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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Leitura Diária


          Deuteronômio 17:19
          “Trará sempre essa cópia consigo e terá que lê-la todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o SENHOR, o seu Deus, e a cumprir fielmente todas as palavras desta lei, e todos estes decretos”.

          A passagem acima foi retirada de uma orientação que o Senhor transmitia a quem fosse, no futuro, colocado como rei sobre o povo israelita. O ponto que desejo destacar é justamente este: e terá que lê-la todos os dias da sua vida.
          Primeiro, podemos considerar que essa orientação não cabe só a um rei – até porque a monarquia está em desuso hoje em dia – mas cabe a cada um de nós, pois somos governantes da nossa própria vida, do ponto de vista humano. Depois, esse “terá” não é propriamente uma obrigação, é antes uma orientação. A cópia de que fala a passagem era uma cópia da Lei. Em nosso tempo, esta cópia poderia referir-se à Bíblia. Cada um que deseja pode ter consigo uma cópia do livro mais impresso de todos os tempos.
          E é na leitura diária da Bíblia que eu quero chegar nesse texto, pois foi essa a revelação que esta passagem de Deuteronômio me trouxe.
          A Bíblia é um livro de revelações. A Palavra do Senhor não tem a necessidade de ser estudada teologicamente, ou segundo métodos interpretativos, segundo hermenêuticas e exegeses, pois essas são tão-somente técnicas humanas. Deus não necessita dessas técnicas para nos falar – Ele nos fala pela inspiração e revelação do Espírito Santo. Só isso.
          Quero repetir: a Bíblia é um livro de revelações.
          O Senhor, por meio dela, revela a Si mesmo para os homens, de forma parcial e segundo os homens de então poderiam entendê-Lo. Isso se dá especialmente no Antigo Testamento.
          O Senhor, por meio dela, revela os homens a si mesmos. Isso se dá quando lemos, nalgumas passagens, como os homens “usaram” Deus para impetrarem as suas próprias idéias, ou até mesmo para assustarem e oprimirem seus semelhantes, para causar-lhes medo e domínio. O que digo pode parecer, num primeiro momento, um tanto polêmico. Mas, sempre que observarmos na Bíblia alguma citação que, logo após o tão conhecido bordão “assim diz o SENHOR”, trouxer uma ordem cruel, desumana, insana, podemos ter certeza que o Senhor não a estava dando contra um semelhante do homem. Ali, nessa passagem, percebemos que eram homens influentes usando a Deus para a manipulação. Muitas pessoas ficam chocadas quando leem na Bíblia que Deus mandou matar “homens, mulheres e crianças”, ou quando é atribuída a Ele a ordem de “passar ao fio da espada” um integrante do seu próprio “povo”. Eu sei que agora posso estar mexendo num vespeiro, e alguns poderão estar me xingando. Mas eu tenho certeza que ali, nessas passagens, Deus está permitindo que o homem – cada um de nós – veja como alguns podem usar da boa fé – e do medo – dos outros para a manipulação. É isso que Deus nos revela ali. Eu digo que tenho certeza disso, pois em todos os tempos – e em especial hoje – alguns usam Deus para manipular outros. Na real, eles “pensam” que usam Deus, mas Deus só está nos ensinando a ter cuidado com “lobos em pele de cordeiro”.
          Quero dar um motivo, único e suficiente, para demonstrar o porque tenho certeza do que estou falando no parágrafo anterior: porque Jesus mesmo o ensinou! Aqui: Respondeu Jesus: “‘Ame o SENHOR, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. O segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mateus 22:37-40). A Lei e os Profetas eram as Escrituras Sagradas no tempo de Jesus, assim como os cristãos consideram a Bíblia como as Escrituras Sagradas hoje. Jesus ensinava que todas as Escrituras Sagradas dependem do mandamento do AMOR! É por isso que tenho aquela certeza que mencionei.
          Ainda, o Senhor, por meio da Bíblia, nos revela, no Antigo Testamento, a promessa e as indicações para a vinda do Cristo.
          E, por fim, através do Cristo, Deus se revela como a suprema fonte do AMOR. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele (I João 4:16).
          É por isso que a Bíblia é um livro de revelações. Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo (II Pedro 1:20-21).
          Dia desses me perguntaram: “Você acredita em tudo o que a Bíblia fala?”
          “Acredito”, respondi. E resumi: “A Bíblia, como um livro de revelações, mostra Deus Se revelando a Si mesmo para os homens, mostra os homens revelando a si mesmos uns para os outros, indica a vinda do Cristo, e revela, através do Cristo, todo o amor de Deus por nós”. Essa foi minha resposta.
          Não desconsideremos este pedido do Senhor: lê-la todos os dias da nossa vida.

