o reconhecerem, porque seus olhos estão espiritualmente vendados: “És tu só peregrino em Jerusalém, e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias?” (Lucas 24:18). Os discípulos estavam limitados em seus pensamentos. Eles falavam das mulheres, que tinham tido uma visão de anjos dizendo que Jesus estaria vivo. Tudo aquilo os deixava confusos, porém Jesus os repreende: “Ó néscios e tardios de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?” (Lucas 24:25-26). 

          Jesus não apenas mostra que os profetas do Antigo Testamento eram dignos de crédito em tudo o que haviam escrito, como vai além ao revelar ser ele, Jesus, o tema central das Escrituras: “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.” (Lucas 24:27). Se ele começou por Moisés, que escreveu o Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia, e terminou falando de “todas as Escrituras”, fica evidente que Jesus deu o seu aval divino ao que hoje chamamos de Antigo Testamento.

          Os discípulos não haviam conhecido pessoalmente os profetas do Antigo Testamento, porém, para Jesus, os seus escritos eram dignos de crédito e para os discípulos deviam ser também. Hoje podemos ler o profeta Isaías falando do Servo sofredor, daquele que viria irreconhecível e iria para o matadouro como ovelha muda e, no Salmo 22, Davi relata os sentimentos daquele que seria colocado entre ladrões e os detalhes de sua morte em cruz. Davi escreveu que nenhum de seus ossos seria quebrado, que em sua sede ele beberia vinagre, teria suas vestes repartidas entre os soldados e que estes lançariam sorte sobre elas.

          Se para Davi e Isaías aquelas coisas eram ainda futuras, para nós é história e todas elas se cumpriram na vida e morte de Jesus. Se o próprio Senhor autenticou o testemunho dos profetas do Antigo Testamento, temos razões para crer também no testemunho dos apóstolos e profetas do Novo Testamento. O apóstolo Pedro, ao falar das cartas de Paulo, as colocou no mesmo nível das Escrituras do Antigo Testamento. Ele escreveu: “Em todas as suas epístolas [de Paulo], entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras” (2 Pedro 3:16).

          Portanto, temos as Escrituras do Antigo e Novo Testamento, mas o que fazemos com elas? Quando você dá uma Bíblia de presente a alguém, a primeira coisa que a pessoa faz é achar que aquele livro seja uma espécie de "Manual do Fabricante", e aí passa a procurar em suas páginas o que deve fazer ou como deve viver para agradar a Deus e ser recompensada com bênçãos nesta vida e na vida além. “O que devo fazer pra ser salvo? O que devo fazer pra ser feliz? O que devo fazer pra ser abençoado? O que devo fazer pra ser curado das minhas doenças? O que devo fazer para ser próspero e ganhar dinheiro?” Estas são as primeiras indagações de quem começa a ler a Bíblia. É como se tivesse nas mãos um manual do tipo “O que devo fazer”. Mas a Bíblia não é um livro escrito sobre aquele que lê. Ela certamente foi escrita para você, mas não é um livro sobre você. Toda ela é sobre Jesus. “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.” (Lucas 24:27).

          No início da Bíblia encontramos os livros escritos por Moisés, um grande herói do ponto de vista humano. Devemos seguir a Moisés? Não! Moisés já nos falava de Jesus quando os israelitas ainda eram prisioneiros no Egito. Deus ordenou a eles que sacrificassem um cordeiro e passassem seu sangue sobre os batentes exteriores das portas das casas onde viviam. Aquele cordeiro era uma figura de Cristo, pois, séculos mais tarde, no Novo Testamento, isso fica claro quando João Batista aponta para Jesus e diz: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29).

          Se continuarmos voltando no tempo, até Adão e Eva, descobriremos que Adão foi colocado num sono profundo, o seu lado aberto, e uma costela tirada a partir da qual Deus criou uma esposa para ele. Cristo, na cruz, foi colocado no sono profundo da morte, o seu lado foi rasgado pela lança do soldado e dali saíram o sangue da expiação e a água da purificação que expiam o pecado do pecador e o deixam apto para ter acesso à presença de Deus sem ser destruído. Foi do lado aberto de Jesus que saíram os elementos necessários para Deus formar aquela que é a Igreja, a noiva de Cristo.

          Nos tempos de Moisés, o povo andou pelo deserto carregando a “Arca da Aliança”, e aquela arca era uma figura de Cristo. Assim como Cristo andou pelo deserto deste mundo, aquela arca de madeira — figura da humanidade que vem da terra — viajava escondida sob uma cobertura de pele de animais marinhos e um tecido azul. Qualquer um podia ver em Jesus algo de celestial enquanto ele caminhava neste mundo, mas nem pecado, nem tentação alguma podiam ter acesso a ele, do mesmo modo como nada podia atravessar aquela capa impermeável de peles finas que cobria a arca.

          À semelhança da “Arca da Aliança”, ainda que os homens conseguissem ver o exterior de Jesus, ninguém via sua glória interior, representada pelo ouro que revestia a arca por dentro e por fora. Dentro dela estavam as tábuas da Lei dadas a Moisés, o que nos fala do único que realmente pôde cumprir toda a Lei, o Filho de Deus, perfeito, puro e sem pecado. Em sua peregrinação pelo deserto, os israelitas bebiam água de uma rocha que tinha sido ferida pela vara de Moisés, e aquela rocha também era uma representação ou figura de Cristo.