          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
          Saudações,
                Kurt Hilbert

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Sonda Divina


          SENHOR, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos. Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos são bem conhecidos por ti.
          Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, SENHOR.
          Tu me cercas, por trás e pela frente, e pões a tua mão sobre mim. Tal conhecimento é maravilhoso demais e está além do meu alcance; é tão elevado que não o posso atingir.
          Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama nas profundezas, também lá estás. Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar, mesmo ali a tua mão direita me guiará e me susterá. Mesmo que eu diga que as trevas me encobrirão, e que a luz se tornará noite ao meu redor, verei que nem as trevas são escuras para ti. A noite brilhará como o dia, pois para ti as trevas são luz.
          Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção. Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.
          Como são preciosos para mim os teus pensamentos, ó Deus! Como é grande a soma deles!
          Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno.

          (Texto do Salmo 139:1-17;23-24)
          
          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
          Saudações,
    Kurt Hilbert         

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Bendiga o SENHOR


          Bendiga o SENHOR a minha alma! Bendiga o SENHOR todo o meu ser! Bendiga o SENHOR a minha alma! Não esqueça nenhuma de suas bênçãos!
          É ele que perdoa todos os seus pecados e cura todas as suas doenças, que resgata a sua vida da sepultura e o coroa de bondade e compaixão, que enche de bens a sua existência, de modo que a sua juventude se renova como a águia.
          O SENHOR faz justiça e defende a causa dos oprimidos.
          Ele manifestou os seus caminhos a Moisés, os seus feitos aos israelitas.
          O SENHOR é compassivo e misericordioso, muito paciente e cheio de amor.
          Não acusa sem cessar nem fica ressentido para sempre; não nos trata conforme os nossos pecados nem nos retribui conforme as nossas iniquidades.
          Pois como os céus se elevam acima da terra, assim é grande o seu amor para com os que o temem; e como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta para longe de nós as nossas transgressões.
          Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o SENHOR tem compaixão dos que o temem; pois ele sabe do que somos formados; lembra-se de que somos pó.
          A vida do homem é semelhante à relva; ele floresce como a flor do campo, que se vai quando sopra o vento e nem se sabe mais o lugar que ocupava.
          Mas o amor leal do SENHOR, o seu amor eterno, está com os que o temem, e a sua justiça com os filhos dos seus filhos, com os que guardam a sua aliança e se lembram de obedecer aos seus preceitos.
          O SENHOR estabeleceu o seu trono nos céus, e como rei domina sobre tudo o que existe.
          Bendigam o SENHOR, vocês, seus anjos poderosos, que obedecem à sua palavra.
          Bendigam o SENHOR todos os seus exércitos, vocês, seus servos, que cumprem a sua vontade.
          Bendigam o SENHOR todas as suas obras em todos os lugares do seu domínio.
          Bendiga o SENHOR a minha alma!


          (Texto do Salmo 103)


          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
          Saudações,
          Kurt Hilbert

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Ricos Reis



1º Coríntios 4:8
          Vocês já tem tudo o que querem! Já se tornaram ricos! Chegaram a ser reis – e sem nós! Como eu gostaria que vocês realmente fossem reis, para que nós também reinássemos com vocês!


Tenho o que quero!
Sou rico!
Sou rei!

Tudo pelo que me esmero,
isso fico,
isso serei.

Se antes, disso soubesse,
preencheria cada prece
só com toda gratidão.

Por tanto tenho apreço!
Por tanto eu agradeço!

Abundância, fartura, profusão...
          Mas tudo de nada vale
          se comigo não reina o irmão!

Queremos o que temos!
Ricos somos!
Reis somos!


Kurt Hilbert

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Os Mensageiros

         

          Atos 10:30-33
          Cornélio respondeu: “Há quatro dias eu estava em minha casa orando a esta hora, às três horas da tarde. De repente, colocou-se diante de mim um homem com roupas resplandecentes e disse: ‘Cornélio, Deus ouviu sua oração e lembrou-se de suas esmolas. Mande buscar em Jope a Simão, chamado Pedro. Ele está hospedado na casa de Simão, o curtidor de couro, que mora perto do mar’. Assim, mandei buscar-te imediatamente, e foi bom que tenhas vindo. Agora estamos todos aqui na presença de Deus, para ouvir tudo o que o Senhor te mandou dizer-nos”.

          Cornélio era um centurião romano que morava em Cesaréia. Era um homem que ainda não conhecia o Evangelho, ou as boas novas de Cristo e o plano de Deus a respeito dos homens por intermédio de Seu Filho. Mas Cornélio orava continuamente e mostrava ao Senhor que desejava conhecê-lo, que desejava ter uma experiência com Deus. Certo dia, enquanto orava, eis que um anjo apareceu a Cornélio e lhe deu a mensagem acima, que Cornélio, posteriormente, narrou a Pedro.
          Segundo nos relata a Bíblia, em diversas ocasiões, os anjos têm o papel de mensageiros de Deus. Dois casos célebres do desempenho dessa tarefa se deram antes do nascimento de Jesus e outro caso, ainda, logo após o nascimento.
          Antes de Jesus nascer, o anjo veio a Maria e anunciou-lhe tudo o que estava por vir. Pouco depois, quando Maria já estava grávida, José, seu prometido para esposo, intentava deixá-la secretamente. Outra vez, o anjo interveio e lhe falou que não a deixasse, já que o bebê que ela esperava era oriundo do Espírito Santo. E José acatou-lhe o pedido. Por fim, tão logo Jesus nasceu, um anjo apareceu aos pastores no campo, contando-lhes a boa nova.
Assim, vemos nestes três casos exemplos claros do papel de mensageiros dos anjos.
          Agora, na passagem no cabeçalho deste texto, um caso sui generis. Um anjo também se apresentou a Cornélio, mas não necessariamente lhe deu uma mensagem, senão uma instrução: que mandasse buscar a Pedro na cidade de Jope.   
          Conseguimos perceber o que se passou aqui? Não? Recapitulemos: o centurião orava continuamente a Deus, Deus ouviu suas orações, por certo via em seu coração o desejo de conhecê-lO, e Deus deu um jeitinho de fazer com que o centurião O conhecesse. Como? Pelo anjo? Nananinanão. Por Pedro! Seria Pedro quem falaria a Cornélio e sua família, que estava aberta para, segundo as palavras do próprio centurião, “ouvir tudo o que o Senhor te mandou dizer-nos”.
          Agora, percebemos o que aconteceu? Ainda não? É simples: no caso do Evangelho, de transmitir a mensagem de Cristo, de levar a Palavra de Deus às pessoas, a mensagem não está na incumbência dos anjos, mas dos homens!
          Agora percebemos, não é?
          A tarefa é nossa. É conosco que o Senhor conta para que as boas novas do amor de Deus para com todas as pessoas cheguem a elas.
          Nós somos os mensageiros de Deus!

          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
          Saudações,
          Kurt Hilbert

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Paixões Certas


Tiago 4:1-3
          De onde vem as guerras e contendas que há entre vocês? Não vem das paixões que guerreiam dentro de vocês? Vocês cobiçam coisas, e não as tem; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês vivem a lutar e a fazer guerras. Não tem, porque não pedem. Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres.


Qual a origem dos conflitos?
Qual a origem das contendas?
Qual a origem das guerras?
As paixões guerreiam dentro de nós
e, dentro de nós, explodem em guerra.
Cobiço coisas
e as vis coisas não tenho.
Matamos e invejamos,
não conseguimos o que desejamos,
porque desejamos mal.
Pelo que guerreamos?
Pelo que lutamos?
O que queremos, afinal?
A isso tudo se resume: a saber o que querer!
Quando, finalmente, eu souber
que, para ter,
basta pedir!
Ah, então, finalmente saberei pedir!
Pedirei as paixões certas:
          atração, afeto, amor,
          entusiasmo, arrebatamento, ardor.
Despedirei as paixões erradas:
          sofrimento, parcialidade, fundamentalismo,
          tormento, iniquidade, fanatismo.
Terei os motivos certos para pedir e despedir.
Despedirei minhas guerras.
Pedirei nossa paz.


Kurt Hilbert


sábado, 27 de setembro de 2014

Se Quiseres

 
          Mateus 8:2-3
          Um leproso, aproximando-se, adorou-o de joelhos e disse: “Senhor, se quiseres, podes purificar-me!” Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Quero. Seja purificado”. Imediatamente ele foi purificado da lepra.
 