          Já deu para você perceber que a Bíblia inteira é sobre Cristo? Não se trata de um livro para você ter em mãos e procurar em suas páginas o que você deve fazer para ser salvo. Pelo contrário, a Bíblia é o livro cujas páginas mostram o que Cristo fez por você. É disso que as Escrituras falam desde o princípio. O que Jesus fez para você ser salvo, o que ele fez para limpar os seus pecados, o que ele fez pra Deus lhe perdoar, o que ele fez para Deus lhe aceitar, o que ele fez para você poder ir para o céu. O que Jesus fez, não o que você deve fazer! 

          Se alguém fizesse qualquer coisa em prol da própria salvação, a glória seria da pessoa e o céu estaria cheio de gente dizendo “cheguei aqui porque fui muito honesto, dei muitas esmolas, ajudei muitas pessoas, etc.”, enquanto outros diriam “estou aqui porque fui um grande artista, muito trabalhador, um grande cientista, médico ou inventor, etc.”. Todas estas coisas que nós valorizamos numa pessoa neste mundo, e que costumam ser mencionadas naquelas elogias nos velórios, seriam consideradas como créditos para a salvação. Porém no céu só existe um tipo de pessoa, aquela que diz: “Estou aqui porque Cristo morreu por mim; estou aqui porque eu era um pecador perdido e Jesus foi à cruz pagar por meus pecados, derramou ali o seu sangue para minha purificação e ressuscitou ao terceiro dia para minha justificação”.

          Lembro-me de um irmão, que pregava o evangelho numa praça na Bolívia, e foi abordado por um ouvinte, que lhe disse:

          — Gostei do que você falou; achei muito bonita a sua pregação, porém só não concordei com uma coisa. Você disse que todos nós somos pecadores perdidos. Mas eu não sou pecador, sou uma pessoa que sempre fez o bem. Eu nunca pensei mal de ninguém, nunca prejudiquei ninguém, nunca matei, roubei ou adulterei. Enfim, sou uma pessoa boa e eu vou para o céu porque eu creio que Deus irá ver a minha bondade e me receberá.

          O pregador comentou:

          — Bem, então teremos um problema no céu. Você sabe o que vai fazer no céu?

          — Não faço ideia.

          — Então vou lhe contar. No livro de Apocalipse há uma cena que se passa no céu e lá todos os salvos estão cantando.

          — Bem, então eu também vou cantar — disse o homem.

          — Pois é aí que está o problema — continuou o pregador — Todos estarão cantando um hino de louvor a Cristo, cuja letra diz: “Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação.” (Apocalipse 5:9). Todos estarão cantando assim e você estará cantando outro hino que diz: “Digno sou de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque fui bom, honesto, caridoso, etc. para comprar a mim mesmo para Deus.” Percebe como você estaria cantando completamente fora do tom celestial?


          Um texto de Mario Persona

domingo, 3 de dezembro de 2017

Palavras de Auxílio 12 - Sem Desejo de Participar na Igreja


Sem Desejo de Participar na Igreja
Se este for seu estado de momento, veja as passagens abaixo... se quiser, poderão auxiliá-lo.

Salmo 25:8
Bom e justo é o SENHOR; por isso mostra o caminho aos pecadores.

Salmo 84
Como é agradável o lugar da tua habitação, SENHOR dos Exércitos! A minha alma anela, e até desfalece, pelos átrios do SENHOR; o meu coração e o meu corpo cantam de alegria ao Deus vivo.
Até o pardal achou um lar, e a andorinha um ninho para si, para abrigar os seus filhotes, um lugar perto do teu altar, ó SENHOR dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Como são felizes os que habitam em tua casa; louvam-te sem cessar!
Como são felizes os que em ti encontram a sua força, e os que são peregrinos de coração! Ao passarem pelo vale de Baca (de lágrimas), fazem dele um lugar de fontes; as chuvas de outono também o enchem de cisternas (de bênçãos). Prosseguem o caminho de força em força, até que cada um se apresente a Deus em Sião.
Ouve a minha oração, ó SENHOR Deus dos Exércitos; escuta-me, ó Deus de Jacó. Olha, ó Deus, que és o nosso escudo; trata com bondade o teu ungido. Melhor é um dia nos teus átrios do que mil noutro lugar; prefiro ficar à porta da casa do meu Deus a habitar nas tendas dos ímpios. O SENHOR Deus é sol e escudo; o SENHOR concede favor e honra; não recusa nenhum bem aos que vivem com integridade.
Ó SENHOR dos Exércitos, como é feliz aquele que em ti confia!

Salmo 133:1
Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!

Efésios 3:14-19
Ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra. Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, para que Cristo habite no coração de vocês mediante a fé; e oro para que, estando arraigados e alicerçados em amor, vocês possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus.

Hebreus 10:23-25
Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel. E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia.

Obs: Quando aqui falo em “Igreja”, não falo de denominações “igreja”,  já que entendo que “Igreja” são todos os que vivem suas vidas alicerçadas em Jesus Cristo, independentemente de denominações eclesiásticas, participando ou não de denominações “igreja”. Assim, “participar na Igreja” é, antes de tudo, sermos solidários em amor nos encontros com o ser humano mais próximo de nós.
A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo (Tiago 1: 27).


Saudações,

Kurt Hilbert