          Deixei grifado em negrito, de propósito, algumas palavras no texto acima: “se quiseres”, “estendeu a mão”, “quero” e “imediatamente”.
          Desejo começar pelo fim, ou seja, dos temas grifados, iniciar pela palavra “imediatamente”. Quando colocamos algo em pedido a Deus, pela oração – já que não o podemos fazer pessoalmente, por assim dizer, como fez o leproso a Jesus –, podemos ficar descansados, que Deus ouviu nossa oração. É simplesmente impossível que Deus deixe de ouvir qualquer oração proferida no terceiro planeta do sistema solar, por um terráqueo, por menor que seja o bípede da raça humana. Impossível que Ele não ouça. Por quê? Porque Ele é onisciente – sabe tudo. Buenas, se Ele sabe tudo, sabe de todas as palavras que se originaram dos pensamentos e sentimentos; assim, ouve todas as orações – mesmo as sem palavras, feitas só em pensamento e sentimento. Estando claro isso, podemos dizes que Ele ouve nossas orações imediatamente. Mas a Sua resposta a elas não necessariamente é imediata – ela vem ao Seu tempo. E, às vezes, a resposta também pode ser imediata, como no caso do leproso.
          Jesus disse “quero” ao pedido do leproso. A nós o Senhor sempre diz “quero”, quando oramos a Ele com sinceridade. Só que o “quero” de Deus, o “sim” de Deus, é sempre para o nosso bem. Sempre. Vejamos: Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito (Romanos 8:28). Deu para ver? E Ele sempre diz “quero”? Sim. Mas o “sim” do Senhor é sempre para o nosso bem. Para o nosso bem é que Ele diz “sim”. Quando pedimos algo que nós julgamos que seja para o nosso bem, mas o Senhor, conhecedor de tudo – onisciente, lembra? – vê que não é para o nosso bem, Ele transforma esse “sim” direto em “não” direto, mas preservando sempre o “sim” maior, que é o do Seu amor por nós. E quando Ele traduz esse “sim” d’Ele por “quero”, então o pedido está ao nosso alcance. Pareceu confuso? Aparentemente, talvez. Mas não é. Leia de novo.
          Seguindo, vemos que Jesus “estendeu a mão” ao leproso; tocou o leproso. Jesus chegou mesmo a abraçar leprosos, quando isso era inimaginável naquela época, em que leprosos eram isolados e excluídos da sociedade. Jesus sempre estende a mão para os isolados e excluídos – e os toca. Isso não é demais?
          Para finalizar, chegamos ao começo: à primeira parte grifada no texto acima – “se quiseres”. Aqui vou me permitir uma delonga. Peço um pouco de paciência a quem se encorajou a ler estas linhas.
          O leproso chegou ao Senhor e tinha certeza que Jesus poderia purificá-lo da lepra. A sua fala nos deixa transparecer isso. Ele estava convicto de que Jesus poderia purificá-lo. Aquele leproso via isso de forma muito clara, sem um cílio de dúvida no seu olhar: o Senhor pode me purificar. Essa certeza ululava em seu coração. Mas aí vem a grande “palavrinha mágica” – duas palavrinhas, para ser exato: “se quiseres”.
          Hoje em dia pode-se ouvir por aí, em boca de pregadores televisivos, coisas como “eu determino a cura”, “eu tomo posse da cura”, “eu ordeno ao ‘demônio’ da doença que saia desse corpo, que não te pertence”, et cetera e tal. E tudo isso acompanhado, infalivelmente, pelo bordão onipresente “em o nome de Jesus”. Ok, ok, eu não quero – nem devo – julgar procedimentos de ninguém. Mas me parece que há uma voz imperativa do orante, muito mais exigindo do que pedindo. Jesus disse “pedi e dar-se-vos-á” (Mateus 7:7). Ele não disse “exigi, determina, ordena”. Em meus ouvidos, quando ouço orações imperativas, com expressões exigentes, meus tímpanos saltitam em desconforto. Aquilo me incomoda – por algum motivo deve ser... E aí eu volto à expressão do humilde leproso, achegando-se a Jesus e dizendo “se quiseres”. Isso saltita confortavelmente em meus tímpanos!
          Concluo, cá com meus botões, que SEMPRE deveríamos nos dirigir ao Senhor, pedindo o que quer que seja, com essa humilde e amável conjunção de palavrinhas: “Senhor, eu sei que o Senhor pode me conceder tudo o que peço. Então te peço isso e aquilo. SE QUISERES, podes conceder-me. Porque sei também que o Senhor só me concederá o que for o melhor para mim”. E aí sim, após agradecermos antecipadamente pela graça divina, podemos fechar nossa oração pronunciando-a “em nome de Jesus”.
          Para finalizar, não posso deixar de comentar: que baita lição nos ensinou aquele humilde e anônimo leproso!
 
          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
          Saudações,
                Kurt Hilbert

sábado, 20 de setembro de 2014

As Preocupações da Vida


 
          “Portanto eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa?”
          “Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem, nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não tem vocês muito mais valor do que elas?”
          “Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?”
          “Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé?”
          “Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘O que vamos comer?’ ou ‘O que vamos beber?’ ou ‘O que vamos vestir?’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas”.
          “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas”.

          (Texto de Mateus 6:25-33, nas próprias palavras do Mestre)

          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
          Saudações,
          Kurt Hilbert

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Palavra da Língua



Tiago 3:2-12

          Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo. Quando colocamos freios na boca dos cavalos para que nos obedeçam, podemos controlar o animal todo. Tomem também como exemplo os navios; embora sejam tão grandes e impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um leme muito pequeno, conforme a vontade do piloto. Semelhantemente, a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha. Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniquidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso da sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno. Toda espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e tem sido domada pela espécie humana; a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Com a língua bendizemos o Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim! Acaso podem sair água doce e água amarga da mesma fonte? Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce. 
                                                                

De muitas maneiras tropeço,
de muitas maneiras eu peco.
     Quando domino o que falo,
     quando me domino e calo,
     quando sei o poder que tenho,
     instantaneamente eu venho
     a saber o que é divino,
     a saber que tudo domino.
     TUDO!
          Quando domino minha língua, sou PERFEITO!
               Eu posso TUDO...
               o TUDO e o TODO estão na PALAVRA!

O pequeno freio na boca
dirige o grande cavalo.
     O vento impele o grande navio,
     mas, quando domino seu pequeno leme, o levo para onde quero.
          Incendeio o grande bosque
          com uma pequena fagulha.
               Quando domino minha pequena língua,
               dirijo meu grande universo.

Com a língua domo!
Pela língua sou domado!
     Se é que a consigo domar...

Com a língua me dano e me sano.
     Se dos meus males murmuro,
     eu mesmo os causo e me contamino.
          Quando não falo o profano,
          eu mesmo me curo,
          falando e louvando o divino.

Com minha língua sem freio
falo, falo, falo e chicoteio,
metralho em tiroteio,
mato o sonho alheio.
     Com minha língua em fagulha incendeio
     o sonho de vida do irmão.
     “Você não deveria fazer isso,
     não deveria fazer aquilo,
     você não tem capacidade...”
     Falando levianamente,
     a vida do outro aniquilo.
     Queimo-lhe a felicidade...
     Tudo com a língua que não domino!

Mas a mesma língua é uma arma
que arma o irmão de poder
     quando falo que
     “você pode, sim, você pode,
     acredite, vá em frente,
     enfrente as dificuldades, lute e vença...”
A mesma língua comprida
pode encher de vida
quando, com amor, permeia
tudo que a rodeia!

Eu tenho que saber disso:
     com a mesma língua bendigo;
     com a mesma língua maldigo;
          com a mesma língua abençoo;
          com a mesma língua amaldiçoo;
               com a mesma língua louvo a Deus;
               com a mesma língua derroco meu irmão...
               ... o meu semelhante, semelhante a Deus...
               ... o meu semelhante, por ele Deus se coloca a meu lado.
                    Quando, com a língua, firo meu semelhante,
                    de semelhante forma firo a Deus.
Quero louvar a Deus?
Que eu o louve por meu semelhante!
     Ah! O poder da PALAVRA pela língua que falo!

Não deveria jorrar
água doce e amarga
de uma mesma fonte!
     Tenho que optar
     pela língua estreita ou larga,
     pois minha língua é uma ponte.
          O que por ela passa?
Minha língua é uma prece.
O que eu ligo e desligo?
     Deus me ensina que o que digo,
     fatalmente acontece.

O poder da PALAVRA de Deus
está em minha PALAVRA.
Quando falo o que Ele fala, tudo atua.
Mas, quando não, bem, quando não...

De muitas maneiras tropeço,
de muitas maneiras eu peco.
     Quando domino o que falo,
     quando me domino e calo,
     quando sei o poder que tenho,
     instantaneamente eu venho
     a saber o que é divino,
     a saber que tudo domino.
     TUDO!
          Quando domino minha língua, sou PERFEITO!
               Eu posso TUDO...
               o TUDO e o TODO estão na PALAVRA!
 
Kurt Hilbert

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Falsos Profetas

 
         Mateus 24:24-25
         “Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. Vejam que eu os avisei antecipadamente”.
 
          Gostaria de iniciar essas linhas não entrando no mérito dos “falsos cristos” ou dos “grandes sinais e maravilhas”, nem mesmo me ater a descrever características dos tais “falsos profetas”, que enganariam “até os eleitos”, dos quais o Cristo já nos prevenia antecipadamente.
          Não. Peguei essa passagem para entrar numa outra questão, mas igualmente relacionada: a ojeriza que certas práticas em certas igrejas causam àqueles que pensam um pouquinho – como eu e, possivelmente, como você, que lê essas linhas.
          Citando algumas dessas práticas, temos: a exploração financeira dos fieis; a manipulação dessas massas mais incautas; as vantagens tributárias que essas instituições têm, tal como isenção de vários impostos, que eu e você pagamos, gostemos deles ou não; a vida nababesca que muitos líderes de igrejas desfrutam, à custa do “rebanho”; a cara-de-pau, necessitando de anti-cupim, que muitos exibem em seus púlpitos; e a lista poderia seguir, quase ad infinitum.
          Jesus já previa isso, por isso nos avisava. Ele dizia, em outras palavras: “Abram o olho com esses malandros, não caiam na balela deles”.
          E o que isso causa em muitas pessoas? – devo confessar que até a mim esse sentimento já veio: “é tudo farinha do mesmo saco” – mesmo sabendo que há muitíssimas pessoas sérias no meio. Muitos chegam a desanimar com o cristianismo em si, com em evangelho em si, com a mensagem infinita de Deus, através de Cristo. Muitos chegam a detestar qualquer menção ao evangelho. E isso é uma lástima!
          Então, dia desses, diante desse cenário desalentador, matutei com meus botões, e tive um pensamento. Acho até – com o perdão da presunção – que foi uma mensagem do Criador que entrou em contato. Segue abaixo.
          Pensemos numa faca. A faca em si não é necessariamente boa nem ruim. É tão-somente uma faca, elaborada rudimentarmente por nossos remotos antepassados enquanto estes ainda habitavam em furnas, e borboleteavam por aí sem lenços e sem documentos.
          Uma faca destina-se àquilo que seu manipulador decidir.
          Uma faca, quando maiorzinha – chamada de facão pelos rincões do interior – pode abrir picadas no meio da mata, caminhos onde antes não havia. Uma faca pode descascar uma laranja, cortar uma batata, destrinchar um belo pedaço de costela bovina, enfim, pode servir de ferramenta para preparar alimento. Uma faca, bem afiada e esterilizada, pode transformar-se no bisturi que, mediante uma cirurgia, devolve as condições de saúde a alguém. Mas uma faca, nas mãos de um destemperado, pode matar.
          Assim, meus caros, uma faca pode abrir caminhos, pode alimentar, pode salvar uma vida – e pode matar! Tudo depende do uso que fazemos dela.
          Agora quero fazer uma analogia com o cristianismo, com a doutrina de Cristo, com o relacionamento que Deus nos propõe. Nas mãos de pessoas sérias e honestas, o evangelho abre caminhos espirituais, alimenta a alma, salva para uma vida eterna com Deus. Mas, nas mãos de pessoas fúteis e desonestas, pode matar a fé, a esperança e o amor.
          A boa notícia aqui é que Deus olha com carinho a alma das pessoas. Ele sabe quem O busca de coração sincero. E a estes, a recompensa virá. E Ele também sabe quem é pilantra nessa história. E, pela lei da causa e efeito, a recompensa também virá.
          Então, nunca nos desiludamos com a doutrina de Cristo. Saibamos separar o joio do trigo.  Mantenhamo-nos no salutar relacionamento com Deus. Façamos bom uso do que Jesus tem colocado em nossas mãos. Só isso. E isso é tudo.
 
          Por hora é isso, pessoal. Que a liberdade e o amor de Cristo nos acompanhem.
          Saudações,
                Kurt Hilbert